5ª edição do Festival de Inverno de Folclore

No próximo dia 25 de Novembro, sábado, vai realizar-se a 5ª edição do Festival de Inverno de Folclore, promovido pela Sociedade Filarmónica União Samorense - Samora Correia, concelho de Benavente. Este espectáculo tem por objectivo celebrar o folclore e a etnografia, e começa às 20h30 com o desfile dos ranchos participantes do Largo 25 de Abril para a sede da Sociedade Filarmónica.

Neste Festival de Inverno de Folclore vão participar
Rancho Folclórico "Ceifeiras e Campinos" da SFUS - Samora Correia
«O Rancho Folclórico "Ceifeiras e Campinos" está inserido na Sociedade Filarmónica União Samorense, uma Instituição de Utilidade Pública com 96 anos de existência que fomenta a Arte, a Cultura e o Recreio na cidade de Samora Correia.
Nas razões que conduziram à criação deste grupo estão a preservação e divulgação da etnografia e dos usos e costumes das gentes ribatejanas.
Os elementos deste grupo usam os trajes tradicionais do campino e da ceifeira, figuras características desta região, pois Samora Correia fica situada em pleno coração do Ribatejo, entre a charneca e a lezíria.»
Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha - Vila Real de Santo António
O Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha está integrado na Associação Cultural de Vila Real de Santo António e está filiado no INATEL com o n.º 3.960, tendo feito a sua primeira apresentação a 21 de Setembro de 1991.
O Grupo faz as suas apresentações em palco com dois trajes diferentes, podendo assim oferecer dois tipos de espectáculos: o Traje Típico Algarvio, e um outro traje que nos remete para as profissões exercidas no concelho, pelos nossos antepassados, como é o caso da ceifeira, do pescador da manta rota, da padeira, do sapateiro, da leiteira, do feitor, do arreeiro, do salineiro, da mulher do campo, entre muitos outros. 
o Rancho Folclórico de Aranhas - Castelo Branco
o Rancho Folclórico Ceifeiras de Porto de Muge - Valada
e o Rancho Folclórico da AREPA - Porto Alto.


O programa do evento prevê a recepção e concentração dos grupos convidados às 17h30 seguindo-se o jantar no pavilhão da Associação Recreativa e Cultural Amigos de Samora (ARCAS). A partir das 20h30, os participantes desfilarão desde o Largo 25 de abril até à sede da Sociedade Filarmónica União Samorense, onde decorrerá o festival, com início às 21h00. A entrada é livre e aberta a toda a população.

Acção de Formação da Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira

Referencial de Boas Práticas nos Grupos de Folclore da Região Autónoma da Madeira e Processo Técnico da Federação do Folclore Português na Região

No próximo dia 25 de Novembro, entre as 9h30 e as 13f00, no Centro Cultural John dos Passos, na Ponta do Sol, vai realizar-se mais uma formação organizada pela AFERAM – Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira.

Neste encontro, vão ser apresentadas algumas conclusões da implementação do Referencial de Boas Práticas e o do Processo Técnico da Federação do Folclore Português na Região, projeto desenvolvido por treze grupos de folclore da região, nos últimos meses, com o acompanhamento da AFERAM, em estreita colaboração e parceria com o Conselho Técnico Regional da Federação do Folclore Português. Dois representantes da Federação do Folclore Português também participarão, como oradores, neste encontro.

A formação destina-se a elementos de Grupos de Folclore e interessados na Cultura Tradicional.

Solicitamos que as inscrições sejam efetuadas para o email da AFERAM (aferam.madeira@gmail.com), até dia 23 de novembro (Quinta-Feira), de modo a podermos preparar, atempadamente, o almoço, que vai ser oferecido pelo Grupo de Folclore da Ponta do Sol.

Programa
09:30 - Recepção dos participantes
10:00 - Enquadramento do projeto - AFERAM
10:20 - Apresentação de trabalhos realizados pelos grupos de folclore no âmbito do projeto
11:10 - Intervalo
11:30 - Continuação da apresentação de trabalhos realizados pelos grupos
12:20 - O processo técnico - FFP
13:00 – Almoço

Contactos:
AFERAM Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira
Centro Cívico de Animação e Cultura Edmundo Bettencourt
Rua Latino Coelho 57, R/C 9060-155 Funchal – Madeira – Portugal
Email: aferam.madeira@gmail.com
Nos próximos dias 1 e 2 de Dezembro, em Monção, a Federação do Folclore Português, cuja missão se esteia na salvaguarda do património e da cultura tradicional e popular portuguesa, irá reunir a sua equipa nacional de Conselheiros Técnicos.

Este encontro irá reunir mais de uma centena de participantes e os temas a abordar centrar-se-ão nas temáticas da representatividade dos grupos de folclore, nos procedimentos e operacionalização do ciclo avaliativo aos grupos de folclore (a desenvolver ao longo do atual mandato) e, ainda, a análise do inquérito de satisfação aplicado aos associados da FFP. Outros temas estruturantes serão abordados incluindo uma abordagem à Carta de Princípios do Folclore Português.

Este encontro tem como principal objetivo consolidar conhecimentos, articular procedimentos, trocar experiências e formar pedagogicamente estes agentes culturais que realizam um trabalho de proximidade e acompanhamento dos grupos etnográficos portugueses tanto no território continental como insular e, ainda, os grupos de folclore das comunidades portuguesas na diáspora.

É esperado que deste encontro saiam diretrizes renovadas sobre o futuro do movimento e que relevem a vertente do estudo e da salvaguarda do património, para que a sua aplicação quotidiana assuma cada vez maior impacto junto dos diversos agentes culturais deste campo do associativismo português.

Aproveitando a ocasião do Encontro Nacional de Conselheiros Técnicos, os Grupos do Alto Minho reúnem-se num trabalho de representação sobre as "Tradições do Alto Minho", concebendo um espetáculo que envolverá uma panóplia de temáticas desde as diversas vivências de infância, passando pela tradicional apanha do sargaço, às feiras, às malhadas, aos serões, às espadeladas e mesmo um enterro!

O espetáculo irá realizar-se no dia 1 de dezembro, pelas 17h00, no Cine Teatro João Verde, em Monção, e promete ser um final de tarde rico em tradições.

Irão participar os seguintes Grupos de Folclore:
- Grupo Folclórico das Lavradeiras de São Pedro de Merufe
- Grupo Folclórico Estrelas dos Vales
- Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo
- Grupo Folclórico de Castelo do Neiva
- Rancho Folclórico da Correlhã
- Grupo Folclórico das Lavradeiras da Meadela
- Grupo de Danças e Cantares de Carreço


A Federação do Folclore Português agradece, desde já, todo o empenho e apoio das várias instituições para realização deste encontro nacional, assim como, do espetáculo.

Comunicado da Federação do Folclore Português

Solidariedade com o movimento associativo folclórico nacional
No ano em curso, mas especialmente nos meses de junho e de outubro, Portugal foi assolado por uma autêntica catástrofe a nível de incêndios florestais e urbanos, designadamente nas regiões centro e norte do país.

Pelas mais diversas razões, não conseguiram as instituições envolvidas na proteção civil e no ataque aos incêndios proceder à sua extinção a tempo de impedir a perda de mais de cem vidas humanas e de tão elevado património natural e urbano. Perante tal catástrofe, o país ficou mais pobre e mais vulnerável.

A memória das pessoas que perderam a sua vida nestes incêndios, ou em sua consequência, impõe à sociedade portuguesa e, sobretudo, às entidades oficiais que têm entre as suas principais atribuições a defesa e a salvaguarda de vidas e bens, que no futuro não possam repetir-se tragédias de tal dimensão. Se não se tivesse “poupado” na prevenção, certamente que não se teria assistido à impotência de meios e de recursos para debelar tão vasta calamidade, e nem seria agora necessário despender verbas tão avultadas como as que serão mobilizadas para apoiar as vítimas desta tragédia.

Que, ao menos, saibamos aprender a lição, posto que o preço, sobretudo a nível humano, foi tão elevado!

Entre as vítimas e os lesados desta incomensurável catástrofe encontram-se alguns folcloristas e até alguns grupos de folclore, cujo património, adquirido com tanto empenho e com tanto esforço, foi pasto das chamas. Por isso, a Federação do Folclore Português entende dever expressar aos Grupos e Ranchos de Folclore prejudicados por estes incêndios uma palavra de muita solidariedade e de muito carinho, pugnando para que, qual Fénix renascida das cinzas, possam encontrar força e ânimo para prosseguir no seu tão notável labor em prol da salvaguarda e valorização da cultura tradicional portuguesa.

Os nossos respeitosos cumprimentos.

A Direção da Federação do Folclore Português

Comemoração do Dia Nacional do Folclore Português

Comemoração oficial do
DIA NACIONAL DO FOLCLORE PORTUGUÊS
29 de Maio de 2016
Parque Maria Adelaide - Arcozelo – Vila Nova de Gaia
No dia 29 de Maio de 2016, vamos comemorar o Dia Nacional do Folclore Português, pela primeira vez oficialmente, conforme deliberação da Assembleia da República de 22 de Julho de 2015, por petição da Federação do Folclore Português.
Com esta comemoração pretende-se percorrer mais uma etapa, propondo a todos os folcloristas, um olhar atento, consciente e apaixonado sobre a IDENTIDADE do POVO PORTUGUÊS, conhecer, compreender e respeitar a diversidade das expressões culturais que constituem a herança Patrimonial Cultural Imaterial e Material do nosso Portugal, que desejamos preservar e salvaguardar, permitindo às novas gerações encontrar no presente, orgulho no passado e o desejo de lançar sementes novas, que produzam frutos para o futuro, de valorização e credibilização do Folclore Português.
Alicerçar o Futuro depende de todos que se deixaram apaixonar pelas suas terras, gentes e tradições.

A Federação do Folclore Português
Para saber mais sobre esta iniciativa, clique aqui.

Festas, Feiras e Romarias de antigamente

«A romaria da serra do Pilar é das mais concorridas. Fazem-se ali mercados e as raparigas do Porto e arrabaldes improvisam bailes em que também volteiam os soldados da fortaleza. A tradição conserva-se para as feiras e para o foliar naquele canto pitoresco da paisagem, onde há tantos anos se faz a romaria. Este ano, como de costume, foi enorme a concorrência, tendo-se feito excelentes negócios e magníficas transações
Inquestionavelmente, é a terra de Entre-Douro e Minho a que oferece aos olhos estáticos do turista as mais lindas e variadas paisagens portuguesas, e que procria a gente mais divertida, mais foliona, mais alegre de todos o país. Foi talvez observando os usos e costumes das povoações do Norte que os franceses engendraram esse velho e tão verdadeiro provérbio: «Les portugais sont toujour gais».
A feira de Santo António em Vinhais é das mais concorridas, pois de muitas léguas em redondo vem gente para as transações no excelente mercado. Com bailes e descantes decorrem as festas tradicionais em que se desafogam os espíritos e se fazem bons negócios.
As Festas de Nossa Senhora da Piedade, cujo dia principal é 8 de Setembro, são uma tradição antiga da vila de Odemira, mobilizando os odemirenses que assim prestam homenagem à padroeira da terra, cuja actual capela foi construída em princípios do século XX.
É no 3º Domingo de Setembro que se realiza, em Espinho, a Romaria de Nossa Senhora d’Ajuda. O culto e a devoção a Maria, Mãe de Deus, sob a invocação de Nossa Senhora d’Ajuda, segundo a tradição, terá nascido com a própria localidade.
«Não acaba a tradição. Por toda a província continuam as romarias com o mesmo cenário de sempre com as suas transações e os seus devotos. A do Senhor da Pedra fez-se como em todos os anos tendo uma enorme concorrência.»
«De 4 a 6 do corrente, com o máximo esplendor, realizou-se em Mirandela a festa à Senhora do Amparo; a procissão foi deveras imponente, não se faz nenhuma com mais brilho e grandeza na província de Trás-os-Montes. Houve arraial e lindas iluminações sobre o Tua
Nos finais do século XIX e começos do século XX, a romaria ao Senhor da Serra que se realizava na localidade de Belas, no concelho de Sintra, foi uma das mais afamadas e concorridas que então ocorriam nos arredores de Lisboa.

«A feira de Agualva foi pitoresca e chamou gente. Fazia-se negócio, ouvia-se ruído de vozes em disputa, os mendigos lamuriavam pelos caminhos onde os maiorais passavam conduzindo o gado. Ao fim a paisagem verdejante, a vida campestre em toda a sua plenitude, ranchadas que vinham de longe, canções que se perdiam nas quebradas
Perde-se nos tempos a origem das feiras enquanto local onde os povos efectuavam as suas transacções e adquiriam bens que necessitavam e não produziam em troca dos seus próprios produtos, dando origem a uma classe de mercadores que passaram a viver exclusivamente dessa actividade.

«As festas da Senhora dos Remédios em Lamego chamam muita concorrência das freguesias vizinhas que à sombra das árvores seculares faz os seus bailaricos e entoa os seus descantes em louvor da imagem e num culto tradicional. (...)»

XIX Jornadas Técnicas de Etnofolclore - Coimbra

A Associação de Folclore e Etnografia da Região do Mondego vai realizar no próximo dia 21 de novembro, a partir das 10h00, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, as XIX Jornadas Técnicas de Etnofolclore, integradas na comemoração do seu 30º aniversário.

A organização pretende que mais esta edição das Jornadas seja uma ação de formação e valorização para todos os participantes e ainda um alerta para a necessidade premente de uma melhor salvaguarda desse valioso património que os Grupos de Folclore recuperam na sua atividade de recolha.
Para o efeito, vai contar com a presença de alguns especialistas nacionais que abordarão as duas temáticas principais: a tradição oral enquanto património imaterial (os provérbios, os pregões e outras formas de linguajar) e a dança tradicional (seu significado e execução).

No final dos trabalhos, assistiremos a uma demonstração das diversas formas de linguajar realizado pelo GEDEPA, da Pampilhosa.
A Etnografia e o Folclore participam significativamente no debate sobre a cultura popular e a identidade nacional, na medida em que enfatizam a dimensão cultural e popular do processo da sua formação.

Estas Jornadas contam com o apoio de várias entidades locais e regionais e destinam-se aos elementos de grupos folclóricos e outras associações ligadas à cultura popular, estudiosos do folclore e etnografia e público em geral.
A participação pode ser feita mediante o preenchimento de uma ficha de inscrição e pagamento de 7,5€.

Programa
Dia 21 de novembro

10.00 – Abertura do secretariado
10.30 – Sessão solene de abertura

11.00 – Pausa para o café
11.15 – Fala para que eu te veja! O que nos dizem os provérbios? - Doutor Alexandre Parafita

11.45 – Pós p’ra bicharada! Os pregões e o património - Inspetor Lopes Pires
12.15 – Discussão dos temas apresentados - Moderadora: Mestre Sandra Lopes

13. 00 – Almoço livre
14.30 – Música e dança no contexto dos processos de folclorização: abordagem sumária - Doutor Avelino Correia

15.00 – Salvaguarda da dança tradicional - Doutora Marisa Barroso
15.30 – Dança popular: autenticidade, beleza e alegria na execução - Eng. José Teixeira

16.00 – Discussão dos temas apresentados – Moderador: Dr. Luís Madaleno
16.30 – Pausa para o café

16.45 – Tesouros do Povo – Pampilhosa e seu linguajarGEDEPA - Grupo Etnográfico de Defesa do Ambiente e Património | Pampilhosa - Mealhada
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