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Em defesa dos Trajos Regionais e Tradicionais

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Em defesa dos Trajes Regionais e Tradicionais blog do Portal
Os trajos que qualquer Grupo de Folclore apresenta definem, ou deviam definir, sem ambiguidades, a região etno-folclórica a que o mesmo pertence e que pretende representar, em conjugação com as danças, os cantares e até os instrumentos musicais.

Infelizmente, isto está longe de acontecer com diversos Grupos de Folclore, de Norte a Sul do País, nas Regiões Autónomas e nas Comunidades de Portugueses espalhadas pelo mundo.

Felizmente, também há muito Grupos de Folclore que se prezam em apresentar com autenticidade ostrajos da respectiva região, independentemente dos tecidos, dos cortes, dos adereços, etc., que possam ou não ser menos vistosos, coloridos ou “ricos” relativamente a outras regiões.

No âmbito do trabalho de pesquisa realizado pela Equipa do Portal do Folclore Português, encontrámos um artigo de opinião da autoria do Sr. Álvaro V. Lemos, escrito em Março de 1924 e publicado na revista ALMA NOVA (nº16/18 – Abril – Junho …

Novembro, "mês das Almas"

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"Novembro era o mês especialmente dedicado às almas. 
Nas sedes e em diversos lugares das freguesias, celebrava-se o mês das Almas. Este consistia na leitura de textos apropriados e, por fim, na reza de um terço do rosário. 
Em Vila Real, nos anos trinta, o mês das almas fazia-se na igreja de São Pedro. 
A devoção começava, ás sete horas, com o exercício rezado. 
Seguia-se a missa, que era aplicada pelas obrigações das pessoas que tivessem auxiliado com as suas esmolas essa devoção. 
A manhã encerrava com a bênção do Santíssimo. 
À noite, pelas 20h30, havia uma palestra por um orador de renome. A igreja chegava «a não comportar os numerosos fiéis que ali afluem com a maior devoção»"
In "Alto Douro - Terra de vinho e de gente", A.L. Pinto da Costa
Em Novembro: dos Santos aos Fiéis DefuntosNo dia de Todos os Santos, a Igreja Católica celebra a santidade dos cristãos que se encontram no Céu, para mostrar a todos os fiéis a vocação universal de todos para a felicidade eterna, …

Artesanato Tradicional

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Artesanato tradicional
«Num mundo em acelerada mutação, os valores e raízes tradicionais estão cada vez mais esbatidos na memória colectiva e longínquos do quotidiano. 
O artesanato assume-se, assim e muitas vezes, como a presença viva da herança cultural que é matriz da nossa personalidade e identidade, diferentes das de outros povos e culturas. 
Testemunho incómodo por provir da espontânea expressão do povo que, embora com reduzida formação académica, é riquíssimo no acumular de experiências e na arte de saber fazer. 
Resistindo a um pseudo-intelectualismo, que o marginaliza, ou a um forçado e propagandeado exotismo, que o escravizou, o trabalho de criação manual tem sabido sublimar-se, chegando aos nossos dias pleno de uma pureza, conquistadora de uma crescente aceitação dos que se reencontram na beleza dos nossos produtos artesanais.» 
Rui de Abreu de Lima, in Artesanato Tradicional Português - V - Trás-os-Montes e Alto Douro

Faça uma vista ao Portal do Folclore Português, e fique a con…

Festas Natalícias no Nordeste Transmontano (2)

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Festa de Santo Estevão ou Festa dos Rapazes
(Nordeste Transmontano)

A Festa de Santo Estêvão, também denominada Festa dos Rapazes, insere-se no contexto das festas nordestinas realizadas no ciclo dos 12 dias, do Natal aos Reis
Neste período - que engloba o solstício do Inverno - são várias as aldeias que experimentam o tempo festivo destacando-se Grijó de Parada, Parada, Serapicos, Agrochão, Babe, Rio d’Onor e Ousilhão.

A festa realiza-se todos os anos, nos dias 25 e 26 de Dezembro e nela toma parte toda a comunidade - homens, mulheres e crianças. 
A organização é promovida pelos rapazes ou moços da aldeia, de preferência solteiros. 
Insere-se no âmbito das festas do 1.º ciclo - as festas de Inverno - por estar relacionada com as épocas do ano, com as estações e com os fenómenos meteorológicos que lhe estão associados.
Saber mais

Pessoas e "Gentes" das nossas terras...

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Pessoas e "Gentes" das nossas terras...
Sem dúvida que as pessoas são uma das maiores riquezas que Portugal tem. 
Como indivíduo, com características pessoais únicas e irrepetíveis, ou como membro de um um grupo sócio-cultural e/ou económico, o Português é, nas palavras de Jorge Dias:
"... um misto de sonhador e de homem de acção, a que não falta certo fundo prático e realista. (...) é mais idealista, emotivo e imaginativo do que homem de reflexão. 
O Português é, sobretudo, profundamente humano, sensível, amoroso e bondoso, sem ser fraco. Não gosta de fazer sofrer e evita conflitos, mas, ferido no seu orgulho, pode ser violento e cruel." 
(in Os Elementos Fundamentais da Cultura Portuguesa)

Ao longo dos últimos quase 150 anos, muitos(as) têm dedicado as suas vidas à investigação, à recolha, à preservação e à divulgação da Cultura Popular Portuguesa, nas suas diversas vertentes.

Conheça a vida e a obra de algumas dessas Pessoas.

Festas Natalícias no Nordeste Transmontano (1)

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Festa do Velho - MogadouroNa zona de Mogadouro, Trás-os-Montes, realiza-se a Festa do Velho, Caramono ou Chocalheiro. Uma actividade que tem o seu início no dia 24 de Dezembro, com as pessoas a concentrarem-se à meia noite junto da grande fogueira de Natal, que se acende no largo da aldeia. Antes de se acender o lume, dois rapazes («velho» e «mordomo») percorrem a aldeia para “pedir o cepo” para “a fogueira do menino”. Actualmente com os novos meios de transportes, este «peditório» realiza-se de tractor. Na aldeia de Vale de Porco, zona de Mogadouro, esta tradição ainda é vivida. Mas ao longo da noite sagrada, e no dia seguinte “não há música de gaiteiros, nem cantigas, nem bailaricos, apenas a alegria do povo, espontânea, amiga e fraterna” – refere o livro Festas e Tradições Portuguesas.O «velho», uma figura ritual, medonha e assustadora, é desempenhado por um dos dois mordomos da festa que na manhã do dia 25 de Dezembro, juntamente com o outro mordomo, faz um peditório para o Deus M…

Ciclo Natalício

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O ciclo natalício
«Em todas as religiões é fácil encontrar vestígios dos velhos cultos astrais, adaptados a outras intenções, certo, mas cujo disfarce a hierologia, não raro, explica e desvenda. 
A adoração dos corpos celestes foi universal: originou crenças, formulou ideias e estabeleceu práticas tão fortemente enraizadas depois que, ao diante, penetraram nas várias doutrinas religiosas, ou aceites como necessárias, ou á força, como irresistíveis. 
Compreende-se o domínio da astrologia nas mitologias de que quase todos os povos, pensando, que à anuviada imaginação primitiva, os fenómenos celestes cumpriam-se ou surgiam como manifestações de um poder misterioso e oculto. 
Lento e lento a curiosidade apreensiva e tímida foi verificando a concordância de certos movimentos planetários com épocas várias do tempo sob cuja influência se praticavam as sementeiras ou realizavam as colheitas. 
Os meses e as estações, relacionados com a marcha e aspectos dos dois astros mais observados, acusavam, co…

Museu Ibérico da Máscara e do Traje

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O Museu Ibérico da Máscara e do Traje tem como objectivo preservar e promover a identidade e a cultura do povo do Nordeste Transmontano, região de fronteira, unido por milénios de história.

Dele fazem parte trajes e máscaras características de determinadas Festas de Inverno e Carnaval de Trás-os-Montes, Lazarim e do distrito de Zamora (Espanha), permitindo ao visitante contactar, em qualquer altura do ano, com uma multiplicidade de festas, personagens e rituais, elementos únicos da nossa cultura.

Conheça outros Museus ou Núcleos Museológicos Etnográficos existentes em Portugal.

Terra de mais lindas mulheres de Portugal - Concurso de Fotografia em 1906

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A Illustração Portugueza realizou em 1906 um Concurso Fotográfico intitulado “Terra de mais lindas mulheres de Portugal”, destinado a fotógrafos amadores e profissionais, com apresentação na edição de 12 de Março do Regulamento e com a publicação dos ‘retratos’ premiados na edição de 2 de Julho de 1906.

Retirado do texto (grafia actual) que acompanha a publicação dos ‘retratos’ premiados: 
«(…)Onde o homem que ao menos uma vez não tenha formulado em pensamento a pergunta palpitante: qual é a terra de mais lindas mulheres de Portugal?
Até agora, porém, essa pergunta ficara sem resposta. 
Nesse conto admirável que se chama "As singularidades de uma rapariga loura", Eça de Queirós designara as mulheres de Vila Real como as mais bonitas do Norte. 
E acrescentava: para olhos pretos Guimarães, para corpos Santo Aleixo, para tranças os Arcos, para cinturas finas Viana, para boas peles Amarante. Fantasia de romancista? Talvez. (…) 
Esquecera Eça de Queirós as suas vizinhas de Vila do Cond…

Distrito de Vila Real: Gastronomia

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Tal como prometemos no post sobre o Artesanato no Distrito de Vila Real, vamos aqui deixar informações sobre alguns aspectos da Gastronomia no Distrito de Vila Real:

Delícias de montes e vales
"Uma das necessidades básicas do Homem é comer, e quando o faz com arte e engenho, fá-lo da forma mais perfeita, conquistando um lugar de destaque nos marcos da cultura.

A geografia e as condições de vida são determinantes nos costumes e práticas culturais transmontanas.

Os hábitos alimentares são marcados pelo isolamento a que, durante séculos, Trás-os-Montes se viu confinado, sustentado na inexistência ou precariedade de vias de comunicação, e em duas imponentes barreiras naturais, de respeito – a Serra do Marão e o Rio Douro, outrora tumultuoso, além da zona igualmente montanhosa, ou de relevo acidentado, do nordeste do distrito." (…) Ler+

Carnes – Fumeiro
"Por terras transmontanas, o porco é recurso cimeiro na alimentação do seu povo. 
O consumo deste tipo de carne, fortemente enraiz…