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9º Encontro de Cantadores de Saias - Casa Branca

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Vai realizar-se no próximo dia 28 de janeiro de 2023, com início às 16h30, na Casa do Povo de Casa Branca , o 9º Encontro de Cantadores de Saias . Este Encontro vai contar com a presença dos seguintes Grupos : - Rancho Folclórico "As Mondadeiras" de Casa Branca - Rancho Típico das Cantarinhas de Nisa - Rancho Folclórico e Cultural da Boavista de Portalegre - Rancho Folclórico de Avis ***** « Cantar e bailar as saias! Com ou sem influência espanhola, sabe-se que as “ Saias ” são uma moda de raiz alentejana – que no Alentejo , segundo Tomaz Ribas , se bailaria já no século X. Como se sabe que, por força das migrações, e noutras formas, se fixou também noutras regiões. E em Montargil, como era? Digamos que em Montargil, o bailar e o cantar das “ Saias ” pouco ou nada diferia de outras terras, em especial do distrito de Portalegre, onde a sua existência era mais marcante. Também aqui, as S aias eram uma cantiga de trabalho e uma cantiga de divertimento .

Artesanato Tradicional

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Artesanato tradicional «Num mundo em acelerada mutação, os valores e raízes tradicionais estão cada vez mais esbatidos na memória colectiva e longínquos do quotidiano.  O artesanato assume-se, assim e muitas vezes, como a presença viva da herança cultural que é matriz da nossa personalidade e identidade, diferentes das de outros povos e culturas.  Testemunho incómodo por provir da espontânea expressão do povo que, embora com reduzida formação académica, é riquíssimo no acumular de experiências e na arte de saber fazer.  Resistindo a um pseudo-intelectualismo, que o marginaliza, ou a um forçado e propagandeado exotismo, que o escravizou, o trabalho de criação manual tem sabido sublimar-se, chegando aos nossos dias pleno de uma pureza, conquistadora de uma crescente aceitação dos que se reencontram na beleza dos nossos produtos artesanais.»  Rui de Abreu de Lima, in Artesanato Tradicional Português - V - Trás-os-Montes e Alto Douro Sugestões: Distrito de Vila Real: Artesanato Refeições

O arrolhador de garrafas na região dos Vinhos do Dão

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O arrolhador de garrafas A RegiãoDemarcada dos Vinhos do Dão foi, em data não conhecida do ano de 1908, a primeira região demarcada de vinhos de mesa criada em Portugal. Situada no coração do país, aqui se produziram dos melhores vinhos , hoje dos melhores do mundo, agora que os produtores puserem a ciência ao serviço da sua causa, com total sucesso. Todavia, no passado, a tradição comandou procedimentos de séculos tanto na vinha, como nos lagares, como na adega. Da produção até ao consumo o transporte do precioso néctar fazia-se através dos carros de bois em pipas de cerca de 500 litros ou de outros pequenos pipos. O engarrafamento não era objetivo principal dos produtores, mas alguns, sobretudo os das casas mais importantes, faziam reservas de garrafas de colheitas de anos especiais destinadas a consumo em dias significativos, a obsequiar amigos onde se incluía o médico que salvara pessoa de família daquela perigosa pneumonia que, ao tempo, não se curava em menos de três m

O traje tradicional da mulher do Caramulo

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Postal edição "Cavalo Marinho", nº 413. Reprodução de aguarela de Alberto Sousa, datada de 1935 “A  Etnografia  (do  grego   έθνος ,  ethno  - nação, povo e  γράφειν ,  graphein  - escrever) é por excelência o método utilizado pela Antropologia na recolha de dados, através do contacto efetuado entre o antropólogo e o grupo humano, objeto do seu estudo. A Cartofilia é um poderoso auxiliar da Etnografia , pois os postais ilustrados registaram para a perpetuidade, dados recolhidos num dado contexto geográfico, social e temporal, relativos às caraterísticas de uma dada comunidade, rural ou urbana. O seu traje, a sua faina, os seus usos e costumes, as suas festas e romarias. O registo cartófilo, tanto pode ter por base o cliché dum fotógrafo com sensibilidade ou pendor para as questões da identidade cultural regional, como as pinceladas magistrais de pintores como Alberto de Sousa , Alfredo Moraes , Roque Gameiro ou Leal da Câmara , que sentiram estética, plástica e cromaticame

Vale a pena um passeio para ver as amendoeiras em flor!

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Entre os meses de Fevereiro e Março, a paisagem do Nordeste de Portugal, em plena Região Demarcada do Douro , transforma-se graças ao surpreendente espetáculo das Amendoeiras em Flor .  É urgente fecharmos os nossos olhos ao Inverno melancólico que adormece a paisagem transmontana e abrir o olhar para a alegria das Amendoeiras em Flor , que surgem nas simpáticas vilas e aldeias da Região do Nordeste . Nesta época do ano, os campos de cultivo, e não só, cobrem-se com um manto branco e rosado, tão característico da flor da amendoeira, inundando os sentidos com cores e aromas deliciosos.  O espetáculo da amendoeira florida faz o deleite não só da população local, como também dos inúmeros visitantes dos vários pontos do país e da vizinha Espanha que procuram, essencialmente, a beleza natural, ainda nada ou pouco alterada pela ação do Homem. E tudo isto só é possível devido ao microclima, de características essencialmente mediterrânicas , que beneficia as localidades do Douro Superior ,

Meses do ano: Janeiro, com origem em Janus?

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Janus Janeiro O nome deste mês provém de Janus , deus romano que foi dotado por Saturno com a graça de conhecer, no passado e no presente, tudo o que quisesse. Este deus que presidia ao tempo, à paz e à guerra, era representado por uma cara com duas faces: uma virada para o passado outra para o futuro.   Saber mais Conheça algumas  datas comemorativas   e efemérides realizadas durante este mês,  assim como quais os Feriados Municipais que se realizam em Janeiro . Sugestões: Medicina Popular - Medicina Tradicional - Medicina Folk Festas e Romarias Populares em Portugal - Introdução Refeições tradicionais populares

Festas em honra de S. Sebastião - 20 de Janeiro

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No dia 20 de Janeiro celebram-se, um pouco por todo o país, festas em honra do Mártir São Sebastião . São Sebastião é um santo " protector contra a peste " e " padroeiro dos arcabuzeiros e dos soldados, dos entalhadores de pedra, dos mestres de tapeçaria, dos jardineiros e dos bombeiros ", e pouco mais se sabe do que o seu suplício, quando o amarraram a um poste e crivaram de flechas, cerca do ano 302-304, e do que o seu enterro nas catacumbas da Via Appia, em Roma, no tempo do imperador Diocleciano. Em algumas aldeias do concelho de Boticas (região de Barroso, no Norte do distrito de Vila Real), com características comunitárias muito próprias, ainda há quem, neste dia, tudo faça para preservar algumas tradições, com destaque para a Mezinha de São Sebastião . Também em Sta Maria da Feira se celebra uma grande festa em honra este mártir, com inúmeras actividades, sendo de destacar a Bênção das Fogaças (doce regional, feito com farinha de trigo e cujo forma

Trajos de Portugal | Entre Douro e Minho

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Lavradeira dos arredores de Viana do Castelo (c. 1910) O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa disponibiliza diversas informações sobre Trajos Regionais/Tradicionais de Portugal . A última atualização diz respeito a Trajos de Entre Douro e Minho , retirados da obra " Etnografia Portuguesa " - Livro III - José Leite de Vasconcelos : Trajo da semana O trajo da semana é pobríssimo, principalmente o das pessoas de idade mais avançada, e compõe-se do que passo a dizer (…) Trajo para a igreja Para a igreja, principalmente em dias solenes, o trajo muda (…). Trajo de feira O trajo da feira compõe-se do mesmo calçado, saia de anil com silvas de lã de diversas cores, avental do mesmo gosto, algibeira ao lado direito, bordada de missanga e lãs, com o nome de pessoa, onde se vê um lenço branco, marcado com algodão vermelho, tendo nos quatro cantos dizeres engraçados e curiosos (…). Trajo para ocasião de luto ou dó Quando é ocasião de luto ou dó vestem-se de

Danças do Povo Português, por Tomaz Ribas

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  Danças do Povo Português (…) Todo o homem, seja qual for a sua nacionalidade, deve ter orgulho daquilo que é próprio e típico da sua raça e de sua Nação, pois que só isso caracteriza uma e outra. Se a vida moderna, que cada vez mais exige os padrões da vida citadina, não nos permite continuar a usar diariamente os trajos regionais , e se o progresso da técnica nos tem tornado a existência mais suave e cómoda, levando-nos a abandonar determinados objetos de uso diário e, portanto, determinados costumes regionais , nem por isso deveremos deixar de conhecer, amar e cultivar algumas expressões que são típicas do povo a que pertencemos tais como - a música, - a dança, - a poesia, - as artes manuais, - as lendas , - a culinária, - etc. E se queremos que os outros povos nos prezem e nos amem, um dos caminhos que para tal possuímos é darmo-nos a conhecer através daquilo que é a nossa maneira de ser. Tal como a música, a poesia e o artesanato populares, as danças são um

O pente dos piolhos

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O pente dos piolhos Os piolhos são insetos sem asas que se reproduzem por ovos, as lêndeas. Para a realização do seu ciclo de vida precisam de um hospedeiro, daí se instalarem, principalmente, na cabeça dos humanos. O seu tamanho é inferior a um milímetro, pelo que se escondem facilmente no meio onde vivem. A transmissão deriva do contacto direto com cabelos infetados ou da partilha de chapéus ou outras coberturas da cabeça, pentes ou escovas, dado que, não tendo asas, os piolhos não podem deslocar-se de pessoa para pessoa. Alimentam-se picando o couro cabeludo, onde deixam uma espécie de saliva que determina o caraterístico prurido. De longa data se luta contra esta praga. Sugestão:  A ponta de um corno, ou, como o povo tudo aproveita! Catar os piolhos era, no passado, tarefa habitual, sobretudo, na hora da sesta do tempo quente, em que a catadeira sentada na soleira da porta, debruçada sobre a cabeça do catado, sentado no chão, passava com todo o cuidado e pormenor aquele