Divulgação de iniciativas a realizar em Dezembro

1.- Até ao próximo dia 11 de Dezembro, decorre o 3º Festival de Gastronomia do Douro, apoiado pelo programa “Douro Emoções”, promovido pelas cidades de Lamego, Vila Real e Peso da Régua e pelo Turismo de Portugal, e que teve início no dia 28 de Outubro.

Assim, de 7 a 11 de Dezembro, e sob o tema “Paladares nas Terras de Torga”, diversos restaurantes de Vila Real, Stª Marta de Penaguião, Sabrosa, Alijó e Murça vão continuar a dar a conhecer a Gastronomia Duriense.

2.- Nos períodos de 8 a 11 e 17 e 18 de Dezembro, vai realizar-se, no Museu de Arte Popular (MAP) – Lisboa, a MOART – Mostra de Artesanato e Produtos Regionais.

Esta iniciativa surge no âmbito de uma parceria estabelecida entre a PROGESTUR e o MAP (Museu de Arte Popular) com o apoio da AASE (Associação de Artesãos da Serra da Estrela), e tem entrada livre.

3.- No próximo dia 17 de Dezembro, vai realizar-se, no Lindoso, a antestreia do filme «Alto do Minho», devendo a respectiva estreia ter lugar entre Janeiro e Fevereiro do próximo ano, em Viana do Castelo.

Com realização de Miguel Filgueiras e produção de José Filgueiras, “Alto do Minho” é um filme documental sobre a Identidade, Espectáculo e Etnografia das gentes do Alto Minho. A não perder!

4.- Nesse mesmo dia, pelas 21h30, e em S. Mamede de Infesta (Salão Paroquial), vai acontecer o XIX Encontro de Cantares do Ciclo Natalício, promovido pelo Rancho Típico de S. Mamede de Infesta. Participam Grupos de diversas localidades!

Em tempos de crise, angariação de fundos para os Grupos de Folclore

Temos recebido algumas  mensagens electrónicas de visitantes do Portal do Folclore Português e de cibernautas que recebem a nossa Newsletter, a questionar-nos sobre o porquê de termos espaços dedicados à divulgação de sites PTC (Paid-to-click) e de outros dedicados a estudos de opinião, estudos de mercado e a inquéritos online.

A primeira razão é que todos este sites, por “pouco rendimento” que pareçam dar, juntos e ao fim de um ano (por exemplo), sempre são uma ajuda para as despesas que o Portal tem, permitindo, assim, que o mesmo se mantenha online desde 1 de Novembro de 2011 (sim, já celebramos o nosso 11º aniversário!).

A segunda razão prende-se com o que consideramos ser uma ajuda aos Grupos de Folclore que, particularmente nestes tempos de crise, se vêem com enormes dificuldades para angariar fundos para as respectivas actividades. Muitos ainda se mantêm à custa, não só da carolice dos elementos e respectivos responsáveis, mas, muitas vezes, à custa da disponibilidade financeira desses mesmos responsáveis.

Ora, se todos os elementos de um Grupo de Folclore que tenham acesso à internet e alguma disponibilidade (não é necessária muita, pois bastam alguns minutos por dia) para aceder aos sites PTC e para responderem a estudos de opinião, estudos de mercado e a inquéritos online, encaminharem os seus ganhos (que sempre parecem ser muito poucos em cada dia) para uma única conta (por exemplo do Paypal.com), ao fim de um ano o Grupo poderá ter uma “quantia razoável para as respectivas despesas.

E se cada um dos elementos convidar alguns amigos para serem seus referidos, a quantia aumenta. E ainda mais pode aumentar se o Grupo tiver um site ou blogue e utilizar algumas das muitas possibilidades existentes de o rentabilizar.

Não estamos em tempos de recusar possibilidades legais de “ganhar dinheiro” com a internet para que os nossos Grupos de Folclore mantenham a sua meritória actividade!

Quem estiver interessado, pode visitar as páginas disponibilizadas pela Equipa do Portal do Folclore Português ou enviar-nos um correio electrónico, para que nós possamos enviar as ligações/links ou os convites necessários para a participação em inquéritos de opinião ou estudos de mercado.

A Equipa do Portal
http://www.folclore-online.com/ganhar-dinheiro/ganhar-dinheiro.html

Mês de Novembro - Informações e sugestões

1.- O nome do mês de Novembro “deriva do latim November ou Novembris, que significa nono mês, lugar que ocupava no primitivo calendário romano, composto de 10 meses. Depois, na reforma operada por Numa Pompílio, com o acrescento dos meses de Janeiro e Fevereiro, passou a ser o 11º mês, embora conservasse até hoje o nome inicial. O Imperador Romano Cómodo, cerca do ano 185 da nossa era, tentou mudar-lhe o nome para Exaperatorius, mas tal tentativa não prevaleceu.” Se quiser saber mais sobre este mês, clique aqui.

2.- Segundo o Calendário Agrícola, em Novembro, na horta, deve: “Semear: alface, beterraba, cebola, chicória, tomates, couve galega, nabiças de grelo, nabo redondo, rabanetes, ervilhas, favas e salsa. Proteger contra as geadas as plantas mais susceptíveis, com abrigos plásticos, esteiras, etc.”. Se quiser saber mais sobre o que deve fazer na horta neste mês, no jardim, no pomar, no campo, etc., clique aqui.

3.- Neste mês há diversas datas comemorativas e efemérides para celebrar, e 17 sedes de concelho celebram o respectivo Feriado Municipal.

4.- Das iniciativas que chegaram ao nosso conhecimento e que se vão realizar no mês de Novembro, destacamos:

     »» III Jornadas Micológicas do Corno de Bico
     19 e 20 de Novembro - Paisagem Protegida do Corno de Bico - Paredes de Coura

     »» 3º Festival de Gastronomia do Douro
     28 de Outubro a 11 de Dezembro de 2011

     »» IV Noite de Cavaquinhos do Porto
     19 de Novembro de 2011 - 21h30 - Salão Nobre da Associação Católica do Porto

     »» Projecto de valorização dos Arquivos das Associações Culturais
     Associação PRÓ-MEMÓRIA - Associação Cultural e Etnológica de A-dos-Cunhados - 19 e 20
    
de Novembro

5.- A partir destas ligações, poderá ficar a saber que Feiras e que Festas e Romarias se vão realizar durante o mês de Novembro. Sobre este mesmo mês, disponibilizamos alguns Provérbios.

6.- Há 100 anos havia diversas superstições e crendices acerca destes signos: Escorpião e Sagitário. Por exemplo, quem nasceu entre os dias 1 e 21 de Novembro estão sob a influência do signo Escorpião: “Os nativos deste signo possuem a mais forte das naturezas, para o bem e para o mal. São profundamente sensíveis e possuidores de intenso magnetismo. Magoam-se com facilidade e são inexoráveis com os erros dos outros.” Mas já os que nasceram entre os dias 22 de 30 de Novembro pertencem ao signo Sagitário: “Os nativos deste signo são honestos, verdadeiros, optimistas, generosos e empreendedores. As suas principais falhas são: exagerados, mesquinhos, rebeldes e pretensiosos.”

Distrito de Vila Real: Gastronomia

Tal como prometemos no post sobre o Artesanato no Distrito de Vila Real, vamos aqui deixar informações sobre alguns aspectos da Gastronomia no Distrito de Vila Real:

Delícias de montes e vales: "Uma das necessidades básicas do Homem é comer, e quando o faz com arte e engenho, fá-lo da forma mais perfeita, conquistando um lugar de destaque nos marcos da cultura.

A geografia e as condições de vida são determinantes nos costumes e práticas culturais transmontanas.

Os hábitos alimentares são marcados pelo isolamento a que, durante séculos, Trás-os-Montes se viu confinado, sustentado na inexistência ou precariedade de vias de comunicação, e em duas imponentes barreiras naturais, de respeito – a Serra do Marão e o Rio Douro, outrora tumultuoso, além da zona igualmente montanhosa, ou de relevo acidentado, do nordeste do distrito." (…)

Carnes – Fumeiro: "Por terras transmontanas, o porco é recurso cimeiro na alimentação do seu povo. O consumo deste tipo de carne, fortemente enraizado, nasceu das adversidades geográficas, climatéricas e de relevo, da fabulosa capacidade de gentes capazes de tudo aproveitar e transformar em manjares divinos.

A cultura gastronómica transmontana apoia-se num princípio extremamente racional – a terra é dura, o que ela dá deve ser maximizado e segundo processos que permitam uma conservação alargada." (…)

Feijoada à Transmontana: "Expressão de um prato rico e farto, a Feijoada à Transmontana reflecte toda a capacidade de um povo, de combinar uma diversidade de alimentos e criar um repasto suculento." (…)

Cozido à Transmontana "(…) Trata-se de um manjar com toda a variedade de enchidos e fumados da região, linguiça, presunto, salpicão, moira, sangueira, a que se acrescenta, ainda, toda uma diversidade de carnes: vaca, galinha, porco salgado (orelheira, unha, barriga, chispe), batata, cenoura, e ainda hortaliças várias (repolho, couve lombarda, couve tronchuda)." (…)

Cabrito Assado com Arroz de Forno: "Outra das grandes tradições gastronómicas transmontanas é o Cabrito Assado com Arroz de Forno.

Tal como o nome traduz, Trás-os-Montes é uma região predominantemente de montanha, onde a fauna é rica e onde a criação de gado caprino se desenvolve em condições ambientais perfeitas." (...)

Tripas: "A capacidade do povo transmontano em aproveitar o que nos parece dispensável é excepcional e com resultados surpreendentes.

No concelho de Vila Real, um outro prato, deveras apreciado, é o de Tripas aos Molhos." (…)

Vinhos: E para acompanhar qualquer uma destas iguarias, e muitas outras que aqui não foram faladas, nada melhor de que um copo de um dos bons vinhos maduros que se produzem no distrito: do Douro, de Valpaços ou de Chaves... embora haja quem, particularmente os naturais ou residentes dos concelhos limítrofes da região do Minho, que preferia acompanhá-las com um bom Vinho Verde. E gostos não se discutem!

Divulgação de Iniciativas (1)

Para os eventuais interessados, aqui deixamos informações sobre iniciativas que chegaram ao nosso conhecimento:

IV Noite de Cavaquinhos do Porto
19 de Novembro de 2011 - 21h30 - Salão Nobre da Associação Católica do Porto

Exposição Temporária AMADEU COSTA - Traje e Chieira
Museu do Traje - Viana do Castelo

Projecto de valorização dos Arquivos das Associações Culturais
Associação PRÓ-MEMÓRIA - Associação Cultural e Etnológica de A-dos-Cunhados
19 e 20 de Novembro

Festa de S. MARTINHO nas terras do Gerês
Terras de Bouro - 20 a 23 de Outubro

ALMOÇO ANUAL - Casa Courense em Lisboa
23 de Outubro - 13h

Distrito de Vila Real: Artesanato


Alguns dos últimos conteúdos disponibilizados no Portal do Folclore Português foram sobre o Artesanato do distrito de Vila Real:

Tecelagem
“O Bragal” – tecido de puro linho, nasce de um ciclo trabalhoso, a que ainda é possível assistir em alguns pontos do distrito de Vila Real.

Entre Abril e Maio, a semente – a linhaça – é lançada à terra, cuja preparação para a receber exige inúmeros cuidados – vessada. São necessárias as regas certas e muito saber, não vá o tempo pregar alguma. (...)

Olaria
Olaria diz-se da arte de oleiro que é relativa a “panelas”, de barro.

Para o povo transmontano, a Olaria passa, não só, pela componente decorativa, como também se afirma como utilitária, exprimindo-se em formas simples e funcionais.

Faça-se especial destaque para a “louça preta de Bisalhães”, pertencente ao concelho de Vila Real, datando as primeiras peças de 1722. (...)

Cestaria
O cesteiro e o cesto são figuras habituais em qualquer contexto rural. Em tempos em que os materiais naturais predominavam face aos materiais sintéticos, a arrecadação e o transporte de géneros e artigos realizavam-se utilizando a cestaria. (...)

Rendas e Bordados
A realização da prática artesanal dos bordados e das rendas ascende a tempos bastante recuados. Ela nasce do jeito e da paciência da figura feminina, e, crê-se, nas classes nobres, onde o tempo urgia ser preenchido, o tempo em que a mulher esperava pelo seu senhor. “O Homem, senhor da guerra; a Mulher, senhora do Lar”.(...)

Latoaria
Em tempos idos, os recipientes, utilizados para uso doméstico, decorativo e mesmo para os trabalhos do campo, tinham como base materiais como a lata, a chapa, o estanho, o cobre, entre outros. Saber mais>>>

Tanoaria
Arte e Utilidade – reunidas numa só palavra, Tanoaria.

País vinhateiro, Portugal tem como característico o processo da concepção do vinho. Passando por tarefas múltiplas, desde a colheita à vindima, a saga culmina no armazenamento que exige técnica e engenho, contribuindo para a reconhecida qualidade da famosa seiva.(...)

Tamancaria
Os socos e os tamancos eram habitualmente usados como calçado, pelos mais desfavorecidos, ou por aqueles que trabalhavam directamente com a terra.

Com a base de madeira e o revestimento em pele, o pé delicado ou grosseiro acomodava-se e movia-se, ou com graça, ou com segurança e robustez.(...)

Pintura em Cerâmica
De significado bastante abrangente, a cerâmica diz respeito ao fabrico de objectos, desde tijolos, telhas e outros objectos de barro cozido, bem como porcelanas, faianças e louça de grés. Mas num sentido mais restrito, aliamos a actividade à “arte de fazer vasos de barro”, passando também pela própria pintura, especialmente aquela respeitante à louça mais fina.(...)

Croças
Croças, capas feitas de colmo ou junco, usadas por camponeses e pastores, para resguardo da chuva e do frio.

A parte nordeste do distrito de Vila Real assume uma tipicidade de clima bastante acentuada, as temperaturas atingem valores, ora muito altos, ora muito baixos. Diz a boca do povo – “três meses de Inferno, nove meses de Inverno”. Muito especialmente os meses de Inverno, exigem aos autóctones uma forte capacidade de resistência e adaptação ao meio.(...)


O distrito de Vila Real integra, conjuntamente com o Distrito de Bragança, quatro concelhos do distrito de Viseu e um concelho do distrito da Guarda, a antiga Província de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Reino Maravilhoso de Miguel Torga:

«Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso.

Embora haja muita gente que diz que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.

O que agora vou descrever, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que um ser humano pode imaginar. Senão, reparem:

Fica ele no alto de Portugal, como os ninhos ficam no alto das árvores para que a distância dos torne mais impossíveis e apetecidos. Quem o namora cá de baixo, se realmente é rapaz e gosta de ninhos, depois de trepar e atingir a crista do sonho contempla a própria bem-aventurança.(…)»


Para além do Artesanato, há ainda a Gastronomia, da qual vamos falar no próximo post, os Trajos, as Danças e os Cantares, os Usos e Costumes, etc.

Festa da Europa - Folclore aproxima cidadãos das suas raízes culturais

De Norte a Sul de Portugal, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, realizam-se, ao longo do ano, inúmeros e interessantes (uns mais do que outros, como é evidente) Encontros, Festivais e Mostras de Folclore.

Mas é durante os meses de Junho a Setembro, com predominância dos meses de Julho e Agosto, que o número deste tipo de iniciativas etno-folclóricas é maior.

Nos últimos anos têm vindo a aumentar o número de Grupo estrangeiros que participam nos Festivais de Folclore realizados em Portugal, os quais, muitas vezes, são integrados em iniciativas que nada têm a ver com Festas e Romarias, com aniversários de Grupos de Folclore ou iniciativa do género.

A título de exemplo, aqui deixamos a notícia de que se realizou no passado dia 11 de Agosto, um Festival Internacional de Folclore em Vila Praia de Âncora (Caminha), no qual participaram, para além do anfitrião: Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora, o Grupo de Musica y Danza Airs Castellanos – Valladolid (Espanha) e o grupo Besiktas Belediyesi Oyun Youth and Sport Club – Istambul (Turquia).

Esta iniciativa inseriu-se na "Festa da Europa" que está a ser promovida naquela região pelo deputado europeu José Manuel Fernandes e que inclui diversas iniciativas culturais. A Igreja de Nossa Senhora da Bonança, padroeira dos pescadores de Vila Praia de Âncora, foi o cenário deste festival a que assistiram alguns milhares de pessoas numa altura em que aquela localidade regista a afluência de elevado número de turistas e emigrantes.

O Folclore, enquanto manifestação cultural e embora tão diferente de região para região e de país para país, continua a ser um factor extremamente positivo na construção de uma Europa dos e para os Cidadãos, aproximando-os e dando-lhes a conhecer as respectivas raízes culturais.

Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora

Grupo de Musica y Danza Airs Castellanos – Valladolid (Espanha)

Besiktas Belediyesi Oyun Youth and Sport Club – Istambul (Turquia)

Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora

Fotos e informações disponibilizadas por Carlos Gomes

Meses do ano: JULHO

JULHO deriva do latim Julius, em homenagem a Júlio César (por decreto publicado por Marco António), reformador do calendário, nascido a 12 deste mês, no ano 101 antes de Cristo. No primitivo calendário romano era denominado quintilius, por ser o quinto mês do ano que começava em Março. É o sétimo mês desde os calendários juliano e gregoriano, com 31 dias.

Se pretender saber mais sobre o mês de Julho, clique aqui, ou sobre qualquer outro mês, clique aqui.

Durante este mês de Julho, e tal como vem acontecendo, sugerimos que fique a conhecer as Festas e Romarias, as Feiras (Artesanato, Gastronomia, etc., assim como as Feiras Históricas e Medievais), e os Festivais, Mostras ou Encontros de Folclore que, cada vez mais, se realizam por todo o país.

Também sugerimos que fique a conhecer os Cartazes que divulgam algumas das iniciativas a realizar durante este mês de Julho, alguns deles com evidente qualidade gráfica.

Consultado o Calendário Agrícola, ficamos a saber que durante o mês de Julho, na horta, «As regas são de grande importância neste período, e devem ser efectuadas à tarde e de acordo com as necessidades das plantas. Semear: acelgas, agriões, alface de Outono e Inverno, beldroegas, bróculos tardios, cenouras, chicória, couve-de-bruxelas, couve-nabo, couve-flor tardia, ervilhas, feijão (de trepar e anão), nabo, rabanetes, repolho de Inverno, salsa

Mas não esquecer que, para além dos trabalhos na horta, também há muito que fazer na vinha, no jardim, no pomar, no campo, na adega e com os animais.

Diz o povo, na sua sabedoria construída e consolidada, ao logo dos anos, através da experiência do dia-a-dia, que “Em Julho, ceifa o trigo e faz o debulho. E, em o vento soprando, vai-o limpando.” Mas há outros provérbios que também se referem ao mês de Julho. Caso esteja interessado, pode conhecer Provérbios, Adágios e Ditados Populares sobre outros meses e/ou sobre outros assuntos.

Quem nasceu entre os dias 1 e 22 de Julho pertence ao signo Caranguejo: “Os nativos deste signo são tenazes, afectuosos, sociais, económicos e amigos do lar. Suas principais falhas: timidez, possessão, gulosice e indolência". Quem nasceu entre os dias 23 e 31 de Julho está sob o domínio do signo Leão: “Os nativos deste signo são líderes natos, sinceros, generosos, confiantes e bondosos. Suas principais falhas: orgulho enfatuado, soberba, snob superioridade e desdém.” Há 100 anos havia diversas superstições e crendices acerca do mês de Junho e destes signos: Caranguejo e Leão.

Município da Nazaré recriou “arte xávega”

Desde o dia 14 de Maio e até ao final do mês de Junho, o Município da Nazaré recriou, no areal em frente ao Posto de Turismo, a arte tradicional de pesca conhecida como “arte xávega”.

A última das campanhas da xávega registada na Capitania da Nazaré sai ao mar durante a manhã, na embarcação típica desta arte, para lançar as redes que, à tarde, são “aladas” (puxadas) a partir de terra, por homens, mulheres e crianças.

Este é o momento mais visível e mais emblemático da recriação, também participado por muitos turistas.

O peixe capturado é, posteriormente, vendido numa improvisada lota de praia, reconstituindo também os antigos processos de venda, nomeadamente o “chui” – o sinal de compra do pescado.

A arte xávega é um dos mais antigos e característicos processos de pesca artesanal da Nazaré. Foi introduzida em meados do século XVIII pelos pescadores vindos de Ílhavo e da Costa de Lavos, que se fixaram na nova praia. Com eles trouxeram as grandes redes de arrasto, que aqui foram modificadas e adaptadas às condições da costa nazarena, tornando-se mais pequenas e mais eficazes na faina. Também os barcos foram moldados, pelos calafates locais, a este tipo de rebentação e ondulação.

Assim nasceu o emblemático barco-de-bico ou da xávega, de fundo achatado a prolongar-se arqueado até à proa, que remata num bico aguçado, de ré cortada e sem quilha. Formato adequado para entrar ao mar sem se virar e para encalhar mais facilmente.

A arte xávega caiu em desuso nas últimas décadas do século XX, devido a factores de ordem económica e social e, sobretudo, pelo avanço da tecnologia de captura de pescado.

Informações retiradas e adaptadas de “A Oeste tudo de novo” – Dossier especial - Expresso

Artigos relacionados:

- Embarcações tradicionais portuguesas e a arte da construção naval
A pesca da sardinha na costa portuguesa

Portal do Folclore Português - actualizações1

1.- Alcobaça vai a Lisboa, ao Museu de Arte Popular

Decorre no próximo fim-de-semana, dias 2 e 3 de Junho, mais uma edição da iniciativa do Museu de Arte Popular: Portugal também é Festa! Desta vez, é Alcobaça que vai a Lisboa, com inúmeras actividades, para se mostrar e mostrar o que tem de melhor.

+ Mostra de Doces & Licores Conventuais
+ Mostra de Artesanato
+ Mostra de produtos emblemáticos de Alcobaça
+ Recriação histórica relembrando Aljubarrota Medieval
+ Recriação do Mercado do Séc. XIX

Também vai se possível ver a actuação de Ranchos Folclóricos (Acipreste, Casais de Santa Teresa, Benedita, Moleanos, Casal Pinheiro) do Grupo “Soão”- Grupo de Musica Tradicional Portuguesa e da Orquestra Ligeira da Junta de Freguesia do Bárrio.

Não podemos esquecer que «Quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar.»

Para mais informações, clique aqui.

2.- Artigo de opinião de Carlos Gomes:

O Folclore e a divisão social do trabalho

«A divisão social do trabalho constitui uma das características das sociedades humanas. O aparecimento de novos ofícios levou à necessidade de, no seio de uma determinada comunidade, alguns indivíduos se especializarem em determinadas tarefas e a elas se dedicarem quase exclusivamente

Mês de JUNHO - Mês dos Santos Populares

«Feira dos Pucarinhos»
Vila Real - Início do séc.XX

«Quando chega o mês de Junho
Mês dos Santos Populares
Reina uma santa alegria
Traduzida em mil cantares!

É Santo António?
Ou São João?
Será São Pedro
O de maior devoção?»

O nome de Junho deriva do latim Junius, de Júnio Bruto, ou deve-se ao facto de ser consagrado a Juno, rainha dos deuses e mulher de Júpiter, na mitologia romana. Equivale à deusa grega Hera e, como ela, era protectora das virtudes femininas, para além da rainha do céu, protectora do Estado, ao mesmo nível de Júpiter e Minerva, com quem formava a Tríade Capitolina. (O Monte Capitolino era o mais ilustre das colinas de Roma, sobre o qual se erguia o Templo de Júpiter, rodeado de Juno e Minerva).

Se quiser saber mais sobre o mês de Junho, clique aqui, ou sobre qualquer outro mês, clique aqui.

Neste mês, entre muitas outras datas e efemérides, celebramos o Dia Mundial da Criança (dia 1), e os Santos Populares: Santo António a 13, São João a 24 e São Pedro a 29. É tempo das Marchas Populares, da sardinha assada, do manjerico, de saltar a fogueira e de muito mais!

Em Vila Real, realiza-se, nos dias 28 e 29, a tradicional «Feira dos Pucarinhos», à qual está intimamente ligado o Jogo do Panelo.

Durante este mês de Junho, sugerimos que fique a conhecer as Festas e Romarias, as Feiras (Artesanato, Gastronomia, etc., assim como as Feiras Históricas e Medievais), e os Festivais, Mostras ou Encontros de Folclore que, cada vez mais, se realizam por todo o país.

Diz o povo, na sua sabedoria construída e consolidada, ao logo dos anos, através da experiência do dia-a-dia, que “Sol de Junho amadura tudo.” Mas há outros provérbios que também se referem, com mais ou menos propriedade, ao mês de Junho. Quem estiver interessado, pode conhecer Provérbios, Adágios e Ditados Populares sobre outros meses e/ou sobre outros assuntos.

Consultado o Calendário Agrícola, ficamos a saber que durante o mês de Junho, na horta, devemos «Prosseguir com a preparação dos canteiros - regas, sachas, mondas, incorporação de estrumes, etc. Semear: alface, chicória, feijão, nabiças e rabanete. Plantar ou transplantar: alface, chicória, couve-galega. Colheita de: alface, batata, chicória, couves, espinafres, nabiças e rabanetes

Mas não esquecer que, para além dos trabalhos na horta, também há muito que fazer na vinha, no jardim, no pomar, no campo, na adega e com os animais.

Quem nasceu entre os dias 1 e 21 pertence ao signo Gémeos: “Os nativos deste signo são encantadores, imaginativos, prudentes, sagazes e alegres. As suas principais falhas são: bisbilhotice, dualidade, evasão e pessimismo”. Os que nasceram entre os dias 22 e 30 de Junho pertencem ao signo Caranguejo: “Os nativos deste signo são tenazes, afectuosos, sociais, económicos e amigos do lar. Suas principais falhas: timidez, possessão, gulosice e indolência". Há 100 anos havia diversas superstições e crendices acerca do mês de Junho e destes signos: Gémeos e Caranguejo.

Em tempos de crise... ganhar dinheiro na Internet!

Cada vez mais, e particularmente em tempos de crise económico-financeira como a que estamos a viver, há muitas pessoas que encontram na Internet outras fontes de rendimento, que ajudam a equilibrar – todos os meses - o orçamento pessoal ou mesmo o familiar.

Através da Internet, é possível ganhar dinheiro (muito ou pouco, conforme as situações) e até prémios, que podem também ser vendidos através da Internet, claro está.

Porque também vivemos um tempo em que importa praticarmos a entreajuda, a Equipa do Portal do Folclore Português considerou importante disponibilizar informação sobre alguns sites, através dos quais é possível ganhar alguns euros ou prémios.

Experimentar não custa nada… e se pudermos tirar algum lucro do tempo que passamos em frente ao computador, navegando na internet, melhor ainda! Para mais, os registos nestes sites são totalmente GRATUITOS!

Os ganhos poderão ser muito maiores para quem tenha um site ou um blog, podendo, assim, rentabilizar todo o trabalho que o mesmo exige para estar devidamente actualizado.

Sabemos que, para além de muitos indivíduos, já há Grupos de Folclore que rentabilizam o respectivo site ou blog através da inscrição nestes ou outros sites.

«Quem me avisa meu amigo é.», diz o nosso povo!

Organização de Encontros, Mostras ou Festivais de Folclore

Organização de Encontros, Mostras ou Festivais de Folclore

I.- Introdução

Dada alguma experiência adquirida, ao longo dos anos, na organização e na participação em Festivais ou Encontros de Folclore, quer apenas com grupos portugueses ou também com grupos estrangeiros (não só em Portugal mas também em países da União Europeia, no âmbito da realização de diversos intercâmbios), e na sequência da solicitação de alguns dirigentes de Grupos de Folclore, atrevi-me a elaborar um texto sobre os aspectos que reputo de maior importância no que diz respeito à planificação, organização, realização e avaliação de Festivais de Folclore.

Não há – quanto a mim, felizmente - directivas, instruções ou meras sugestões ideais e que possam ser usadas ou replicadas, tal e qual, em todos os Festivais. Cada “Encontro”, “Mostra” ou “Festival de Folclore”, independentemente da designação que assumir, deve ter em conta o contexto geral em que é realizado: os meios financeiros e logísticos disponíveis (incluindo os recursos humanos), os destinatários, os participantes, as condições do meio sócio-cultural e económico, a época do ano (condições climatéricas), etc.

O que, muitas vezes, dá resultado neste ou naquele Festival de Folclore - contribuindo para o merecido sucesso do mesmo -, pode não ser o mais adequado para um outro qualquer, pelo que nada deve ser ‘copiado a papel químico’. O que importa é que os responsáveis pela organização saibam adaptar à realidade do respectivo Grupo e da comunidade local onde o mesmo está inserido o que, eventualmente, já viram resultar noutros Festivais.

Também é importante que as actividades sejam devida e atempadamente planificadas, pois, embora sejamos todos (ou a quase totalidade) verdadeiramente ‘amadores’ (na justa medida em que, por um lado, ‘amamos’ o que fazemos, e, por outro, não somos ‘profissionais’ – isto é, não recebemos qualquer remuneração fixa, mensal ou outra -, temos sempre que mostrar a quem vê o produto final do nosso trabalho, um nível de profissionalismo cada vez maior.

Se ainda há indivíduos (alguns com grandes responsabilidades políticas, empresariais, etc,) que utilizam (na forma escrita ou oral) os termos ‘folclore’ e/ou ‘folclórico’ para atacar, diminuir, achincalhar, denegrir, até mesmo ofender despudoradamente, outras pessoas ou situações, é chegado o tempo de, todos aqueles que nos dedicamos à recolha, preservação, estudo e divulgação do Folclore, da Etnografia, enfim, da Cultura Popular Portuguesa, tudo fazermos para provar, até ao limite das nossas possibilidades, que tal utilização é abusiva, descabida, e que merece todo o nosso repúdio.

Por isso mesmo, temos de ser capazes de fazer sempre mais e melhor, para que não nos atirem à cara a ‘pobreza’ ou a ‘fraca capacidade organizativa’ dos Grupos de Folclore naquilo em que devem ser os melhores: a realização dos Encontros/Mostras ou Festivais de Folclore, assim como de todas as iniciativas ou actividades relacionadas com o Folclore, a Etnografia e a Cultura Popular Portuguesa.

Brevemente, serão colocadas outras mensagens sobre este assunto, nomeadamente sobre a Planificação, a Organização, a Realização e a Avaliação dos Encontros/Mostras ou Festivais de Folclore.

Mês de Maio de 2011

Estamos no mês de Maio, cuja designação deriva do latim Marius, o 3º mês do ano do calendário romano de Rómulo, já então com 31 dias. Com a reforma de Numa Pompílio passou a 5º mês do ano com 30 dias, lugar que conservou até hoje. Júlio César restituiu-lhe o dia retirado.

No primeiro dia deste mês celebra-se o Dia Mundial do Trabalhador e, neste ano, também se celebrou, em Portugal, o Dia da Mãe (uma sugestão de leitura). Mas, ao longo deste mês, há muitas outras datas para celebrar e efemérides para recordar

Um dos usos e costumes deste mês tem a ver com o enfeitar as janelas e as portas das casas com as giestas floridas: é tempo dos Maios e as Maias

O Calendário Agrícola lembra-nos que durante o mês de Maio «Enxofram-se as roseiras, por causa do oídio, e mondam-se os botões para obter flores mais perfeitas. Combate-se o piolho das roseiras e doutras plantas de jardins, com insecticidas de contacto. Neste mês expõe-se ao ar livre as plantas guardadas em estufas e abrigos e semeia-se os cravos que hão-de ser transplantados em Setembro. Semeia-se ainda algumas plantas de jardins, como cinerárias, gotas de sangue, amarantus, begónias, canas floríferas, chagas, sóleos, couves frisadas, cravos, goivos, glicínias, gerânios, heliantos, malvaicos e as demais semeadas nos meses anteriores

Mas não esquecer que, para além dos trabalhos no jardim, também há muito que fazer na vinha, na horta, no pomar, no campo , na adega e com os animais.

Neste mês, sugerimos que fique a conhecer as Festas e Romarias, as Feiras (Artesanato, Gastronomia, etc., assim como as Feiras Históricas e Medievais), e os Festivais ou Encontros de Folclore que se realizam de Norte a Sul de Portugal e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Diz o povo que “Maio couveiro não é vinhateiro.” Mas há outros provérbios que também se referem, com mais ou menos propriedade, a este mês. Quem estiver interessado, pode conhecer Provérbios, Rifões, Adágios e Ditados Populares sobre outros meses e/ou sobre outros assuntos.

Quem nasceu entre os dias 1 e 20 de Maio já pertence ao signo Touro: “Os nativos deste signo são inteligentes, voluntariosos, fiéis, generosos e enérgicos. As suas principais falhas são: vingativos, vaidosos, violentes e impiedosos”. Os que nasceram entre os dias 21 e 31 de Maio pertencem ao signo Gémeos. "Os nativos deste signo são encantadores, imaginativos, prudentes, sagazes e alegres. Suas principais falhas: bisbilhotice, dualidade, evasão e pessimis." Há 100 anos havia diversas superstições e crendices acerca do mês de Maio e destes signos: Touro e Gémeos.

VI Festival Internacional da Máscara Ibérica - Lisboa

Decorreu nos dias 28 de Abril a 1 de Maio de 2011, em Lisboa, o VI Festival Internacional da Máscara Ibérica, numa organização da Progestur e da EGEAC – Câmara Municipal de Lisboa.

Estiveram presentes Grupos de Portugal, Espanha, Irlanda e Sardenha.

Houve artesanato, gastronomia e outros produtos regionais de várias regiões de Portugal e também de Espanha, sobretudo da zona de Zamora e do Cantábrico (Astúrias)

Grupos que participaram no desfile do dia 30 de Abril:

Portugal:
Máscaros de Vila Boa - Vinhais
Caretos de Lagos - Mira
O Chocalheiro da Bemposta - Mogadouro
Os Velhos de Bruçó - Mogadouro
O Farandulo de Tó - Modadouro
Caretos de Varge - Bragança
Entrudo Tradicional de Góis - Góis

Espanha:
Las Pantallas de Xinzo de Limia - Galiza
Los Mazcaras y los Lardeiros, Manzaneda - Galiza
Los Boteiros de Viana do Bolo - Galiza
Los Toros y los Guirrios de Velilla de la Reina - Léon
La Filandorra de Ferreras de Arriba - Zamora
Los Carnavales de Villanueva de Valrojo - Zamora
El Pajarico y El Caballico de Villarino Tras la Sierra - Zamora
Vaca Antrueja de Pereruela de Sayago - Zamora
La Obisparra de Pobladura de Aliste - Zamora
La Vaquilla y los Cencerros de Palacios del Pan - Zamora
El Tafarrón de Pozuelo de Tábara - Zamora
La Vijanera de Sillió - Cantábria
Los Sidros y la Comedia de Valdesoto - Astúrias
Altsasuko Inauteria - Euskal Herria (País Basco)

Irlanda:
The Mummers - Irlanda

Sardenha:
Boes e Merdules, Ottana - Sardenha






Pode ver mais fotos aqui>>>

Informações e fotos disponibilizadas pelo Dr. Carlos Gomes

Rancho Tradicional de Cinfães presente no Museu de Arte Popular - Lisboa

O Rancho Tradicional de Cinfães, com sede em Lisboa, participou, no passado dia 16 de Abril, na reedição do Mercado de Primavera, realizado no Museu de Arte Popular, divulgando a cultura popular do concelho de Cinfães, através dos trajes, dos cantares, das danças e de representações etno-folclóricas.

O Dr. Carlos Gomes, a quem agradecemos, enviou-nos algumas fotos que passamos a reproduzir:






Festival Internacional de Folclore do Concelho de Almeirim - Abril de 2012

SPOT PROMOCIONAL
Festival Internacional de Folclore do Concelho de Almeirim
21 a 24 de Abril de 2012

Museu de Arte Popular – Lisboa: Memórias resgatadas em direcção ao futuro!

Está a decorrer neste fim-de-semana (15 a 17 de Abril), no Museu de Arte Popular – Lisboa, uma reedição do antigo Mercado da Primavera.

“(…) Resgatámos memórias e buscámos novos caminhos para construir a História deste Museu, pois queremos alicerçar, solidamente, o seu futuro, consolidando um destino, uma vocação.

Procurámos conhecer melhor os actores desta construção; recuámos no Tempo. Hoje, contamos, incondicionalmente, com a participação de todos vós, os novos actores.

Chamámos construtores do MAP aos discípulos de uma identidade nacional de raiz romântica que, cedo ou tarde, foram os actores da afirmação de uma outra identidade já nos primórdios de 1930, dentro de uma modernidade igualmente nacionalista, que, desta feita, metamorfoseada pela batuta da Política do espírito e da assumpção da arte popular, projectou uma imagem desse Portugal.

Nos fundadores da genealogia dos construtores do MAP, os românticos que forjavam uma identidade nacional, encontrámos a génese para a compreensão deste Museu. Nos ideólogos da Política do Espírito reencontrámos a metamorfose dos ideais nacionalistas e da sua produção.(…)”

A Directora do Museu de Arte Popular
Arqª Andreia Galvão
in folheto da exposição “Os Construtores do MAP. Museu em Construção”

À entrada do Museu de Arte Popular



A "Capa de Honra" Mirandesa
e exemplares de olaria (Barros de Bisalhães?)

A Arqª Andreia Galvão é a actual Directora do Museu de Arte Popular
Fotos disponibilizadas pelo Dr. Carlos Gomes

Meses do ano: ABRIL

Entrados no mês de Abril, e já tendo passado o dia 1 deste mês (conhecido como o 'Dia das Mentiras'), lembramos que ABRIL vem do latim aprilis que, por sua vez, deriva do verbo aperire, que significa abrir, sendo o único dos meses cuja denominação faz lembrar a estação em que o colocaram, referindo-se ao abrir das flores na Primavera. Se quiser saber mais acerca deste mês>>>

Neste mês, este ano, os católicos celebram a Semana Santa e a Páscoa. Por todo o país, particularmente no Norte e no Centro, realizam-se inúmeras celebrações e actividades tradicionais, das quais destacamos: a ementa das almas, a serração da velha (entre outros usos, costumes e tradições), e, em particular, a Semana Santa em Braga e a Quaresma na Beira Baixa.

O Calendário Agrícola lembra-nos que, durante o mês de Abril, devemos “Proceder à preparação das terras destinadas às próximas sementeiras. Para aceleração das ervas daninhas devem-se lavrar e gradar as terras de pousio.” Não esquecer que, para além dos trabalhos no campo, também há muito que fazer na vinha, na horta, no pomar, no jardim, na adega e com os animais.

Neste mês de Abril, vamos celebrar o Dia da Aviação e Cosmonáutica, o Dia Mundial da Hemofilia e o Dia Internacional da Terra, entre outros.

No dia 20 de Abril de 1570 realizou-se, pela primeira vez, a Procissão de Nossa Senhora da Saúde, em Lisboa, como acção de graças por ter terminado a peste no Reino.

Não esquecer que neste mês, há outras datas comemorativas e efemérides que importa celebrar.

Diz o povo que “Se não chove em Abril, perde o lavrador couro e quadril.” Mas há outros provérbios que também se referem, com mais ou menos propriedade, a este mês. Quem estiver interessado, pode conhecer Provérbios, Adágios e Ditados Populares sobre outros meses e/ou sobre outros assuntos.

Quem nasceu entre os dias 1 e 20 de Abril está sob o signo Carneiro: “Os nativos deste signo são prudentes, activos, dedicados, entusiastas e persistentes. As suas principais falhas são: exagerados, vingativos, irritadiços e inconstantes.” Mas quem nasceu entre os dias 21 e 30 de Abril já pertence ao signo Touro: “Os nativos deste signo são inteligentes, voluntariosos, fiéis, generosos e enérgicos. As suas principais falhas são: vingativos, vaidosos, violentes e impiedosos”. Há 100 anos havia diversas superstições e crendices acerca do mês de Março e destes signos: Carneiro e Touro

Provérbios e adágios populares relativos ao mês de Abril

» É próprio do mês de abril, as águas serem às mil.
» Em Abril queima a velha ocarro e o carril.
» Vinha que rebenta em Abril, dá pouco vinho para o barril.
» A água que no Verão há-de regar, em Abril há-de ficar.
» Quem em Abril não varre a eira e em Maio não racha a leira, anda todo o ano em canseira.
» Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
» No princípio ou no fim, Abril costuma ser ruim.
» Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
» Manhãs de Abril, boas de andar e doces de dormir.
» A ti chova todo o ano e a mim em Abril e Maio.
» Sardinha de Abril, vê-la e deixá-la ir.
» Sáveis por s. Marcos (dia 25) enchem os barcos.
» Em Abril queimou a velha o carro e o carril e uma camba que deixou em Maio a queimou.
» Abril frio, pão e vinho.
» Em Abril, águas mil coadas por um mandil [tecido grosseiro].
» Frio de Abril nas pedras vai ferir.
» Guarda pão para Maio e lenha para Abril.
» Abril chove para os homens e mais para as bestas.
» Se não chove em Abril perde o lavrador o carro e o carril.
» Em Abril, abre a porta à vaca e deixa-a ir.
» Entre Março e Abril não há que rir.
» Em Abril vai a velha onde quer ir e a sua casa vem dormir.
» A aveia em Abril está a dormir.
» Em tempo de cuco, pela manhã molhado, à noite enxuto.
» Não há mês mais irritado, do que Abril zangado.
» O grão de Abril, nem por semear nem nascido.
» Abril frio, ano de pão e vinho.
» Em Abril queijos mil, e em Maio três ou quatro.
» Abril, no princípio ou no fim é ruim.
» Em Abril, queima a velha o carro e o carril e deixa um tição para Maio, para comer as cerejas ao borralho.

Poderá, ainda, encontrar mais Provérbios e Ditados Populares aqui>>>

Em defesa dos Trajos Regionais e Tradicionais

Os trajos que qualquer Grupo de Folclore apresenta definem, ou deviam definir, sem ambiguidades, a região etno-folclórica a que o mesmo pertence e que pretende representar, em conjugação com as danças, os cantares e até os instrumentos musicais.

Infelizmente, isto está longe de acontecer com diversos Grupos de Folclore, de Norte a Sul do País, nas Regiões Autónomas e nas Comunidades de Portugueses espalhadas pelo mundo.

Felizmente, também há muito Grupos de Folclore que se prezam em apresentar com autenticidade os trajos da respectiva região, independentemente dos tecidos, dos cortes, dos adereços, etc., que possam ou não ser menos vistosos, coloridos ou “ricos” relativamente a outras regiões.

No âmbito do trabalho de pesquisa realizado pela Equipa do Portal do Folclore Português, encontrámos um artigo de opinião da autoria do Sr. Álvaro V. Lemos, escrito em Março de 1924 e publicado na revista ALMA NOVA (nº16/18 – Abril – Junho de 1924), intitulado «Os Trajos Regionais». Com a devida vénia, transcrevemos os parágrafos que nos parecem mais interessantes…

«(…) Entre nós, vão desaparecendo os trajos locais, mesmo das mais recônditas aldeias, e, ainda para cúmulo, morrendo da forma mais desastrada e eficaz, - envolvidos num conceito ridículo a que ninguém tem coragem de resistir. E, em poucas terras, como na nossa, se teme tanto o ridículo! O carnaval já se apoderou deles e, quem diz carnaval, diz consagração do ridículo.

A vaidade e a ambição, tão geral também entre nós, de se querer parecer sempre o que se não é, são também uma das causas desta rápida transformação e degradação.

Toca a camponesa ou tricana quer parecer senhora, todo o rústico ou marçano quer parecer fidalgo.

Desaparecem, na mulher, a chinela, o lenço, o avental, para darem lugar ao sapatinho citadino de salto altíssimo e ao custoso chapéu de fitas e flores, ou, quando a tanto se não aventuram, à simples écharpe e chalé de oito pontas.

No homem a blusa, a saragoça, a carapuça e o vareiro vão morrendo às mãos das gravatas de seda, das casimiras e dos finos feltros.

*

Ora, o que é verdadeiramente ridículo e grotesco, é vestir uma pele de uma civilização que se não possue. Tudo então é exterioridade, verniz para deslumbrar, para enganar. Mas, semelhante verniz, por mais brilhante que seja, é sumamente estaladiço e deixa ver o original, que encobre, ao mais simples gesto, palavra ou proceder, a não ser que se seja um consumado actor.

*

O trajo é, portanto, mais um ramo, embora modesto, mas interessante, do já tão desfalcado património nacional, que temos de defender para que se não vá cavando, mais funda ainda, a nossa desnacionalização.

Precisamos restaurar, reabilitar em cada terra, em cada província, os antigos trajos, os antigos costumes que sejam compatíveis com os tempos actuais.

Defendê-los de todo o ridículo, aconselhar, propagar a sua adopção, fazê-los cercar de carinho e simpatia por parte das pessoas de gosto e de elite. Fazê-los usar, como já é costume em alguns países, pelos serviçais e empregados das nossas casas e estabelecimentos, o que seria bem mais democrático e simples e ao mesmo tempo mais nobre e digno que as toucas hospitalares ou as librés agaloadas e de botões doirados que tanto se comprazem em ostentar.

Cada um deve ter orgulho da sua terra, da sua pátria e não se envergonhar de trazer consigo, ostensivamente mesmo, as insígnias características da sua região.

Promovam-se festas regionais, retrospectivas, concursos, certamens, prémios, compromissos de usar trajos nacionais, entusiasmem-se os novos no amor das nossas tradições, repare-se tudo quanto é susceptível de actualização, e o turismo não perderá entre nós mais este pitoresco atractivo.

Março de 1924
Álvaro V. Lemos»

Escrito há quase noventa anos, este texto ainda hoje nos pode ensinar muito. Atente-se no teor dos dois últimos parágrafos, embora conscientes de que o uso dos trajos regionais se deve restringir aos Grupos de Folclore e não para serem usados habitualmente!

Sugerimos a leitura de um documento elaborado e distribuído pela Federação do Folclore Português, há já alguns anos, e intitulado: «Observâncias fundamentais para um Rancho Folclórico que se propõe representar a sua região com base nos usos e costumes do princípio do século 20», no qual são abordados alguns aspectos relacionados com os Trajos.

A Equipa
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