Sobre a Gastronomia Tradicional no norte de Portugal – I

A propósito da iniciativa “Fins-de-semana Gastronómicos” que está a decorrer, desde 23 de Novembro de 2012 até 2 de Junho de 2013, nos diversos concelhos da Região Norte de Portugal, damos a conhecer algumas informações sobre a respectiva Gastronomia Tradicional.
MONTALEGRE – Na capital do Barroso, Montalegre, o porco bizaro é, desde sempre, a base do sustento alimentar. Este, “sebado” com os produtos colhidos nas terras do Barroso, faz as delícias dos curiosos que vêm visitar este “Reino Maravilhoso”.
O presunto, a chouriça, o salpicão, a vitela, a galinha caseira, as batatas, as couves, as abóboras, os nabos, o pão centeio, o mel, etc… deliciam o paladar de todos aqueles que se juntam à promessa duma mesa farta.
Fim-de-semana Gastronómico: 4, 5 e 6 de Janeiro | Cozido à Barrosão - Rabanadas
BOTICAS – A oferta gastronómica do concelho de Boticas é vasta e a sua qualidade unanimemente reconhecida. A ela se associam de imediato a vitela Barrosã, o famoso Cozido Barrosão, os enchidos, o presunto, o pão, o “Vinho dos Mortos” e o “Mel do Barroso”.
Pode dizer-se que depois do pão, o porco é o alimento principal das refeições do barrosão. Todos apreciam o salpicão, os rojões, a grande variedade de enchidos, os presuntos cheios de pique e notável sabor, que tão aprazível gosto possuem para o palato humano. O calor que vem das lenhas e pedras das lareiras das cozinhas montanhesas confere-lhes um aroma e sabor inconfundíveis.
É com estes enchidos, e com as carnes do porco, de sabor tão genuíno e aprimorado, que se faz o Cozido Barrosão, que enche de calor as mesas montanhesas e convida os visitantes a paladares únicos.
À mesa, a carne de porco conta com a companhia da carne barrosã.
Referência emblemática da bovinicultura portuguesa, a raça barrosã distingue-se de todas as outras pela famosa e inigualável carne que produz. Manjar de reis no passado, hoje, mercê do rigoroso controlo com que é selecionada e criada, está à disposição de todos, tendo a sua carne Denominação de Origem Protegida.
O Mel do Barroso, possuidor também da Denominação de Origem Protegida, constitui uma verdadeira dádiva da natureza, que a mão e a sabedoria do homem souberam aproveitar, e faz parte de muitos doces tradicionais, “regando” as rabanadas que acompanham a aletria no final da refeição.
Fim-de-semana Gastronómico: 11, 12 e 13 de Janeiro | Cozido Barrosão e Rabanadas com Mel de Barroso.
Fonte: brochura editada pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal

Mês de Dezembro

No próximo mês de Dezembro não podemos deixar de recordar algumas datas, como o Dia da Restauração da Independência, o dia da Imaculada Conceição, o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, entre outras, assim como as festas em honra de Sta Luzia (13 de Dezembro - Ermida e Vila Nova: aldeias do concelho de Vila Real) e a sua estreita ligação com os “Pitos”, vagamente relacionados com a doçaria característica do Convento de Sta Clara, situado em Vila Real, na cidade fundada por D. Dinis (forais em 1289 e 1293, embora D. Afonso III já lhe tenha dado foram em 1272) e também conhecida como “Princesa do Corgo”.


As Festividades Natalícias, com seus usos e costumes, são uma realidade que também não podemos esquecer.

O nome deste mês de Dezembro deriva do latim Decembris ou December, assim chamado por ser o 10º mês do primitivo calendário romano que começava em Março. Saber mais>>>

Conheça alguns provérbios sobre o mês de Dezembro, algumas superstições e crendices, assim como datas comemorativas e efemérides relacionadas com este último mês do ano.

Neste mês sugerimos a obra “A origem do Fado”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.

Sugerimos que, como “prenda de anos” (o nosso 12º aniversário celebrou-se no dia 1 do passado mês de Novembro) divulguem o Portal do Folclore Português junto dos vossos amigos e conhecidos. Será, também, uma forma de colaborarem com a promoção e divulgação da Cultura Tradicional Portuguesa.

Bom mês de Dezembro para todos!

Festas e Romarias Populares em Portugal - Norte (Trás-os-Montes e Alto Douro)


Miguel Torga, no seu texto intitulado “Reino Maravilhoso”, e referindo-se a Camilo Castelo Branco (que viveu parte da sua adolescência nos concelhos de Vila Real e de Ribeira de pena), escreve o seguinte: «Que diz o senhor Varatojo!? O Camilo! O Camilo levou mas foi uma grande coça na Senhora da Azinheira, outra na Senhora da Saúde, outra na Senhora dos Remédios… Fazia-se fino!»

Também na região de Trás-os-Montes e Alto Douro (o tal “Reino Maravilhoso” de Miguel Torga) há muitas e famosas Festas e Romarias Populares.

É certo que cada um gosta mais (ou acha mais importante) esta ou aquela Romaria ou Festa Popular, pelo que as que vão ser aqui apresentadas são apenas algumas das que não nos podemos esquecer ao longo do ano:

- As Festas em honra de S. Sebastião
Todos os anos, no dia 20 de Janeiro, realizam-se, em diversas localidades dos concelhos de Boticas (por ex. em Alturas do Barroso, Cerdedo, Vila Grande – Dornelas e Viveiro - São Salvador do Viveiro) e de Montalegre, as Festas em honra de S. Sebastião, com características essencialmente comunitárias, onde há distribuição de comida (apenas de pão ou também de carne e mesmo arroz) e de vinho, em grandes mesas comuns.

- Festa dos Caretos
A Festa dos Caretos, no Domingo de Carnaval, em Podence (Macedo de Cavaleiros, é uma espécie de retoma da Festa dos Rapazes (que tem lugar por alturas do Natal), mas desta vez ligada aos rituais carnavalescos que assinalam o início dos constrangimentos da Quaresma, o fim do ciclo do Inverno e marcam o renascimento que a aproximação da Primavera representa para quem tira da terra o seu sustento.

- Romaria de Nossa Senhora dos Remédios
Esta é, efectivamente, uma romaria no sentido mais lato do termo. Realiza-se em Lamego, à volta do dia 8 de Setembro. Para além dos aspectos estritamente religiosos há todo um enquadramento lúdico materializado em jogos populares, bailes, comida e bebida. A «noitada», marcada por arraiais – uns mais organizados e outros mais espontâneos -, continua a atrair multidões. Este exaltar dos sentidos, que pode passar pelos excessos da comida, da bebida, do namoro ou da pancadaria, nem sempre foi muito bem visto pela hierarquia religiosa. De resto, desde o final do século passado [séc.XIX] até ao salazarismo houve um combate das autoridades eclesiásticas e policiais aos «excessos dos arraiais».

Festas e Romarias Populares em Portugal - Norte (Minho)


Tal como dissemos no post anterior, vamos aqui fazer breve referências a algumas das Festas e Romarias que se realizam no Norte de Portugal, mas concretamente na antiga Província do Minho.

No Minho, existem, em quase todos os concelhos, Festas e Romarias conhecidas um pouco por todo o país e algumas mesmo no estrangeiro. A “rainha” de todas elas é, sem dúvida, a Romaria da Senhora da Agonia, tendo o conde de Aurora afirmado, em 1929, que ela era «a Festa Nacional do Minho».

O culto da Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, remonta ao século XVIII. A primeira referência escrita data de 1744, sendo de 1773 a tela votiva mais antiga. A capela onde está guardada a imagem domina o Campo da Agonia, coração dos festejos e local da realização da feira semanal (às Sextas-feiras).

Em Monção, na Praça de Deuladeu, e após a procissão do Corpo de Deus, realiza-se a Festa da Coca: trata-se de uma representação da luta do Bem (um cavaleiro cristão) contra o Mal (um monstro ou dragão – a Coca). «A assistência forma um círculo em torno do dragão e do cavaleiro. Este representa São Jorge. A batalha termina sempre com a vitória do santo que, num último assalto, corta uma das orelhas à Coca. Desconhece-se o que fez surgir esta tradição de que há memória desde o século XVI, e que não se repete em mais nenhuma localidade do país.

A Romaria de S. João d'Arga, é uma das mais típicas do calendário festivo do Alto Minho. A Serra d'Arga, em Caminha, nos dias 28 e 29 de Agosto, recebe milhares de romeiros, que, por tradição, vão pedir a S. João cura para quistos, verrugas, doenças de pele e infertilidade ou mesmo uma "ajudinha" para arranjarem casamento.

Festas e Romarias Populares em Portugal - Introdução


Estamos quase a chegar ao mês de Junho, também conhecido como o mês dos Santos Populares: «É Santo António / ou S. João / será S. Pedro / o de maior devoção?».

É o início de um período intenso de festas e romarias populares, embora estas se realizem, de norte a sul do país, sem esquecer as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, ao longo de todo o ano. No entanto, é, efectivamente, no Verão que em maior número e as mais importantes festas e romarias populares se realizam.

As Festas e Romarias são um traço típico da cultura popular e tradicional do nosso povo. Estas manifestações, extremamente numerosas e variadas, acontecem um pouco por todo o país, e fazem parte das tradições e memórias de um povo que luta para manter actual a cultura secular que lhe confere uma identidade muito própria.

As Romarias são festas em honra de um santo patrono, que incluem simultaneamente duas dimensões que, mais do que se oporem, se complementam: a dimensão religiosa, com os seus aspectos mais característicos: o cumprimento das promessas individuais ao santo, a missa com o sermão solene e a procissão, e a dimensão profana, para a qual contribuem a feira (de gado e não só), com as características barracas de venda de artigos variados, de “comes e bebes”, assim como as diversões, a música e os bailaricos.

Joaquim Alves Ferreira, no seu Cancioneiro – Literatura Popular de Trás-os-Montes e alto Douro (obra de recolhas em 5 volumes) afirma que «As festas e romarias, tão caras à alma do nosso povo, crente e folgazão, têm uma função simultaneamente religiosa e social.

A elas afluem, de todas as partes por onde andam dispersos, os filhos da terra, para alimentar a fé que os liga à sua igreja e fortalecer as raízes que os ligam ao seu torrão natal.

Nelas se robustecem velhas amizades e se criam outras novas, embora, às vezes, se gerem também discórdias, porque o calor aperta e o vinho sobe à cabeça dos romeiros, o que felizmente se vai tornando cada vez mais raro.

Medicina Popular - Medicina Tradicional - Medicina Folk

Medicina Popular - Tradicional - Folk
"A medicina popular está muito próxima da medicina tradicional do tipo erudito. Os antropólogos chamam-lhe também a medicina folk, a qual recobre praticamente os mesmos domínios: a dietética e produtos vegetais, os rituais, manipulações físicas e o religioso. A medicina popular define-se como o conjunto de conhecimentos e crenças criados pelo povo, quer dizer, pelos profanos não profissionais, e que se opõe ao discurso erudito.

Com efeito, a cultura popular caracteriza-se pela oralidade e por vezes esta oralidade traduz mais facilmente certas adaptações locais e certas adaptações específicas à doença."

»» Doenças e ervas medicinais
"Todas as plantas têm princípios activos, capazes de interferir a nível biológico se ingeridos pelo organismo humano. Destiladas, a maioria das plantas produz essências, álcool e gases combustíveis. Associadas a estas substâncias estão outras que, pela sua concentração, dão propriedades específicas às plantas, como é, por exemplo, o caso das papoilas que produzem o ópio."

»» A "beleza" das ervas
"Desde o dia em que Eva, arrancando uma folha - de parreira ou de figueira (?) - para enfeitar a sua nudez, entendeu que a mãe-natureza lhe podia fornecer as armas do encanto e da sedução.

Esta utilização de cosmética e venérea atravessaria todas as antigas culturas - os gregos desenvolveram uma filosofia completa de saúde e beleza à base de plantas; os romanos entregaram-se ainda mais aos cuidados com o corpo; por altura do renascimento fazia-se a separação entre os cuidados da pele e os cuidados de saúde; e, a partir do século XIX, nos Estados Unidos da América, a cosmética organizou-se como actividade industrial, com a utilização de conservantes e a produção em massa."

» Cremes e loções para a pele
» Síntese de usos na cosmética
» Ervas para o controlo de insectos e limpeza

»» A "saúde" das ervas
"Durante milhares de anos, o homem guiado pelo mesmo instinto que hoje leva outros animais a se purgarem com certas ervas escolhidas, ele seleccionava na natureza os vegetais para a cura dos seus males. E, ao organizar-se em comunidades começa a transmitir às gerações futuras o “fruto do saber” — os celtas, nossos remotos antepassados, conheciam perfeitamente as propriedades das Fontes termais e são imitados pelos legionários romanos."

» Tisanas e outros remédios
» Síntese de usos medicinais
» Índice terapêutico

»» As «crendices» das ervas (Mezinhas e esconjuros )
"Como sempre todas as plantas se mostraram importantes para a humanidade, outrora consideradas filhas divinas da Mãe-Terra. Daí a sua também popularização através de envolvimentos mais ocultos pelos seus «atributos mágicos» em crendices populares, ensalmos, esconjuros, fórmulas de atalhar ou mézinhas criadas pelas chamadas «mulheres de virtude», «talhadeiras» ou «benzedeiras», pelos feiticeiros ou por tantos de nós em rituais que ainda hoje perduram nas nossas aldeias.

São alguns desses registos que aqui se enumeram porque também fazem parte da vida e da história destas ervas."

»» Plantas aromáticas e medicinais
"Existem plantas aromáticas e medicinais das mais variadas espécies, apresentando consistência herbácea, semi-herbácea ou lenhosa, e com possibilidade de aproveitamento de uma parte da planta ou da sua totalidade. Estas plantas possuem na sua composição, para além das substâncias presentes em todas as outras (como água, sais minerais, ácidos orgânicos, hidratos de carbono ou substâncias proteicas), compostos que as diferenciam e conferem propriedades especiais, tais como alcalóides, glucosídeos, óleos essenciais, taninos, entre outros, permitindo a sua utilização em medicina, na alimentação, como conservante, aromatizante ou no fabrico de cosméticos e perfumes."

+ Características genéricas
+ Fornecimento, épocas de plantação e sementeira
+ Épocas de colheita
+ Secagem e conservação
+ Receitas

»» Chás e Infusões
O chá mais antigo de todos, conhecido como chá preto, foi descoberto na China há quase 5.000 anos. Trazido para a Europa pelos Portugueses e desenvolvido pelos Ingleses, o chá preto é hoje consumido por pessoas de todo o mundo: pelo seu sabor, pelas suas propriedades preventivas ou curativas, porque ajuda a relaxar ou porque estimula o corpo e a mente, muitas razões são invocadas.

Segundo as lendas chinesas, a descoberta do chá e das suas qualidades benéficas terá acontecido quando o imperador Shen Nung, por volta do ano 2737 a. C, decidiu experimentar o resultado da queda acidental de uma folha de árvore em água a ferver: uma infusão refrescante e revitalizante.

» Os benefícios do chá
» Tipos de chá
» Tisanas e Infusões
» Glossário

»» Ervas aromáticas
Dizem os historiadores que, desde o Paleolítico, o homem se habituou a procurar as ervas mais apropriadas para a alimentação, mas também para a cura dos seus males. As referências, primeiro em cavernas e, mais tarde, em documentos, são prova disso. A Bíblia, o Talmude e o Corão, por exemplo, mencionam e indicam ervas para uso pessoal e cerimonial. Mas a proliferação das ervas e temperos está sobretudo ligada à história dos meios de transporte e à imigração de povos. A sua importância ganha outra dimensão com o empenho dos europeus, em particular dos portugueses, em encontrar um caminho para a Índia, com a finalidade de adquirir especiarias.

Museus ou Núcleos Museológicos Etnográficos


«Aquilo a que se convencionou chamar Cultura Popular viu alguns dos seus conteúdos vertidos em colecções etnográficas e em museus etnográficos. Este movimento de cristalização da Cultura Popular conheceu alguns momentos especialmente significativos ao longo deste século, em particular em Portugal.» (Sérgio Lira, in «Colecções Etnográficas e Museus Etnográficos: objectos e memórias da Cultura Popular» - comunicação apresentada ao Congresso de Cultura Popular na secção Etnografia e Património Etnográfico, Maia, Dezembro de 1999 - Resumo)Ler mais>>>

A este propósito, deixamos aqui informações sobre alguns Museus ou Núcleos Museológicos Etnográficos com sítio na internet:

- Museu do Traje de Viana do Castelo
Viana do Castelo
O Museu do Traje de Viana do Castelo foi criado em 1997, ocupando um edifício de arquitectura tipicamente "Estado Novo", construído em 1958 para albergar o Banco de Portugal.

- Museu de Vilarinho das Furnas
Vilarinho das Furnas era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, situada no extremo nordeste do concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga.

- Museu Municipal de Esposende
O Museu Municipal de Esposende constitui um espaço de encontro de gerações onde a preservação e a divulgação do património é um acontecimento do quotidiano.

- Museu das Rendas
Vila do Conde
Antiga Casa do Vinhal, situada na Rua de S. Bento, é um típico solar urbano do Minho, com dimensões familiares mas de enorme beleza, que em 1991 foi exemplarmente recuperado pela Câmara Municipal.

- Museu Ibérico da Máscara e do Traje
Bragança
O Museu Ibérico da Máscara e do Traje tem como objectivo preservar e promover a identidade e a cultura do povo desta região de fronteira, unido por milénios de história. Dele fazem parte trajes e máscaras características de determinadas Festas de Inverno e Carnaval de Trás-os-Montes, Lazarim e do distrito de Zamora (Espanha), permitindo ao visitante contactar, em qualquer altura do ano, com uma multiplicidade de festas, personagens e rituais, elementos únicos da nossa cultura.

- Museu do Douro
Peso da Régua
Museu do Douro. Museu de Território.
Procurando um devir para o Douro auspicioso, pretende o Museu do Douro registar, estudar e actuar no tecido extremamente complexo, que é a Região Demarcada do Douro.

- Museu Casa do Assento
Felgueiras
Erguida há vários séculos, a casa do Assento, cujo nome lhe advém da antiga tradição de ali serem feitos os assentos de baptizados, casamentos e óbitos, serviu em tempos como residência paroquial.

- Museu Etnográfico de Arcozelo da Torre
Arcozelo da Torre - Moimenta da Beira

- Museu Etnográfico da Aldeia da Ponte
A Aldeia da Ponte localiza-se no concelho de Sabugal, distrito da Guarda, na antiga Província da Beira Alta.

- Museu Etnográfico do Freixial
Freixial - Leiria
O Museu Etnográfico do Freixial é um espaço que oferece aos visitantes o contato com o mundo ligado à agricultura e às atividades tradicionais, através da reconstituição de uma habitação rural, do final do século XIX.

- Museu Municipal de Ourém
O Museu Municipal de Ourém (MMO) é uma estrutura de gestão museológica e patrimonial, apta a coordenar o funcionamento das várias unidades com tutela municipal. A Casa do Administrador é uma infra-estrutura permanente, vocacionada para o estudo e a difusão da representação da identidade cultural e dos patrimónios de Ourém.

- Museu Etnográfico - Glória do Ribatejo
A ideia da criação de um Museu Etnográfico surgiu de uma conjugação de esforços e trabalhos desenvolvidos pela ADPEC. A Glória do Ribatejo, pelo seu cariz muito peculiar, reunia um conjunto de valores históricos e etnográficos, que a diferenciavam das restantes localidades.

- Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal
Setúbal
O MAEDS é um lugar de memória onde se preserva importante parcela do património cultural móvel da Península de Setúbal e Alentejo Litoral (Distrito de Setúbal), um espaço onde se estuda e se divulga esse património e onde se interpretam os vestígios do Passado conservados na paisagem exterior e dispersos pelo território regional.

- Museu Carlos Machado
Ponta Delgada - S.Miguel - Açores
O Museu Carlos Machado tem como missão estudar e preservar o património e, através dele, promover e divulgar a cultura e identidades açorianas.

- Museu Etnográfico de Danças e Cantares Santa Maria de Olival
Etnografia - Religiosidade Popular - Alfaias Agrícolas - Cozinha Rústica - Interior de Casa Antiga.
Este Museu está aberto ao público através de marcação telefónica: 91.7604533 / 227.650.184 / 227.614.097 / 227.651.519

Se, eventualmente, conhecer algum Museu ou Núcleo Museológico que não esteja nesta listagem, envie-nos informações sobre o mesmo para o email do Portal do Folclore Português.

Entrudo ou Carnaval?


Entrados no mês de Fevereiro, aproximamo-nos, a passos largos, do Entrudo… ou será do Carnaval?

Tanto faz. Entrudo e Carnaval são dois termos com origens etimológicas diferentes mas que significam ou dão nome ao mesmo período do ano: o que vai desde o Domingo da Septuagésima até à Quarta - Feira de Cinzas, início da Quaresma.

Ora, a palavra Entrudo, terá tido origem no latim introitus, e significaria "entrada" ou “início” da Quaresma, período de 40 dias de reflexão e penitência que a Igreja Católica propõe como preparação para a festa da Páscoa, recordando os 40 dias que Jesus esteve a rezar e a jejuar no deserto, antes do início da Sua pregação e vida pública, e dos 40 anos que os israelitas vaguearam pelo deserto, antes de entrarem, finalmente, na Terra Prometida.

Já a palavra Carnaval, como afirma Carlos Gomes, no seu artigo de opinião “A magia do Carnaval”, «provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a "curru navalis" que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera

O tipo de festividades do Carnaval, dentro da tradição romana, terá tido origem nas Saturnalias (festas em hora de Saturno, que tinham como objectivo celebrar o despertar do novo ciclo da “mãe-natureza”), nas Matronalias (celebrações dedicadas às mulheres, as quais, por esta ocasião, tinham poderes especiais sobre os homens), e nas Lupercalias (festas que pretendiam assegurar a fecundidade dos homens, animais e campos, realizadas à volta do dia 15 de Fevereiro).
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