Meses do ano: JULHO

JULHO deriva do latim Julius, em homenagem a Júlio César (por decreto publicado por Marco António), reformador do calendário, nascido a 12 deste mês, no ano 101 antes de Cristo. No primitivo calendário romano era denominado quintilius, por ser o quinto mês do ano que começava em Março. É o sétimo mês desde os calendários juliano e gregoriano, com 31 dias.

Se pretender saber mais sobre o mês de Julho, clique aqui, ou sobre qualquer outro mês, clique aqui.

Durante este mês de Julho, e tal como vem acontecendo, sugerimos que fique a conhecer as Festas e Romarias, as Feiras (Artesanato, Gastronomia, etc., assim como as Feiras Históricas e Medievais), e os Festivais, Mostras ou Encontros de Folclore que, cada vez mais, se realizam por todo o país.

Também sugerimos que fique a conhecer os Cartazes que divulgam algumas das iniciativas a realizar durante este mês de Julho, alguns deles com evidente qualidade gráfica.

Consultado o Calendário Agrícola, ficamos a saber que durante o mês de Julho, na horta, «As regas são de grande importância neste período, e devem ser efectuadas à tarde e de acordo com as necessidades das plantas. Semear: acelgas, agriões, alface de Outono e Inverno, beldroegas, bróculos tardios, cenouras, chicória, couve-de-bruxelas, couve-nabo, couve-flor tardia, ervilhas, feijão (de trepar e anão), nabo, rabanetes, repolho de Inverno, salsa

Mas não esquecer que, para além dos trabalhos na horta, também há muito que fazer na vinha, no jardim, no pomar, no campo, na adega e com os animais.

Diz o povo, na sua sabedoria construída e consolidada, ao logo dos anos, através da experiência do dia-a-dia, que “Em Julho, ceifa o trigo e faz o debulho. E, em o vento soprando, vai-o limpando.” Mas há outros provérbios que também se referem ao mês de Julho. Caso esteja interessado, pode conhecer Provérbios, Adágios e Ditados Populares sobre outros meses e/ou sobre outros assuntos.

Quem nasceu entre os dias 1 e 22 de Julho pertence ao signo Caranguejo: “Os nativos deste signo são tenazes, afectuosos, sociais, económicos e amigos do lar. Suas principais falhas: timidez, possessão, gulosice e indolência". Quem nasceu entre os dias 23 e 31 de Julho está sob o domínio do signo Leão: “Os nativos deste signo são líderes natos, sinceros, generosos, confiantes e bondosos. Suas principais falhas: orgulho enfatuado, soberba, snob superioridade e desdém.” Há 100 anos havia diversas superstições e crendices acerca do mês de Junho e destes signos: Caranguejo e Leão.

Município da Nazaré recriou “arte xávega”

Desde o dia 14 de Maio e até ao final do mês de Junho, o Município da Nazaré recriou, no areal em frente ao Posto de Turismo, a arte tradicional de pesca conhecida como “arte xávega”.

A última das campanhas da xávega registada na Capitania da Nazaré sai ao mar durante a manhã, na embarcação típica desta arte, para lançar as redes que, à tarde, são “aladas” (puxadas) a partir de terra, por homens, mulheres e crianças.

Este é o momento mais visível e mais emblemático da recriação, também participado por muitos turistas.

O peixe capturado é, posteriormente, vendido numa improvisada lota de praia, reconstituindo também os antigos processos de venda, nomeadamente o “chui” – o sinal de compra do pescado.

A arte xávega é um dos mais antigos e característicos processos de pesca artesanal da Nazaré. Foi introduzida em meados do século XVIII pelos pescadores vindos de Ílhavo e da Costa de Lavos, que se fixaram na nova praia. Com eles trouxeram as grandes redes de arrasto, que aqui foram modificadas e adaptadas às condições da costa nazarena, tornando-se mais pequenas e mais eficazes na faina. Também os barcos foram moldados, pelos calafates locais, a este tipo de rebentação e ondulação.

Assim nasceu o emblemático barco-de-bico ou da xávega, de fundo achatado a prolongar-se arqueado até à proa, que remata num bico aguçado, de ré cortada e sem quilha. Formato adequado para entrar ao mar sem se virar e para encalhar mais facilmente.

A arte xávega caiu em desuso nas últimas décadas do século XX, devido a factores de ordem económica e social e, sobretudo, pelo avanço da tecnologia de captura de pescado.

Informações retiradas e adaptadas de “A Oeste tudo de novo” – Dossier especial - Expresso

Artigos relacionados:

- Embarcações tradicionais portuguesas e a arte da construção naval
A pesca da sardinha na costa portuguesa

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1.- Alcobaça vai a Lisboa, ao Museu de Arte Popular

Decorre no próximo fim-de-semana, dias 2 e 3 de Junho, mais uma edição da iniciativa do Museu de Arte Popular: Portugal também é Festa! Desta vez, é Alcobaça que vai a Lisboa, com inúmeras actividades, para se mostrar e mostrar o que tem de melhor.

+ Mostra de Doces & Licores Conventuais
+ Mostra de Artesanato
+ Mostra de produtos emblemáticos de Alcobaça
+ Recriação histórica relembrando Aljubarrota Medieval
+ Recriação do Mercado do Séc. XIX

Também vai se possível ver a actuação de Ranchos Folclóricos (Acipreste, Casais de Santa Teresa, Benedita, Moleanos, Casal Pinheiro) do Grupo “Soão”- Grupo de Musica Tradicional Portuguesa e da Orquestra Ligeira da Junta de Freguesia do Bárrio.

Não podemos esquecer que «Quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar.»

Para mais informações, clique aqui.

2.- Artigo de opinião de Carlos Gomes:

O Folclore e a divisão social do trabalho

«A divisão social do trabalho constitui uma das características das sociedades humanas. O aparecimento de novos ofícios levou à necessidade de, no seio de uma determinada comunidade, alguns indivíduos se especializarem em determinadas tarefas e a elas se dedicarem quase exclusivamente
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