“(...) por «danças
populares portuguesas» queremos designar as «danças populares portuguesas
tradicionais», as quais englobam três categorias: as «danças folclóricas», as
«danças populares propriamente ditas» e as «danças popularizadas».) Procurar
determinar e designar as mais arcaicas danças populares portuguesas é,
obviamente, estultícia, até porque é impossível fazê-lo. Dado que a dança é uma
actividade e uma função tão velhas como a própria Humanidade, poderemos dizer
que na Península Ibérica se baila desde que nela surgem seres humanos,
autóctones ou vindos de qualquer outra região da Terra.”
Tomaz Ribas in "Danças Populares
Portuguesas"
Danças
Tradicionais de Trás-os-Montes
Vinte
e cinco. Um dos «llaços»
ou figuras da *Dança dos Paulitos. Começa por uma espécie de apelo do
bombo, destinado a congregar os bailadores, os pauliteiros (em número de
dezasseis), seguido da dança, executada instrumentalmente por gaita de foles,
tamboril, bombo e castanholas, a que vem juntar-se o som seco da percussão dos
próprios paulitos, atributo dos bailadores, numa curiosa e excitante
polirritmia. Muito espalhada nos concelhos de Miranda, Vimioso, Mogadouro. Saber mais>>>
In Guia de Portugal,
organizado por Sant'Anna Dionísio, V volume (Trás-os-Montes e Alto Douro),
editado pela Fundação Calouste Gulbenkian
Breves notas sobre as Danças Populares Portuguesas de hoje
Bailarico | Ciranda |
Chula | Corridinho | Fandango | Farrapeira | Gota | Malhão | Regadinho | Saias
| Tirana | Verde-Gaio | Vira | Saber mais>>>
In "Danças Populares Portuguesas",
Tomás Ribas
Danças Regionais
Nem
todas as danças predilectas da nossa gente são tradicionais. Já o Minueto
cortesão, a Gavota e o Fandango espanhol se cantaram e bailaram ente nós no
século XVIII, assim como as seguintes danças de salão do século passado: a Valsa
alemã, a Mazurca polaca e a Polca boémia, que influenciaram o melodismo
popular, especialmente pelos ritmos. Ajuntem-se-lhes a Contradança inglesa, a
Quadrilha francesa, o Schottish e o Pas de Quatre. Saber mais>>>
In Danças Regionais.
Secretariado Nacional da Informação, Mocidade Portuguesa Feminina
Vira da Nazaré
"Não
vás ao mar toino". Este é um dos versos mais populares do vira da
Nazaré. Como não poderia deixar de ser, em terra de pescadores, o mar é quem
mais ordena. Põe e dispõe da vida das gentes. É dele que depende o seu
dia-a-dia. É ele que lhes dá o pão, as alegrias e as angustias. E para
expressar tudo isso, os pescadores e as suas mulheres sempre deram primazia à
música e à dança. Prova disso são os ranchos folclóricos que foram surgindo
naquela localidade piscatória. Saber mais>>>
Vira
do Minho
É
a dança rainha do Alto Minho. As arrecadas e os fatos minhotos ajudam a
completar o cenário. Dispostos em roda os pares de braços erguidos, vão girando
vagarosamente no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Os homens vão
avançando e as mulheres recuando. A situação arrasta-se até que a voz de um
dançador se impõe, gritando 'fora' ou “virou”. Dão meia-volta pelo lado de
dentro e colocam-se frente-a-frente com a moça que os precedia. Este movimento
vai-se sucedendo até todos trocarem de par, ao mesmo tempo que a roda vai girando,
no mesmo sentido. Mas este é apenas o mais simples dos viras de roda, pois
outros há com marcações mais complexas. Saber mais>>>
São
Macaio
"São
Macaio" é uma canção dançada nos Açores. Foi sobretudo na ilha Terceira
que a sua tradição se generalizou. Tudo leva a crer que o seu nome original,
seja São Macário e que o nome com que ficou conhecido seja já uma degeneração
do primeiro. Acredita-se que São Macário, seria um navio que andava entre as
ilhas e o Brasil e que teria naufragado numa das suas viagens. Pois como diz a
canção; 'São Macaio, deu à costa...toda a gente se salvou... (...) só o São
Macaio é que não”. Saber mais>>>
Pauliteiros
de Miranda
No
planalto mirandês existem grupos de oito homens que vestem saias e tem paus.
Dispensam apresentações. Já todos os conhecem: são os Pauliteiros de Miranda.
Com os saiotes brancos, lenços, os chapéus e os pauliteiros transportam uma
tradição que procuram defender com unhas e dentes. E apesar de já não existirem
tantos grupos como antigamente. As letras, os passos e os trajes ainda se
mantêm fiéis à origem. Saber mais>>>
Fandango
Cabeça
erguida, corpo firme e pernas leves, estes são os requisitos necessários para
ser um bom fandangueiro. De polegares nas covas dos braços “fogoso e impaciente
como um puro lusitano. O autêntico fandango aparece-nos na pessoa do campino,
que só se digna dançar de verdade, quando baila sozinho". Como refere Pedro Homem
de Mello, no seu livro “Danças Portuguesas”, quer seja na
lezíria quer seja na charneca, o fandango é o rei da dança no Ribatejo.
É uma dança de despique e de desafio que o homem leva a cena, ostentando toda a
sua virilidade e capacidades individuais. Saber mais>>>
Chulas
e Malhões
Chula
Amarantina; Chula de Santa Cruz;
Barqueiros e "Paus”. Estas são apenas algumas das versões da
‘chula' que percorre as margens do Douro e se estende até ao Minho.
Atrai para os átrios das igrejas, os que gostam de bailar e sempre que chega o
Natal, aproveita-se para comemorar com umas "chulas". Saber mais>>>
Bailinho
da Madeira
De
certo que já todos viram dançar o “Bailinho da Madeira” ou pelo
menos, tal como ele é conhecido no continente: um grupo, vestido com o traje
típico da ilha das flores, que dança em torno do instrumento regional típico da
Madeira:
o brinquinho. É um instrumento composto por um grupo de sete bonecos
de pano e traje regional com castanholas e fitilhos, dispostos na extremidade
de una cana de roca e animados por movimentos verticais na mão do portador,
isto é, o bailinho tal como a maioria das pessoas o conhece. Saber mais>>>
Baile
Mandado
Esta dança
apareceu por influência dos franceses. Os pares fazem uma roda executando
movimentos seguindo quem comanda que vai contando uma história que rima ou uma
quadra satírica mas sem malícia. Saber mais>>>
Corridinho
Nos
primeiros anos do século XX nasce o célebre corridinho. Facto curioso e que
muitos desconhecem é que este tipo de música teve origem numa dança de salão
nascida nos meados do século passado, algures na Europa oriental, e trazida
para o Algarve por um espanhol chamado Lorenzo Alvarez Garcia, que decidiu
cortejar a jovem louletana Maria da Conceição, dedicando-lhe La Azucena - uma
polca. O corridinho nasce então como dança de cortejo. Saber mais>>>
Danças
Populares do concelho de Águeda
Cana Verde Dobrada - Dança de terreiro, simples, mas alegre. O seu
maior encanto encontra-se no estilo e nas cantigas que, tantas vezes, os
cantadores improvisavam, consoante o ambiente e a competição. Saber mais>>>
Danças
Tradicionais de Baião
A
Chula é uma dança muito difundida em Portugal.
Esta caracteriza-se pela agilidade do sapateio do sapateio do peão/peões, em
disputas, sapateando sobre uma lança estendida no salão. A chula era dançada
somente por homens, ao desafio. Diz-se que esta é originária do Minho e do
Douro, do folclore português, embora alguns estudiosos a relacionem com o Lundú
ou o Baião, com relação à música, daí esta ser tão tradicional no concelho. Saber mais>>>
Os
principais tipos de dança
Porque
o Homem, desde o seu estado primitivo até hoje, sempre praticou a Dança,
concluir-se-á que as danças actuais - quer as das actuais sociedades
primitivas, quer as das sociedades evoluídas - tendo a sua origem nas danças
primitivas delas ainda guardam alguns aspectos. Saber mais>>>
In "A dança e o
ballet" (I) - Cadernos FAOJ - Série A, Tomás Ribas
Danças Tradicionais
Populares
As
danças
tradicionais populares entraram nos hábitos do povo devido aos
mais variados contactos e influências, enraizando-se pela via das aculturações,
recebendo dele o cunho do meio ambiente da sua personalidade em conformidade
com o local onde estava inserido. Saber mais>>>
Augusto Fernandes Santos Federação do Folclore
Português - 1as Jornadas de Folclore a Norte do Rio Douro - Vila Verde - 10/11
de Junho de 1988




