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Refeições tradicionais populares



Almoço durante as vindimas, no Douro
“Os nomes portugueses das comidas são: a parva, o almoço, a côdea, chamada também fatiga (fatia), o jantar (pronúncia popular: jentar, jintar), a merenda, a ceia e o ceiote (pronúncia popular: cióte, verbo ciotar).
A parva consta de pouca comida, como azeitonas com pão e aguardente, e dá-se antes do almoço aos trabalhadores, os quais dizem então que vão matar o bicho (Beira Alta).
O almoço é a comida da manhã.
A côdea é uma pequena refeição entre o almoço e o jantar (Carrazeda de Anciães).
O jantar, nas aldeias, é geralmente à hora do meio-dia.
A merenda (só há merendas desde 25 de Março até 8 de Setembro) é à tarde.
A ceia é ao anoitecer.
O ceiote é geralmente à meia-noite, e dá-se aos homens que andam em certos trabalhos, como de lagar, etc. (Tabuaço).
Em algumas partes é costume dizer certa oração ao começar a comer. Nos conventos liam-se em voz alta livros espirituais durante a comida […]. O uso de dar graças a Deus no fim do jantar (e às vezes da ceia) é geral. Diz-se numa pequena oração, como: Nosso Senhor nos dê muito e sustente com pouco, etc.
Enquanto se come, não deve estar dinheiro sobre a mesa, porque é sinal de traição ou pobreza (Vila Real).
À mesa do jantar não nos devemos sentar entre médico e padre, porque é sinal de morte (Douro).
Se estão treze pessoas à mesa, morre uma nesse ano.
Não se deve comer ao luar, porque quem come ao luar come a lua.
Não se deve estar na quina da mesa, porque quem aí está não casa (Porto).
À parte da comida que não é caldo chama-se condoito ou peguilho; até se diz a alguém que está a comer pão: apeguilha-o com alguma coisa (Beira Alta).
Enquanto se faz a ceia, a família está ao lume e reza a coroa de Nossa Senhora em coro (aldeias da Beira Alta).
Adaptado de J. Leite deVasconcellos in «Tradições populares de Portugal»
Clicando nos links abaixo, poderá ficar a conhecer mais sobre as refeições no tempo dos nossos “avós”:
Concelho de Melgaço e Castro Laboreiro
«A Montanha», região a Nascente de Chaves, Vila Pouca de Aguiar, Valpaços, Quinta da Aguieira, perto de Torre de D. Chama, Concelho de Mirandela, Concelho de Bragança
Refeições de trabalhadores na Beira Baixa e parte da Beira Alta, no Verão, Meda, distrito da Guarda, Oliveira de Azeméis, Oliveira de Azeméis, Vila de Almeida, Rapa, concelho de Celorico da Beira, Vilar Seco, concelho de Nelas, Canas de Senhorim, concelho de Nelas, Mizarela, concelho da Guarda
Lisboa
Tolosa, concelho de Nisa, Beja, Odemira
Mexilhoeira Grande, concelho de Portimão
In "Alto Douro, terra de vinho e de gente" - A.L. Pinto da Costa, Edições Cosmos

Arquitectura Popular em Portugal


Arquitectura Popular em Portugal
Nas cidades medievais ou no campo, no litoral norte ou no estremo sul do país, o engenho popular foi, ao longo dos séculos, desenvolvendo soluções construtivas e tipologias. Factores determinantes: o espaço disponível, os materiais existentes na região e as condicionantes climáticas. Com a Revolução Industrial surgiria a necessidade de alojar as cada vez mais numerosas classes trabalhadoras, expressa nas «vilas» e bairros operários
In “Guia Expresso” – O melhor de Portugal: Casas – Arquitectura Popular, Solares, Moradias

Arquitectura popular do Minho
Absorvido pela terra que o alimentava, a si e à sua família, o minhoto pedia à casa só um abrigo, sem luxo nem conforto. Mas o desenvolvimento da lavoura e uma vida de maior desafogo vieram exigir mais daquela que passou a ser também a sua habitação. Saber mais>>>

Levadas da Madeira
A construção das Levadas da Madeira remonta ao século XV e à chegada dos primeiros colonizadores. O objectivo desta rede de canais, construída ao longo de séculos, era trazer a água das zonas altas e húmidas do Norte da ilha para irrigar as terras secas do Sul. Saber mais>>>

A arquitectura e a engenharia na criação da casa tradicional
A concepção de casa tradicional do ponto de vista arquitectónico assenta na reunião das linhas estéticas do edifício que variam consoante a região e os hábitos culturais onde se insere. De igual modo, a engenharia que é empregue na concretização do projecto arquitectónico corresponde às exigências naturais e culturais que presidem à sua construção, nomeadamente as características dos materiais e as suas necessidades de utilização. Saber mais>>>

A chaminé na arquitectura tradicional portuguesa
A chaminé constitui um dos elementos da arquitectura tradicional que, para além da sua funcionalidade, adquire consoante a região em que se insere características que respeitam às condições ambientais e ainda elementos decorativos de interesse etnográfico. Saber mais>>>

Os Espigueiros são monumentos de arte popular que evocam a cultura do milho
Um pouco por toda a região do noroeste peninsular, surge frequentemente na paisagem rural um tipo de construção bastante característica que, pela graciosidade que possui, tornou-se num elemento emblemático daquela região – o espigueiro! Saber mais>>>

Moinhos de Maré: um Património a preservar
O moinho de maré de Corroios, no concelho do Seixal, foi mandado construir por D. Nuno Álvares Pereira em 1403, já lá vão mais de seis séculos de existência. Situado junto à baía, encontra-se adaptado a ecomuseu, atraindo regularmente numerosos visitantes que desse modo entram em contacto com aspectos ligados à etnografia e à tecnologia associada ao aproveitamento da energia das marés. Saber mais>>>

Carrasqueira: o maior porto palafítico da Europa
Na margem esquerda do estuário do rio Sado, situa-se uma pequena e graciosa povoação piscatória que dá pelo nome de Carrasqueira e faz parte da freguesia da Comporta, no concelho de Alcácer do Sal. A poente situa-se a extensa Península de Tróia, ladeada por magníficas praias banhadas pelo Oceano Atlântico e a nascente, o estuário com os seus sapais e Cetóbriga com os seus tanques da salga do garum que os romanos nos deixaram. Saber mais>>>

Cultura Avieira: um Património que urge preservar
As aldeias avieiras correm o risco de desaparecer a curto prazo se entretanto não forem tomadas medidas de salvaguarda etnográfica. Construídas inicialmente em madeira, o tijolo e o cimento têm vindo a tomar o seu lugar devido à sua precariedade ao ponto de ameaçarem a ruína. Saber mais>>>

Medicina Popular e Tradicional - Ervas e Plantas Aromáticas ou Medicinais


«Tudo começou há milhares de anos, quando o Homem sobrevivia caçando, arriscando-se continuamente. Observando a Natureza, construiu as primeiras teorias do funcionamento do Mundo. Melhor que qualquer outro animal o Homem está biologicamente equipado para estabelecer causalidades e sequências. As primeiras teorias médicas surgem, assim, do estabelecimento de relações entre as forças da Natureza e a evolução do indivíduo. A evolução técnica permite, nos nossos dias, a instauração de uma medicina preventiva. O Homem é capaz de controlar o meio em que vive e agir sobre a sua própria estrutura biológica. A um nível mais restrito, mantêm-se as medicinas populares, baseadas em sistemas médicos locais, a que muitas vezes se dá o nome de medicinas primitivas ou herboristas. (…)

(…) A medicina popular está muito próxima da medicina tradicional do tipo erudito. Os antropólogos chamam-lhe também a medicina folk, a qual recobre praticamente os mesmos domínios: a dietética e produtos vegetais, os rituais, manipulações físicas e o religioso.

A medicina popular define-se como o conjunto de conhecimentos e crenças criados pelo povo, quer dizer, pelos profanos não profissionais, e que se opõe ao discurso erudito.

Com efeito, a cultura popular caracteriza-se pela oralidade e por vezes esta oralidade traduz mais facilmente certas adaptações locais e certas adaptações específicas à doença."
(In Medicina Popular - Ensaio de Antropologia Médica, de António Fontes e João Gomes Sanches, Âncora Editora, Colecção "Raízes", Março de 1999)

Nest post vamos divulgar o início de textos sobre este tema, disponibilizados no Portal do Folclore Português:

Plantas aromáticas e medicinais
Existem plantas aromáticas e medicinais das mais variadas espécies, apresentando consistência herbácea, semi-herbácea ou lenhosa, e com possibilidade de aproveitamento de uma parte da planta ou da sua totalidade. Estas plantas possuem na sua composição, para além das substâncias presentes em todas as outras (como água, sais minerais, ácidos orgânicos, hidratos de carbono ou substâncias proteicas), compostos que as diferenciam e conferem propriedades especiais, tais como alcalóides, glucosídeos, óleos essenciais, taninos, entre outros, permitindo a sua utilização em medicina, na alimentação, como conservante, aromatizante ou no fabrico de cosméticos e perfumes. Saber mais>>>

Doenças e ervas medicinais
Todas as plantas têm princípios activos, capazes de interferir a nível biológico se ingeridos pelo organismo humano. Destiladas, a maioria das plantas produz essências, álcool e gases combustíveis. Associadas a estas substâncias estão outras que, pela sua concentração, dão propriedades específicas às plantas, como é, por exemplo, o caso das papoilas que produzem o ópio. Saber mais>>>

Ervas aromáticas
Dizem os historiadores que, desde o Paleolítico, o homem se habituou a procurar as ervas mais apropriadas para a alimentação, mas também para a cura dos seus males. As referências, primeiro em cavernas e, mais tarde, em documentos, são prova disso. A Bíblia, o Talmude e o Corão, por exemplo, mencionam e indicam ervas para uso pessoal e cerimonial. Mas a proliferação das ervas e temperos está sobretudo ligada à história dos meios de transporte e à imigração de povos. A sua importância ganha outra dimensão com o empenho dos europeus, em particular dos portugueses, em encontrar um caminho para a Índia, com a finalidade de adquirir especiarias. Saber mais>>>

Desfolhada à Moda Antiga


Desfolhada à Moda Antiga - Paranhos - Porto
No próximo dia 20 de Setembro, às 21h30m, na Quinta de S. Romão (em frente à Igreja da Areosa), o Rancho Folclórico de Paranhos – Porto vai realizar a sua XIV Desfolhada à moda antiga.
Os objectivos principais para a realização desta iniciativa (desfolhada à moda antiga, como se fazia no trabalho agrícola de outros tempos) são: reavivar os usos e costumes dos nossos antepassados e cumprir com o propósito de manter uma tradição  de âmbito cultural que só dignifica a cultura dos nossos antepassados.
Da história reza que à noite, à luz das candeias, se faziam grandes desfolhadas, geralmente no alpendre da casa do lavrador, e embora possa parecer uma festa, é um trabalho duro e cansativo, tanto para os adultos, homens e mulheres, como para os jovens e as crianças que, por essas aldeias fora, que trabalham no campo, dançavam e cantavam ao som da concertina mas só se ia a convite dos lavradores. Então as pessoas partiam de casa, todos em conjunto, a cantar, chegavam à eira, sentavam-se e convidavam a cantar, cantavam-se cânticos de improviso, e só na última desfolhada, se servia a merenda.
Apesar do cansaço as desfolhadas eram sempre motivos de grandes satisfações e alegrias, sendo fundamental o aparecimento das espigas de milho rei para manter o entusiasmo de todos É que o feliz achador tinha a obrigação de gritar bem alto: - Milho rei! - e o direito de dar uma volta a todos os trabalhadores, distribuindo abraços. Antigamente, esta era uma oportunidade única para se aproximar fisicamente das raparigas, das namoradas e até das noivas porque, na época, as convenções sociais eram muitas e a vigilância por parte dos pais era muito apertada.
Estas tradições irão ser  "vividas" novamente e a festa não termina sem que assistam às danças e cantares do rancho organizador e, de seguida,  o espaço será transformado num arraial maiato.

http://www.folclore-online.com/cartazes_iniciativas/2014/desfolhada-a-moda-antiga-paranhos-porto.html#.VArgwkldbIU

Desfolhada Tradicional Minhota em Vila Nova de Cerveira


Desfolhada Tradicional Minhota em Vila Nova de Cerveira
Recuperar usos e costumes do concelho e proporcionar um serão de convívio à moda antiga são dois dos principais objectivos para mais esta iniciativa: Desfolhada Tradicional Minhota, em Vila Nova de Cerveira.

Um Terreiro transforma-se numa autêntica eira comunitária ao recriar, no próximo sábado, 06 de setembro, a partir das 21h30 uma Desfolhada Tradicional Minhota, que pretende envolver toda a comunidade.

Num ambiente rural e acolhedor, o centro histórico da Vila das Artes viaja a um passado não muito remoto, com as gentes da terra a recriar uma eira comunitária, num esforço de preservação da identidade cultural e etnográfica do concelho.

Toda a população está convidada não só a assistir, mas a participar ativamente, exibindo no vestuário um elemento decorativo associado à Desfolhada Tradicional. Outro objetivo é envolver residentes e turistas na vivência de uma tradição antiga, que se vai perdendo ao longo dos tempos.

Um carro de bois carregado e ornamentado vai desfilar pelas principais artérias do centro histórico cerveirense até se instalar em pleno Terreiro, dando início a uma desfolhada tradicional, momento em que se soltam os cantares e sons tradicionais, as estórias e as lendas. Não faltarão os bardeiros e as medas para conferir a maior autenticidade a esta iniciativa.

Contam os mais antigos que a desfolhada era um momento muito aguardado pelas populações, em especial pelos jovens, que alimentavam a esperança de encontrar o milho-rei para poder beijar o rapaz ou a rapariga por quem nutria um sentimento especial. O trabalho transformava-se numa verdadeira festa minhota.

O convívio subjacente a esta recriação integra ainda a gastronomia típica, nomeadamente a broa e o chouriço da região, acompanhados do bom vinho verde, e que contribuem para que esta Desfolhada Minhota de Vila Nova de Cerveira seja uma referência no seio das manifestações etnográficas do Alto Minho.

Numa organização da Comissão de Festas de Nossa Senhora da Ajuda, a Desfolhada Tradicional Minhota conta com o apoio da Câmara Municipal, e parceria dos grupos de folclore do concelho, concertinas e cantares ao desafio.

XVIII Festival de Folclore Internacional “Alto Minho”


Vai realizar-se, de 25 a 31 de Agosto, o XVIII Festival de Folclore Internacional “Alto Minho”, numa organização da VianaFestas e da AGFAM – Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho.
A presente edição vai contar com a participação de grupos folclóricos da Eslováquia, Espanha, Indonésia, Itália, Turquia e Uruguai, sendo de destacar a organização e colaboração ativa e fundamental de sete grupos folclóricos do concelho de Viana do Castelo.

Quanto ao programa, na 3ª feira, dia 26, terá lugar, pelas 22 horas, a cerimónia de abertura, na Praça da República de Viana do Castelo, intitulada “Viana recebe o Mundo na Praça da República”.
Na 4ª feira, dia 27 e no sábado dia 30 serão apresentadas, pelas 22 horas, no Centro Cultural de Viana do Castelo dois espetáculos de gala, com a participação dos grupos presentes, salientando-se este a peça “Coração Independente”, de Joana Vasconcelos, enquanto elementos constituinte do cenário do festival.

Na 5ª feira, dia 28 e na 6ª feira, dia 29, serão apresentadas duas galas espetáculo, na Vila de Darque (terrenos da Quinta de Santoínho) e na Vila de Barroselas, respetivamente. O Festival encerrará na noite do dia 31 com um convívio na Quinta de Santoínho.
De destacar, ainda, pelas 10 horas de sábado, dia 30, a celebração ecuménica, na Igreja de São Domingos, em Viana do Castelo, com todos os grupos presentes, num encontro de vários credos religiosos.

Grupos participantes: Folklore Ensemble NADSENCI (Eslováquia) | Grupo Folclórico “VALDEMEDEL” de Ribera de Fresno (Espanha) | Studio 8 Faculty of Publc Health Disponegoro University (Indonésia) | Grupo Folclórico “SU ENAU” Villanovaforru (Itália) | Cansu Gençlik Ve Spor Kulubu (Turquia) | Ballet Folklórico Nacional de Uruguai (Uruguai)

X Encontro de Folclore de Machico

O Grupo de Folclore de Machico irá realizar no próximo dia 31 de Agosto, Domingo, pelas 18h30, no Largo da Praça, o X Encontro de Folclore de Machico, como tem acontecido anteriormente, de dois em dois anos. O espetáculo contará com a presença dos grupos de folclore de Machico, da Galiza (Espanha), da Ilha da Terceira (Açores) e de Santa Maria da Feira (Portugal continental).

Este encontro realiza-se no dia da Festa do Senhor (Santíssimo Sacramento) na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, Machico, que como em toda a ilha tem o tapete de flores como ponto alto, para receber a passagem da procissão e dos grupos participantes no encontro de folclore.
No Sábado, com os Fachos ou fogueiras que se acendem ao longo das encostas, tradição única e ainda hoje vivida, o vale abrilhanta-se com as mais variadas formas.

O Grupo de Folclore de Machico comemora no próximo mês de Outubro 32 anos de existência e conta com um rico palmarés em Actuações, das quais se destacam: Festivais regionais de folclore, Programas televisivos, Festas populares, Festas do turismo, digressão pelo norte e centro do país, Semana da Madeira em Lisboa, Festas de São João do Porto, Vários festivais nacionais e internacionais de Folclore, Intercâmbios com grupos do continente português e dos Açores e digressões a Canárias, Espanha, França, Bélgica, Alemanha e Itália.
Para comemorar os 25 anos, editou um CD-áudio intitulado “Bailinho de Machico” e o livro Grupo de Folclore de Machico, Retrospectiva dos 25 anos (1982-2007)”

Este encontro de folclore é apoiado pela Câmara Municipal de Machico, Junta de Freguesia de Machico, Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais e Casa do Povo de Machico, e conta com a colaboração dos grupos de folclore do Porto Santo, Ponta do Sol e Boa Nova.
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