Nos próximos dias 15 a 17 de Março, Valença vai celebrar a lampreia, na comunidade piscatória de São Pedro da Torre (no recinto do adro da Igreja), entre 15 e 17 de Março, com seis variedades diferentes para degustar, a preços populares, no âmbito da quarta mostra gastronómica “Valença Sabores da Lampreia”.
De acordo com a organização, quem visitar esta mostra gastronómica poderá saborear: Lampreia à Bordalesa, Arroz de Lampreia, Fumada/Grelhada, Assada no Forno ou Recheada, a partir de 7 euros a dose.
Como prato alternativo, os tradicionais Rojões farão as honras dos apreciadores deste prato. Acompanham o caldo verde, a 1,5 euros a dose, bem como os bons vinhos verdes da região e as sobremesas típicas.
Valença apresenta, assim, um convite irresistível para desfrutar os deliciosos sabores da Lampreia, que por cá tem um sabor único, preparada por mãos sábias e heranças antigas, pois os sabores genuínos da lampreia do rio Minho vão ser confecionados e apresentados nas formas mais tradicionais que os pescadores de São Pedro da Torre se habituaram, desde sempre, a preparar
Sexta-feira haverá animação com a atuação do Grupo Típico da Associação Musical de São Pedro da Torre.
No Sábado está programada a Regata “Sabores da Lampreia”, a partir das 10h00, no rio Minho, possível de acompanhar na pesqueira e cais de São Pedro da Torre. A tarde será animada pela música tradicional dos Pequenos Minhotos e a noite pelo Grupo de Cordas 6tás9. Domingo à tarde será a vez do Duo Magia abrilhantar o evento.
A iniciativa é da Câmara Municipal de Valença, Junta de Freguesia de São Pedro da Torre e Comissão de Festas de São Pedro da Torre.
*****
Estão a decorrer, até Junho, nos diversos Municípios do norte de Portugal, os Fins-de-Semana Gastronómicos. Não perca!
Entrudo ou Carnaval e tradições populares
Neste ano de 2013, vamos celebrar o Entrudo a partir do próximo dia 10 (Domingo) até ao dia 12 de Fevereiro (Terça-feira Gorda). E é assim mesmo: em Portugal devemos celebrar o Entrudo, pois o Carnaval celebra-se no Brasil, em Veneza, pelo mundo fora. Mas em Portugal o Entrudo é que é (apesar dos Desfiles ou Corsos Carnavalescos made in Brasil que teimam em impor-se de Norte a Sul do país)!
Basta darmos um salto até Lindoso, Ponte da Barca, para podemos celebrar o Entrudo do Pai Velho (tradição ancestral que repesca as raízes do verdadeiro Carnaval Português). Em Podence (Macedo de Cavaleiros) podemos festejar o Entrudo Chocalheiro ou Festa dos Caretos, e em Lazarim (Lamego) podemos festejar o Entrudo dos Compadres, com os respectivos Caretos.
Também na Madeira e nos Açores o Entrudo pode ser festejado de acordo com as tradições populares locais, mais ou menos ancestrais.
Há quem afirme que os covilhetes e os pastéis de toucinho (às vezes impropriamente chamados de toucinho-do-céu), característicos de Vila Real, eram consumidos no convento de Sta Clara (que existiu no espaço do actual Seminário e onde terão sido inventados) na 5ª feira gorda (a seguir ao Carnaval, entre a Quarta-feira de Cinzas e a 1ª Sexta-feira da Quaresma).
O Entrudo, em especial o Domingo Gordo, era e ainda é a ocasião propícia a comer o bucho raiano (Beira Alta), sendo da tradição que a família se reúna em convívio para o saborear.
No seu artigo de opinião intitulado “A magia do Carnaval”, o Dr. Carlos Gomes afirma que “O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera.”
O Sr. Lino Mendes conta-nos que em Montargil, «Pelo Carnaval também era apresentado o Batuque e a Dança do Mastro. Esta, seria posteriormente apresentada, décadas depois, pelo “Café Arado” e uma ou duas vezes pela Ti Maria, de Vale de Vilão.
Nos campos trabalhava-se até Domingo Gordo, na véspera do qual o pessoal regressava a casa. Era talvez a época mais festejada de então, em especial no campo onde todos os dias se bailava e cada casa estava sempre com a mesa posta para receber os amigos. Então, no Domingo Gordo, os pastores e os ajudas que todo o ano viviam na charneca vinham então à vila, e para de regresso fazerem a festa, compravam bichas, bombas e serpentinas.» Ler texto na íntegra>>>
Basta darmos um salto até Lindoso, Ponte da Barca, para podemos celebrar o Entrudo do Pai Velho (tradição ancestral que repesca as raízes do verdadeiro Carnaval Português). Em Podence (Macedo de Cavaleiros) podemos festejar o Entrudo Chocalheiro ou Festa dos Caretos, e em Lazarim (Lamego) podemos festejar o Entrudo dos Compadres, com os respectivos Caretos.
Também na Madeira e nos Açores o Entrudo pode ser festejado de acordo com as tradições populares locais, mais ou menos ancestrais.
Há quem afirme que os covilhetes e os pastéis de toucinho (às vezes impropriamente chamados de toucinho-do-céu), característicos de Vila Real, eram consumidos no convento de Sta Clara (que existiu no espaço do actual Seminário e onde terão sido inventados) na 5ª feira gorda (a seguir ao Carnaval, entre a Quarta-feira de Cinzas e a 1ª Sexta-feira da Quaresma).
O Entrudo, em especial o Domingo Gordo, era e ainda é a ocasião propícia a comer o bucho raiano (Beira Alta), sendo da tradição que a família se reúna em convívio para o saborear.
No seu artigo de opinião intitulado “A magia do Carnaval”, o Dr. Carlos Gomes afirma que “O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera.”
O Sr. Lino Mendes conta-nos que em Montargil, «Pelo Carnaval também era apresentado o Batuque e a Dança do Mastro. Esta, seria posteriormente apresentada, décadas depois, pelo “Café Arado” e uma ou duas vezes pela Ti Maria, de Vale de Vilão.
Nos campos trabalhava-se até Domingo Gordo, na véspera do qual o pessoal regressava a casa. Era talvez a época mais festejada de então, em especial no campo onde todos os dias se bailava e cada casa estava sempre com a mesa posta para receber os amigos. Então, no Domingo Gordo, os pastores e os ajudas que todo o ano viviam na charneca vinham então à vila, e para de regresso fazerem a festa, compravam bichas, bombas e serpentinas.» Ler texto na íntegra>>>
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Sobre a Gastronomia Tradicional no norte de Portugal - II
Continuamos a divulgar informações sobre a Gastronomia Tradicional do Norte de Portugal, a propósito dos Fins-de-Semana Gastronómicos (Novembro de 2012 a Junho de 2013). Neste post, vamos disponibilizar algo sobre a gastronomia dos concelhos de Marco de Canaveses e de Tabuaço.
MARCO DE CANAVESES – Fundado a 31 de Março de 1852, o concelho do Marco de Canaveses convida o visitante à descoberta de sensações e tradições. Em terras de Carmen Miranda descubra o “Melhor Verde do Mundo” e outros néctares, que devem acompanhar a nossa gastronomia regional.
Propomos a quem nos visita o tradicional Anho Assado com Arroz de Forno, o Verde e a Lampreia. Para os gulosos, deixamos tentações como as Fatias e as Cavacas do Freixo, os Biscoitos de Soalhães, o Pão-de-Ló e o Pão-Podre.
No final do repasto, aproveite para visitar a Igreja de Santa Maria ou a cidade romana de Tongobriga.
Fim-de-semana Gastronómico: 18, 19 e 20 de Janeiro | Anho Assado com Arroz de Forno - Fatias do FreixoTABUAÇO – A gastronomia do concelho de Tabuaço está intimamente ligada ao modo de vida dos nossos antepassados. Em casa de agricultores e lavradores, não havia loja que não criasse o porco, o cabrito, que se havia de imolar chegada a Páscoa, ou o cordeiro.
Depois, em tempo de matança do porco, não havia lareira que não secasse o fumeiro. Em caixas de madeira, cheias de sal grosso, curavam-se os presuntos e outras carnes gordas que estas tinham como objectivo dar sabor a sopas feitas em potes de ferro e rechear fartamente bolas cozidas em fornos de lenha.
Tabuaço oferece uma gastronomia de saberes e sabores tradicionais, cuja principal especialidade é o afamado cabrito recheado com arroz de forno, mas há também um óptimo presunto e uma deliciosa bola de carne e peixinhos do rio em molho de escabeche. São também muito apreciados os doces de castanhas e o Bolo-Rei de Tabuaço, conhecido como o melhor bolo-rei do país.
Terra de bom vinho mas também de excelentes azeites, os folares têm também aqui uma forte tradição.
E se falamos em tradição, não esqueçamos a riquíssima herança deixada pelos monges de Cister no que toca a doces conventuais, ainda hoje muito presentes nas mesas em dias de festa.
Tabuaço, rico em história e tradições, rodeado por uma natureza que nos sorri, tem a arte de bem receber, seja amigos, família ou os visitantes que por estas terras se queiram aventurar!
Venha conhecer Tabuaço e os seus sabores!
Fim-de-semana Gastronómico: 25, 26 e 27 de Janeiro | Cabrito Assado no Forno com Batata Assada | Leite Creme
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Sobre a Gastronomia Tradicional no norte de Portugal – I
A propósito da iniciativa “Fins-de-semana Gastronómicos” que está a decorrer, desde 23 de Novembro de 2012 até 2 de Junho de 2013, nos diversos concelhos da Região Norte de Portugal, damos a conhecer algumas informações sobre a respectiva Gastronomia Tradicional.
MONTALEGRE – Na capital do Barroso, Montalegre, o porco bizaro é, desde sempre, a base do sustento alimentar. Este, “sebado” com os produtos colhidos nas terras do Barroso, faz as delícias dos curiosos que vêm visitar este “Reino Maravilhoso”.
O presunto, a chouriça, o salpicão, a vitela, a galinha caseira, as batatas, as couves, as abóboras, os nabos, o pão centeio, o mel, etc… deliciam o paladar de todos aqueles que se juntam à promessa duma mesa farta.
Fim-de-semana Gastronómico: 4, 5 e 6 de Janeiro | Cozido à Barrosão - Rabanadas
BOTICAS – A oferta gastronómica do concelho de Boticas é vasta e a sua qualidade unanimemente reconhecida. A ela se associam de imediato a vitela Barrosã, o famoso Cozido Barrosão, os enchidos, o presunto, o pão, o “Vinho dos Mortos” e o “Mel do Barroso”.
Pode dizer-se que depois do pão, o porco é o alimento principal das refeições do barrosão. Todos apreciam o salpicão, os rojões, a grande variedade de enchidos, os presuntos cheios de pique e notável sabor, que tão aprazível gosto possuem para o palato humano. O calor que vem das lenhas e pedras das lareiras das cozinhas montanhesas confere-lhes um aroma e sabor inconfundíveis.
É com estes enchidos, e com as carnes do porco, de sabor tão genuíno e aprimorado, que se faz o Cozido Barrosão, que enche de calor as mesas montanhesas e convida os visitantes a paladares únicos.
À mesa, a carne de porco conta com a companhia da carne barrosã.
Referência emblemática da bovinicultura portuguesa, a raça barrosã distingue-se de todas as outras pela famosa e inigualável carne que produz. Manjar de reis no passado, hoje, mercê do rigoroso controlo com que é selecionada e criada, está à disposição de todos, tendo a sua carne Denominação de Origem Protegida.
O Mel do Barroso, possuidor também da Denominação de Origem Protegida, constitui uma verdadeira dádiva da natureza, que a mão e a sabedoria do homem souberam aproveitar, e faz parte de muitos doces tradicionais, “regando” as rabanadas que acompanham a aletria no final da refeição.
Fim-de-semana Gastronómico: 11, 12 e 13 de Janeiro | Cozido Barrosão e Rabanadas com Mel de Barroso.
Fonte: brochura editada pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal
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Mês de Dezembro
No próximo mês de Dezembro não podemos deixar de recordar algumas datas, como o Dia da Restauração da Independência, o dia da Imaculada Conceição, o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, entre outras, assim como as festas em honra de Sta Luzia (13 de Dezembro - Ermida e Vila Nova: aldeias do concelho de Vila Real) e a sua estreita ligação com os “Pitos”, vagamente relacionados com a doçaria característica do Convento de Sta Clara, situado em Vila Real, na cidade fundada por D. Dinis (forais em 1289 e 1293, embora D. Afonso III já lhe tenha dado foram em 1272) e também conhecida como “Princesa do Corgo”.
As Festividades Natalícias, com seus usos e costumes, são uma realidade que também não podemos esquecer.
O nome deste mês de Dezembro deriva do latim Decembris ou December, assim chamado por ser o 10º mês do primitivo calendário romano que começava em Março. Saber mais>>>
Conheça alguns provérbios sobre o mês de Dezembro, algumas superstições e crendices, assim como datas comemorativas e efemérides relacionadas com este último mês do ano.
Neste mês sugerimos a obra “A origem do Fado”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.
Sugerimos que, como “prenda de anos” (o nosso 12º aniversário celebrou-se no dia 1 do passado mês de Novembro) divulguem o Portal do Folclore Português junto dos vossos amigos e conhecidos. Será, também, uma forma de colaborarem com a promoção e divulgação da Cultura Tradicional Portuguesa.
Bom mês de Dezembro para todos!
As Festividades Natalícias, com seus usos e costumes, são uma realidade que também não podemos esquecer.
O nome deste mês de Dezembro deriva do latim Decembris ou December, assim chamado por ser o 10º mês do primitivo calendário romano que começava em Março. Saber mais>>>
Conheça alguns provérbios sobre o mês de Dezembro, algumas superstições e crendices, assim como datas comemorativas e efemérides relacionadas com este último mês do ano.
Neste mês sugerimos a obra “A origem do Fado”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.
Sugerimos que, como “prenda de anos” (o nosso 12º aniversário celebrou-se no dia 1 do passado mês de Novembro) divulguem o Portal do Folclore Português junto dos vossos amigos e conhecidos. Será, também, uma forma de colaborarem com a promoção e divulgação da Cultura Tradicional Portuguesa.
Bom mês de Dezembro para todos!
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Festas e Romarias Populares em Portugal - Norte (Trás-os-Montes e Alto Douro)
Miguel Torga, no seu texto intitulado “Reino Maravilhoso”, e referindo-se a Camilo Castelo Branco (que viveu parte da sua adolescência nos concelhos de Vila Real e de Ribeira de pena), escreve o seguinte: «Que diz o senhor Varatojo!? O Camilo! O Camilo levou mas foi uma grande coça na Senhora da Azinheira, outra na Senhora da Saúde, outra na Senhora dos Remédios… Fazia-se fino!»
Também na região de Trás-os-Montes e Alto Douro (o tal “Reino Maravilhoso” de Miguel Torga) há muitas e famosas Festas e Romarias Populares.
É certo que cada um gosta mais (ou acha mais importante) esta ou aquela Romaria ou Festa Popular, pelo que as que vão ser aqui apresentadas são apenas algumas das que não nos podemos esquecer ao longo do ano:
- As Festas em honra de S. Sebastião
Todos os anos, no dia 20 de Janeiro, realizam-se, em diversas localidades dos concelhos de Boticas (por ex. em Alturas do Barroso, Cerdedo, Vila Grande – Dornelas e Viveiro - São Salvador do Viveiro) e de Montalegre, as Festas em honra de S. Sebastião, com características essencialmente comunitárias, onde há distribuição de comida (apenas de pão ou também de carne e mesmo arroz) e de vinho, em grandes mesas comuns.
- Festa dos Caretos
A Festa dos Caretos, no Domingo de Carnaval, em Podence (Macedo de Cavaleiros, é uma espécie de retoma da Festa dos Rapazes (que tem lugar por alturas do Natal), mas desta vez ligada aos rituais carnavalescos que assinalam o início dos constrangimentos da Quaresma, o fim do ciclo do Inverno e marcam o renascimento que a aproximação da Primavera representa para quem tira da terra o seu sustento.
- Romaria de Nossa Senhora dos Remédios
Esta é, efectivamente, uma romaria no sentido mais lato do termo. Realiza-se em Lamego, à volta do dia 8 de Setembro. Para além dos aspectos estritamente religiosos há todo um enquadramento lúdico materializado em jogos populares, bailes, comida e bebida. A «noitada», marcada por arraiais – uns mais organizados e outros mais espontâneos -, continua a atrair multidões. Este exaltar dos sentidos, que pode passar pelos excessos da comida, da bebida, do namoro ou da pancadaria, nem sempre foi muito bem visto pela hierarquia religiosa. De resto, desde o final do século passado [séc.XIX] até ao salazarismo houve um combate das autoridades eclesiásticas e policiais aos «excessos dos arraiais».
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Festas e Romarias Populares em Portugal - Norte (Minho)
Tal como dissemos no post anterior, vamos aqui fazer breve referências a algumas das Festas e Romarias que se realizam no Norte de Portugal, mas concretamente na antiga Província do Minho.
No Minho, existem, em quase todos os concelhos, Festas e Romarias conhecidas um pouco por todo o país e algumas mesmo no estrangeiro. A “rainha” de todas elas é, sem dúvida, a Romaria da Senhora da Agonia, tendo o conde de Aurora afirmado, em 1929, que ela era «a Festa Nacional do Minho».
O culto da Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, remonta ao século XVIII. A primeira referência escrita data de 1744, sendo de 1773 a tela votiva mais antiga. A capela onde está guardada a imagem domina o Campo da Agonia, coração dos festejos e local da realização da feira semanal (às Sextas-feiras).
Em Monção, na Praça de Deuladeu, e após a procissão do Corpo de Deus, realiza-se a Festa da Coca: trata-se de uma representação da luta do Bem (um cavaleiro cristão) contra o Mal (um monstro ou dragão – a Coca). «A assistência forma um círculo em torno do dragão e do cavaleiro. Este representa São Jorge. A batalha termina sempre com a vitória do santo que, num último assalto, corta uma das orelhas à Coca. Desconhece-se o que fez surgir esta tradição de que há memória desde o século XVI, e que não se repete em mais nenhuma localidade do país.
A Romaria de S. João d'Arga, é uma das mais típicas do calendário festivo do Alto Minho. A Serra d'Arga, em Caminha, nos dias 28 e 29 de Agosto, recebe milhares de romeiros, que, por tradição, vão pedir a S. João cura para quistos, verrugas, doenças de pele e infertilidade ou mesmo uma "ajudinha" para arranjarem casamento.
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