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Medicina Popular - Medicina Tradicional - Medicina Folk

Medicina Popular - Tradicional - Folk
"A medicina popular está muito próxima da medicina tradicional do tipo erudito. Os antropólogos chamam-lhe também a medicina folk, a qual recobre praticamente os mesmos domínios: a dietética e produtos vegetais, os rituais, manipulações físicas e o religioso. A medicina popular define-se como o conjunto de conhecimentos e crenças criados pelo povo, quer dizer, pelos profanos não profissionais, e que se opõe ao discurso erudito.

Com efeito, a cultura popular caracteriza-se pela oralidade e por vezes esta oralidade traduz mais facilmente certas adaptações locais e certas adaptações específicas à doença."

»» Doenças e ervas medicinais
"Todas as plantas têm princípios activos, capazes de interferir a nível biológico se ingeridos pelo organismo humano. Destiladas, a maioria das plantas produz essências, álcool e gases combustíveis. Associadas a estas substâncias estão outras que, pela sua concentração, dão propriedades específicas às plantas, como é, por exemplo, o caso das papoilas que produzem o ópio."

»» A "beleza" das ervas
"Desde o dia em que Eva, arrancando uma folha - de parreira ou de figueira (?) - para enfeitar a sua nudez, entendeu que a mãe-natureza lhe podia fornecer as armas do encanto e da sedução.

Esta utilização de cosmética e venérea atravessaria todas as antigas culturas - os gregos desenvolveram uma filosofia completa de saúde e beleza à base de plantas; os romanos entregaram-se ainda mais aos cuidados com o corpo; por altura do renascimento fazia-se a separação entre os cuidados da pele e os cuidados de saúde; e, a partir do século XIX, nos Estados Unidos da América, a cosmética organizou-se como actividade industrial, com a utilização de conservantes e a produção em massa."

» Cremes e loções para a pele
» Síntese de usos na cosmética
» Ervas para o controlo de insectos e limpeza

»» A "saúde" das ervas
"Durante milhares de anos, o homem guiado pelo mesmo instinto que hoje leva outros animais a se purgarem com certas ervas escolhidas, ele seleccionava na natureza os vegetais para a cura dos seus males. E, ao organizar-se em comunidades começa a transmitir às gerações futuras o “fruto do saber” — os celtas, nossos remotos antepassados, conheciam perfeitamente as propriedades das Fontes termais e são imitados pelos legionários romanos."

» Tisanas e outros remédios
» Síntese de usos medicinais
» Índice terapêutico

»» As «crendices» das ervas (Mezinhas e esconjuros )
"Como sempre todas as plantas se mostraram importantes para a humanidade, outrora consideradas filhas divinas da Mãe-Terra. Daí a sua também popularização através de envolvimentos mais ocultos pelos seus «atributos mágicos» em crendices populares, ensalmos, esconjuros, fórmulas de atalhar ou mézinhas criadas pelas chamadas «mulheres de virtude», «talhadeiras» ou «benzedeiras», pelos feiticeiros ou por tantos de nós em rituais que ainda hoje perduram nas nossas aldeias.

São alguns desses registos que aqui se enumeram porque também fazem parte da vida e da história destas ervas."

»» Plantas aromáticas e medicinais
"Existem plantas aromáticas e medicinais das mais variadas espécies, apresentando consistência herbácea, semi-herbácea ou lenhosa, e com possibilidade de aproveitamento de uma parte da planta ou da sua totalidade. Estas plantas possuem na sua composição, para além das substâncias presentes em todas as outras (como água, sais minerais, ácidos orgânicos, hidratos de carbono ou substâncias proteicas), compostos que as diferenciam e conferem propriedades especiais, tais como alcalóides, glucosídeos, óleos essenciais, taninos, entre outros, permitindo a sua utilização em medicina, na alimentação, como conservante, aromatizante ou no fabrico de cosméticos e perfumes."

+ Características genéricas
+ Fornecimento, épocas de plantação e sementeira
+ Épocas de colheita
+ Secagem e conservação
+ Receitas

»» Chás e Infusões
O chá mais antigo de todos, conhecido como chá preto, foi descoberto na China há quase 5.000 anos. Trazido para a Europa pelos Portugueses e desenvolvido pelos Ingleses, o chá preto é hoje consumido por pessoas de todo o mundo: pelo seu sabor, pelas suas propriedades preventivas ou curativas, porque ajuda a relaxar ou porque estimula o corpo e a mente, muitas razões são invocadas.

Segundo as lendas chinesas, a descoberta do chá e das suas qualidades benéficas terá acontecido quando o imperador Shen Nung, por volta do ano 2737 a. C, decidiu experimentar o resultado da queda acidental de uma folha de árvore em água a ferver: uma infusão refrescante e revitalizante.

» Os benefícios do chá
» Tipos de chá
» Tisanas e Infusões
» Glossário

»» Ervas aromáticas
Dizem os historiadores que, desde o Paleolítico, o homem se habituou a procurar as ervas mais apropriadas para a alimentação, mas também para a cura dos seus males. As referências, primeiro em cavernas e, mais tarde, em documentos, são prova disso. A Bíblia, o Talmude e o Corão, por exemplo, mencionam e indicam ervas para uso pessoal e cerimonial. Mas a proliferação das ervas e temperos está sobretudo ligada à história dos meios de transporte e à imigração de povos. A sua importância ganha outra dimensão com o empenho dos europeus, em particular dos portugueses, em encontrar um caminho para a Índia, com a finalidade de adquirir especiarias.

Museus ou Núcleos Museológicos Etnográficos


«Aquilo a que se convencionou chamar Cultura Popular viu alguns dos seus conteúdos vertidos em colecções etnográficas e em museus etnográficos. Este movimento de cristalização da Cultura Popular conheceu alguns momentos especialmente significativos ao longo deste século, em particular em Portugal.» (Sérgio Lira, in «Colecções Etnográficas e Museus Etnográficos: objectos e memórias da Cultura Popular» - comunicação apresentada ao Congresso de Cultura Popular na secção Etnografia e Património Etnográfico, Maia, Dezembro de 1999 - Resumo)Ler mais>>>

A este propósito, deixamos aqui informações sobre alguns Museus ou Núcleos Museológicos Etnográficos com sítio na internet:

- Museu do Traje de Viana do Castelo
Viana do Castelo
O Museu do Traje de Viana do Castelo foi criado em 1997, ocupando um edifício de arquitectura tipicamente "Estado Novo", construído em 1958 para albergar o Banco de Portugal.

- Museu de Vilarinho das Furnas
Vilarinho das Furnas era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, situada no extremo nordeste do concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga.

- Museu Municipal de Esposende
O Museu Municipal de Esposende constitui um espaço de encontro de gerações onde a preservação e a divulgação do património é um acontecimento do quotidiano.

- Museu das Rendas
Vila do Conde
Antiga Casa do Vinhal, situada na Rua de S. Bento, é um típico solar urbano do Minho, com dimensões familiares mas de enorme beleza, que em 1991 foi exemplarmente recuperado pela Câmara Municipal.

- Museu Ibérico da Máscara e do Traje
Bragança
O Museu Ibérico da Máscara e do Traje tem como objectivo preservar e promover a identidade e a cultura do povo desta região de fronteira, unido por milénios de história. Dele fazem parte trajes e máscaras características de determinadas Festas de Inverno e Carnaval de Trás-os-Montes, Lazarim e do distrito de Zamora (Espanha), permitindo ao visitante contactar, em qualquer altura do ano, com uma multiplicidade de festas, personagens e rituais, elementos únicos da nossa cultura.

- Museu do Douro
Peso da Régua
Museu do Douro. Museu de Território.
Procurando um devir para o Douro auspicioso, pretende o Museu do Douro registar, estudar e actuar no tecido extremamente complexo, que é a Região Demarcada do Douro.

- Museu Casa do Assento
Felgueiras
Erguida há vários séculos, a casa do Assento, cujo nome lhe advém da antiga tradição de ali serem feitos os assentos de baptizados, casamentos e óbitos, serviu em tempos como residência paroquial.

- Museu Etnográfico de Arcozelo da Torre
Arcozelo da Torre - Moimenta da Beira

- Museu Etnográfico da Aldeia da Ponte
A Aldeia da Ponte localiza-se no concelho de Sabugal, distrito da Guarda, na antiga Província da Beira Alta.

- Museu Etnográfico do Freixial
Freixial - Leiria
O Museu Etnográfico do Freixial é um espaço que oferece aos visitantes o contato com o mundo ligado à agricultura e às atividades tradicionais, através da reconstituição de uma habitação rural, do final do século XIX.

- Museu Municipal de Ourém
O Museu Municipal de Ourém (MMO) é uma estrutura de gestão museológica e patrimonial, apta a coordenar o funcionamento das várias unidades com tutela municipal. A Casa do Administrador é uma infra-estrutura permanente, vocacionada para o estudo e a difusão da representação da identidade cultural e dos patrimónios de Ourém.

- Museu Etnográfico - Glória do Ribatejo
A ideia da criação de um Museu Etnográfico surgiu de uma conjugação de esforços e trabalhos desenvolvidos pela ADPEC. A Glória do Ribatejo, pelo seu cariz muito peculiar, reunia um conjunto de valores históricos e etnográficos, que a diferenciavam das restantes localidades.

- Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal
Setúbal
O MAEDS é um lugar de memória onde se preserva importante parcela do património cultural móvel da Península de Setúbal e Alentejo Litoral (Distrito de Setúbal), um espaço onde se estuda e se divulga esse património e onde se interpretam os vestígios do Passado conservados na paisagem exterior e dispersos pelo território regional.

- Museu Carlos Machado
Ponta Delgada - S.Miguel - Açores
O Museu Carlos Machado tem como missão estudar e preservar o património e, através dele, promover e divulgar a cultura e identidades açorianas.

- Museu Etnográfico de Danças e Cantares Santa Maria de Olival
Etnografia - Religiosidade Popular - Alfaias Agrícolas - Cozinha Rústica - Interior de Casa Antiga.
Este Museu está aberto ao público através de marcação telefónica: 91.7604533 / 227.650.184 / 227.614.097 / 227.651.519

Se, eventualmente, conhecer algum Museu ou Núcleo Museológico que não esteja nesta listagem, envie-nos informações sobre o mesmo para o email do Portal do Folclore Português.

Entrudo ou Carnaval?


Entrados no mês de Fevereiro, aproximamo-nos, a passos largos, do Entrudo… ou será do Carnaval?

Tanto faz. Entrudo e Carnaval são dois termos com origens etimológicas diferentes mas que significam ou dão nome ao mesmo período do ano: o que vai desde o Domingo da Septuagésima até à Quarta - Feira de Cinzas, início da Quaresma.

Ora, a palavra Entrudo, terá tido origem no latim introitus, e significaria "entrada" ou “início” da Quaresma, período de 40 dias de reflexão e penitência que a Igreja Católica propõe como preparação para a festa da Páscoa, recordando os 40 dias que Jesus esteve a rezar e a jejuar no deserto, antes do início da Sua pregação e vida pública, e dos 40 anos que os israelitas vaguearam pelo deserto, antes de entrarem, finalmente, na Terra Prometida.

Já a palavra Carnaval, como afirma Carlos Gomes, no seu artigo de opinião “A magia do Carnaval”, «provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a "curru navalis" que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera

O tipo de festividades do Carnaval, dentro da tradição romana, terá tido origem nas Saturnalias (festas em hora de Saturno, que tinham como objectivo celebrar o despertar do novo ciclo da “mãe-natureza”), nas Matronalias (celebrações dedicadas às mulheres, as quais, por esta ocasião, tinham poderes especiais sobre os homens), e nas Lupercalias (festas que pretendiam assegurar a fecundidade dos homens, animais e campos, realizadas à volta do dia 15 de Fevereiro).

Divulgação de iniciativas a realizar em Dezembro

1.- Até ao próximo dia 11 de Dezembro, decorre o 3º Festival de Gastronomia do Douro, apoiado pelo programa “Douro Emoções”, promovido pelas cidades de Lamego, Vila Real e Peso da Régua e pelo Turismo de Portugal, e que teve início no dia 28 de Outubro.

Assim, de 7 a 11 de Dezembro, e sob o tema “Paladares nas Terras de Torga”, diversos restaurantes de Vila Real, Stª Marta de Penaguião, Sabrosa, Alijó e Murça vão continuar a dar a conhecer a Gastronomia Duriense.

2.- Nos períodos de 8 a 11 e 17 e 18 de Dezembro, vai realizar-se, no Museu de Arte Popular (MAP) – Lisboa, a MOART – Mostra de Artesanato e Produtos Regionais.

Esta iniciativa surge no âmbito de uma parceria estabelecida entre a PROGESTUR e o MAP (Museu de Arte Popular) com o apoio da AASE (Associação de Artesãos da Serra da Estrela), e tem entrada livre.

3.- No próximo dia 17 de Dezembro, vai realizar-se, no Lindoso, a antestreia do filme «Alto do Minho», devendo a respectiva estreia ter lugar entre Janeiro e Fevereiro do próximo ano, em Viana do Castelo.

Com realização de Miguel Filgueiras e produção de José Filgueiras, “Alto do Minho” é um filme documental sobre a Identidade, Espectáculo e Etnografia das gentes do Alto Minho. A não perder!

4.- Nesse mesmo dia, pelas 21h30, e em S. Mamede de Infesta (Salão Paroquial), vai acontecer o XIX Encontro de Cantares do Ciclo Natalício, promovido pelo Rancho Típico de S. Mamede de Infesta. Participam Grupos de diversas localidades!

Em tempos de crise, angariação de fundos para os Grupos de Folclore

Temos recebido algumas  mensagens electrónicas de visitantes do Portal do Folclore Português e de cibernautas que recebem a nossa Newsletter, a questionar-nos sobre o porquê de termos espaços dedicados à divulgação de sites PTC (Paid-to-click) e de outros dedicados a estudos de opinião, estudos de mercado e a inquéritos online.

A primeira razão é que todos este sites, por “pouco rendimento” que pareçam dar, juntos e ao fim de um ano (por exemplo), sempre são uma ajuda para as despesas que o Portal tem, permitindo, assim, que o mesmo se mantenha online desde 1 de Novembro de 2011 (sim, já celebramos o nosso 11º aniversário!).

A segunda razão prende-se com o que consideramos ser uma ajuda aos Grupos de Folclore que, particularmente nestes tempos de crise, se vêem com enormes dificuldades para angariar fundos para as respectivas actividades. Muitos ainda se mantêm à custa, não só da carolice dos elementos e respectivos responsáveis, mas, muitas vezes, à custa da disponibilidade financeira desses mesmos responsáveis.

Ora, se todos os elementos de um Grupo de Folclore que tenham acesso à internet e alguma disponibilidade (não é necessária muita, pois bastam alguns minutos por dia) para aceder aos sites PTC e para responderem a estudos de opinião, estudos de mercado e a inquéritos online, encaminharem os seus ganhos (que sempre parecem ser muito poucos em cada dia) para uma única conta (por exemplo do Paypal.com), ao fim de um ano o Grupo poderá ter uma “quantia razoável para as respectivas despesas.

E se cada um dos elementos convidar alguns amigos para serem seus referidos, a quantia aumenta. E ainda mais pode aumentar se o Grupo tiver um site ou blogue e utilizar algumas das muitas possibilidades existentes de o rentabilizar.

Não estamos em tempos de recusar possibilidades legais de “ganhar dinheiro” com a internet para que os nossos Grupos de Folclore mantenham a sua meritória actividade!

Quem estiver interessado, pode visitar as páginas disponibilizadas pela Equipa do Portal do Folclore Português ou enviar-nos um correio electrónico, para que nós possamos enviar as ligações/links ou os convites necessários para a participação em inquéritos de opinião ou estudos de mercado.

A Equipa do Portal
http://www.folclore-online.com/ganhar-dinheiro/ganhar-dinheiro.html

Mês de Novembro - Informações e sugestões

1.- O nome do mês de Novembro “deriva do latim November ou Novembris, que significa nono mês, lugar que ocupava no primitivo calendário romano, composto de 10 meses. Depois, na reforma operada por Numa Pompílio, com o acrescento dos meses de Janeiro e Fevereiro, passou a ser o 11º mês, embora conservasse até hoje o nome inicial. O Imperador Romano Cómodo, cerca do ano 185 da nossa era, tentou mudar-lhe o nome para Exaperatorius, mas tal tentativa não prevaleceu.” Se quiser saber mais sobre este mês, clique aqui.

2.- Segundo o Calendário Agrícola, em Novembro, na horta, deve: “Semear: alface, beterraba, cebola, chicória, tomates, couve galega, nabiças de grelo, nabo redondo, rabanetes, ervilhas, favas e salsa. Proteger contra as geadas as plantas mais susceptíveis, com abrigos plásticos, esteiras, etc.”. Se quiser saber mais sobre o que deve fazer na horta neste mês, no jardim, no pomar, no campo, etc., clique aqui.

3.- Neste mês há diversas datas comemorativas e efemérides para celebrar, e 17 sedes de concelho celebram o respectivo Feriado Municipal.

4.- Das iniciativas que chegaram ao nosso conhecimento e que se vão realizar no mês de Novembro, destacamos:

     »» III Jornadas Micológicas do Corno de Bico
     19 e 20 de Novembro - Paisagem Protegida do Corno de Bico - Paredes de Coura

     »» 3º Festival de Gastronomia do Douro
     28 de Outubro a 11 de Dezembro de 2011

     »» IV Noite de Cavaquinhos do Porto
     19 de Novembro de 2011 - 21h30 - Salão Nobre da Associação Católica do Porto

     »» Projecto de valorização dos Arquivos das Associações Culturais
     Associação PRÓ-MEMÓRIA - Associação Cultural e Etnológica de A-dos-Cunhados - 19 e 20
    
de Novembro

5.- A partir destas ligações, poderá ficar a saber que Feiras e que Festas e Romarias se vão realizar durante o mês de Novembro. Sobre este mesmo mês, disponibilizamos alguns Provérbios.

6.- Há 100 anos havia diversas superstições e crendices acerca destes signos: Escorpião e Sagitário. Por exemplo, quem nasceu entre os dias 1 e 21 de Novembro estão sob a influência do signo Escorpião: “Os nativos deste signo possuem a mais forte das naturezas, para o bem e para o mal. São profundamente sensíveis e possuidores de intenso magnetismo. Magoam-se com facilidade e são inexoráveis com os erros dos outros.” Mas já os que nasceram entre os dias 22 de 30 de Novembro pertencem ao signo Sagitário: “Os nativos deste signo são honestos, verdadeiros, optimistas, generosos e empreendedores. As suas principais falhas são: exagerados, mesquinhos, rebeldes e pretensiosos.”

Distrito de Vila Real: Gastronomia

Tal como prometemos no post sobre o Artesanato no Distrito de Vila Real, vamos aqui deixar informações sobre alguns aspectos da Gastronomia no Distrito de Vila Real:

Delícias de montes e vales: "Uma das necessidades básicas do Homem é comer, e quando o faz com arte e engenho, fá-lo da forma mais perfeita, conquistando um lugar de destaque nos marcos da cultura.

A geografia e as condições de vida são determinantes nos costumes e práticas culturais transmontanas.

Os hábitos alimentares são marcados pelo isolamento a que, durante séculos, Trás-os-Montes se viu confinado, sustentado na inexistência ou precariedade de vias de comunicação, e em duas imponentes barreiras naturais, de respeito – a Serra do Marão e o Rio Douro, outrora tumultuoso, além da zona igualmente montanhosa, ou de relevo acidentado, do nordeste do distrito." (…)

Carnes – Fumeiro: "Por terras transmontanas, o porco é recurso cimeiro na alimentação do seu povo. O consumo deste tipo de carne, fortemente enraizado, nasceu das adversidades geográficas, climatéricas e de relevo, da fabulosa capacidade de gentes capazes de tudo aproveitar e transformar em manjares divinos.

A cultura gastronómica transmontana apoia-se num princípio extremamente racional – a terra é dura, o que ela dá deve ser maximizado e segundo processos que permitam uma conservação alargada." (…)

Feijoada à Transmontana: "Expressão de um prato rico e farto, a Feijoada à Transmontana reflecte toda a capacidade de um povo, de combinar uma diversidade de alimentos e criar um repasto suculento." (…)

Cozido à Transmontana "(…) Trata-se de um manjar com toda a variedade de enchidos e fumados da região, linguiça, presunto, salpicão, moira, sangueira, a que se acrescenta, ainda, toda uma diversidade de carnes: vaca, galinha, porco salgado (orelheira, unha, barriga, chispe), batata, cenoura, e ainda hortaliças várias (repolho, couve lombarda, couve tronchuda)." (…)

Cabrito Assado com Arroz de Forno: "Outra das grandes tradições gastronómicas transmontanas é o Cabrito Assado com Arroz de Forno.

Tal como o nome traduz, Trás-os-Montes é uma região predominantemente de montanha, onde a fauna é rica e onde a criação de gado caprino se desenvolve em condições ambientais perfeitas." (...)

Tripas: "A capacidade do povo transmontano em aproveitar o que nos parece dispensável é excepcional e com resultados surpreendentes.

No concelho de Vila Real, um outro prato, deveras apreciado, é o de Tripas aos Molhos." (…)

Vinhos: E para acompanhar qualquer uma destas iguarias, e muitas outras que aqui não foram faladas, nada melhor de que um copo de um dos bons vinhos maduros que se produzem no distrito: do Douro, de Valpaços ou de Chaves... embora haja quem, particularmente os naturais ou residentes dos concelhos limítrofes da região do Minho, que preferia acompanhá-las com um bom Vinho Verde. E gostos não se discutem!
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