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Distrito de Vila Real: Artesanato


Alguns dos últimos conteúdos disponibilizados no Portal do Folclore Português foram sobre o Artesanato do distrito de Vila Real:

Tecelagem
“O Bragal” – tecido de puro linho, nasce de um ciclo trabalhoso, a que ainda é possível assistir em alguns pontos do distrito de Vila Real.

Entre Abril e Maio, a semente – a linhaça – é lançada à terra, cuja preparação para a receber exige inúmeros cuidados – vessada. São necessárias as regas certas e muito saber, não vá o tempo pregar alguma. (...)

Olaria
Olaria diz-se da arte de oleiro que é relativa a “panelas”, de barro.

Para o povo transmontano, a Olaria passa, não só, pela componente decorativa, como também se afirma como utilitária, exprimindo-se em formas simples e funcionais.

Faça-se especial destaque para a “louça preta de Bisalhães”, pertencente ao concelho de Vila Real, datando as primeiras peças de 1722. (...)

Cestaria
O cesteiro e o cesto são figuras habituais em qualquer contexto rural. Em tempos em que os materiais naturais predominavam face aos materiais sintéticos, a arrecadação e o transporte de géneros e artigos realizavam-se utilizando a cestaria. (...)

Rendas e Bordados
A realização da prática artesanal dos bordados e das rendas ascende a tempos bastante recuados. Ela nasce do jeito e da paciência da figura feminina, e, crê-se, nas classes nobres, onde o tempo urgia ser preenchido, o tempo em que a mulher esperava pelo seu senhor. “O Homem, senhor da guerra; a Mulher, senhora do Lar”.(...)

Latoaria
Em tempos idos, os recipientes, utilizados para uso doméstico, decorativo e mesmo para os trabalhos do campo, tinham como base materiais como a lata, a chapa, o estanho, o cobre, entre outros. Saber mais>>>

Tanoaria
Arte e Utilidade – reunidas numa só palavra, Tanoaria.

País vinhateiro, Portugal tem como característico o processo da concepção do vinho. Passando por tarefas múltiplas, desde a colheita à vindima, a saga culmina no armazenamento que exige técnica e engenho, contribuindo para a reconhecida qualidade da famosa seiva.(...)

Tamancaria
Os socos e os tamancos eram habitualmente usados como calçado, pelos mais desfavorecidos, ou por aqueles que trabalhavam directamente com a terra.

Com a base de madeira e o revestimento em pele, o pé delicado ou grosseiro acomodava-se e movia-se, ou com graça, ou com segurança e robustez.(...)

Pintura em Cerâmica
De significado bastante abrangente, a cerâmica diz respeito ao fabrico de objectos, desde tijolos, telhas e outros objectos de barro cozido, bem como porcelanas, faianças e louça de grés. Mas num sentido mais restrito, aliamos a actividade à “arte de fazer vasos de barro”, passando também pela própria pintura, especialmente aquela respeitante à louça mais fina.(...)

Croças
Croças, capas feitas de colmo ou junco, usadas por camponeses e pastores, para resguardo da chuva e do frio.

A parte nordeste do distrito de Vila Real assume uma tipicidade de clima bastante acentuada, as temperaturas atingem valores, ora muito altos, ora muito baixos. Diz a boca do povo – “três meses de Inferno, nove meses de Inverno”. Muito especialmente os meses de Inverno, exigem aos autóctones uma forte capacidade de resistência e adaptação ao meio.(...)


O distrito de Vila Real integra, conjuntamente com o Distrito de Bragança, quatro concelhos do distrito de Viseu e um concelho do distrito da Guarda, a antiga Província de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Reino Maravilhoso de Miguel Torga:

«Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso.

Embora haja muita gente que diz que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.

O que agora vou descrever, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que um ser humano pode imaginar. Senão, reparem:

Fica ele no alto de Portugal, como os ninhos ficam no alto das árvores para que a distância dos torne mais impossíveis e apetecidos. Quem o namora cá de baixo, se realmente é rapaz e gosta de ninhos, depois de trepar e atingir a crista do sonho contempla a própria bem-aventurança.(…)»


Para além do Artesanato, há ainda a Gastronomia, da qual vamos falar no próximo post, os Trajos, as Danças e os Cantares, os Usos e Costumes, etc.

Festa da Europa - Folclore aproxima cidadãos das suas raízes culturais

De Norte a Sul de Portugal, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, realizam-se, ao longo do ano, inúmeros e interessantes (uns mais do que outros, como é evidente) Encontros, Festivais e Mostras de Folclore.

Mas é durante os meses de Junho a Setembro, com predominância dos meses de Julho e Agosto, que o número deste tipo de iniciativas etno-folclóricas é maior.

Nos últimos anos têm vindo a aumentar o número de Grupo estrangeiros que participam nos Festivais de Folclore realizados em Portugal, os quais, muitas vezes, são integrados em iniciativas que nada têm a ver com Festas e Romarias, com aniversários de Grupos de Folclore ou iniciativa do género.

A título de exemplo, aqui deixamos a notícia de que se realizou no passado dia 11 de Agosto, um Festival Internacional de Folclore em Vila Praia de Âncora (Caminha), no qual participaram, para além do anfitrião: Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora, o Grupo de Musica y Danza Airs Castellanos – Valladolid (Espanha) e o grupo Besiktas Belediyesi Oyun Youth and Sport Club – Istambul (Turquia).

Esta iniciativa inseriu-se na "Festa da Europa" que está a ser promovida naquela região pelo deputado europeu José Manuel Fernandes e que inclui diversas iniciativas culturais. A Igreja de Nossa Senhora da Bonança, padroeira dos pescadores de Vila Praia de Âncora, foi o cenário deste festival a que assistiram alguns milhares de pessoas numa altura em que aquela localidade regista a afluência de elevado número de turistas e emigrantes.

O Folclore, enquanto manifestação cultural e embora tão diferente de região para região e de país para país, continua a ser um factor extremamente positivo na construção de uma Europa dos e para os Cidadãos, aproximando-os e dando-lhes a conhecer as respectivas raízes culturais.

Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora

Grupo de Musica y Danza Airs Castellanos – Valladolid (Espanha)

Besiktas Belediyesi Oyun Youth and Sport Club – Istambul (Turquia)

Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora

Fotos e informações disponibilizadas por Carlos Gomes

Meses do ano: JULHO

JULHO deriva do latim Julius, em homenagem a Júlio César (por decreto publicado por Marco António), reformador do calendário, nascido a 12 deste mês, no ano 101 antes de Cristo. No primitivo calendário romano era denominado quintilius, por ser o quinto mês do ano que começava em Março. É o sétimo mês desde os calendários juliano e gregoriano, com 31 dias.

Se pretender saber mais sobre o mês de Julho, clique aqui, ou sobre qualquer outro mês, clique aqui.

Durante este mês de Julho, e tal como vem acontecendo, sugerimos que fique a conhecer as Festas e Romarias, as Feiras (Artesanato, Gastronomia, etc., assim como as Feiras Históricas e Medievais), e os Festivais, Mostras ou Encontros de Folclore que, cada vez mais, se realizam por todo o país.

Também sugerimos que fique a conhecer os Cartazes que divulgam algumas das iniciativas a realizar durante este mês de Julho, alguns deles com evidente qualidade gráfica.

Consultado o Calendário Agrícola, ficamos a saber que durante o mês de Julho, na horta, «As regas são de grande importância neste período, e devem ser efectuadas à tarde e de acordo com as necessidades das plantas. Semear: acelgas, agriões, alface de Outono e Inverno, beldroegas, bróculos tardios, cenouras, chicória, couve-de-bruxelas, couve-nabo, couve-flor tardia, ervilhas, feijão (de trepar e anão), nabo, rabanetes, repolho de Inverno, salsa

Mas não esquecer que, para além dos trabalhos na horta, também há muito que fazer na vinha, no jardim, no pomar, no campo, na adega e com os animais.

Diz o povo, na sua sabedoria construída e consolidada, ao logo dos anos, através da experiência do dia-a-dia, que “Em Julho, ceifa o trigo e faz o debulho. E, em o vento soprando, vai-o limpando.” Mas há outros provérbios que também se referem ao mês de Julho. Caso esteja interessado, pode conhecer Provérbios, Adágios e Ditados Populares sobre outros meses e/ou sobre outros assuntos.

Quem nasceu entre os dias 1 e 22 de Julho pertence ao signo Caranguejo: “Os nativos deste signo são tenazes, afectuosos, sociais, económicos e amigos do lar. Suas principais falhas: timidez, possessão, gulosice e indolência". Quem nasceu entre os dias 23 e 31 de Julho está sob o domínio do signo Leão: “Os nativos deste signo são líderes natos, sinceros, generosos, confiantes e bondosos. Suas principais falhas: orgulho enfatuado, soberba, snob superioridade e desdém.” Há 100 anos havia diversas superstições e crendices acerca do mês de Junho e destes signos: Caranguejo e Leão.

Município da Nazaré recriou “arte xávega”

Desde o dia 14 de Maio e até ao final do mês de Junho, o Município da Nazaré recriou, no areal em frente ao Posto de Turismo, a arte tradicional de pesca conhecida como “arte xávega”.

A última das campanhas da xávega registada na Capitania da Nazaré sai ao mar durante a manhã, na embarcação típica desta arte, para lançar as redes que, à tarde, são “aladas” (puxadas) a partir de terra, por homens, mulheres e crianças.

Este é o momento mais visível e mais emblemático da recriação, também participado por muitos turistas.

O peixe capturado é, posteriormente, vendido numa improvisada lota de praia, reconstituindo também os antigos processos de venda, nomeadamente o “chui” – o sinal de compra do pescado.

A arte xávega é um dos mais antigos e característicos processos de pesca artesanal da Nazaré. Foi introduzida em meados do século XVIII pelos pescadores vindos de Ílhavo e da Costa de Lavos, que se fixaram na nova praia. Com eles trouxeram as grandes redes de arrasto, que aqui foram modificadas e adaptadas às condições da costa nazarena, tornando-se mais pequenas e mais eficazes na faina. Também os barcos foram moldados, pelos calafates locais, a este tipo de rebentação e ondulação.

Assim nasceu o emblemático barco-de-bico ou da xávega, de fundo achatado a prolongar-se arqueado até à proa, que remata num bico aguçado, de ré cortada e sem quilha. Formato adequado para entrar ao mar sem se virar e para encalhar mais facilmente.

A arte xávega caiu em desuso nas últimas décadas do século XX, devido a factores de ordem económica e social e, sobretudo, pelo avanço da tecnologia de captura de pescado.

Informações retiradas e adaptadas de “A Oeste tudo de novo” – Dossier especial - Expresso

Artigos relacionados:

- Embarcações tradicionais portuguesas e a arte da construção naval
A pesca da sardinha na costa portuguesa

Portal do Folclore Português - actualizações1

1.- Alcobaça vai a Lisboa, ao Museu de Arte Popular

Decorre no próximo fim-de-semana, dias 2 e 3 de Junho, mais uma edição da iniciativa do Museu de Arte Popular: Portugal também é Festa! Desta vez, é Alcobaça que vai a Lisboa, com inúmeras actividades, para se mostrar e mostrar o que tem de melhor.

+ Mostra de Doces & Licores Conventuais
+ Mostra de Artesanato
+ Mostra de produtos emblemáticos de Alcobaça
+ Recriação histórica relembrando Aljubarrota Medieval
+ Recriação do Mercado do Séc. XIX

Também vai se possível ver a actuação de Ranchos Folclóricos (Acipreste, Casais de Santa Teresa, Benedita, Moleanos, Casal Pinheiro) do Grupo “Soão”- Grupo de Musica Tradicional Portuguesa e da Orquestra Ligeira da Junta de Freguesia do Bárrio.

Não podemos esquecer que «Quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar.»

Para mais informações, clique aqui.

2.- Artigo de opinião de Carlos Gomes:

O Folclore e a divisão social do trabalho

«A divisão social do trabalho constitui uma das características das sociedades humanas. O aparecimento de novos ofícios levou à necessidade de, no seio de uma determinada comunidade, alguns indivíduos se especializarem em determinadas tarefas e a elas se dedicarem quase exclusivamente

Mês de JUNHO - Mês dos Santos Populares

«Feira dos Pucarinhos»
Vila Real - Início do séc.XX

«Quando chega o mês de Junho
Mês dos Santos Populares
Reina uma santa alegria
Traduzida em mil cantares!

É Santo António?
Ou São João?
Será São Pedro
O de maior devoção?»

O nome de Junho deriva do latim Junius, de Júnio Bruto, ou deve-se ao facto de ser consagrado a Juno, rainha dos deuses e mulher de Júpiter, na mitologia romana. Equivale à deusa grega Hera e, como ela, era protectora das virtudes femininas, para além da rainha do céu, protectora do Estado, ao mesmo nível de Júpiter e Minerva, com quem formava a Tríade Capitolina. (O Monte Capitolino era o mais ilustre das colinas de Roma, sobre o qual se erguia o Templo de Júpiter, rodeado de Juno e Minerva).

Se quiser saber mais sobre o mês de Junho, clique aqui, ou sobre qualquer outro mês, clique aqui.

Neste mês, entre muitas outras datas e efemérides, celebramos o Dia Mundial da Criança (dia 1), e os Santos Populares: Santo António a 13, São João a 24 e São Pedro a 29. É tempo das Marchas Populares, da sardinha assada, do manjerico, de saltar a fogueira e de muito mais!

Em Vila Real, realiza-se, nos dias 28 e 29, a tradicional «Feira dos Pucarinhos», à qual está intimamente ligado o Jogo do Panelo.

Durante este mês de Junho, sugerimos que fique a conhecer as Festas e Romarias, as Feiras (Artesanato, Gastronomia, etc., assim como as Feiras Históricas e Medievais), e os Festivais, Mostras ou Encontros de Folclore que, cada vez mais, se realizam por todo o país.

Diz o povo, na sua sabedoria construída e consolidada, ao logo dos anos, através da experiência do dia-a-dia, que “Sol de Junho amadura tudo.” Mas há outros provérbios que também se referem, com mais ou menos propriedade, ao mês de Junho. Quem estiver interessado, pode conhecer Provérbios, Adágios e Ditados Populares sobre outros meses e/ou sobre outros assuntos.

Consultado o Calendário Agrícola, ficamos a saber que durante o mês de Junho, na horta, devemos «Prosseguir com a preparação dos canteiros - regas, sachas, mondas, incorporação de estrumes, etc. Semear: alface, chicória, feijão, nabiças e rabanete. Plantar ou transplantar: alface, chicória, couve-galega. Colheita de: alface, batata, chicória, couves, espinafres, nabiças e rabanetes

Mas não esquecer que, para além dos trabalhos na horta, também há muito que fazer na vinha, no jardim, no pomar, no campo, na adega e com os animais.

Quem nasceu entre os dias 1 e 21 pertence ao signo Gémeos: “Os nativos deste signo são encantadores, imaginativos, prudentes, sagazes e alegres. As suas principais falhas são: bisbilhotice, dualidade, evasão e pessimismo”. Os que nasceram entre os dias 22 e 30 de Junho pertencem ao signo Caranguejo: “Os nativos deste signo são tenazes, afectuosos, sociais, económicos e amigos do lar. Suas principais falhas: timidez, possessão, gulosice e indolência". Há 100 anos havia diversas superstições e crendices acerca do mês de Junho e destes signos: Gémeos e Caranguejo.

Em tempos de crise... ganhar dinheiro na Internet!

Cada vez mais, e particularmente em tempos de crise económico-financeira como a que estamos a viver, há muitas pessoas que encontram na Internet outras fontes de rendimento, que ajudam a equilibrar – todos os meses - o orçamento pessoal ou mesmo o familiar.

Através da Internet, é possível ganhar dinheiro (muito ou pouco, conforme as situações) e até prémios, que podem também ser vendidos através da Internet, claro está.

Porque também vivemos um tempo em que importa praticarmos a entreajuda, a Equipa do Portal do Folclore Português considerou importante disponibilizar informação sobre alguns sites, através dos quais é possível ganhar alguns euros ou prémios.

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Sabemos que, para além de muitos indivíduos, já há Grupos de Folclore que rentabilizam o respectivo site ou blog através da inscrição nestes ou outros sites.

«Quem me avisa meu amigo é.», diz o nosso povo!
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