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“Sabores da Aldeia” – Valença apresenta Petiscos e Pratos Tradicionais em Tasquinhas


Festival Gastronómico Sabores da Aldeia - Valença
Numa iniciativa da Câmara Municipal de Valença em colaboração com as juntas de freguesia e associações do concelho, as Tasquinhas - “Sabores da Aldeia”, vão regressar a Valença no fim-de-semana de 17 a 19 de abril, na Coroada – Fortaleza. É mais um convite a saborear os petiscos e os pratos tradicionais que fazem parte do riquíssimo património gastronómico, tradicional e característico de Valença.

Durante três dias, Valença vai proporcionar o ambiente ideal para almoçar, jantar, petiscar e deliciar-se com vários pratos tradicionais, e ainda divertir-se com o variadíssimo programa de animação popular, com destaque para o Grupo 6tàs9, Zézé Fernandes, as arruadas de bombos e um festival folclórico com os agrupamentos valencianos.

Nos petiscos, destacamos os enchidos, o presunto, o bolo do tacho, as pataniscas de lampreia, a orelha de porco, as belouras e tantas outras iguarias. Nos pratos, os visitantes poderão saborear os célebres manjares de bacalhau, o anho, o cabrito, o porco no espeto, o Caldo Verde de Valença, uma das 7 maravilhas gastronómicas de Portugal e tantos outros menus tradicionais para saborear. Acompanham a doçaria tradicional e os bons vinhos verdes de Valença, num convite irresistível a descobrir os sabores e encantos da gastronomia local.

Os pratos e as “tapas” apresentadas resultam de receitas antiquíssimas, recolhidas nas antigas cozinhas fartas dos lavradores que apuraram, durante séculos, pratos únicos, com produtos locais.

Para Jorge Salgueiro Mendes, Presidente da Câmara Municipal, “Valença tem autênticos tesouros gastronómicos o que tem permitido afirmar-se como um destino de sabores de eleição na região”.

 Esta iniciativa completa-se com a Feira de Artesanato e Produtos Locais, no Jardim das Amoreiras, na Fortaleza, onde será possível apreciar e adquirir produtos como os vinhos de Valença, os fumeiros, a broa de milho, a doçaria tradicional, produtos do campo e artesanato local.

Esta é, pois, mais uma oportunidade única para fazer um roteiro gastronómico singular e genuíno pelos sabores mais tradicionais de Valença.

Câmara Municipal de Valença Valoriza e Potencia Turismo Gastronómico



O turismo gastronómico é um dos sectores que, nos últimos anos, mais tem crescido em Valença, pelo que se apresenta como eixo fundamental para a captar novos turistas e reforçar a atratividade da cidade que tem como grande âncora o turismo patrimonial, com a Fortaleza, e o turismo verde com a Ecopista do Rio Minho.

Consciente desta realidade, a Câmara Municipal de Valença está a fazer uma aposta estratégica no turismo gastronómico com um calendário anual de eventos que promove os produtos mais emblemáticos, potenciados, ao longo do ano, por uma restauração que tem primado pela excelência e pelo aproveitamento dos recursos locais.

Domingos Gastronómicos, com o “Bacalhau à SãoTeotónio”, o "Caldo Verde de Valença", uma das 7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal abriram o calendário anual de eventos na restauração. Um início do ano que arrancou, também, com a Lampreia do Rio Minho, um prato de excelência que, em fevereiro e março, é a rainha dos sabores do nosso rio.

Sabores da Lampreia”, por onde passaram cerca de 5 mil comensais, “Sabores da Aldeia” que se aproxima de 17 a 19 de abril, os “Sabores Serranos” em 13 a 14 de junho e os “Encontros Galaico-minhotos”, com o Cabrito à Sanfins, em Julho, são alguns dos grandes eventos gastronómicos do calendário anual de Valença.

Prove Valença, com o “Bacalhau à Contrasta”, arrancará em breve, também, com um novo marco na restauração valenciana ao apresentar um prato local comum a todas as unidades de restauração. Na doçaria, os celebres valencianos, um doce à base de chila, é o cartaz doce de eleição de Valença.

Um calendário cultural de atividades, onde a cultura e o património se entrelaçam numa oferta singular e genuinamente local dão a Valença uma referência regional.

Sessenta e quatro unidades de restauração, distribuídas pelo concelho, apresentam uma ampla oferta gastronómica, onde o bacalhau é o prato de eleição, reconhecido por toda a Península Ibérica.

Em complemento à oferta gastronómica, vinte unidades hoteleiras proporcionam estadias, para os mais diversos gostos, desde a Pousada de São Teotónio até às casas de turismo rural.

Visite Valença, “Um destino com sabor!”

“Festa do Vinho e das Adegas” em Aveiras de Cima

A Freguesia de Aveiras de Cima, concelho de Azambuja, já está a preparar a festa do vinho mais castiça do país. Trata-se da 11ª edição da ÁVINHO - Festa do Vinho e das Adegas, que se vai realizar nos dias 10, 11 e 12 de Abril. O evento é organizado em parceria pela Câmara Municipal de Azambuja, a Junta de Freguesia de Aveiras de Cima e a “Associação Vila Museu do Vinho”, e conta com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.

Por apenas 2 euros, o visitante adquire uma caneca de barro alusiva ao evento – que guardará como recordação… – e  tem acesso a provar, gratuitamente, o vinho das 11 adegas privadas participantes na iniciativa. Os produtores abrem as suas portas com a arte de bem receber, e também partilhando alguns segredos do bom vinho ribatejano que produzem. Mas porque nem só de vinho se faz a festa, haverá várias barraquinhas com apetitosos petiscos e doces nas ruas integradas no certame.

Como destaques, em termos de animação, podemos referir o fado amador itinerante pelas adegas, sexta a partir das 21h00, e ainda para o desfile etnográfico demonstrativo d’ “O Ciclo do Vinho”, às quatro da tarde de sábado. Outros atrativos da Avinho são as varandas e fachadas enfeitadas sob o tema do vinho, fruto do envolvimento da população local, bem como a divulgação dos resultados do 33º Concurso de Vinhos do Concelho de Azambuja. Oportunidade para conhecer os melhores brancos e tintos entre a meia centena de vinhos concorrentes.

O programa do evento arranca às 18h30 de sexta-feira, com a inauguração, na Praça da República, seguindo-se as primeiras visitas às adegas com a tradicional oferta de febras (só neste dia), pão e vinho; e a animação de rua com bandinhas populares. O serão começa com o fado, nas adegas, e completa-se com a música dos “Virgem Suta”, no Palco da República.

No segundo dia, pelas 16h00, as ruas são invadidas por milhares de visitantes para ver passar os grupos e carros alegóricos que mostram as diversas fases d’ “O Ciclo do Vinho”. A noite musical será assegurada, a partir das 22h00, pela atuação dos “Diabo na Cruz”.

O último dia, domingo, abre com uma divertida gincana de tratores – “Fórmula T”, pelas 10h00 no terreno do mercado mensal. As adegas reabrem as portas às duas da tarde, enquanto as ruas são animadas pelo Rancho Folclórico “Camponeses” de Vale do Brejo. O Largo da República volta a atrair as atenções, às 15h00 com um “bailarico à moda antiga”, e às 17h00 para a entrega de prémios do 33º Concurso de Vinhos do Município. Pelas 19h00, uma arruada da banda da Filarmónica Recreativa de Aveiras de Cima marcará o encerramento da décima primeira edição da Avinho.

Não faltam, assim, motivos para visitar Aveiras de Cima – “Vila Museu do Vinho” e terra de grandes tradições vitivinícolas.

Recorde-se que todas as atividades da Ávinho têm entrada livre.

 
 

Festival Gastronómico “Sabores da Lampreia” - Valença


Sabores da Lampreia” é uma genuína festa gastronómica valenciana que a par de se comer bem proporciona um ambiente acolhedor e animado. Um amplo cartaz de animação proporcionará momentos de convívio e afirmação dos valores culturais valencianos. Esta é romaria obrigatória que, os bons garfos, todos os anos repetem.

É que no próximo fim-de-semana de 20 a 22 de Março, vai decorrer na freguesia de São Pedro da Torre (Valença), o Festival Gastronómico “Sabores da Lampreia”, para o qual estão a ser preparadas 1.000 lampreias.

A 10 euros a dose, Valença promete dar a saborear, a preços económicos, a famosa lampreia do Rio Minho, considerada a melhor do mundo, confecionada e apresentada de 5 formas diferentes: Lampreia à Bordalesa, Arroz de Lampreia, Fumada/Grelhada, Assada no Forno, Recheada ou o prato dos cinco sabores, são os tipos de lampreia possíveis de saborear. Como prato alternativo os tradicionais Rojões. Acompanham o caldo verde, bem como os bons vinhos verdes da região e as sobremesas típicas.

Pescada artesanalmente no rio Minho, pelos pescadores das comunidades piscatórias, sobretudo, de São Pedro da Torre e Cristelo-Côvo, as 1.000 lampreias estão já em tanques da Associação Sabores do Rio Minho a preparar-se para serem confecionadas. A técnica de “apurar” a lampreia em tanques de água corrente, é antiquíssima e conhecida por “bater a lampreia”. Uma técnica que faz a lampreia apurar a sua carne, enrijecendo-a, o que permitirá, aquando da sua confeção, pratos de excelência.

Esta é uma oportunidade única para comer uma boa lampreia. Séculos de tradição a apurar receitas resultam em 5 pratos que são um convite a deliciar-se com estes manjares.

A iniciativa é da Câmara Municipal de Valença, da Junta de Freguesia de São Pedro da Torre e da Associação Sabores do Rio Minho.

Terras de Bouro: fim-de-semana gastronómico


Os pratos típicos do concelho de Terras de Bouro estão relacionados com as suas características de terra de montanha e com os produtos hortícolas que a terra oferece, dos quais se salientam as couves, os feijões e as batatas, consumidos de forma simples em sopas e cozidos.

A carne de cabrito, cujo sabor característico se deve à alimentação dos animais, torna-se ainda melhor assada nos fornos de lenha.

A carne de porco, a mais consumida pelos habitantes do concelho, é salgada e comida durante tido o ano.

Os doces que mais se distinguem são, sem dúvida, os que se confeccionam na época natalícia, como a aletria e as rabanadas.

Cozido à Terras de Bouro

Prato tradicional de Terras de Bouro, o Cozido de Couves com Feijão que, como o próprio nome indica, é composto por feijão (amarelo) e couves “galegas” dos quinteiros das terras altas e expostas ao frio da região de Bouro; as carnes, só de porco, “bichoro” medrado das lavaduras gordas.

Não havendo qualquer tipo de refogado na sua confecção, as couves, em abundância, são cozidas juntamente com as diversas carnes e fumeiro, cuja gordura é o tempero necessário para lhe dar paladar.

O feijão amarelo é cozido à parte, juntando-se tudo, posteriormente, na mesma travessa que vai ser posta na mesa.

Os temperos são feitos com azeite, vinagre e alho.

Acompanhamento pelos verdes tintos da região, de marca ou de lavrador.
 
Nos dias 21 e 22 de Março, poderá participar no III Festival de Caminhadas - Gerês 2015.

33º Concurso de Vinhos do Município de Azambuja


Neste ano de 2015, a Câmara Municipal de Azambuja vai organizar a 33ª edição do Concurso de Vinhos concelhio, o que o torna um dos mais antigos concursos de vinho do produtor da região.

O concurso será realizado nos moldes tradicionais de “prova cega” e o júri convidado será composto por 5 técnicos especializados na área. Além do Engº Cruz Ferreira, que colabora no concurso desde o primeiro ano, haverá enólogos em representação da Comissão Vitivinícola Regional – Tejo, da Associação de Municípios Portugueses do Vinho, da Associação Portuguesa de Enologia e da Associação de Escanções de Portugal.

Com o objetivo de, por um lado incentivar todos os produtores a participar, e por outro recompensar o esforço e o saber dos melhores, a autarquia decidiu contemplar os melhores brancos e tintos da colheita 2014 com prémios monetários, além dos habituais troféus comemorativos do evento. Assim, o 1º, o 2º e o 3º classificados – quer  em brancos quer em tintos – receberão, respetivamente, 750€; 500€ e 250€.

A iniciativa da Câmara Municipal de Azambuja tem o apoio das Juntas de Freguesia, onde os interessados deverão fazer a sua inscrição até dia 13 de fevereiro.

Os resultados serão divulgados no decurso da “Avinho – Festa do Vinho e das Adegas”, de 10 a 12 de abril, em Aveiras de Cima.

Para mais informações: www.cm-azambuja.pt  ou  comunicacao@cm-azambuja.pt  

“Valença Sabores da Lampreia”

Valenla Sabores da Lampreia
Nos próximos dias 15 a 17 de Março, Valença vai celebrar a lampreia, na comunidade piscatória de São Pedro da Torre (no recinto do adro da Igreja), entre 15 e 17 de Março, com seis variedades diferentes para degustar, a preços populares, no âmbito da quarta mostra gastronómica “Valença Sabores da Lampreia”.

De acordo com a organização, quem visitar esta mostra gastronómica poderá saborear: Lampreia à Bordalesa, Arroz de Lampreia, Fumada/Grelhada, Assada no Forno ou Recheada, a partir de 7 euros a dose.

Como prato alternativo, os tradicionais Rojões farão as honras dos apreciadores deste prato. Acompanham o caldo verde, a 1,5 euros a dose, bem como os bons vinhos verdes da região e as sobremesas típicas.

Valença apresenta, assim, um convite irresistível para desfrutar os deliciosos sabores da Lampreia, que por cá tem um sabor único, preparada por mãos sábias e heranças antigas, pois os sabores genuínos da lampreia do rio Minho vão ser confecionados e apresentados nas formas mais tradicionais que os pescadores de São Pedro da Torre se habituaram, desde sempre, a preparar

Sexta-feira haverá animação com a atuação do Grupo Típico da Associação Musical de São Pedro da Torre.

No Sábado está programada a Regata “Sabores da Lampreia”, a partir das 10h00, no rio Minho, possível de acompanhar na pesqueira e cais de São Pedro da Torre. A tarde será animada pela música tradicional dos Pequenos Minhotos e a noite pelo Grupo de Cordas 6tás9. Domingo à tarde será a vez do Duo Magia abrilhantar o evento.

A iniciativa é da Câmara Municipal de Valença, Junta de Freguesia de São Pedro da Torre e Comissão de Festas de São Pedro da Torre.

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Estão a decorrer, até Junho, nos diversos Municípios do norte de Portugal, os Fins-de-Semana Gastronómicos. Não perca!

Sobre a Gastronomia Tradicional no norte de Portugal - II

Continuamos a divulgar informações sobre a Gastronomia Tradicional do Norte de Portugal, a propósito dos Fins-de-Semana Gastronómicos (Novembro de 2012 a Junho de 2013). Neste post, vamos disponibilizar algo sobre a gastronomia dos concelhos de Marco de Canaveses e de Tabuaço.
MARCO DE CANAVESES – Fundado a 31 de Março de 1852, o concelho do Marco de Canaveses convida o visitante à descoberta de sensações e tradições. Em terras de Carmen Miranda descubra o “Melhor Verde do Mundo” e outros néctares, que devem acompanhar a nossa gastronomia regional.
Propomos a quem nos visita o tradicional Anho Assado com Arroz de Forno, o Verde e a Lampreia. Para os gulosos, deixamos tentações como as Fatias e as Cavacas do Freixo, os Biscoitos de Soalhães, o Pão-de-Ló e o Pão-Podre.
No final do repasto, aproveite para visitar a Igreja de Santa Maria ou a cidade romana de Tongobriga.
Fim-de-semana Gastronómico: 18, 19 e 20 de Janeiro | Anho Assado com Arroz de Forno - Fatias do Freixo

TABUAÇO – A gastronomia do concelho de Tabuaço está intimamente ligada ao modo de vida dos nossos antepassados. Em casa de agricultores e lavradores, não havia loja que não criasse o porco, o cabrito, que se havia de imolar chegada a Páscoa, ou o cordeiro.

Depois, em tempo de matança do porco, não havia lareira que não secasse o fumeiro. Em caixas de madeira, cheias de sal grosso, curavam-se os presuntos e outras carnes gordas que estas tinham como objectivo dar sabor a sopas feitas em potes de ferro e rechear fartamente bolas cozidas em fornos de lenha.

Tabuaço oferece uma gastronomia de saberes e sabores tradicionais, cuja principal especialidade é o afamado cabrito recheado com arroz de forno, mas há também um óptimo presunto e uma deliciosa bola de carne e peixinhos do rio em molho de escabeche. São também muito apreciados os doces de castanhas e o Bolo-Rei de Tabuaço, conhecido como o melhor bolo-rei do país.

Terra de bom vinho mas também de excelentes azeites, os folares têm também aqui uma forte tradição.

E se falamos em tradição, não esqueçamos a riquíssima herança deixada pelos monges de Cister no que toca a doces conventuais, ainda hoje muito presentes nas mesas em dias de festa.

Tabuaço, rico em história e tradições, rodeado por uma natureza que nos sorri, tem a arte de bem receber, seja amigos, família ou os visitantes que por estas terras se queiram aventurar!

Venha conhecer Tabuaço e os seus sabores!

Fim-de-semana Gastronómico: 25, 26 e 27 de Janeiro | Cabrito Assado no Forno com Batata Assada | Leite Creme

Distrito de Vila Real: Gastronomia

Tal como prometemos no post sobre o Artesanato no Distrito de Vila Real, vamos aqui deixar informações sobre alguns aspectos da Gastronomia no Distrito de Vila Real:

Delícias de montes e vales: "Uma das necessidades básicas do Homem é comer, e quando o faz com arte e engenho, fá-lo da forma mais perfeita, conquistando um lugar de destaque nos marcos da cultura.

A geografia e as condições de vida são determinantes nos costumes e práticas culturais transmontanas.

Os hábitos alimentares são marcados pelo isolamento a que, durante séculos, Trás-os-Montes se viu confinado, sustentado na inexistência ou precariedade de vias de comunicação, e em duas imponentes barreiras naturais, de respeito – a Serra do Marão e o Rio Douro, outrora tumultuoso, além da zona igualmente montanhosa, ou de relevo acidentado, do nordeste do distrito." (…)

Carnes – Fumeiro: "Por terras transmontanas, o porco é recurso cimeiro na alimentação do seu povo. O consumo deste tipo de carne, fortemente enraizado, nasceu das adversidades geográficas, climatéricas e de relevo, da fabulosa capacidade de gentes capazes de tudo aproveitar e transformar em manjares divinos.

A cultura gastronómica transmontana apoia-se num princípio extremamente racional – a terra é dura, o que ela dá deve ser maximizado e segundo processos que permitam uma conservação alargada." (…)

Feijoada à Transmontana: "Expressão de um prato rico e farto, a Feijoada à Transmontana reflecte toda a capacidade de um povo, de combinar uma diversidade de alimentos e criar um repasto suculento." (…)

Cozido à Transmontana "(…) Trata-se de um manjar com toda a variedade de enchidos e fumados da região, linguiça, presunto, salpicão, moira, sangueira, a que se acrescenta, ainda, toda uma diversidade de carnes: vaca, galinha, porco salgado (orelheira, unha, barriga, chispe), batata, cenoura, e ainda hortaliças várias (repolho, couve lombarda, couve tronchuda)." (…)

Cabrito Assado com Arroz de Forno: "Outra das grandes tradições gastronómicas transmontanas é o Cabrito Assado com Arroz de Forno.

Tal como o nome traduz, Trás-os-Montes é uma região predominantemente de montanha, onde a fauna é rica e onde a criação de gado caprino se desenvolve em condições ambientais perfeitas." (...)

Tripas: "A capacidade do povo transmontano em aproveitar o que nos parece dispensável é excepcional e com resultados surpreendentes.

No concelho de Vila Real, um outro prato, deveras apreciado, é o de Tripas aos Molhos." (…)

Vinhos: E para acompanhar qualquer uma destas iguarias, e muitas outras que aqui não foram faladas, nada melhor de que um copo de um dos bons vinhos maduros que se produzem no distrito: do Douro, de Valpaços ou de Chaves... embora haja quem, particularmente os naturais ou residentes dos concelhos limítrofes da região do Minho, que preferia acompanhá-las com um bom Vinho Verde. E gostos não se discutem!

Gastronomia Portuguesa: dos vinhos aos queijos, passando pelos fumeiros e enchidos

«(…) O passado é um produto que está na moda, facto que se verifica em múltiplos aspectos, principalmente os que interessam os afectos e a cultura. Nunca se procurou tanto chegar-lhe tão perto, sonhar à sua manipulação, conscientemente ou não. Aquele que conhece o passado e que o sabe representar a si próprio fica senhor de uma chave privilegiada para influenciar o seu próprio imaginário. A alimentação e a cozinha estão nos horizontes dos novos peregrinos da memória, sedentos de uma história-refúgio, ou de uma história-evasão que lhes responde à procura das origens.

Na falta de uma cozinha tradicional que possa satisfazer essa urgente procura, e subtraídos aos imperativos de uma viagem em busca da memória, o comedor convoca produtos que trazem consigo sabores do reencontro.

Queijos, enchidos e doces, pela alquimia da cozinha, que é uma arte de circunstâncias, encerram paladares que podem ser guardados e transportados para um consumo oportuno, longe do lugar do fazer, destino mítico do desejo.

Com estes produtos viaja a memória do que se procura: uma pastagem verde onde pastam ovelhas e cabras, ruídos de chocalhos e de cinchos de rouparia, brenhas que dão cardos para o coalho, caniços onde o queijo repousa e se vai fazendo; alaridos de matanças, saias de mulheres que roçam alguidares da carne para encher, paus na chaminé para fumagem dos enchidos; vagares e ócios junto dos tachos de arame onde as colheres de pau obrigam o açúcar, a amêndoa e os ovos a uniões felizes.

Com o vinho viaja a magia, com o sol e o sabor da terra embalados numa garrafa.

Nesta tetralogia de sabores mergulha o novo comedor, numa demanda do passado, não só para compreender o presente mas para fugir dele. Homens em fuga à descoberta de um refúgio, de um sabor de infância, de um lugar mágico, onírico e misterioso. Apaixonadamente agarrado a um passado, pelas ilusões que ele proporciona, o comedor permite-se a uma errância alimentar procurando nos sabores tradicionais novos objectos do desejo. Mesmo que saiba que está envolvido numa elaborada mentira porque o sabor da memória, mesmo reencontrado, está isolado do cenário que essa mesma memória guarda. O tempo e a distância favorecem o sonho. De longe, as montanhas são azuis.»

Alfredo Saramado, in Guia Expresso O melhor de Portugal – nº6
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