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Fim de Tarde com Folclore - Vila Nova de Cerveira


Fim de Tarde com Folclore - Vila Nova de Cerveira
No próximo sábado, dia 8 de Agosto, pelas 18h00, no Terreiro de Vila Nova de Cerveira, vai realizar-se um “Fim de Tarde com Folclore”. De acesso livre, esta iniciativa é organizada pela Câmara Municipal e conta com a participação do Rancho Folclórico “Dança na Eira” de Newark (Estado Unidos da América) e o Rancho Folclórico Infantil de Gondarém, de Vila Nova de Cerveira.

Vai ser um verdadeiro momento de louvor aos valores etnográficos e tradicionais interpretados por gentes que recordam a terra – emigrantes em Newark - e por gentes que vivem na terra – comunidade de Gondarém. Este ‘Fim de Tarde de Folclore’ promove a defesa do património cultural e a salvaguarda de uma memória coletiva que rompe fronteiras e distâncias. Através das danças e dos cantares, dos trajes e dos usos e costumes, este convívio folclórico além-fronteiras homenageia os emigrantes alto-minhotos que não esquecem o amor à terra que os viu nascer, continuando a prestar um apoio notório e significativo nas mais variadas áreas.

Criado em 2008, o Rancho Folclórico “Dança na Eira”, de Newark – cidade norte-americana que acolhe um grande número de cerveirenses -, é um exemplo de preservação e promoção das tradições e nome de Cerveira. Integrado na Fundação Bernardino Coutinho, o grupo composto por 90 elementos tem duas vertentes, infanto-juvenil e adulta, sendo dirigido por Denis Cavadas. Os seus trajes femininos adultos, onde dominam o preto e o roxo, espelham a beleza das mordomas de Santa Marta de Portuzelo (Viana do Castelo - Minho); já os das dançarinas mais pequenas fazem alusão às tradições festivas que simbolizam a zona também minhota de Arcos de Valdevez. Os elementos masculinos vão buscar inspiração, em termos de vestuário, ao traje tradicionalmente domingueiro da mesma zona de Portugal.

Por sua vez, e procurando incutir as tradições nas novas gerações, o Rancho Folclórico Infantil de Gondarém é fruto de um projeto educativo, elaborado no ano letivo 2000/2001, em parceria com a Autarquia e a Comunidade Educativa, criando assim sua secção infantil “Rancho Folclórico Infantil de Gondarém”. No dia 25 de Abril de 2001 foi constituída a Associação com a denominação de Rancho Folclórico Infantil de Gondarém. Com o crescimento das crianças e o surgimento de outras, este Rancho passou a Rancho Infantil e Juvenil, e tem atuado em festas e festivais de Norte a Sul do País e no estrangeiro.
Fonte: Gabinete de Comunicação e Imagem do Município de Vila Nova de Cerveira

Mercado Tradicional "O Feirão"


No próximo dia 4 de Julho, a Praça Guillemó, na capital do Principado de Andorra, acolherá a segunda edição do Mercado Tradicional “O Feirão”, uma iniciativa do Grupo de Folclore “Casa de Portugal”, que começa a ser já uma tradição.

A partir das 11h, os assistentes desta magnífica mostra cultural poderão desfrutar da gastronomia portuguesa, provar vinhos e licores caseiros, adquirir os melhores produtos hortícolas, assim como apreciar o artesanato português até às 16h, momento em que os elementos do Grupo de Folclore “Casa de Portugal” farão uma apresentação de danças tradicionais.

Enquadrados numa feira de meados do século XX, os membros do Grupo, trajados com a roupa regional, proporcionarão alguns momentos de distração com danças e cantares tradicionais, enquanto os visitantes passeiam pelas 5 zonas temáticas.

Esta iniciativa cultural conta com a colaboração do Comú (Câmara) de Andorra la Vella e as atividades serão difundidas pela internat através da Rádio Ondas de Portugal.



XX Feira Rural Portuguesa - Federação do Folclore Português


XX Feira Rural Portuguesa
XX Feira Rural Portuguesa

01, 02 e 03 de Maio de 2015

Vai realizar-se, nos próximos dias 1, 2 e 3 de Maio, no Parque Santa Maria Adelaide, Arcozelo (Vila Nova de Gaia) a XX Feira Rural Portuguesa, onde estarão presentes cerca de 80 Grupos de Folclore de quase todas as Regiões Etnográficas do País.

A Feira Rural Portuguesa é cada vez mais um ponto de referência para os milhares de visitantes que procuram reviver tempos passados.

Durante os três dias da sua realziação, estima-se a presença de 20.000 visitantes, que poderão ver e saborear as diversas iguarias e deliciar-se com a mais variada gastronomia tradicional Portuguesa. Ao mesmo tempo, poderão apreciar e adquirir produtos artesanais, bem como assistir a diversas animações no recinto da feira.

Esta iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Arcozelo e Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Programa da Feira

Sexta-feira - 1 de Maio

16h30 - Atuação do Rancho Folclórico de Santa Luzia de Airães - Felgueiras

18h30 - Atuação do Rancho Folclórico do Divino Espírito Santo - Vila Nova de Gaia

21h30 - Atuação do Grupo Folclórico "Os Fogueteiros de Arada" - Ovar

22h30 - Atuação do Rancho Regional de Fânzeres - Gondomar

(Depois da sua atuação, cada Grupo irá fazer um workshop de dança onde o público poderá participar)

Sábado - 2 de Maio

16h30 - Atuação do Rancho Típico de Esposade - Matosinhos

17h30 - Receção das Entidades Oficiais e convidados na Sede da Federação do Folclore Português

17h30 - Visita oficial à Feira

18h00 - Atuação do Grupo Folclórico da A.C.R. de Vale Domingos - Águeda

21h00 - Atuação do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Souselo - Cinfães

22h00 - Atuação do Grupo Folclórico "O Cancioneiro de Cantanhede" - Cantanhede

23h00 - Atuação do Grupo de Danças e Cantares Regionais do Orfeão da Feira - Santa Maria da Feira

(Depois da sua atuação, cada Grupo irá fazer um workshop de dança onde o público poderá participar)

Domingo - 3 de Maio

16h00 - Atuação do Rancho Regional de Argoncilhe - Santa Maria da Feira

17h00 - Atuação do Rancho Folclórico das Lavradeiras da Trofa - Trofa

(Depois da sua atuação, cada Grupo irá fazer um workshop de dança onde o público poderá participar)

Em simultâneo, irá estar patente, nas instalações da Sede da Federação do Folclore Português uma Exposição de fotografias intitulada "Gente do Folclore Português". Horário da exposição: 15hOO às 19h30

Produtos à venda na Feira: Doçaria | Enchidos | Frutas e Legumes | Gastronomia | Queijos | Artesanato | Tecidos

Casa do Administrador em Ourém apresenta “Traje Encenado”


Traje encenado” é a próxima proposta para a exposição temporária do Museu Municipal de Ourém – Casa do Administrador, e será inaugurada pelas 16h00 do dia 29 de março.

Até ao dia 28 de junho, o visitante terá acesso a representações nacionais de trajes - encenados e fotografados em estúdio por Carlos Relvas entre finais do século XIX e inícios do século XX – que comunicam com indumentárias de trajes de Ourém, recriados por oito grupos de ranchos folclóricos do concelho, exibidos nas suas atuações.

A exposição poderá ser visitada de terça a domingo, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

O Museu Municipal de Ourém (MMO) é uma estrutura de gestão museológica e patrimonial, apta a coordenar o funcionamento das várias unidades com tutela municipal.

A Casa do Administrador é uma infraestrutura permanente, vocacionada para o estudo e a difusão da representação da identidade cultural e dos patrimónios de Ourém.

O edifício associa-se à história das Aparições de Fátima por ter acolhido os três videntes, Jacinta, Francisco e Lúcia entre 13 e 15 de agosto de 1917. Essa ocorrência teve como mediador Artur Oliveira Santos, figura da história local que ocupava o cargo de Administrador do Concelho, e por isso interferiu no fenómeno religioso interrogando as crianças e alojando-as em sua casa.

Desfolhada Tradicional Minhota em Vila Nova de Cerveira


Desfolhada Tradicional Minhota em Vila Nova de Cerveira
Recuperar usos e costumes do concelho e proporcionar um serão de convívio à moda antiga são dois dos principais objectivos para mais esta iniciativa: Desfolhada Tradicional Minhota, em Vila Nova de Cerveira.

Um Terreiro transforma-se numa autêntica eira comunitária ao recriar, no próximo sábado, 06 de setembro, a partir das 21h30 uma Desfolhada Tradicional Minhota, que pretende envolver toda a comunidade.

Num ambiente rural e acolhedor, o centro histórico da Vila das Artes viaja a um passado não muito remoto, com as gentes da terra a recriar uma eira comunitária, num esforço de preservação da identidade cultural e etnográfica do concelho.

Toda a população está convidada não só a assistir, mas a participar ativamente, exibindo no vestuário um elemento decorativo associado à Desfolhada Tradicional. Outro objetivo é envolver residentes e turistas na vivência de uma tradição antiga, que se vai perdendo ao longo dos tempos.

Um carro de bois carregado e ornamentado vai desfilar pelas principais artérias do centro histórico cerveirense até se instalar em pleno Terreiro, dando início a uma desfolhada tradicional, momento em que se soltam os cantares e sons tradicionais, as estórias e as lendas. Não faltarão os bardeiros e as medas para conferir a maior autenticidade a esta iniciativa.

Contam os mais antigos que a desfolhada era um momento muito aguardado pelas populações, em especial pelos jovens, que alimentavam a esperança de encontrar o milho-rei para poder beijar o rapaz ou a rapariga por quem nutria um sentimento especial. O trabalho transformava-se numa verdadeira festa minhota.

O convívio subjacente a esta recriação integra ainda a gastronomia típica, nomeadamente a broa e o chouriço da região, acompanhados do bom vinho verde, e que contribuem para que esta Desfolhada Minhota de Vila Nova de Cerveira seja uma referência no seio das manifestações etnográficas do Alto Minho.

Numa organização da Comissão de Festas de Nossa Senhora da Ajuda, a Desfolhada Tradicional Minhota conta com o apoio da Câmara Municipal, e parceria dos grupos de folclore do concelho, concertinas e cantares ao desafio.

Memórias, Turismo e Trajes tradicionais - Nazaré


Memórias, Turismo e Trajes tradicionais

31 maio | 15 horas
Local: Auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré

Encontro dedicado ao traje tradicional em Portugal, promovendo a reflexão sobre o seu papel identitário e de construção memorial, bem como os seus usos turísticos, o que se articula com as vivências comunitárias e as preocupações subjacentes ao inventário do património cultural imaterial.

Oradores:

Paulo Ferreira da Costa | Direção Geral do Património Cultural
João Alpuim Botelho | Museu Bordalo Pinheiro – Câmara Municipal de Lisboa
Madalena Braz Teixeira | Investigadora sobre traje tradicional
José Maria Trindade | Instituto Politécnico de Leiria
Cristina Luz | Câmara Municipal da Nazaré – Turismo

Este colóquio insere-se na exposição Como se veste a Nazaré? A tradição hoje”, organizada pelo Museu Dr. Joaquim Manso / Museu da Nazaré e patente ao público entre 18 de maio e 15 de junho, no Centro Cultural da Nazaré.
Presença de costureiras do traje tradicional da Nazaré.

Organização: Museu Dr. Joaquim Manso – Nazaré

Colaboração: Câmara Municipal da Nazaré, CEPAE – Centro de Património da Estremadura

Distrito de Vila Real: Artesanato


Alguns dos últimos conteúdos disponibilizados no Portal do Folclore Português foram sobre o Artesanato do distrito de Vila Real:

Tecelagem
“O Bragal” – tecido de puro linho, nasce de um ciclo trabalhoso, a que ainda é possível assistir em alguns pontos do distrito de Vila Real.

Entre Abril e Maio, a semente – a linhaça – é lançada à terra, cuja preparação para a receber exige inúmeros cuidados – vessada. São necessárias as regas certas e muito saber, não vá o tempo pregar alguma. (...)

Olaria
Olaria diz-se da arte de oleiro que é relativa a “panelas”, de barro.

Para o povo transmontano, a Olaria passa, não só, pela componente decorativa, como também se afirma como utilitária, exprimindo-se em formas simples e funcionais.

Faça-se especial destaque para a “louça preta de Bisalhães”, pertencente ao concelho de Vila Real, datando as primeiras peças de 1722. (...)

Cestaria
O cesteiro e o cesto são figuras habituais em qualquer contexto rural. Em tempos em que os materiais naturais predominavam face aos materiais sintéticos, a arrecadação e o transporte de géneros e artigos realizavam-se utilizando a cestaria. (...)

Rendas e Bordados
A realização da prática artesanal dos bordados e das rendas ascende a tempos bastante recuados. Ela nasce do jeito e da paciência da figura feminina, e, crê-se, nas classes nobres, onde o tempo urgia ser preenchido, o tempo em que a mulher esperava pelo seu senhor. “O Homem, senhor da guerra; a Mulher, senhora do Lar”.(...)

Latoaria
Em tempos idos, os recipientes, utilizados para uso doméstico, decorativo e mesmo para os trabalhos do campo, tinham como base materiais como a lata, a chapa, o estanho, o cobre, entre outros. Saber mais>>>

Tanoaria
Arte e Utilidade – reunidas numa só palavra, Tanoaria.

País vinhateiro, Portugal tem como característico o processo da concepção do vinho. Passando por tarefas múltiplas, desde a colheita à vindima, a saga culmina no armazenamento que exige técnica e engenho, contribuindo para a reconhecida qualidade da famosa seiva.(...)

Tamancaria
Os socos e os tamancos eram habitualmente usados como calçado, pelos mais desfavorecidos, ou por aqueles que trabalhavam directamente com a terra.

Com a base de madeira e o revestimento em pele, o pé delicado ou grosseiro acomodava-se e movia-se, ou com graça, ou com segurança e robustez.(...)

Pintura em Cerâmica
De significado bastante abrangente, a cerâmica diz respeito ao fabrico de objectos, desde tijolos, telhas e outros objectos de barro cozido, bem como porcelanas, faianças e louça de grés. Mas num sentido mais restrito, aliamos a actividade à “arte de fazer vasos de barro”, passando também pela própria pintura, especialmente aquela respeitante à louça mais fina.(...)

Croças
Croças, capas feitas de colmo ou junco, usadas por camponeses e pastores, para resguardo da chuva e do frio.

A parte nordeste do distrito de Vila Real assume uma tipicidade de clima bastante acentuada, as temperaturas atingem valores, ora muito altos, ora muito baixos. Diz a boca do povo – “três meses de Inferno, nove meses de Inverno”. Muito especialmente os meses de Inverno, exigem aos autóctones uma forte capacidade de resistência e adaptação ao meio.(...)


O distrito de Vila Real integra, conjuntamente com o Distrito de Bragança, quatro concelhos do distrito de Viseu e um concelho do distrito da Guarda, a antiga Província de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Reino Maravilhoso de Miguel Torga:

«Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso.

Embora haja muita gente que diz que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.

O que agora vou descrever, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que um ser humano pode imaginar. Senão, reparem:

Fica ele no alto de Portugal, como os ninhos ficam no alto das árvores para que a distância dos torne mais impossíveis e apetecidos. Quem o namora cá de baixo, se realmente é rapaz e gosta de ninhos, depois de trepar e atingir a crista do sonho contempla a própria bem-aventurança.(…)»


Para além do Artesanato, há ainda a Gastronomia, da qual vamos falar no próximo post, os Trajos, as Danças e os Cantares, os Usos e Costumes, etc.

Rancho Tradicional de Cinfães presente no Museu de Arte Popular - Lisboa

O Rancho Tradicional de Cinfães, com sede em Lisboa, participou, no passado dia 16 de Abril, na reedição do Mercado de Primavera, realizado no Museu de Arte Popular, divulgando a cultura popular do concelho de Cinfães, através dos trajes, dos cantares, das danças e de representações etno-folclóricas.

O Dr. Carlos Gomes, a quem agradecemos, enviou-nos algumas fotos que passamos a reproduzir:






Museu de Arte Popular – Lisboa: Memórias resgatadas em direcção ao futuro!

Está a decorrer neste fim-de-semana (15 a 17 de Abril), no Museu de Arte Popular – Lisboa, uma reedição do antigo Mercado da Primavera.

“(…) Resgatámos memórias e buscámos novos caminhos para construir a História deste Museu, pois queremos alicerçar, solidamente, o seu futuro, consolidando um destino, uma vocação.

Procurámos conhecer melhor os actores desta construção; recuámos no Tempo. Hoje, contamos, incondicionalmente, com a participação de todos vós, os novos actores.

Chamámos construtores do MAP aos discípulos de uma identidade nacional de raiz romântica que, cedo ou tarde, foram os actores da afirmação de uma outra identidade já nos primórdios de 1930, dentro de uma modernidade igualmente nacionalista, que, desta feita, metamorfoseada pela batuta da Política do espírito e da assumpção da arte popular, projectou uma imagem desse Portugal.

Nos fundadores da genealogia dos construtores do MAP, os românticos que forjavam uma identidade nacional, encontrámos a génese para a compreensão deste Museu. Nos ideólogos da Política do Espírito reencontrámos a metamorfose dos ideais nacionalistas e da sua produção.(…)”

A Directora do Museu de Arte Popular
Arqª Andreia Galvão
in folheto da exposição “Os Construtores do MAP. Museu em Construção”

À entrada do Museu de Arte Popular



A "Capa de Honra" Mirandesa
e exemplares de olaria (Barros de Bisalhães?)

A Arqª Andreia Galvão é a actual Directora do Museu de Arte Popular
Fotos disponibilizadas pelo Dr. Carlos Gomes

Em defesa dos Trajos Regionais e Tradicionais

Os trajos que qualquer Grupo de Folclore apresenta definem, ou deviam definir, sem ambiguidades, a região etno-folclórica a que o mesmo pertence e que pretende representar, em conjugação com as danças, os cantares e até os instrumentos musicais.

Infelizmente, isto está longe de acontecer com diversos Grupos de Folclore, de Norte a Sul do País, nas Regiões Autónomas e nas Comunidades de Portugueses espalhadas pelo mundo.

Felizmente, também há muito Grupos de Folclore que se prezam em apresentar com autenticidade os trajos da respectiva região, independentemente dos tecidos, dos cortes, dos adereços, etc., que possam ou não ser menos vistosos, coloridos ou “ricos” relativamente a outras regiões.

No âmbito do trabalho de pesquisa realizado pela Equipa do Portal do Folclore Português, encontrámos um artigo de opinião da autoria do Sr. Álvaro V. Lemos, escrito em Março de 1924 e publicado na revista ALMA NOVA (nº16/18 – Abril – Junho de 1924), intitulado «Os Trajos Regionais». Com a devida vénia, transcrevemos os parágrafos que nos parecem mais interessantes…

«(…) Entre nós, vão desaparecendo os trajos locais, mesmo das mais recônditas aldeias, e, ainda para cúmulo, morrendo da forma mais desastrada e eficaz, - envolvidos num conceito ridículo a que ninguém tem coragem de resistir. E, em poucas terras, como na nossa, se teme tanto o ridículo! O carnaval já se apoderou deles e, quem diz carnaval, diz consagração do ridículo.

A vaidade e a ambição, tão geral também entre nós, de se querer parecer sempre o que se não é, são também uma das causas desta rápida transformação e degradação.

Toca a camponesa ou tricana quer parecer senhora, todo o rústico ou marçano quer parecer fidalgo.

Desaparecem, na mulher, a chinela, o lenço, o avental, para darem lugar ao sapatinho citadino de salto altíssimo e ao custoso chapéu de fitas e flores, ou, quando a tanto se não aventuram, à simples écharpe e chalé de oito pontas.

No homem a blusa, a saragoça, a carapuça e o vareiro vão morrendo às mãos das gravatas de seda, das casimiras e dos finos feltros.

*

Ora, o que é verdadeiramente ridículo e grotesco, é vestir uma pele de uma civilização que se não possue. Tudo então é exterioridade, verniz para deslumbrar, para enganar. Mas, semelhante verniz, por mais brilhante que seja, é sumamente estaladiço e deixa ver o original, que encobre, ao mais simples gesto, palavra ou proceder, a não ser que se seja um consumado actor.

*

O trajo é, portanto, mais um ramo, embora modesto, mas interessante, do já tão desfalcado património nacional, que temos de defender para que se não vá cavando, mais funda ainda, a nossa desnacionalização.

Precisamos restaurar, reabilitar em cada terra, em cada província, os antigos trajos, os antigos costumes que sejam compatíveis com os tempos actuais.

Defendê-los de todo o ridículo, aconselhar, propagar a sua adopção, fazê-los cercar de carinho e simpatia por parte das pessoas de gosto e de elite. Fazê-los usar, como já é costume em alguns países, pelos serviçais e empregados das nossas casas e estabelecimentos, o que seria bem mais democrático e simples e ao mesmo tempo mais nobre e digno que as toucas hospitalares ou as librés agaloadas e de botões doirados que tanto se comprazem em ostentar.

Cada um deve ter orgulho da sua terra, da sua pátria e não se envergonhar de trazer consigo, ostensivamente mesmo, as insígnias características da sua região.

Promovam-se festas regionais, retrospectivas, concursos, certamens, prémios, compromissos de usar trajos nacionais, entusiasmem-se os novos no amor das nossas tradições, repare-se tudo quanto é susceptível de actualização, e o turismo não perderá entre nós mais este pitoresco atractivo.

Março de 1924
Álvaro V. Lemos»

Escrito há quase noventa anos, este texto ainda hoje nos pode ensinar muito. Atente-se no teor dos dois últimos parágrafos, embora conscientes de que o uso dos trajos regionais se deve restringir aos Grupos de Folclore e não para serem usados habitualmente!

Sugerimos a leitura de um documento elaborado e distribuído pela Federação do Folclore Português, há já alguns anos, e intitulado: «Observâncias fundamentais para um Rancho Folclórico que se propõe representar a sua região com base nos usos e costumes do princípio do século 20», no qual são abordados alguns aspectos relacionados com os Trajos.

A Equipa

Terra de mais lindas mulheres de Portugal - Concurso de Fotografia em 1906

A Illustração Portugueza realizou em 1906 um Concurso Fotográfico intitulado “Terra de mais lindas mulheres de Portugal”, destinado a fotógrafos amadores e profissionais, com apresentação na edição de 12 de Março do Regulamento e com a publicação dos ‘retratos’ premiados na edição de 2 de Julho de 1906.

Retirado do texto (grafia actual) que acompanha a publicação dos ‘retratos’ premiados: «(…)Onde o homem que ao menos uma vez não tenha formulado em pensamento a pergunta palpitante: qual é a terra de mais lindas mulheres de Portugal? Até agora, porém, essa pergunta ficara sem resposta. Nesse conto admirável que se chama As singularidades de uma rapariga loura, Eça de Queirós designara as mulheres de Vila Real como as mais bonitas do Norte. E acrescentava: para olhos pretos Guimarães, para corpos Santo Aleixo, para tranças os Arcos, para cinturas finas Viana, para boas peles Amarante. Fantasia de romancista? Talvez. (…) Esquecera Eça de Queirós as suas vizinhas de Vila do Conde, de tão puro perfil e de tão doirados cabelos, para lhes preferir as desenvoltas moças de Vila Real e as airosas e decorativas raparigas dos Arcos de Valdevez e de Viana, que ainda hoje, na feira da Agonia, com as suas saias coloridas e os seus xailes de froco, a sua chinela de verniz a estalar nos pés como um brinquedo, as suas arrecadas de ouro a balouçar nas orelhas, levantam em rixas homicidas, para a disputa de um sorriso, os varapaus dos namorados. (…) Conseguiu a Illustração Portugueza, com o presente concurso, fixar em bases convincentes a eleição da terra de mais lindas mulheres de Portugal? Não o conseguiu.(…)»

O júri, constituído por Columbano Bordallo Pinheiro, professor da Escola de Bellas Artes de Lisboa, António Teixeira Lopes, professor da Escola de Bellas Artes do Porto, dr. José de Figueiredo, crítico de arte, Abel Botelho, romancista e dramaturgo, dr. Júlio Dantas, dramaturgo e poeta, e dr. Cunha e Costa, jornalista, decidiu, por unanimidade de votos, seleccionar os seguintes retratos:

1º prémio: Tricana de Ílhavo – fotografia do sr. Paulo Namorado (fotógrafo amador em Ílhavo);

2º prémio: Lavradeira de Barcelos (Freguesia de Roriz) – fotografia do sr. Júlio Vallongo (fotógrafo amador em Barcelos);

3º prémio: Costureira de Ílhavo - fotografia do sr. Paulo Namorado;

4º prémio: Rapariga de aldeia (Ílhavo) - fotografia do sr. Paulo Namorado;

e por maioria dos votos, os seguintes retratos:

5º prémio: Montanheira dos arredores de Loulé – fotografia do sr. Joaquim A. da Silva Nogueira (fotógrafo amador em Loulé);

6º prémio: Fiandeira de Ílhavo - fotografia do sr. Paulo Namorado;

7º prémio: Tricana de Aveiro – fotografia do sr. Albino Mendes (fotógrafo amador em Aveiro);

Poderá ver os 'retratos' premiados aqui>>>

Trajos tradicionais: peças, calçado e adereços - O chapéu

Entre Douro e Minho

Chapéu – De palha centeia para o sol (Baião); bordado, de palha, feito em Fafe: tem as abas com dobras alternadas (dobradas à maneira de ziguezague), o que lhe dá um aspecto de recorte; a copa é revestida de cordões entrançados e com uma espécie de botões também de trança, coloridos; às vezes têm umas estrelas de palha de cor; o chapéu de palha, tão querido da gente da Beira e de Entre Douro e Minho, creio que é desconhecido no Alentejo e no Algarve: um meridional julgar-se-ia descido da sua dignidade se pusesse na cabeça esse emblema do ratinho e do galego (galego, como os do sul chamam aos do norte); em Melgaço e na Cerveira vi os homens nas feiras com chapéus de pano; antigamente, talvez no início do século passado, o trajo domingueiro dos homens do Alto Minho incluía o chapéu de copa alta (cilíndrico como o chapéu alto, mas mais baixo), achatado em cima e de aba redonda; em 1928, um informador de mais de 80 anos, de Arcos de Valdevez, disse-me que noutros tempos os homens usavam carapuça a par de chapéu grosso; e também outrora as moças de Ermesinde usavam chapéus enfeitados à moda das senhoras (H. Beça, Ermesinde, p.90, Porto, 1921)

Trás-os-Montes

Chapéu – De aba larga é luxo dos pimpões da Lombada; de palha, com fita colorida ou coberto com pingentes de palha na orla das abas (Vila Pouca de Aguiar).

Beira

Chapéu – Em Santa Comba Dão, os homens só usam chapéu de pano, não de palha. As mulheres, do campo, usam chapéu de homem, quando já estão velhos, e às vezes chapéus novos de palha. Os homens, na Guarda, usam chapéus de pano, à gandaresa. Os chapéus à gandaresa são feitos em S. João da Madeira, concelho de Oliveira de Azeméis; também lá se fabricam os chapéus à Vieira ou vieireiros, sendo os nomes provenientes da Gândara e da Vieira, onde são usados. Têm marca de papel, por dentro, onde está escrito «S. João da Madeira» ou «chapéu de 1ª», e também os há de «2ª», mais ordinários e mais baratos. Também em S. João da Madeira fabricam chapéus à camponesa, de aba larga, de pano grosso e com peninha de cor. As mulheres de Aveiro usavam antigamente chapéus desabados, maiores do que os de hoje, que são pequenos, como bonés; havia três espécies de abas: a grande, já desaparecida (Requeixo), a média, ainda usada pelas impilhadeiras, e a pequena, usada pela mulheres do campo, que também trazem chapéus como os dos homens. Em Soure, os homens só usam chapéus de pano. Os da Guarda usam chapéus de palha nas malhas, mas quando vão à cidade levam-nos de pano, desabado. Em Castendo (1896) usam chapéus de pano; em Castelo Branco (1916), chapéu de papöla, de aba larga; em Celorico da Beira, «àbeiro» por causa da aba larga; na Rapa, os homens, no serviço do campo, usam-nos de palha, no Verão, mas quando vão à caça, levam-nos de pano, feitos lá na terra. No concelho do Sabugal, usam chapéus modernos, ou de abas largas. No concelho de Arganil, não se usa chapéu de palha: se alguém aparecesse com ele, corriam-no logo; só às vezes, muito raramente, no Verão; usam sempre chapéu de feltro. Na Anadia, as mulheres usam chapéu pequeno, preto, redondo, com pena preta; as Ovarinas usam chapéu redondo, de aba larga e horizontal (em 1920), e as da Feira chapelinho preto, no alto da cabeça. O chapéu das mulheres de Cantanhede é como o das Ovarinas, tanto as de idade, como as novas, mas os destas são mais apurados e menores, e também redondos (1916).

Estremadura e Ribatejo

Chapelinho – Preto e redondo das mulheres do campo, de Leiria; algumas metem lenços entre as abas e a copa; uma ou outra velha traz um chapéu de pena, de homem; são curiosas as filas de vendedeiras, cada uma com o seu chapelinho preto, de pé ou sentadas, com as coisas para venda diante delas; do lenço, que usam sob o chapéu, as pontas caem sobre as costas (1918). Os camponeses do Ribatejo, no Inverno, usam chapéu em lugar de barrete. Os homens de Óbidos usam chapéu «d’aba-tela» ou à «toireira» (domingueiro) e no Verão chapéu de palha. Em Lisboa, quando, por brincadeira ou acaso, uma menina solteira põe na cabeça o chapéu de um rapaz solteiro ou de um homem casado, e se quiser casar, tem de dar um beijo no dono do chapéu.

Alentejo

Chapéu – Usado sobre o lenço, pelas mulheres de luto (Moura, etc.); de cortiça, feito por pastores (serra de Grândola); Alcácer do Sal; grosseiro, largo, com borla (concelhos de Portalegre, Portel, Nisa, Crato, Vidigueira); de Braga ou de S. João da Madeira, preto com uma borla (Alandroal); desabado (aguadeiro) de pano, em 1896; em Tolosa, as mulheres usam-no sobre o lenço, quando trabalham no campo, por vezes enfeitado com flores e fitas. Nesta povoação ouvi a seguinte quadra:

Todo o homem que é casado
E usa chapéu à cartola…
Precisava ser capado
C’uma navalha espanhola.

Raramente usam chapéu de palha nas eiras e nunca nas povoações.

Algarve

Chapéu – De pano grosseiro, pelos homens (Portimão) e Monchique (1917), e, antigamente, desabado, com borla; de pano, pelas mulheres, sobre o lenço da cabeça, não só de jornada, mas a trabalharem à porta, e as crianças também põem; «O costume faz tudo», disse-me uma mulher do campo, ao notar-lhe eu o uso do chapéu de homem, na cabeça; compram-no elas e trazem-no sempre, tirando-o apenas para cumprimentarem, como os homens, creio eu (Portimão). Põem-no no campo as mulheres, quer casadas quer solteiras, mas estas, quando vão à vila, tiram-no para não parecerem casadas e poderem mais facilmente arranjar noivo.

Açores

Chapéu – De copa pequeníssima e aba larga, com fita de cor, posto sobre um lenço (Pico); de palha (Faial); na ilha de S. Jorge «não há mulheres do campo. São tudo senhoras: tudo usa chapéu--- As criadas usam chapéu.» (De uma carta particular, escrita de Velas.)

Fonte: "ETNOGRAFIA PORTUGUESA" - Livro III - José Leite de Vasconcelos
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Trajos tradicionais: peças, calçado e adereços - O lenço da cabeça

Minho

À lavradeira, atado no alto da cabeça (Viana do Castelo); as mulheres do Baixo Minho usam geralmente na cabeça lenço de cor: amarelo ou vermelho; os tamancos, a capa escura e o lenço amarelo constituem um trajo característico. Num adjunto é curioso observar a abundância de colorido, que ressalta de toda a parte (1). Em Paredes do Monte (Melgaço) chamam a este lenço amarelo ou vermelho lenço de quespoço (2), geralmente traçado no peito.

Há várias maneiras de pôr o lenço na cabeça>>>

Notas:
(1) Também quem vem do Sul é impressionado no Minho pelo barulho dos tamancos, na rua, pois quase toda a gente anda assim calçada. (Apontamento de 1894).
(2) Há também o lenço da mão ou lenço de assoar, que às vezes serve também de enfeite:

Estes rapazes de agora
Todos quer andar na moda:
Traz um lencinho no bolso
Com as pontinhas de fora.

Trás-os-Montes

Escuro, usado pelas mulheres de Vila Pouca de Aguiar; na cabeça e que envolve depois o pescoço (Mourilhe, Barroso); bordado a cores no bolso da jaleca e com diferentes palavras: «amor», «não me esqueças», «soidades», etc. (usado pelos pimpões da Lombada).

Beira

De cor (amarelo, vermelho), em Tocha, perto da Figueira; de cor, pelas tricanas de Coimbra; com a ponta escondida pelo xaile (Albergaria-a-Velha); de seda, usado por uma noiva, à volta de 1880, na Rapa; por baixo do chapéu usam-no as peixeiras da Figueira; as mulheres de Aveiro, que usam xaile e lenço, trazem a ponta do lenço invariavelmente por dentro do xaile: é típico. No Fratel, Beira Baixa, usam o lenço como as mulheres de Quadrazais, quando vão lavar a roupa; atado para trás, as mulheres de idade, quando saem à missa ou a enterros; com um nó atrás e outro à frente, as raparigas novas, na monda; à maneira arraiana, quando trabalham no campo ou amassam. Ver desenhos de Falcão Machado>>>

Estremadura

As mulheres de Torres Novas (1918) usam-no com a ponta caída sobre o xaile; as mulheres do campo, de Leiria, usam-no de cor ou preto, sob o chapelinho com as pontas para as costas, e, quando transportam carretos, levam-no sobre uma rodilha, prendendo as pontas, que caem sobre as costas, passando o lenço em volta do pescoço.

Alentejo

De seda, para senhoras que vão à missa (e só para isso, não para visitas), à volta de 1860, em Mértola; por debaixo do chapéu de lã, pelas mulheres do campo, em 1916, no Alandroal; atado à amassadeira, isto é, em volta da cabeça atado adiante, com a ponta caída sobre o ombro, e usam-no sempre assim quando amassam o pão (e daí o nome), embora o ponham normalmente deste modo (as mulheres de Campo Maior e do Alandroal); atado na cabeça, caídas as pontas para trás, quando trabalham no campo, sob o chapéu (Nisa e Tolosa, 1920); de seda ou de chita, traçado sobre a roupinha e sobre o peito.

Algarve

Da cabeça, usado sob o chapéu (Tavira, 1894); Portimão, Monchique); apertado sob o queixo (Faro, Algoz, etc.); com ele se faz o minhoco ou bioco (Portimão).

Madeira

Usado por baixo da carapuça.

Açores

Usado pelas mulheres sob o chapéu (Pico); atado sob o queixo e ponta caída nas costas (Horta, Furnas).

Fonte: "ETNOGRAFIA PORTUGUESA" - Livro III - José Leite de Vasconcelos

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Workshop sobre “Trajes no Folclore Madeirense”

O Workshop sobre “Trajes no Folclore Madeirense”, vem dar continuidade ao trabalho que a Associação de Folclore tem vindo a desenvolver junto dos seus associados e de todos os interessados com o objectivo geral de formar e sensibilizar os Grupos de Folclore para um trabalho estruturado e fundamentado.

Assim, os principais Objectivos Específicos são:

• Reflectir sobre o trabalho desenvolvido nesta área pelos diferentes grupos de folclore;
• Consciencializar para a investigação com base nos documentos históricos existentes;
• Sensibilizar para o conhecimento, fundamentação e registo dos trajes já existentes;
• Orientar para a pesquisa e introdução de novos trajes nos grupos;
• Uniformizar procedimentos nas representações públicas;

PROGRAMA

09h30 - Sessão de Abertura
10h00 - O Traje no Folclore - Teresinha dos Santos
10h20 - Conceitos e processos na reconstrução de um Traje - Alexandre Rodrigues
10h40 - Pausa
11h10 - O Trajo é muito mais que uma indumentária - Danilo José Fernandes
11h30 - Do animar ao representar… Questões sobre o traje nos grupos de Folclore da Madeira - Ricardo Caldeira
11h50 - Registo de trajes no “Programa Digital de Registo Etnofolclórico da RAM” - Filomena Alves
12h10 - Debate
12h30 - Almoço

Destinatários

= Elementos e Dirigentes de Grupos de Folclore
= Professores e Estudantes
= Todas as pessoas interessadas na Cultura Tradicional Madeirense

Inscrições

(Nome / Associação ou Escola / Contacto)

Aferam: Email: aferam.madeira@gmail.com

Telf.:969033453

Apoio

Casa do Povo da Ponta do Sol
Grupo de Folclore da Ponta do Sol

Artigos de opinião de Carlos Gomes

»» O Traje Masculino do Alto Minho
Desde os primórdios da humanidade, a função primordial do vestuário consistiu em agasalhar. Porém, para além do conforto que proporcionava, o Homem sentiu ainda a necessidade de se cobrir e criar a sua intimidade, à semelhança de Adão e Eva ao tomarem a consciência da sua própria nudez.

»» A Indústria Chapeleira e o Traje Tradicional

A fotografia constitui uma das fontes documentais não apenas para quem estuda os acontecimentos da História contemporânea como também para quem procura com algum rigor conhecer os usos e costumes desde meados do século XIX, nomeadamente aspectos relacionados com o traje utilizado à época.

Trajos de Portugal

O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa disponibiliza diversas informações sobre Trajos Regionais/Tradicionais de Portugal.

A última actualização diz respeito a Trajos de Entre Douro e Minho, retirados da obra "Etnografia Portuguesa" - Livro III - José Leite de Vasconcelos.
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