1.- Alcobaça vai a Lisboa, ao Museu de Arte Popular
Decorre no próximo fim-de-semana, dias 2 e 3 de Junho, mais uma edição da iniciativa do Museu de Arte Popular: Portugal também é Festa! Desta vez, é Alcobaça que vai a Lisboa, com inúmeras actividades, para se mostrar e mostrar o que tem de melhor.
+ Mostra de Doces & Licores Conventuais
+ Mostra de Artesanato
+ Mostra de produtos emblemáticos de Alcobaça
+ Recriação histórica relembrando Aljubarrota Medieval
+ Recriação do Mercado do Séc. XIX
Também vai se possível ver a actuação de Ranchos Folclóricos (Acipreste, Casais de Santa Teresa, Benedita, Moleanos, Casal Pinheiro) do Grupo “Soão”- Grupo de Musica Tradicional Portuguesa e da Orquestra Ligeira da Junta de Freguesia do Bárrio.
Não podemos esquecer que «Quem passa por Alcobaça, não passa sem lá voltar.»
Para mais informações, clique aqui.
2.- Artigo de opinião de Carlos Gomes:
O Folclore e a divisão social do trabalho
«A divisão social do trabalho constitui uma das características das sociedades humanas. O aparecimento de novos ofícios levou à necessidade de, no seio de uma determinada comunidade, alguns indivíduos se especializarem em determinadas tarefas e a elas se dedicarem quase exclusivamente.»
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Em defesa dos Trajos Regionais e Tradicionais
Os trajos que qualquer Grupo de Folclore apresenta definem, ou deviam definir, sem ambiguidades, a região etno-folclórica a que o mesmo pertence e que pretende representar, em conjugação com as danças, os cantares e até os instrumentos musicais.
Infelizmente, isto está longe de acontecer com diversos Grupos de Folclore, de Norte a Sul do País, nas Regiões Autónomas e nas Comunidades de Portugueses espalhadas pelo mundo.
Felizmente, também há muito Grupos de Folclore que se prezam em apresentar com autenticidade os trajos da respectiva região, independentemente dos tecidos, dos cortes, dos adereços, etc., que possam ou não ser menos vistosos, coloridos ou “ricos” relativamente a outras regiões.
No âmbito do trabalho de pesquisa realizado pela Equipa do Portal do Folclore Português, encontrámos um artigo de opinião da autoria do Sr. Álvaro V. Lemos, escrito em Março de 1924 e publicado na revista ALMA NOVA (nº16/18 – Abril – Junho de 1924), intitulado «Os Trajos Regionais». Com a devida vénia, transcrevemos os parágrafos que nos parecem mais interessantes…
«(…) Entre nós, vão desaparecendo os trajos locais, mesmo das mais recônditas aldeias, e, ainda para cúmulo, morrendo da forma mais desastrada e eficaz, - envolvidos num conceito ridículo a que ninguém tem coragem de resistir. E, em poucas terras, como na nossa, se teme tanto o ridículo! O carnaval já se apoderou deles e, quem diz carnaval, diz consagração do ridículo.
A vaidade e a ambição, tão geral também entre nós, de se querer parecer sempre o que se não é, são também uma das causas desta rápida transformação e degradação.
Toca a camponesa ou tricana quer parecer senhora, todo o rústico ou marçano quer parecer fidalgo.
Desaparecem, na mulher, a chinela, o lenço, o avental, para darem lugar ao sapatinho citadino de salto altíssimo e ao custoso chapéu de fitas e flores, ou, quando a tanto se não aventuram, à simples écharpe e chalé de oito pontas.
No homem a blusa, a saragoça, a carapuça e o vareiro vão morrendo às mãos das gravatas de seda, das casimiras e dos finos feltros.
Infelizmente, isto está longe de acontecer com diversos Grupos de Folclore, de Norte a Sul do País, nas Regiões Autónomas e nas Comunidades de Portugueses espalhadas pelo mundo.
Felizmente, também há muito Grupos de Folclore que se prezam em apresentar com autenticidade os trajos da respectiva região, independentemente dos tecidos, dos cortes, dos adereços, etc., que possam ou não ser menos vistosos, coloridos ou “ricos” relativamente a outras regiões.
No âmbito do trabalho de pesquisa realizado pela Equipa do Portal do Folclore Português, encontrámos um artigo de opinião da autoria do Sr. Álvaro V. Lemos, escrito em Março de 1924 e publicado na revista ALMA NOVA (nº16/18 – Abril – Junho de 1924), intitulado «Os Trajos Regionais». Com a devida vénia, transcrevemos os parágrafos que nos parecem mais interessantes…
«(…) Entre nós, vão desaparecendo os trajos locais, mesmo das mais recônditas aldeias, e, ainda para cúmulo, morrendo da forma mais desastrada e eficaz, - envolvidos num conceito ridículo a que ninguém tem coragem de resistir. E, em poucas terras, como na nossa, se teme tanto o ridículo! O carnaval já se apoderou deles e, quem diz carnaval, diz consagração do ridículo.
A vaidade e a ambição, tão geral também entre nós, de se querer parecer sempre o que se não é, são também uma das causas desta rápida transformação e degradação.
Toca a camponesa ou tricana quer parecer senhora, todo o rústico ou marçano quer parecer fidalgo.
Desaparecem, na mulher, a chinela, o lenço, o avental, para darem lugar ao sapatinho citadino de salto altíssimo e ao custoso chapéu de fitas e flores, ou, quando a tanto se não aventuram, à simples écharpe e chalé de oito pontas.
No homem a blusa, a saragoça, a carapuça e o vareiro vão morrendo às mãos das gravatas de seda, das casimiras e dos finos feltros.
*
Ora, o que é verdadeiramente ridículo e grotesco, é vestir uma pele de uma civilização que se não possue. Tudo então é exterioridade, verniz para deslumbrar, para enganar. Mas, semelhante verniz, por mais brilhante que seja, é sumamente estaladiço e deixa ver o original, que encobre, ao mais simples gesto, palavra ou proceder, a não ser que se seja um consumado actor.
*
O trajo é, portanto, mais um ramo, embora modesto, mas interessante, do já tão desfalcado património nacional, que temos de defender para que se não vá cavando, mais funda ainda, a nossa desnacionalização.
Precisamos restaurar, reabilitar em cada terra, em cada província, os antigos trajos, os antigos costumes que sejam compatíveis com os tempos actuais.
Defendê-los de todo o ridículo, aconselhar, propagar a sua adopção, fazê-los cercar de carinho e simpatia por parte das pessoas de gosto e de elite. Fazê-los usar, como já é costume em alguns países, pelos serviçais e empregados das nossas casas e estabelecimentos, o que seria bem mais democrático e simples e ao mesmo tempo mais nobre e digno que as toucas hospitalares ou as librés agaloadas e de botões doirados que tanto se comprazem em ostentar.
Cada um deve ter orgulho da sua terra, da sua pátria e não se envergonhar de trazer consigo, ostensivamente mesmo, as insígnias características da sua região.
Promovam-se festas regionais, retrospectivas, concursos, certamens, prémios, compromissos de usar trajos nacionais, entusiasmem-se os novos no amor das nossas tradições, repare-se tudo quanto é susceptível de actualização, e o turismo não perderá entre nós mais este pitoresco atractivo.
Março de 1924
Álvaro V. Lemos»
Escrito há quase noventa anos, este texto ainda hoje nos pode ensinar muito. Atente-se no teor dos dois últimos parágrafos, embora conscientes de que o uso dos trajos regionais se deve restringir aos Grupos de Folclore e não para serem usados habitualmente!
Sugerimos a leitura de um documento elaborado e distribuído pela Federação do Folclore Português, há já alguns anos, e intitulado: «Observâncias fundamentais para um Rancho Folclórico que se propõe representar a sua região com base nos usos e costumes do princípio do século 20», no qual são abordados alguns aspectos relacionados com os Trajos.
A Equipa
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Mês de Novembro de 2010
Estamos no mês de Novembro, conhecido popularmente como o mês das Almas.
Em algumas localidades realizam-se Feiras e Festas conhecidas como Feira dos Santos, já que neste mês se celebra o Dia de Todos os Santos (1 de Novembro). Também se celebra o Dia de Fiéis Defuntos ou Dia de Finados.
Este mês ainda conserva o nome que lhe foi dado no primitivo calendário de Rómulo, onde era o nono (Novembro) do ano. Saber mais>>>
Apesar do aumento do frio e da pluviosidade, as actividades agrícolas continuam a realizar-se.
Conheça alguns provérbios sobre o mês de Novembro>>>, assim como algumas superstições>>> e datas comemorativas e efemérides>>>
Há 10 anos, o Portal do Folclore Português iniciou a sua actividade online. Sugerimos a leitura de um texto do Dr. Carlos Gomes sobre o 10º aniversário deste Portal: "Portal do Folclore - 10 anos ao serviço da Cultura Tradicional Portuguesa".
A Equipa do Portal do Folclore Português continua a divulgar no Blog “Etnografia em Imagens”, fotos e imagens diversas que reputamos de interesse. Se quiser colaborar, é só enviar-nos via email a(s) imagem(ns) e um texto alusivo à(s) mesma(s).
Este mês sugerimos a obra “As Tunas do Marão”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.
Aproveitamos para também sugerir que, como “prenda de anos” divulguem o Portal do Folclore Português junto dos vossos amigos e conhecidos. Será, também, uma forma de colaborarem com a promoção e divulgação da Cultura Tradicional Portuguesa.
Bom mês de Novembro para todos!
Em algumas localidades realizam-se Feiras e Festas conhecidas como Feira dos Santos, já que neste mês se celebra o Dia de Todos os Santos (1 de Novembro). Também se celebra o Dia de Fiéis Defuntos ou Dia de Finados.
Este mês ainda conserva o nome que lhe foi dado no primitivo calendário de Rómulo, onde era o nono (Novembro) do ano. Saber mais>>>
Apesar do aumento do frio e da pluviosidade, as actividades agrícolas continuam a realizar-se.
Conheça alguns provérbios sobre o mês de Novembro>>>, assim como algumas superstições>>> e datas comemorativas e efemérides>>>
Há 10 anos, o Portal do Folclore Português iniciou a sua actividade online. Sugerimos a leitura de um texto do Dr. Carlos Gomes sobre o 10º aniversário deste Portal: "Portal do Folclore - 10 anos ao serviço da Cultura Tradicional Portuguesa".
A Equipa do Portal do Folclore Português continua a divulgar no Blog “Etnografia em Imagens”, fotos e imagens diversas que reputamos de interesse. Se quiser colaborar, é só enviar-nos via email a(s) imagem(ns) e um texto alusivo à(s) mesma(s).
Este mês sugerimos a obra “As Tunas do Marão”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.
Aproveitamos para também sugerir que, como “prenda de anos” divulguem o Portal do Folclore Português junto dos vossos amigos e conhecidos. Será, também, uma forma de colaborarem com a promoção e divulgação da Cultura Tradicional Portuguesa.
Bom mês de Novembro para todos!
Mês de Outubro de 2010
Já entrámos no mês de Outubro. Aos poucos, o Outono, com o frio, o vento e as chuvas, vai-se instalando no nosso país. Nas regiões vitivinícolas do nosso país, terminam as vindimas e começa a ser feito o vinho.
A propósito, no Portal do Folclore Português foram divulgados os Mandamentos do Vinho, como eram conhecidos há décadas atrás nas freguesias de Baçal (concelho de Bragança) e de Lousa (concelho de Torre de Moncorvo).
O mês de Outubro, era, no calendário de Rómulo, o 8º, e daí provém o nome que ainda hoje conserva. (saber mais>>>)
As actividades agrícolas continuam a realizar-se, agora com outro ritmo, num respeito pelas exigências próprias da natureza.
Apesar de já serem muito menos do que as realizadas nos meses de Verão, neste mês ainda se realizam algumas Feiras, assim como Festas e Romarias.
Durante este mês, decorrem as inscrições para os Cursos de Instrumentos Musicais (2ª fase), promovidos pela Fundação INATEL, e que se vão realizar em Lisboa, entre os meses de Novembro de 2010 e Fevereiro de 2011.
Quando se muito se fala em regionalização, sugerimos a leitura de um artigo de opinião do Dr. Carlos Gomes sobre “Os desafios do Regionalismo no século XXI”.
É tempo de os Grupos de Folclore começarem a preparar os Encontros e Festivais de Folclore do próximo ano e outras actividades a desenvolver a partir de agora.
A Equipa do Portal do Folclore Português continua a divulgar no Blog “Etnografia em Imagens”, fotos e imagens diversas que reputamos de interesse. Se quiser colaborar, é só enviar-nos via email a(s) imagem(ns) e um texto alusivo à(s) mesma(s).
Este mês sugerimos a obra “A origem do Fado”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.
Bom mês de Outubro para todos!
A propósito, no Portal do Folclore Português foram divulgados os Mandamentos do Vinho, como eram conhecidos há décadas atrás nas freguesias de Baçal (concelho de Bragança) e de Lousa (concelho de Torre de Moncorvo).
O mês de Outubro, era, no calendário de Rómulo, o 8º, e daí provém o nome que ainda hoje conserva. (saber mais>>>)
As actividades agrícolas continuam a realizar-se, agora com outro ritmo, num respeito pelas exigências próprias da natureza.
Apesar de já serem muito menos do que as realizadas nos meses de Verão, neste mês ainda se realizam algumas Feiras, assim como Festas e Romarias.
Durante este mês, decorrem as inscrições para os Cursos de Instrumentos Musicais (2ª fase), promovidos pela Fundação INATEL, e que se vão realizar em Lisboa, entre os meses de Novembro de 2010 e Fevereiro de 2011.
Quando se muito se fala em regionalização, sugerimos a leitura de um artigo de opinião do Dr. Carlos Gomes sobre “Os desafios do Regionalismo no século XXI”.
É tempo de os Grupos de Folclore começarem a preparar os Encontros e Festivais de Folclore do próximo ano e outras actividades a desenvolver a partir de agora.
A Equipa do Portal do Folclore Português continua a divulgar no Blog “Etnografia em Imagens”, fotos e imagens diversas que reputamos de interesse. Se quiser colaborar, é só enviar-nos via email a(s) imagem(ns) e um texto alusivo à(s) mesma(s).
Este mês sugerimos a obra “A origem do Fado”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.
Bom mês de Outubro para todos!
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Textos e Opiniões
Actualizações de TEXTOS E OPINIÕES
Foram adicionados ao Portal do Folclore Português diversos textos que consideramos muito interessantes, enviados por Carlos Gomes e Lino Mendes:
»» A água e as fontes no imaginário popular
A cultura tradicional portuguesa está repleta de lendas de mouras encantadas que aparecem junto de fontes e poços, alusões a nascentes no cancioneiro popular, cantigas e adivinhas. Não raras as vezes, os locais de onde a água brota límpida são transformados em locais de culto invariavelmente associados a milagres e aparições de Nossa Senhora, como sucede no Calvário, em Vila Praia de Âncora.
»» Verdades que devem ser ditas
Estamos na época dos festejos locais e parece-me importante falar no assunto, e se deixamos bem claro que não nos referimos a ninguém em especial, é porque muitas são as situações que se enquadram no nosso lamento, que tem a ver com os “grupos de folclore” nas festas populares.
»» Ao sabor do pensamento…
Uma das facetas negativas que caracteriza o português (muitos pelo menos) é a facilidade com que calunia o próximo, de uma maneira geral atingindo os que singram na vida, quer no campo económico ou do prestígio social.
»» A Etnografia e as formas de reconstituição das tradições
Desde os começos do século XIX, a formação de ranchos folclóricos foi nas sociedades europeias e norte-americanas a forma preferida de representar as tradições de uma vivência social que desaparecia com o avanço da moderna sociedade industrial e o aumento da mobilidade das populações.
»» Cultura do Chícharo renasce em Alvaiázere
O chícharo é um legume seco muito apreciado pelas gentes das aldeias serranas das beiras onde os solos são áridos e pobres e a abundância de rochas calcárias torna-os menos férteis. Sem necessidade de grandes cuidados nem terra com muito amanho, esta leguminosa enfrenta a seca como o beirão resiste à vida árdua de uma lavoura cuja abundância pouco vai além de um punhado de chícharos.
»» Folclore de Olivença: entre o Alentejo e a Extremadura Espanhola
O concelho de Olivença é originariamente uma terra alentejana, com os seus usos e costumes característicos do Alto Alentejo, o seu modo de falar a Língua portuguesa com a pronúncia característica das gentes daquela região e o seu património histórico e artístico a atestar a sua secular portugalidade firmada desde o Tratado de Alcanizes.
»» A construção do Folclore na evolução do Homem
O homem, considerado na sua individualidade, representa uma espécie de microcosmos da Humanidade, portanto entendida esta como o seu próprio macrocosmo. Partindo deste princípio, concluiremos que entre as realidades inerentes às duas condições apenas se coloca uma questão de escala, a tornar os objectos apenas diferentes quanto à sua grandeza e dimensão.
»» Como era usado o lenço tabaqueiro?
Desde que o Homem sentiu a necessidade de se cobrir e agasalhar, começou a partir de folhagem e peles de animais por criar as peças de vestuário de que necessitava. Caso pretendêssemos recuar a esse tempo na reconstituição dos usos e costumes dos nossos ancestrais, esse seria certamente o primeiro traje que nos caberia reproduzir.
»» Faróis são sentinelas do mar
Desde tempos imemoriais, a luta pela sobrevivência levou o Homem a trocar a terra firme pelo ambiente hostil do mar, aventurando-se na imensidão desconhecida – o mar é tão rico em alimento como é em perigos!
»» Em Fátima: Casa-Museu de Aljustrel é um espaço etnográfico
Milhares de peregrinos de todo o mundo afluem todos os anos ao Santuário da Cova da Iria, em Fátima. Não raras as vezes, as estradas assemelham-se a carreiros de formigas laboriosas que rumam àquele local de culto e meditação.
»» A chaminé na arquitectura tradicional portuguesa
A chaminé constitui um dos elementos da arquitectura tradicional que, para além da sua funcionalidade, adquire consoante a região em que se insere características que respeitam às condições ambientais e ainda elementos decorativos de interesse etnográfico.
»» A água e as fontes no imaginário popular
A cultura tradicional portuguesa está repleta de lendas de mouras encantadas que aparecem junto de fontes e poços, alusões a nascentes no cancioneiro popular, cantigas e adivinhas. Não raras as vezes, os locais de onde a água brota límpida são transformados em locais de culto invariavelmente associados a milagres e aparições de Nossa Senhora, como sucede no Calvário, em Vila Praia de Âncora.
»» Verdades que devem ser ditas
Estamos na época dos festejos locais e parece-me importante falar no assunto, e se deixamos bem claro que não nos referimos a ninguém em especial, é porque muitas são as situações que se enquadram no nosso lamento, que tem a ver com os “grupos de folclore” nas festas populares.
»» Ao sabor do pensamento…
Uma das facetas negativas que caracteriza o português (muitos pelo menos) é a facilidade com que calunia o próximo, de uma maneira geral atingindo os que singram na vida, quer no campo económico ou do prestígio social.
»» A Etnografia e as formas de reconstituição das tradições
Desde os começos do século XIX, a formação de ranchos folclóricos foi nas sociedades europeias e norte-americanas a forma preferida de representar as tradições de uma vivência social que desaparecia com o avanço da moderna sociedade industrial e o aumento da mobilidade das populações.
»» Cultura do Chícharo renasce em Alvaiázere
O chícharo é um legume seco muito apreciado pelas gentes das aldeias serranas das beiras onde os solos são áridos e pobres e a abundância de rochas calcárias torna-os menos férteis. Sem necessidade de grandes cuidados nem terra com muito amanho, esta leguminosa enfrenta a seca como o beirão resiste à vida árdua de uma lavoura cuja abundância pouco vai além de um punhado de chícharos.
»» Folclore de Olivença: entre o Alentejo e a Extremadura Espanhola
O concelho de Olivença é originariamente uma terra alentejana, com os seus usos e costumes característicos do Alto Alentejo, o seu modo de falar a Língua portuguesa com a pronúncia característica das gentes daquela região e o seu património histórico e artístico a atestar a sua secular portugalidade firmada desde o Tratado de Alcanizes.
»» A construção do Folclore na evolução do Homem
O homem, considerado na sua individualidade, representa uma espécie de microcosmos da Humanidade, portanto entendida esta como o seu próprio macrocosmo. Partindo deste princípio, concluiremos que entre as realidades inerentes às duas condições apenas se coloca uma questão de escala, a tornar os objectos apenas diferentes quanto à sua grandeza e dimensão.
»» Como era usado o lenço tabaqueiro?
Desde que o Homem sentiu a necessidade de se cobrir e agasalhar, começou a partir de folhagem e peles de animais por criar as peças de vestuário de que necessitava. Caso pretendêssemos recuar a esse tempo na reconstituição dos usos e costumes dos nossos ancestrais, esse seria certamente o primeiro traje que nos caberia reproduzir.
»» Faróis são sentinelas do mar
Desde tempos imemoriais, a luta pela sobrevivência levou o Homem a trocar a terra firme pelo ambiente hostil do mar, aventurando-se na imensidão desconhecida – o mar é tão rico em alimento como é em perigos!
»» Em Fátima: Casa-Museu de Aljustrel é um espaço etnográfico
Milhares de peregrinos de todo o mundo afluem todos os anos ao Santuário da Cova da Iria, em Fátima. Não raras as vezes, as estradas assemelham-se a carreiros de formigas laboriosas que rumam àquele local de culto e meditação.
»» A chaminé na arquitectura tradicional portuguesa
A chaminé constitui um dos elementos da arquitectura tradicional que, para além da sua funcionalidade, adquire consoante a região em que se insere características que respeitam às condições ambientais e ainda elementos decorativos de interesse etnográfico.
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Textos e Opiniões
Autenticidade na representação etnográfica: é urgente e precisa-se!
O Pe. Luís Morais Coutinho escreveu, no seu livro intitulado “Subsídios Históricos e Etnográficos do Alto Douro” (1995), a propósito das “Danças Etnográficas Durienses”, o seguinte:
«A dança etnográfica é vida. E vida sem gesto é maneta e perneta.
A Etnografia, em termos de dança, é traje, música, ritmo e gesto. (...)
A dança quando etnograficamente verdadeira é um palco de vida.
Gostaria de referir as belíssimas danças durienses com o bater dos pés a lembrar a “pousa” e a subida aos socalcos e com o gesto largo e balanceado do homem das redes e do rio. (...)
Ao falar da dança etnográfica alto-duriense devo dizer que ela não escapa à destruição que por aí campeia como praga ou epidemia.
Grupos que se atribuem de Ranchos Folclóricos e nós não vemos de onde é o folclore. O traje, a música, o ritmo e o gesto não dizem de onde são ou até dizem que não são.
Certos responsáveis chegam ao cúmulo de arranjarem letras e músicas de sua lavra. (...)
Dentro de alguns anos, os etnólogos vão ter tremendas dificuldades em separar o que é bom do que cheira mal...
Haja muito folclore, mas do verdadeiro! Que possamos ver no traje, na música, no ritmo e gesto a história do nosso povo! Que possamos ver as nossas raízes, afinal!»
Lembrei-me deste texto quando li o artigo de opinião escrito pelo Dr. Carlos Gomes «Existem Grupos de Folclore que "representam" o século XX quando afirmam representar o Folclore do final do século XIX».
Em determinado momento, ele escreve: « O traje adquiriu novas formas por vezes mais estilizadas e perderam o aspecto sóbrio que originalmente o caracterizava. Passou a incluir botões e outros acessórios de plástico de invenção recente e as saias tornaram-se mais curtas e rodadas de modo a permitir observar a intimidade das moças, algo que seria impensável nos finais do século XIX. Introduziram toda a sorte de fantasias no vestuário e, quase sempre, o calçado é de fabrico actual. O chapéu braguês cedeu o lugar ao chapéu à toureiro e as mulheres da Nazaré passaram a vestir mais saias do que as que antes usavam. Tempos houve que as mulheres usavam franjinha e cabelos curtos e os homens sapatos de verniz. As músicas nem sempre são as originais mas arranjos feitos ao gosto popular ao tempo do Estado Novo. E as coreografias frequentemente são inventadas quase ao jeito do teatro de revista. A tal ponto que a mulher algarvia outrora recatada passou da dançar o corridinho de forma assaz atrevida, engalfinhada no seu par.»
Ontem como hoje, felizmente, continua a haver pessoas preocupadas com a autenticidade da representação folclórica, para bem das raízes culturais do nosso povo, no respeito pelos nossos antepassados e pelas gerações vindouras.
Infelizmente somos poucos – embora cada vez mais - os que ainda pugnamos ser necessária essa autenticidade, mesmo que em prejuízo de um certo “espectáculo” para turista ver em alguma sala de um qualquer hotel, de Norte a Sul de Portugal.
Mas, como diz o provérbio: “Grão a grão, enche a galinha o papo.”
José Pinto
«A dança etnográfica é vida. E vida sem gesto é maneta e perneta.
A Etnografia, em termos de dança, é traje, música, ritmo e gesto. (...)
A dança quando etnograficamente verdadeira é um palco de vida.
Gostaria de referir as belíssimas danças durienses com o bater dos pés a lembrar a “pousa” e a subida aos socalcos e com o gesto largo e balanceado do homem das redes e do rio. (...)
Ao falar da dança etnográfica alto-duriense devo dizer que ela não escapa à destruição que por aí campeia como praga ou epidemia.
Grupos que se atribuem de Ranchos Folclóricos e nós não vemos de onde é o folclore. O traje, a música, o ritmo e o gesto não dizem de onde são ou até dizem que não são.
Certos responsáveis chegam ao cúmulo de arranjarem letras e músicas de sua lavra. (...)
Dentro de alguns anos, os etnólogos vão ter tremendas dificuldades em separar o que é bom do que cheira mal...
Haja muito folclore, mas do verdadeiro! Que possamos ver no traje, na música, no ritmo e gesto a história do nosso povo! Que possamos ver as nossas raízes, afinal!»
Lembrei-me deste texto quando li o artigo de opinião escrito pelo Dr. Carlos Gomes «Existem Grupos de Folclore que "representam" o século XX quando afirmam representar o Folclore do final do século XIX».
Em determinado momento, ele escreve: « O traje adquiriu novas formas por vezes mais estilizadas e perderam o aspecto sóbrio que originalmente o caracterizava. Passou a incluir botões e outros acessórios de plástico de invenção recente e as saias tornaram-se mais curtas e rodadas de modo a permitir observar a intimidade das moças, algo que seria impensável nos finais do século XIX. Introduziram toda a sorte de fantasias no vestuário e, quase sempre, o calçado é de fabrico actual. O chapéu braguês cedeu o lugar ao chapéu à toureiro e as mulheres da Nazaré passaram a vestir mais saias do que as que antes usavam. Tempos houve que as mulheres usavam franjinha e cabelos curtos e os homens sapatos de verniz. As músicas nem sempre são as originais mas arranjos feitos ao gosto popular ao tempo do Estado Novo. E as coreografias frequentemente são inventadas quase ao jeito do teatro de revista. A tal ponto que a mulher algarvia outrora recatada passou da dançar o corridinho de forma assaz atrevida, engalfinhada no seu par.»
Ontem como hoje, felizmente, continua a haver pessoas preocupadas com a autenticidade da representação folclórica, para bem das raízes culturais do nosso povo, no respeito pelos nossos antepassados e pelas gerações vindouras.
Infelizmente somos poucos – embora cada vez mais - os que ainda pugnamos ser necessária essa autenticidade, mesmo que em prejuízo de um certo “espectáculo” para turista ver em alguma sala de um qualquer hotel, de Norte a Sul de Portugal.
Mas, como diz o provérbio: “Grão a grão, enche a galinha o papo.”
José Pinto
Os Maios e as Maias
«Com a entrada do mês de Maio, enfeitam-se de giestas floridas as janelas das casas nas vilas e aldeias do Minho anunciando a chegada da Primavera em todo o seu esplendor e, com ela as flores que contribuem para alegrar a nossa existência, perfumar e dar colorido ao ambiente que nos rodeia.»
Artigo de opinião do Dr. Carlos Gomes
Aqui poderá ler o artigo na íntegra
Artigo de opinião do Dr. Carlos Gomes
Aqui poderá ler o artigo na íntegra
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»» Península de Setúbal: o tesouro perdido
Entre a margem esquerda do rio Tejo e o estuário do rio Sado situa-se uma extensa península que é vulgarmente designada por Península de Setúbal. De acordo com os vestígios paleontológicos e evidências geológicas, há alguns milhões de anos, as águas do rio Tejo atravessavam aqueles campos para irem desaguar provavelmente na Lagoa de Albufeira...
»» Do Mocambo à Madragoa: a Lisboa de outras eras...
Desde há muito mencionada como “terra de muitas e variadas gentes”, Lisboa constituiu desde sempre um mosaico de culturas e tradições, sendo provavelmente a primeira cidade cosmopolita da Europa. Na sequência das viagens dos Descobrimentos, numerosos negros foram trazidos para Portugal, muitos dos quais para servir como criados nas casas fidalgas da capital.
»» A pesca da sardinha na costa portuguesa
“No S. João, a sardinha pinga no pão” – diz o povo imbuído na sua sabedoria empírica. Com efeito, é por esta altura que a sardinha é mais gorda, devendo-se tal facto a circunstâncias de ordem climática e geofísica únicas na costa portuguesa que fazem desta espécie um exemplar único em toda a Península Ibérica.
»» Carrasqueira: o maior porto palafítico da Europa
Na margem esquerda do estuário do rio Sado, situa-se uma pequena e graciosa povoação piscatória que dá pelo nome de Carrasqueira e faz parte da freguesia da Comporta, no concelho de Alcácer do Sal. A poente situa-se a extensa Península de Tróia, ladeada por magníficas praias banhadas pelo Oceano Atlântico e a nascente, o estuário com os seus sapais e Cetóbriga com os seus tanques da salga do garum que os romanos nos deixaram.
Entre a margem esquerda do rio Tejo e o estuário do rio Sado situa-se uma extensa península que é vulgarmente designada por Península de Setúbal. De acordo com os vestígios paleontológicos e evidências geológicas, há alguns milhões de anos, as águas do rio Tejo atravessavam aqueles campos para irem desaguar provavelmente na Lagoa de Albufeira...
»» Do Mocambo à Madragoa: a Lisboa de outras eras...
Desde há muito mencionada como “terra de muitas e variadas gentes”, Lisboa constituiu desde sempre um mosaico de culturas e tradições, sendo provavelmente a primeira cidade cosmopolita da Europa. Na sequência das viagens dos Descobrimentos, numerosos negros foram trazidos para Portugal, muitos dos quais para servir como criados nas casas fidalgas da capital.
»» A pesca da sardinha na costa portuguesa
“No S. João, a sardinha pinga no pão” – diz o povo imbuído na sua sabedoria empírica. Com efeito, é por esta altura que a sardinha é mais gorda, devendo-se tal facto a circunstâncias de ordem climática e geofísica únicas na costa portuguesa que fazem desta espécie um exemplar único em toda a Península Ibérica.
»» Carrasqueira: o maior porto palafítico da Europa
Na margem esquerda do estuário do rio Sado, situa-se uma pequena e graciosa povoação piscatória que dá pelo nome de Carrasqueira e faz parte da freguesia da Comporta, no concelho de Alcácer do Sal. A poente situa-se a extensa Península de Tróia, ladeada por magníficas praias banhadas pelo Oceano Atlântico e a nascente, o estuário com os seus sapais e Cetóbriga com os seus tanques da salga do garum que os romanos nos deixaram.
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Carlos Gomes,
Textos e Opiniões
A opinião de Carlos Gomes sobre diversos temas
Quando em 1717 se iniciou a construção do Convento de Mafra, não se imaginava o impacto social e cultural que o mesmo viria a produzir mormente na região. Inicialmente pensado para ser erguido nos terrenos pertencentes aos marqueses de Ponte de Lima, então donatários da vila de Mafra, com vista a alojar uma dezena de frades da Ordem de S. Francisco da Província da Arrábida,...
»» Trafaria: uma terra piscatória em declínio
O estudo da geologia revela-nos que o rio Tejo corria mais a sul indo desaguar aproximadamente no local que actualmente se designa por Lagoa de Albufeira, perto de Sesimbra. Lentamente, foi alterando o seu percurso até formar um delta e, finalmente, formar a sua foz junto ao Bugio, a pouca distância de Lisboa.
»» Museu de Arte Popular vai ser reabilitado
Depois de ter estado prevista a extinção do Museu de Arte Popular e a sua substituição pelo Museu da Língua Portuguesa, eis que o actual governo corrige a sua estratégia e adopta uma medida mais sensata que vai no sentido da preservação de um espaço museológico que, para além de constituir um mostruário das nossas tradições, representa ainda do ponto de vista museológico uma concepção que marca uma época e, como tal, merecia ser preservado.
»» Na Freixianda, concelho de Ourém, venerava-se outrora Nossa Senhora da Purificação
A Freixianda, no concelho de Ourém, leva anualmente a efeito os tradicionais festejos em honra de Nossa Senhora das Candeias que se realizam invariavelmente em Fevereiro. Porém, em tempos idos, as suas gentes invocavam Nossa Senhora da Purificação, constituindo esta uma das formas como em Portugal se venera a Virgem Maria.
»» As origens da Contradança remontam ao século XIX
Desde a mais remota antiguidade, os povos estabelecem contacto entre si pelas mais variadas razões, desde a necessidade de estabelecerem trocas comerciais às contingências da guerra com que rivalizam, estabelecendo relações de dominação ou simplesmente a ancestral curiosidade de alguns que, com o decorrer dos séculos, viria a originar o turismo moderno.
»» Viana do Castelo foi terra de Salineiros
Não é apenas em Alcochete e na Figueira da Foz, Alcácer do Sal e Olhão que se explora o sal nas marinhas. Também outrora, na foz do rio Lima, se explorou o sal e, onde actualmente apenas se avistam os sapais, seguiam descalços os marnotos para proceder à sua recolha.
»» Requiem pelo Museu de Arte Popular
O Museu de Arte Popular encerrou as suas portas para dar lugar ao “Museu da Língua Portuguesa”. Ao contrário do que se verifica noutras capitais europeias, o povo português deixou de possuir em Lisboa um espaço museológico onde dava a conhecer as suas tradições mais genuínas, o seu artesanato e os seus trajes característicos, enfim os seus usos e costumes.
»» Cultura Avieira: um Património que urge preservar
As aldeias avieiras correm o risco de desaparecer a curto prazo se entretanto não forem tomadas medidas de salvaguarda etnográfica. Construídas inicialmente em madeira, o tijolo e o cimento têm vindo a tomar o seu lugar devido à sua precariedade ao ponto de ameaçarem a ruína.
»» Traje à Vianesa - ex-libris de Portugal
A Câmara Municipal de Viana do Castelo editou recentemente o livro “Um Traje da Nação. Traje à Vianesa”, da autoria de António Medeiros, Benjamim Pereira e João Alpuim Botelho.
»» Minifúndio do Minho garante sobrevivência aos Agricultores
Um responsável governamental no Distrito de Viana do Castelo, reportando-se ao panorama que caracteriza a propriedade rural no Alto Minho, veio há algum tempo defender em público o “enterro definitivo da cultura do minifúndio tão característica de outros tempos”, considerando-a alegadamente responsável pelo atraso socioeconómico da região.
»» A Magia do Carnaval
O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera.
»» Trafaria: uma terra piscatória em declínio
O estudo da geologia revela-nos que o rio Tejo corria mais a sul indo desaguar aproximadamente no local que actualmente se designa por Lagoa de Albufeira, perto de Sesimbra. Lentamente, foi alterando o seu percurso até formar um delta e, finalmente, formar a sua foz junto ao Bugio, a pouca distância de Lisboa.
»» Museu de Arte Popular vai ser reabilitado
Depois de ter estado prevista a extinção do Museu de Arte Popular e a sua substituição pelo Museu da Língua Portuguesa, eis que o actual governo corrige a sua estratégia e adopta uma medida mais sensata que vai no sentido da preservação de um espaço museológico que, para além de constituir um mostruário das nossas tradições, representa ainda do ponto de vista museológico uma concepção que marca uma época e, como tal, merecia ser preservado.
»» Na Freixianda, concelho de Ourém, venerava-se outrora Nossa Senhora da Purificação
A Freixianda, no concelho de Ourém, leva anualmente a efeito os tradicionais festejos em honra de Nossa Senhora das Candeias que se realizam invariavelmente em Fevereiro. Porém, em tempos idos, as suas gentes invocavam Nossa Senhora da Purificação, constituindo esta uma das formas como em Portugal se venera a Virgem Maria.
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Desde a mais remota antiguidade, os povos estabelecem contacto entre si pelas mais variadas razões, desde a necessidade de estabelecerem trocas comerciais às contingências da guerra com que rivalizam, estabelecendo relações de dominação ou simplesmente a ancestral curiosidade de alguns que, com o decorrer dos séculos, viria a originar o turismo moderno.
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Não é apenas em Alcochete e na Figueira da Foz, Alcácer do Sal e Olhão que se explora o sal nas marinhas. Também outrora, na foz do rio Lima, se explorou o sal e, onde actualmente apenas se avistam os sapais, seguiam descalços os marnotos para proceder à sua recolha.
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O Museu de Arte Popular encerrou as suas portas para dar lugar ao “Museu da Língua Portuguesa”. Ao contrário do que se verifica noutras capitais europeias, o povo português deixou de possuir em Lisboa um espaço museológico onde dava a conhecer as suas tradições mais genuínas, o seu artesanato e os seus trajes característicos, enfim os seus usos e costumes.
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As aldeias avieiras correm o risco de desaparecer a curto prazo se entretanto não forem tomadas medidas de salvaguarda etnográfica. Construídas inicialmente em madeira, o tijolo e o cimento têm vindo a tomar o seu lugar devido à sua precariedade ao ponto de ameaçarem a ruína.
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O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera.
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Textos e Opiniões
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O Portal do Folclore Português tem um espaço dedicado à opinião de diversas individualidades relacionadas com o Folclore e a Etnografia de Portugal.
Uma delas é o Dr. Carlos Gomes, Licenciado em História, que há muito vem escrevendo sobre temas que interessam a todos quantos se preocupam com a Cultura Popular do nosso Povo.
Assim, sugerimos que façam uma visita a «A opinião de Carlos Gomes».
Se tiver algum texto escrito sobre algum tema relacionado a Cultura Popular Portuguesa em qualquer das suas vertentes ou facetas, pode enviá-lo para publicação nas páginas do Portal do Folclore Português.
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