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Festas e Romarias Populares em Portugal - Norte (Trás-os-Montes e Alto Douro)
Miguel Torga, no seu texto intitulado “Reino Maravilhoso”, e referindo-se a Camilo Castelo Branco (que viveu parte da sua adolescência nos concelhos de Vila Real e de Ribeira de pena), escreve o seguinte: «Que diz o senhor Varatojo!? O Camilo! O Camilo levou mas foi uma grande coça na Senhora da Azinheira, outra na Senhora da Saúde, outra na Senhora dos Remédios… Fazia-se fino!»
Também na região de Trás-os-Montes e Alto Douro (o tal “Reino Maravilhoso” de Miguel Torga) há muitas e famosas Festas e Romarias Populares.
É certo que cada um gosta mais (ou acha mais importante) esta ou aquela Romaria ou Festa Popular, pelo que as que vão ser aqui apresentadas são apenas algumas das que não nos podemos esquecer ao longo do ano:
- As Festas em honra de S. Sebastião
Todos os anos, no dia 20 de Janeiro, realizam-se, em diversas localidades dos concelhos de Boticas (por ex. em Alturas do Barroso, Cerdedo, Vila Grande – Dornelas e Viveiro - São Salvador do Viveiro) e de Montalegre, as Festas em honra de S. Sebastião, com características essencialmente comunitárias, onde há distribuição de comida (apenas de pão ou também de carne e mesmo arroz) e de vinho, em grandes mesas comuns.
- Festa dos Caretos
A Festa dos Caretos, no Domingo de Carnaval, em Podence (Macedo de Cavaleiros, é uma espécie de retoma da Festa dos Rapazes (que tem lugar por alturas do Natal), mas desta vez ligada aos rituais carnavalescos que assinalam o início dos constrangimentos da Quaresma, o fim do ciclo do Inverno e marcam o renascimento que a aproximação da Primavera representa para quem tira da terra o seu sustento.
- Romaria de Nossa Senhora dos Remédios
Esta é, efectivamente, uma romaria no sentido mais lato do termo. Realiza-se em Lamego, à volta do dia 8 de Setembro. Para além dos aspectos estritamente religiosos há todo um enquadramento lúdico materializado em jogos populares, bailes, comida e bebida. A «noitada», marcada por arraiais – uns mais organizados e outros mais espontâneos -, continua a atrair multidões. Este exaltar dos sentidos, que pode passar pelos excessos da comida, da bebida, do namoro ou da pancadaria, nem sempre foi muito bem visto pela hierarquia religiosa. De resto, desde o final do século passado [séc.XIX] até ao salazarismo houve um combate das autoridades eclesiásticas e policiais aos «excessos dos arraiais».
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Festas e Romarias Populares em Portugal - Introdução
Estamos quase a chegar ao mês de Junho, também conhecido como o mês dos Santos Populares: «É Santo António / ou S. João / será S. Pedro / o de maior devoção?».
É o início de um período intenso de festas e romarias populares, embora estas se realizem, de norte a sul do país, sem esquecer as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, ao longo de todo o ano. No entanto, é, efectivamente, no Verão que em maior número e as mais importantes festas e romarias populares se realizam.
As Festas e Romarias são um traço típico da cultura popular e tradicional do nosso povo. Estas manifestações, extremamente numerosas e variadas, acontecem um pouco por todo o país, e fazem parte das tradições e memórias de um povo que luta para manter actual a cultura secular que lhe confere uma identidade muito própria.
As Romarias são festas em honra de um santo patrono, que incluem simultaneamente duas dimensões que, mais do que se oporem, se complementam: a dimensão religiosa, com os seus aspectos mais característicos: o cumprimento das promessas individuais ao santo, a missa com o sermão solene e a procissão, e a dimensão profana, para a qual contribuem a feira (de gado e não só), com as características barracas de venda de artigos variados, de “comes e bebes”, assim como as diversões, a música e os bailaricos.
Joaquim Alves Ferreira, no seu Cancioneiro – Literatura Popular de Trás-os-Montes e alto Douro (obra de recolhas em 5 volumes) afirma que «As festas e romarias, tão caras à alma do nosso povo, crente e folgazão, têm uma função simultaneamente religiosa e social.
A elas afluem, de todas as partes por onde andam dispersos, os filhos da terra, para alimentar a fé que os liga à sua igreja e fortalecer as raízes que os ligam ao seu torrão natal.
Nelas se robustecem velhas amizades e se criam outras novas, embora, às vezes, se gerem também discórdias, porque o calor aperta e o vinho sobe à cabeça dos romeiros, o que felizmente se vai tornando cada vez mais raro.
Mês de Janeiro de 2011
Entrados no ano de 2011, não podemos deixar de referir que Janeiro é o primeiro mês desde que, no ano 153 antes de Cristo, os romanos decidiram que cada ano teria o seu início no dia 1 deste mês em homenagem a Jano, que os protegeu durante a guerra com os Celtiberos. Até então, o ano começava a 15 de Março e Janeiro era o 11º mês do ano, por vontade do 2º rei de Roma, Numa Pompílio.
Durante este mês, há inúmeras tradições e costumes populares que importa recordar, como, por exemplo: "Cantar os Reis" e "Cantar as Janeiras". Diversos cancioneiros populares e tradicionais a isso fazem referência.
No dia 20 de Janeiro celebra-se, de Norte a Sul do nosso país, o Mártir São Sebastião (protector contra a peste), Em algumas aldeias do concelho de Boticas (região de Barroso, no Norte do distrito de Vila Real) há, neste dia, algumas tradições que possuem características comunitárias muito próprias, com destaque para a Mezinha de São Sebastião.
Também em Sta Maria da Feira se celebra este mártir, com inúmeras actividades, sendo de destacar a Bênção das Fogaças e a Procissão.
Para além destas, há outras Festas e Romarias de Norte a Sul de Portugal que, eventualmente, lhes importa conhecer.
O Calendário Agrícola diz-nos que “Janeiro é o mês das lavouras da terra. Preparação de todas as culturas do Inverno e das terras para batatal (iniciando-se, onde for possível, a plantação da batata precoce).” Para além dos trabalhos no campo, também há muito que fazer na horta, no pomar, no jardim, na vinha, na adega e com os animais.
Neste mês há diversas datas comemorativas e efemérides para celebrar.
Quem nasceu neste mês, entre os dias 1 e 20, pertence ao signo Capricórnio: “Os nativos deste signo são sagazes, económicos, cautelosos, práticos e diplomatas. Suas principais falhas: ambição, rispidez, egoísmo e avareza.” Quem nasceu entre os dias 21 e 31 de Janeiro já pertence ao signo Aquário: “Os nativos deste signo são inteligentes, enérgicos, francos, leais e alegres. Suas principais falhas: egoísmo, tendência a opiniões dogmáticas e ódio por quem os iludir.” Há 100 anos havia diversas superstições e crendices acerca destes signos: Capricórnio e Aquário.
Diz o povo que “Em Janeiro, sobe ao outeiro. Se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar.” Mas há outros provérbios que também se referem, com mais ou menos propriedade, a este mês. Tal como há superstições e crendices relativas ao mês de Janeiro.
Durante este mês, há inúmeras tradições e costumes populares que importa recordar, como, por exemplo: "Cantar os Reis" e "Cantar as Janeiras". Diversos cancioneiros populares e tradicionais a isso fazem referência.
No dia 20 de Janeiro celebra-se, de Norte a Sul do nosso país, o Mártir São Sebastião (protector contra a peste), Em algumas aldeias do concelho de Boticas (região de Barroso, no Norte do distrito de Vila Real) há, neste dia, algumas tradições que possuem características comunitárias muito próprias, com destaque para a Mezinha de São Sebastião.
Também em Sta Maria da Feira se celebra este mártir, com inúmeras actividades, sendo de destacar a Bênção das Fogaças e a Procissão.
Para além destas, há outras Festas e Romarias de Norte a Sul de Portugal que, eventualmente, lhes importa conhecer.
O Calendário Agrícola diz-nos que “Janeiro é o mês das lavouras da terra. Preparação de todas as culturas do Inverno e das terras para batatal (iniciando-se, onde for possível, a plantação da batata precoce).” Para além dos trabalhos no campo, também há muito que fazer na horta, no pomar, no jardim, na vinha, na adega e com os animais.
Neste mês há diversas datas comemorativas e efemérides para celebrar.
Quem nasceu neste mês, entre os dias 1 e 20, pertence ao signo Capricórnio: “Os nativos deste signo são sagazes, económicos, cautelosos, práticos e diplomatas. Suas principais falhas: ambição, rispidez, egoísmo e avareza.” Quem nasceu entre os dias 21 e 31 de Janeiro já pertence ao signo Aquário: “Os nativos deste signo são inteligentes, enérgicos, francos, leais e alegres. Suas principais falhas: egoísmo, tendência a opiniões dogmáticas e ódio por quem os iludir.” Há 100 anos havia diversas superstições e crendices acerca destes signos: Capricórnio e Aquário.
Diz o povo que “Em Janeiro, sobe ao outeiro. Se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar.” Mas há outros provérbios que também se referem, com mais ou menos propriedade, a este mês. Tal como há superstições e crendices relativas ao mês de Janeiro.
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Mês de Dezembro de 2010
Neste mês de Dezembro não podemos deixar de recordar algumas datas, como o Dia da Restauração da Independência, o dia da Imaculada Conceição, o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, entre outras, assim como as festas em honra de Sta Luzia (13 de Dezembro - Ermida e Vila Nova: aldeias do concelho de Vila Real) e a sua estreita ligação com os “Pitos”, vagamente relacionado com a doçaria característica do Convento de Sta Clara, situado em Vila Real, da cidade fundada por D. Dinis (forais em 1289 e 1293, embora D. Afonso III já lhe tenha dado foram em 1272) e também conhecida como “Princesa do Corgo”.
As Festas Natalícias, com seus usos e costumes, são uma realidade que também não podemos esquecer.
O nome deste mês deriva do facto de ter sido no primitivo calendário de Rómulo o décimo mês do ano. Saber mais>>>
As actividades agrícolas não deixam de se realizar, apesar de já terem aparecido os primeiros nevões no Norte e Centro do interior do país.
Conheça alguns provérbios sobre o mês de Dezembro, algumas superstições e crendices, assim como datas comemorativas e efemérides relacionadas com este último mês do ano.
Este mês sugerimos a obra “Tradições Musicais da Estremadura”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.
Continuamos a sugerir que, como “prenda de anos” (o nosso 10º aniversário celebrou-se no dia 1 do passado mês de Novembro) divulguem o Portal do Folclore Português junto dos vossos amigos e conhecidos. Será, também, uma forma de colaborarem com a promoção e divulgação da Cultura Tradicional Portuguesa.
Bom mês de Dezembro para todos!
As Festas Natalícias, com seus usos e costumes, são uma realidade que também não podemos esquecer.
O nome deste mês deriva do facto de ter sido no primitivo calendário de Rómulo o décimo mês do ano. Saber mais>>>
As actividades agrícolas não deixam de se realizar, apesar de já terem aparecido os primeiros nevões no Norte e Centro do interior do país.
Conheça alguns provérbios sobre o mês de Dezembro, algumas superstições e crendices, assim como datas comemorativas e efemérides relacionadas com este último mês do ano.
Este mês sugerimos a obra “Tradições Musicais da Estremadura”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.
Continuamos a sugerir que, como “prenda de anos” (o nosso 10º aniversário celebrou-se no dia 1 do passado mês de Novembro) divulguem o Portal do Folclore Português junto dos vossos amigos e conhecidos. Será, também, uma forma de colaborarem com a promoção e divulgação da Cultura Tradicional Portuguesa.
Bom mês de Dezembro para todos!
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Mês de Junho - Mês dos Santos Populares
Eis-nos chegados ao mês de Junho.
Neste mês, a Primavera dá lugar ao Verão: tempo de festejar os Santos Populares (Sto António, S. João Baptista - não confundir com S. João Evangelista- e S. Pedro), com Marchas, fogueiras e muitos outros folguedos e tradições populares.
«É Santo António
Ou S. João?
Será S. Pedro
O de maior reinação?»
Em Ponte de Lima, a não perder a tradição da “Vaca das Cordas” (dia 2 - 18h).
Muitos municípios celebram os respectivos feriados.
Em todas as regiões de Portugal, inúmeros Festivais ou Encontros de Folclore mantêm vivas as danças e os cantares tradicionais e regionais. Festas e Romarias expressam bem a religiosidade popular, enquanto que nas Feiras se mostram o que de melhor há em cada região ou localidade.
As actividades agrícolas entram noutro ritmo, e sucedem-se a celebração de datas comemorativas e de efemérides.
Neste mês, a Primavera dá lugar ao Verão: tempo de festejar os Santos Populares (Sto António, S. João Baptista - não confundir com S. João Evangelista- e S. Pedro), com Marchas, fogueiras e muitos outros folguedos e tradições populares.
«É Santo António
Ou S. João?
Será S. Pedro
O de maior reinação?»
Em Ponte de Lima, a não perder a tradição da “Vaca das Cordas” (dia 2 - 18h).
Muitos municípios celebram os respectivos feriados.
Em todas as regiões de Portugal, inúmeros Festivais ou Encontros de Folclore mantêm vivas as danças e os cantares tradicionais e regionais. Festas e Romarias expressam bem a religiosidade popular, enquanto que nas Feiras se mostram o que de melhor há em cada região ou localidade.
As actividades agrícolas entram noutro ritmo, e sucedem-se a celebração de datas comemorativas e de efemérides.
Festas de S. Brás - "Vila Velha" - Vila Real
Nos dias 2 e 3 de Fevereiro de cada ano, celebra-se a Festa em honra de S. Brás, sua capelinha da "Vila Velha", em Vila Real, cumprindo-se ou fazendo-se novas promessas de tagarelas afónicas, gargantas desafinadas, rouquidões tísicas, nós que não desatam, bocas abertas de espanto ou outros engaranhos orais.
Com os tempos vieram outras andanças e modas, e outros modos de celebrar, cumprir a prometer. Todos lá vão, estudantes, doutores ou iletrados, e fazem a volta ao cemitério, às arrecuas, sem abrir a boca para não entrar enguiço.
Depois, é a festa, os foguetes e os sinos com a música a acompanhar e as quadras que ninguém esquece e trauteia ao compasso do badalo da torre de S. Dinis:
Eu vou ao S. Brás
de cú para trás
comprar uma gancha
p'ró meu rapaz
Eu vou ao S. Brás
de cú para a frente
comprar uma gancha
p'rá minha gente
Eu vou ao S. Brás
de cú para o lado
comprar uma gancha
p'ró meu namorado
Saber mais sobre esta Festa e tradições relacionadas>>>
Com os tempos vieram outras andanças e modas, e outros modos de celebrar, cumprir a prometer. Todos lá vão, estudantes, doutores ou iletrados, e fazem a volta ao cemitério, às arrecuas, sem abrir a boca para não entrar enguiço.
Depois, é a festa, os foguetes e os sinos com a música a acompanhar e as quadras que ninguém esquece e trauteia ao compasso do badalo da torre de S. Dinis:
Eu vou ao S. Brás
de cú para trás
comprar uma gancha
p'ró meu rapaz
Eu vou ao S. Brás
de cú para a frente
comprar uma gancha
p'rá minha gente
Eu vou ao S. Brás
de cú para o lado
comprar uma gancha
p'ró meu namorado
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Festas em honra de S. Sebastião
São Sebastião - "Protector contra a peste" e "Padroeiro dos arcabuzeiros e dos soldados, dos entalhadores de pedra, dos mestres de tapeçaria, dos jardineiros e dos bombeiros" (Ler mais>>>)
De Norte a Sul do Pais, no dia 20 de Janeiro, há muitas festas em honra do Mártir S. Sebastião.
No entanto, sugerimos as seguintes:
- Diversas localidades do concelho de Boticas - Vila Real
- Festa da Fogaceiras - Sta Maria da Feira
Divirtam-se!
De Norte a Sul do Pais, no dia 20 de Janeiro, há muitas festas em honra do Mártir S. Sebastião.
No entanto, sugerimos as seguintes:
- Diversas localidades do concelho de Boticas - Vila Real
- Festa da Fogaceiras - Sta Maria da Feira
Divirtam-se!
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