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XIX Jornadas Técnicas de Etnofolclore - Coimbra

A Associação de Folclore e Etnografia da Região do Mondego vai realizar no próximo dia 21 de novembro, a partir das 10h00, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, as XIX Jornadas Técnicas de Etnofolclore, integradas na comemoração do seu 30º aniversário.

A organização pretende que mais esta edição das Jornadas seja uma ação de formação e valorização para todos os participantes e ainda um alerta para a necessidade premente de uma melhor salvaguarda desse valioso património que os Grupos de Folclore recuperam na sua atividade de recolha.
Para o efeito, vai contar com a presença de alguns especialistas nacionais que abordarão as duas temáticas principais: a tradição oral enquanto património imaterial (os provérbios, os pregões e outras formas de linguajar) e a dança tradicional (seu significado e execução).

No final dos trabalhos, assistiremos a uma demonstração das diversas formas de linguajar realizado pelo GEDEPA, da Pampilhosa.
A Etnografia e o Folclore participam significativamente no debate sobre a cultura popular e a identidade nacional, na medida em que enfatizam a dimensão cultural e popular do processo da sua formação.

Estas Jornadas contam com o apoio de várias entidades locais e regionais e destinam-se aos elementos de grupos folclóricos e outras associações ligadas à cultura popular, estudiosos do folclore e etnografia e público em geral.
A participação pode ser feita mediante o preenchimento de uma ficha de inscrição e pagamento de 7,5€.

Programa
Dia 21 de novembro

10.00 – Abertura do secretariado
10.30 – Sessão solene de abertura

11.00 – Pausa para o café
11.15 – Fala para que eu te veja! O que nos dizem os provérbios? - Doutor Alexandre Parafita

11.45 – Pós p’ra bicharada! Os pregões e o património - Inspetor Lopes Pires
12.15 – Discussão dos temas apresentados - Moderadora: Mestre Sandra Lopes

13. 00 – Almoço livre
14.30 – Música e dança no contexto dos processos de folclorização: abordagem sumária - Doutor Avelino Correia

15.00 – Salvaguarda da dança tradicional - Doutora Marisa Barroso
15.30 – Dança popular: autenticidade, beleza e alegria na execução - Eng. José Teixeira

16.00 – Discussão dos temas apresentados – Moderador: Dr. Luís Madaleno
16.30 – Pausa para o café

16.45 – Tesouros do Povo – Pampilhosa e seu linguajarGEDEPA - Grupo Etnográfico de Defesa do Ambiente e Património | Pampilhosa - Mealhada

Fim de Tarde com Folclore - Vila Nova de Cerveira


Fim de Tarde com Folclore - Vila Nova de Cerveira
No próximo sábado, dia 8 de Agosto, pelas 18h00, no Terreiro de Vila Nova de Cerveira, vai realizar-se um “Fim de Tarde com Folclore”. De acesso livre, esta iniciativa é organizada pela Câmara Municipal e conta com a participação do Rancho Folclórico “Dança na Eira” de Newark (Estado Unidos da América) e o Rancho Folclórico Infantil de Gondarém, de Vila Nova de Cerveira.

Vai ser um verdadeiro momento de louvor aos valores etnográficos e tradicionais interpretados por gentes que recordam a terra – emigrantes em Newark - e por gentes que vivem na terra – comunidade de Gondarém. Este ‘Fim de Tarde de Folclore’ promove a defesa do património cultural e a salvaguarda de uma memória coletiva que rompe fronteiras e distâncias. Através das danças e dos cantares, dos trajes e dos usos e costumes, este convívio folclórico além-fronteiras homenageia os emigrantes alto-minhotos que não esquecem o amor à terra que os viu nascer, continuando a prestar um apoio notório e significativo nas mais variadas áreas.

Criado em 2008, o Rancho Folclórico “Dança na Eira”, de Newark – cidade norte-americana que acolhe um grande número de cerveirenses -, é um exemplo de preservação e promoção das tradições e nome de Cerveira. Integrado na Fundação Bernardino Coutinho, o grupo composto por 90 elementos tem duas vertentes, infanto-juvenil e adulta, sendo dirigido por Denis Cavadas. Os seus trajes femininos adultos, onde dominam o preto e o roxo, espelham a beleza das mordomas de Santa Marta de Portuzelo (Viana do Castelo - Minho); já os das dançarinas mais pequenas fazem alusão às tradições festivas que simbolizam a zona também minhota de Arcos de Valdevez. Os elementos masculinos vão buscar inspiração, em termos de vestuário, ao traje tradicionalmente domingueiro da mesma zona de Portugal.

Por sua vez, e procurando incutir as tradições nas novas gerações, o Rancho Folclórico Infantil de Gondarém é fruto de um projeto educativo, elaborado no ano letivo 2000/2001, em parceria com a Autarquia e a Comunidade Educativa, criando assim sua secção infantil “Rancho Folclórico Infantil de Gondarém”. No dia 25 de Abril de 2001 foi constituída a Associação com a denominação de Rancho Folclórico Infantil de Gondarém. Com o crescimento das crianças e o surgimento de outras, este Rancho passou a Rancho Infantil e Juvenil, e tem atuado em festas e festivais de Norte a Sul do País e no estrangeiro.
Fonte: Gabinete de Comunicação e Imagem do Município de Vila Nova de Cerveira

Mercado Tradicional "O Feirão"


No próximo dia 4 de Julho, a Praça Guillemó, na capital do Principado de Andorra, acolherá a segunda edição do Mercado Tradicional “O Feirão”, uma iniciativa do Grupo de Folclore “Casa de Portugal”, que começa a ser já uma tradição.

A partir das 11h, os assistentes desta magnífica mostra cultural poderão desfrutar da gastronomia portuguesa, provar vinhos e licores caseiros, adquirir os melhores produtos hortícolas, assim como apreciar o artesanato português até às 16h, momento em que os elementos do Grupo de Folclore “Casa de Portugal” farão uma apresentação de danças tradicionais.

Enquadrados numa feira de meados do século XX, os membros do Grupo, trajados com a roupa regional, proporcionarão alguns momentos de distração com danças e cantares tradicionais, enquanto os visitantes passeiam pelas 5 zonas temáticas.

Esta iniciativa cultural conta com a colaboração do Comú (Câmara) de Andorra la Vella e as atividades serão difundidas pela internat através da Rádio Ondas de Portugal.



Festival de Folclore Ibérico – Principado de Andorra


Festival de Folclore Ibérico – Principado de Andorra
No âmbito do programa da celebração do 19º aniversário do “Grupo de Folclore Casa de Portugal” no Principado de Andorra, vai realizar-se, nos próximos dias 1 e 2 de Maio, a quinta edição do Festival de Folclore Ibérico – Principado de Andorra, uma iniciativa da entidade cultural fundada a 1 de Maio de 1996.

Nesta edição, a cultura tradicional da Península Ibérica estará a cargo, em representação de Andorra, pelo Esbart Dansaire d’Andorra la Vella, em representação de Espanha, pela Agrupación Virgen de las Nieves de Tanos – Torrelavega (Cantabria), e pelo Rancho Regional Recordar é Viver de Paramos – Espinho (Portugal) que juntamente com o Grupo anfitrião representarão o folclore lusitano.

No dia 1 de Maio terá lugar a Sessão Solene no Comú d’Escaldes-Engordany (Câmara Municipal), onde os Grupos serão recebidos pela Cònsol Major (Presidente da Câmara), Sra. Trini Marín, e à qual assistirá também o Sr. Manuel Dias, Presidente da Junta de Freguesia de Paramos. Na cerimónia serão colocadas as fitas comemorativas e será feita a entrega de lembranças alusivas ao Festival.

No dia 2 de Maio, sábado, a partir das 21 horas, realiza-se um desfile pelas ruas de Escaldes-Engordany, coincidindo com o evento de rua “Nit Vivand”, um espaço comercial e de lazer para os turistas que visitam o país.

Após o desfile, a Sala do Prat del Roure será o palco principal das celebrações onde, a partir das 22 horas, mais de 150 folcloristas apresentam as danças e cantares tradicionais ao inúmero publico que, habitualmente, assiste ao encontro ibérico de culturas, com entrada gratuita.

A realização deste Festival não seria possível sem a colaboração do tecido empresarial português e andorrano que, anualmente, tem apostado na sua concretização, e que este ano será transmitido via internet pela Rádio Ondas de Portugal.

XX Feira Rural Portuguesa - Federação do Folclore Português


XX Feira Rural Portuguesa
XX Feira Rural Portuguesa

01, 02 e 03 de Maio de 2015

Vai realizar-se, nos próximos dias 1, 2 e 3 de Maio, no Parque Santa Maria Adelaide, Arcozelo (Vila Nova de Gaia) a XX Feira Rural Portuguesa, onde estarão presentes cerca de 80 Grupos de Folclore de quase todas as Regiões Etnográficas do País.

A Feira Rural Portuguesa é cada vez mais um ponto de referência para os milhares de visitantes que procuram reviver tempos passados.

Durante os três dias da sua realziação, estima-se a presença de 20.000 visitantes, que poderão ver e saborear as diversas iguarias e deliciar-se com a mais variada gastronomia tradicional Portuguesa. Ao mesmo tempo, poderão apreciar e adquirir produtos artesanais, bem como assistir a diversas animações no recinto da feira.

Esta iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Arcozelo e Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Programa da Feira

Sexta-feira - 1 de Maio

16h30 - Atuação do Rancho Folclórico de Santa Luzia de Airães - Felgueiras

18h30 - Atuação do Rancho Folclórico do Divino Espírito Santo - Vila Nova de Gaia

21h30 - Atuação do Grupo Folclórico "Os Fogueteiros de Arada" - Ovar

22h30 - Atuação do Rancho Regional de Fânzeres - Gondomar

(Depois da sua atuação, cada Grupo irá fazer um workshop de dança onde o público poderá participar)

Sábado - 2 de Maio

16h30 - Atuação do Rancho Típico de Esposade - Matosinhos

17h30 - Receção das Entidades Oficiais e convidados na Sede da Federação do Folclore Português

17h30 - Visita oficial à Feira

18h00 - Atuação do Grupo Folclórico da A.C.R. de Vale Domingos - Águeda

21h00 - Atuação do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Souselo - Cinfães

22h00 - Atuação do Grupo Folclórico "O Cancioneiro de Cantanhede" - Cantanhede

23h00 - Atuação do Grupo de Danças e Cantares Regionais do Orfeão da Feira - Santa Maria da Feira

(Depois da sua atuação, cada Grupo irá fazer um workshop de dança onde o público poderá participar)

Domingo - 3 de Maio

16h00 - Atuação do Rancho Regional de Argoncilhe - Santa Maria da Feira

17h00 - Atuação do Rancho Folclórico das Lavradeiras da Trofa - Trofa

(Depois da sua atuação, cada Grupo irá fazer um workshop de dança onde o público poderá participar)

Em simultâneo, irá estar patente, nas instalações da Sede da Federação do Folclore Português uma Exposição de fotografias intitulada "Gente do Folclore Português". Horário da exposição: 15hOO às 19h30

Produtos à venda na Feira: Doçaria | Enchidos | Frutas e Legumes | Gastronomia | Queijos | Artesanato | Tecidos

Danças populares portuguesas tradicionais


“(...) por «danças populares portuguesas» queremos designar as «danças populares portuguesas tradicionais», as quais englobam três categorias: as «danças folclóricas», as «danças populares propriamente ditas» e as «danças popularizadas».) Procurar determinar e designar as mais arcaicas danças populares portuguesas é, obviamente, estultícia, até porque é impossível fazê-lo. Dado que a dança é uma actividade e uma função tão velhas como a própria Humanidade, poderemos dizer que na Península Ibérica se baila desde que nela surgem seres humanos, autóctones ou vindos de qualquer outra região da Terra.”
Tomaz Ribas in "Danças Populares Portuguesas"

Danças Tradicionais de Trás-os-Montes
Vinte e cinco. Um dos «llaços» ou figuras da *Dança dos Paulitos. Começa por uma espécie de apelo do bombo, destinado a congregar os bailadores, os pauliteiros (em número de dezasseis), seguido da dança, executada instrumentalmente por gaita de foles, tamboril, bombo e castanholas, a que vem juntar-se o som seco da percussão dos próprios paulitos, atributo dos bailadores, numa curiosa e excitante polirritmia. Muito espalhada nos concelhos de Miranda, Vimioso, Mogadouro. Saber mais>>>
In Guia de Portugal, organizado por Sant'Anna Dionísio, V volume (Trás-os-Montes e Alto Douro), editado pela Fundação Calouste Gulbenkian

Breves notas sobre as Danças Populares Portuguesas de hoje
Bailarico | Ciranda | Chula | Corridinho | Fandango | Farrapeira | Gota | Malhão | Regadinho | Saias | Tirana | Verde-Gaio | Vira | Saber mais>>>
 In "Danças Populares Portuguesas", Tomás Ribas

Danças Regionais
Nem todas as danças predilectas da nossa gente são tradicionais. Já o Minueto cortesão, a Gavota e o Fandango espanhol se cantaram e bailaram ente nós no século XVIII, assim como as seguintes danças de salão do século passado: a Valsa alemã, a Mazurca polaca e a Polca boémia, que influenciaram o melodismo popular, especialmente pelos ritmos. Ajuntem-se-lhes a Contradança inglesa, a Quadrilha francesa, o Schottish e o Pas de Quatre. Saber mais>>>
In Danças Regionais. Secretariado Nacional da Informação, Mocidade Portuguesa Feminina

Vira da Nazaré
"Não vás ao mar toino". Este é um dos versos mais populares do vira da Nazaré. Como não poderia deixar de ser, em terra de pescadores, o mar é quem mais ordena. Põe e dispõe da vida das gentes. É dele que depende o seu dia-a-dia. É ele que lhes dá o pão, as alegrias e as angustias. E para expressar tudo isso, os pescadores e as suas mulheres sempre deram primazia à música e à dança. Prova disso são os ranchos folclóricos que foram surgindo naquela localidade piscatória. Saber mais>>>

Vira do Minho
É a dança rainha do Alto Minho. As arrecadas e os fatos minhotos ajudam a completar o cenário. Dispostos em roda os pares de braços erguidos, vão girando vagarosamente no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Os homens vão avançando e as mulheres recuando. A situação arrasta-se até que a voz de um dançador se impõe, gritando 'fora' ou “virou”. Dão meia-volta pelo lado de dentro e colocam-se frente-a-frente com a moça que os precedia. Este movimento vai-se sucedendo até todos trocarem de par, ao mesmo tempo que a roda vai giran­do, no mesmo sentido. Mas este é apenas o mais simples dos viras de roda, pois outros há com marcações mais complexas.  Saber mais>>>

São Macaio
"São Macaio" é uma canção dançada nos Açores. Foi sobretudo na ilha Terceira que a sua tradição se generalizou. Tudo leva a crer que o seu nome original, seja São Macário e que o nome com que ficou conhecido seja já uma degeneração do primei­ro. Acredita-se que São Macário, seria um navio que andava entre as ilhas e o Brasil e que teria naufragado numa das suas viagens. Pois como diz a canção; 'São Macaio, deu à costa...toda a gente se salvou... (...) só o São Macaio é que não”. Saber mais>>>

Pauliteiros de Miranda
No planalto mirandês existem grupos de oito homens que vestem saias e tem paus. Dispensam apresentações. Já todos os conhecem: são os Pauliteiros de Miranda. Com os saiotes brancos, lenços, os chapéus e os pauliteiros transportam uma tradição que procuram defender com unhas e dentes. E apesar de já não existirem tantos grupos como antigamente. As letras, os passos e os trajes ainda se mantêm fiéis à origem. Saber mais>>>

Fandango
Cabeça erguida, corpo firme e pernas leves, estes são os requisitos necessários para ser um bom fandangueiro. De polegares nas covas dos braços “fogoso e impaciente como um puro­ lusitano. O autêntico fandango aparece-nos na pessoa do campino, que só se digna dançar de verdade, quando baila sozinho". Como refere Pedro Homem de Mello, no seu livro “Danças Portuguesas”, quer seja na lezíria quer seja na charneca, o fandango é o rei da dança no Ribatejo. É uma dança de despique e de desafio que o homem leva a cena, ostentando toda a sua virilidade e capacidades individuais.  Saber mais>>>

Chulas e Malhões
Chula Amarantina; Chula de Santa Cruz; Barqueiros e "Paus”. Estas são apenas algumas das versões da ‘chula' que percorre as margens do Douro e se estende até ao Minho. Atrai para os átrios das igrejas, os que gostam de bailar e sempre que chega o Natal, aproveita-se para comemorar com umas "chulas". Saber mais>>>

Bailinho da Madeira
De certo que já todos viram dançar o “Bailinho da Madeira” ou pelo menos, tal como ele é conhecido no continente: um grupo, vestido com o traje típico da ilha das flores, que dança em torno do instrumento regional típico da Madeira: o brinquinho. É um instrumento composto por um grupo de sete bonecos de pano e traje regional com castanholas e fitilhos, dispostos na extremidade de una cana de roca e animados por movimentos verticais na mão do portador, isto é, o bailinho tal como a maioria das pessoas o conhece. Saber mais>>>

Baile Mandado
Esta dança apareceu por influência dos franceses. Os pares fazem uma roda executando movimentos seguindo quem comanda que vai contando uma história que rima ou uma quadra satírica mas sem malícia. Saber mais>>>

Corridinho
Nos primeiros anos do século XX nasce o célebre corridinho. Facto curioso e que muitos desconhecem é que este tipo de música teve origem numa dança de salão nascida nos meados do século passado, algures na Europa oriental, e trazida para o Algarve por um espanhol chamado Lorenzo Alvarez Garcia, que decidiu cortejar a jovem louletana Maria da Conceição, dedicando-lhe La Azucena - uma polca. O corridinho nasce então como dança de cortejo. Saber mais>>>

Danças Populares do concelho de Águeda
Cana Verde Dobrada - Dança de terreiro, simples, mas alegre. O seu maior encanto encontra-se no estilo e nas cantigas que, tantas vezes, os cantadores improvisavam, consoante o ambiente e a competição. Saber mais>>>

Danças Tradicionais de Baião
A Chula é uma dança muito difundida em Portugal.  Esta caracteriza-se pela agilidade do sapateio do sapateio do peão/peões, em disputas, sapateando sobre uma lança estendida no salão. A chula era dançada somente por homens, ao desafio. Diz-se que esta é originária do Minho e do Douro, do folclore português, embora alguns estudiosos a relacionem com o Lundú ou o Baião, com relação à música, daí esta ser tão tradicional no concelho. Saber mais>>>

Os principais tipos de dança
Porque o Homem, desde o seu estado primitivo até hoje, sempre praticou a Dança, concluir-se-á que as danças actuais - quer as das actuais sociedades primitivas, quer as das sociedades evoluídas - tendo a sua origem nas danças primitivas delas ainda guardam alguns aspectos. Saber mais>>>
In "A dança e o ballet" (I) - Cadernos FAOJ - Série A, Tomás Ribas

Danças Tradicionais Populares
As danças tradicionais populares entraram nos hábitos do povo devido aos mais variados contactos e influências, enraizando-se pela via das aculturações, recebendo dele o cunho do meio ambiente da sua personalidade em conformidade com o local onde estava inserido. Saber mais>>>
Augusto Fernandes Santos Federação do Folclore Português - 1as Jornadas de Folclore a Norte do Rio Douro - Vila Verde - 10/11 de Junho de 1988

Festival Itinerante da Cultura Tradicional - L BURRO I L GUEITEIRO


L BURRO I L GUEITEIRO - Festival Itinerante da Cultura Tradicional
L BURRO I L GUEITEIRO - Festival Itinerante da Cultura Tradicional
De 23 a 27 de Julho
Aldeia da Granja, Fonte Ladrão, Palaçoulo e Prado Gatão
Concelho de Miranda do Douro


O Festival Itinerante de Cultura Tradicional L Burro i L Gueiteiro caracteriza-se por ter uma dupla missão: mostrar o melhor do Planalto Mirandês e quebrar, ao mesmo tempo, o estereótipo de uma cultura parada no tempo. Bem pelo contrário, acreditamos que está em constante transformação e que temos, por isso mesmo, a responsabilidade de contribuir com actividades criativas e de qualidade que a estimulem. Isso significa trazer pedaços de outras culturas, mas também repensar o contacto com o que é de cá, e que continuamos a privilegiar.

O L Burro i L Gueiteiro é então um festival que pretende, acima de tudo, dar a conhecer a riqueza e diversidade do Planalto: das paisagens aos saberes, dos campos às aldeias, dos burros aos gaiteiros, tendo presente que tradição e inovação não se opõem – constroem-se mutuamente; e que, por essa razão, não é só o festival que é itinerante, mas também a cultura que viaja com ele.

É um evento a pensar em todos - miúdos e graúdos – os que gostam de caminhadas por percursos bonitos, de refeições apetitosas, de sestas burriqueiras, de oficinas instrutivas, de boa música e de muita festa. Por tudo isto, é ainda um festival familiar e relaxado, como se de um longo e preguiçoso Domingo em família, entre burros e ao som da gaita-de-fole se tratasse.

Relaxe, Passeie, Descanse, Divirta-se – sempre com calma, sem pressas. Entre no espírito do festival e venha BURRICAR COM VAGAR!

PROGRAMA

Quarta-feira, 23 de Julho de 2014
Aldeia da Granja

Das 18h00 às 23h00   - Abertura da 12ª Edição “L Burro I L Gueiteiro”
Inscrições/recepção dos participantes
Actuação do grupo de Pauliteiros da aldeia da Granja – a confirmar

Quinta-feira, 24 de Julho de 2014
Aldeia da Granja 

10h00 - Caminhada na companhia do Burro de Miranda na envolvência da aldeia da Granja
13h00 - Piquenique no lameiro
15h00 - Sesta burriqueira
16h00 - Regresso à aldeia da Granja: Caminhada na companhia do Burro de Miranda
18h00 - Oficina de cantos da terra - Sofia Portugal - Escola de Música Tradicional do CCRAM
1
20h00 - Jantar na aldeia da Granja
21h30 - Peça de Teatro "L Tamborileiro de la Pruoba" - Grupo de Teatro da Lérias (Lérias Associação Cultural)

Concertos
Luís António Pedraza
Saracotelho – Professores da Escola de Música Tradicional do CCRAM1


Sexta-feira, 25 de Julho de 2014
Da aldeia da Granja à aldeia de Palaçoulo

10h00  - Caminhada na companhia do Burro de Miranda, da aldeia da Granja até à aldeia de Fonte Ladrão
13h00 - Piquenique no lameiro

15h00
- Sesta Burriqueira
16h00 - Continuação da caminhada na companhia do Burro de Miranda até à aldeia de Palaçoulo
20h00 - Jantar na aldeia de Palaçoulo
21h30 - Sessão de contos com o "Pior Contador de Histórias do Mundo", Rodolfo Castro
Concertos - João Gentil | Las Çarandas


Sábado, 26 de Julho de 2014
Aldeia de Palaçoulo
10h30 - Visita às indústrias e artesãos de Palaçoulo: tanoaria e cutelaria
Artesãos:
1. - Navalhas Irmãos Pires, Lda. - Facas Artesanais, machadas, canivetes, punhais, cutelos
2. - Francisco Cangueiro& Elsa Cangueiro - Talha em Madeira e Chifre, cutelaria tradicional
3. - José da Cruz Pêra Macias - Cutelaria tradicional
Indústria: 
1. - José Maria Martins, Cutelaria Tradicional de Palaçoulo Lda.- Facas, talheres, navalhas para brindes, artigos de churrasco
2. - Fábrica de Cutelarias Filmam Lda - Navalhas, facas, talheres, conjuntos de trinchar, de cozinha e de facas, cutelos, afiador de facas, tenaz, saca rolhas, …
3. - J.M.Gonçalves - Tanoaria, Lda
4. - Tacopal - Tanoaria e construção civil de Palaçoulo, Lda

13h00 - Almoço na aldeia de Palaçoulo
15h00 - Sesta Burriqueira
15h30 - Actividades na aldeia
- Oficina de percussão tradicional (Associação P. E. D. Gaita-de-Foles e Escola de Música Tradicional do CCRAM1)
- Introdução à Flauta Pastoril de 3 buracos (Luís António Pedraza - inscrição 5€)
- Oficina de Gaita-de-Fole (Víctor Felix e Mario Estanislau - Sons da Música, construtores de instrumentos musicais)
- Dança dos Pauliteiros – Pauliteiros Mirandeses de Palaçoulo (Caramonico – Associação para o Desenvolvimento integrado de Palaçoulo)
- Danças tradicionais Mirandesas (Suzana Ruano – Las Çarandas)
Oficina de Cusco(s) Transmontano (Associação Tarabelo)
- Oficina de construção de burros de cartão (Livraria Gatafunho)
- Percurso pedestre de interpretação da natureza (Paulo Pereira, biológo)
- Elaboração de uma farmácia caseira com base em plantas selvagens (Divulga Caminho - Associação Cultural)
- Identificação de aves do Planalto Mirandês (ATN - Associação da Transumância e Natureza)
- Curso de identificação de libélulas e libelinhas (Associação Tarabelo)
- Laboratório de natureza com observação de espécimes à lupa (Miguel Peixoto, biólogo)
- Cultivo de cogumelos – Repolga Pleurotus ostreatus - produção e inoculação de substratos à base de palha e composto de estrume de burro e pomba (Palombar – Associação para a conservação da natureza e património rural - inscrição 10€ - no final da oficina poderá levar o seu saco inoculado para casa (para posteriormente produzir cogumelos))
- Visita ao Centro de Valorização do Burro de Miranda (AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino)

Feirão em Andorra com gastronomia típica e cultura tradicional portuguesa

No passado dia 5 de Julho, a Praça Guillemó de Andorra la Vella, capital do Principado de Andorra, acolheu o primeiro mercado tradicional português ambientado em meados do século passado, vulgarmente conhecido como o Feirão.

O evento gastronómico e cultural contou com a colaboração do Comú (Câmara) de Andorra la Vella e foi transmitido em direto pela Rádio Ondas de Portugal, através da internet.

O Feirão iniciou-se às 11 horas e, em pouco mais de uma hora, os produtos mais apreciados pelos visitantes, como a broa de milho, o azeite, bolinhos de bacalhau ou os enchidos tinham esgotado, o brigando os organizadores a recorrerem ao reabastecimento.

A praça das Arcadas, como é conhecida no país, converteu-se, durante horas, numa feira portuguesa à “moda” antiga, distribuída em cinco zonas diferenciadas: produtos hortícolas colhidos nas hortas do Principado e oferecidos pelos elementos do Grupo, artesanato confecionado pelos elementos do Grupo, enchidos e pão típico, doces e pastelaria portuguesa, licores e vinhos que se puderam provar numa tasca onde se podia também saborear bolinhos e pataniscas de bacalhau, entre outras iguarias.

Para dinamizar o Feirão, foram convidados diferentes grupos portugueses no Principado, nomeadamente a Rusga dos Amigos da Radio Ondas de Portugal, o Grupo de Concertinas do Alto Minho e o Grupo de Cavaquinhos da Penya Encarnada, que, com as suas músicas tradicionais, proporcionaram momentos de convívio.

Às 16 horas, o Grupo de Folclore da Casa de Portugal foi o encarregado de finalizar o Feirão, apresentando danças do seu reportório e convidando, no final, todos os assistentes a dançarem o Vira Geral.

Um encontro de promoção da cultura tradicional e gastronómica em Andorra, que deixou os seus promotores muito satisfeitos pelo resultado obtido e que os motiva a continuarem a promover esta iniciativa no próximo ano.

Distrito de Vila Real: Artesanato


Alguns dos últimos conteúdos disponibilizados no Portal do Folclore Português foram sobre o Artesanato do distrito de Vila Real:

Tecelagem
“O Bragal” – tecido de puro linho, nasce de um ciclo trabalhoso, a que ainda é possível assistir em alguns pontos do distrito de Vila Real.

Entre Abril e Maio, a semente – a linhaça – é lançada à terra, cuja preparação para a receber exige inúmeros cuidados – vessada. São necessárias as regas certas e muito saber, não vá o tempo pregar alguma. (...)

Olaria
Olaria diz-se da arte de oleiro que é relativa a “panelas”, de barro.

Para o povo transmontano, a Olaria passa, não só, pela componente decorativa, como também se afirma como utilitária, exprimindo-se em formas simples e funcionais.

Faça-se especial destaque para a “louça preta de Bisalhães”, pertencente ao concelho de Vila Real, datando as primeiras peças de 1722. (...)

Cestaria
O cesteiro e o cesto são figuras habituais em qualquer contexto rural. Em tempos em que os materiais naturais predominavam face aos materiais sintéticos, a arrecadação e o transporte de géneros e artigos realizavam-se utilizando a cestaria. (...)

Rendas e Bordados
A realização da prática artesanal dos bordados e das rendas ascende a tempos bastante recuados. Ela nasce do jeito e da paciência da figura feminina, e, crê-se, nas classes nobres, onde o tempo urgia ser preenchido, o tempo em que a mulher esperava pelo seu senhor. “O Homem, senhor da guerra; a Mulher, senhora do Lar”.(...)

Latoaria
Em tempos idos, os recipientes, utilizados para uso doméstico, decorativo e mesmo para os trabalhos do campo, tinham como base materiais como a lata, a chapa, o estanho, o cobre, entre outros. Saber mais>>>

Tanoaria
Arte e Utilidade – reunidas numa só palavra, Tanoaria.

País vinhateiro, Portugal tem como característico o processo da concepção do vinho. Passando por tarefas múltiplas, desde a colheita à vindima, a saga culmina no armazenamento que exige técnica e engenho, contribuindo para a reconhecida qualidade da famosa seiva.(...)

Tamancaria
Os socos e os tamancos eram habitualmente usados como calçado, pelos mais desfavorecidos, ou por aqueles que trabalhavam directamente com a terra.

Com a base de madeira e o revestimento em pele, o pé delicado ou grosseiro acomodava-se e movia-se, ou com graça, ou com segurança e robustez.(...)

Pintura em Cerâmica
De significado bastante abrangente, a cerâmica diz respeito ao fabrico de objectos, desde tijolos, telhas e outros objectos de barro cozido, bem como porcelanas, faianças e louça de grés. Mas num sentido mais restrito, aliamos a actividade à “arte de fazer vasos de barro”, passando também pela própria pintura, especialmente aquela respeitante à louça mais fina.(...)

Croças
Croças, capas feitas de colmo ou junco, usadas por camponeses e pastores, para resguardo da chuva e do frio.

A parte nordeste do distrito de Vila Real assume uma tipicidade de clima bastante acentuada, as temperaturas atingem valores, ora muito altos, ora muito baixos. Diz a boca do povo – “três meses de Inferno, nove meses de Inverno”. Muito especialmente os meses de Inverno, exigem aos autóctones uma forte capacidade de resistência e adaptação ao meio.(...)


O distrito de Vila Real integra, conjuntamente com o Distrito de Bragança, quatro concelhos do distrito de Viseu e um concelho do distrito da Guarda, a antiga Província de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Reino Maravilhoso de Miguel Torga:

«Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso.

Embora haja muita gente que diz que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.

O que agora vou descrever, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que um ser humano pode imaginar. Senão, reparem:

Fica ele no alto de Portugal, como os ninhos ficam no alto das árvores para que a distância dos torne mais impossíveis e apetecidos. Quem o namora cá de baixo, se realmente é rapaz e gosta de ninhos, depois de trepar e atingir a crista do sonho contempla a própria bem-aventurança.(…)»


Para além do Artesanato, há ainda a Gastronomia, da qual vamos falar no próximo post, os Trajos, as Danças e os Cantares, os Usos e Costumes, etc.

Rancho Tradicional de Cinfães presente no Museu de Arte Popular - Lisboa

O Rancho Tradicional de Cinfães, com sede em Lisboa, participou, no passado dia 16 de Abril, na reedição do Mercado de Primavera, realizado no Museu de Arte Popular, divulgando a cultura popular do concelho de Cinfães, através dos trajes, dos cantares, das danças e de representações etno-folclóricas.

O Dr. Carlos Gomes, a quem agradecemos, enviou-nos algumas fotos que passamos a reproduzir:






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