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Feira de Maio em Azambuja: a mais castiça do Ribatejo!


Feira de Maio em Azambuja: a mais castiça do Ribatejo!
Vai realizar-se, na Vila de Azambuja, entre os dias 28 de Maio e 1 de Junho, a centenária FEIRA DE MAIO – a mais castiça das Festas Ribatejana.

É, sem dúvida, o Ribatejo no seu melhor, durante cinco dias de muito convívio e festa brava!

Embora a inauguração oficial da feira esteja marcada para as 17 horas, na Praça do Município, e à qual se vão juntar os campinos, a fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Azambuja e os elementos das tertúlias, a festa arranca em força na quinta-feira (28), dia dedicado às Tertúlias. Depois de uma animada vacada, pelas 10h30, à uma da tarde o Jardim Urbano da vila enche-se de juventude e alegria com o almoço convívio das Tertúlias. Às quatro da tarde, as já ornamentadas ruas de Azambuja ganham ainda mais cor e vida com o desfile das tertúlias, envergando as suas  camisolas e lenços bem garridos.

Após a cerimónia oficial de inauguração, segue-se a abertura, no Campo da Feira, do pavilhão do Artesanato e das Atividades Económicas e da “Praça das Freguesias”, que volta a concentrar atenções ao longo dos 5 dias da Feira de Maio. Esta praça assume-se, efectivamente, como o grande palco da ótima gastronomia regional e da animação, com toda a riqueza cultural de cada uma das sete Freguesias do Concelho de Azambuja.

As tasquinhas estarão a cargo de diversas associações e instituições de solidariedade, e de sexta-feira a segunda-feira estarão abertas entre o meio-dia e as 24 horas. As coletividades desportivas e recreativas garantem a animação das noites com as suas manifestações artísticas.

A primeira entrada de toiros pelas ruas da vila acontece às 19h00. À meia-noite, os caminhos vão dar ao Páteo Valverde, para um espetáculo com o trio Fado Marialva. Este dia encerra com a Mesa da Tortura, prova de resistência e bravura na Praça de Toiros Dr. Ortigão Costa.

A sexta-feira continua a constituir um dos maiores cartazes da Feira de Maio, com a Noite da Sardinha Assada. Tudo começa às 21h00, com o cortejo de campinos com o gado pelas ruas da Vila à luz de archotes, seguido da habitual largada de toiros. A partir da meia-noite acontece a distribuição gratuita de sardinhas, pão e vinho nos Largos do Rossio, da Fonte de Santo António, de Palmela, dos Pescadores e também na Praça do Município. Na noite mais animada não faltarão o fado vadio, a música itinerante e vários arraiais até ao romper do dia. Às três da madrugada, animação popular ao rubro com a cantora Rebeca na Praça do Município.

Sábado é o Dia do Cavalo. Encontro marcado na Várzea do Valverde, onde a partir das 15 horas os campinos mostram todas as suas capacidades nas provas de campo, com a condução de Jogos de Cabrestos, Condução de Cabresto e Prova de Perícia. A animação da noite terá uma romaria a cavalo pelas tertúlias da vila, às 21h30, e a Mesa da Tortura, na Praça de Toiros Dr. Ortigão Costa, às duas da madrugada. A atração musical será o grupo HMB que atuará no Páteo Valverde, quando for meia noite.

Na manhã de domingo, Dia do Campino, vive-se o momento mais solene, a tradicional Homenagem ao Campino, na Praça do Município, pelas 09h30. Todos os campinos veem o seu valor reconhecido na figura de um dos campinos que dedica a sua vida aos cavalos e aos toiros e há mais anos colabora na Feira de Maio. Este ano, o homenageado será o Campino Carlos Alves da Silva. Às 11h00, terá lugar na várzea uma prova regional de equitação de trabalho para cavaleiros iniciados. Destaque, igualmente no domingo, para a tradicional Corrida de Toiros à Portuguesa, pelas 17h00, na Praça de Toiros Dr. Ortigão Costa. Atuarão os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Tito Semedo e Sónia Matias, e os forcados amadores de Cascais, do Ribatejo e de Azambuja.

Na última manhã da feira, segunda 01 de junho, o Dia da Criança comemora-se com “Feira na Vila”. As crianças do 1º ciclo do Ensino Básico visitam tertúlias e participam em várias atividades culturais e recreativas. Às cinco da tarde, antes da última espera de toiros, procede-se à entrega de prémios às melhores ornamentações de largos, janelas ou fachadas, e montras, na Praça do Município.

Finalmente, importa dar o devido destaque às largadas de toiros, diárias, que constituem um dos principais ingredientes da festa: quinta-feira, às 19h00; sexta-feira, a grande noturna, às 22h00; sábado, às 18h30; domingo, às 10h30; e a última, segunda-feira, às 18h30.
 
 

XX Feira Rural Portuguesa - Federação do Folclore Português


XX Feira Rural Portuguesa
XX Feira Rural Portuguesa

01, 02 e 03 de Maio de 2015

Vai realizar-se, nos próximos dias 1, 2 e 3 de Maio, no Parque Santa Maria Adelaide, Arcozelo (Vila Nova de Gaia) a XX Feira Rural Portuguesa, onde estarão presentes cerca de 80 Grupos de Folclore de quase todas as Regiões Etnográficas do País.

A Feira Rural Portuguesa é cada vez mais um ponto de referência para os milhares de visitantes que procuram reviver tempos passados.

Durante os três dias da sua realziação, estima-se a presença de 20.000 visitantes, que poderão ver e saborear as diversas iguarias e deliciar-se com a mais variada gastronomia tradicional Portuguesa. Ao mesmo tempo, poderão apreciar e adquirir produtos artesanais, bem como assistir a diversas animações no recinto da feira.

Esta iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Arcozelo e Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Programa da Feira

Sexta-feira - 1 de Maio

16h30 - Atuação do Rancho Folclórico de Santa Luzia de Airães - Felgueiras

18h30 - Atuação do Rancho Folclórico do Divino Espírito Santo - Vila Nova de Gaia

21h30 - Atuação do Grupo Folclórico "Os Fogueteiros de Arada" - Ovar

22h30 - Atuação do Rancho Regional de Fânzeres - Gondomar

(Depois da sua atuação, cada Grupo irá fazer um workshop de dança onde o público poderá participar)

Sábado - 2 de Maio

16h30 - Atuação do Rancho Típico de Esposade - Matosinhos

17h30 - Receção das Entidades Oficiais e convidados na Sede da Federação do Folclore Português

17h30 - Visita oficial à Feira

18h00 - Atuação do Grupo Folclórico da A.C.R. de Vale Domingos - Águeda

21h00 - Atuação do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Souselo - Cinfães

22h00 - Atuação do Grupo Folclórico "O Cancioneiro de Cantanhede" - Cantanhede

23h00 - Atuação do Grupo de Danças e Cantares Regionais do Orfeão da Feira - Santa Maria da Feira

(Depois da sua atuação, cada Grupo irá fazer um workshop de dança onde o público poderá participar)

Domingo - 3 de Maio

16h00 - Atuação do Rancho Regional de Argoncilhe - Santa Maria da Feira

17h00 - Atuação do Rancho Folclórico das Lavradeiras da Trofa - Trofa

(Depois da sua atuação, cada Grupo irá fazer um workshop de dança onde o público poderá participar)

Em simultâneo, irá estar patente, nas instalações da Sede da Federação do Folclore Português uma Exposição de fotografias intitulada "Gente do Folclore Português". Horário da exposição: 15hOO às 19h30

Produtos à venda na Feira: Doçaria | Enchidos | Frutas e Legumes | Gastronomia | Queijos | Artesanato | Tecidos

FAG 2014 - Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Real


FAG - Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Real
Com a transmissão do programa Somos Portugal da TVI

De 28  a 30 de Novembro, as portas da NERVIR – Associação Empresarial, vão estar abertas para celebrar a décima sétima edição consecutiva, de uma das mais antigas, senão a mais antiga Feira de Artesanato e Gastronomia da região, organizada pela NERVIR e pela Câmara Municipal de Vila Real, e onde se pode apreciar o artesanato, do mais tradicional ao contemporâneo, assim como descobrir as mais diversas iguarias gastronómicas.

A FAG – Feira de Artesanato e Gastronomia do distrito de Vila Real, tem entrada gratuita para os visitantes e o Pavilhão de Exposições da NERVIR está já completo, apenas havendo lugares no exterior, pois foi grande a adesão de artesãos e de expositores com produtos gastronómicos.

Vão estar presentes artesãos com Joalharia, Pintura em Tecido, Artesanato em Burel, Tapeçarias e Malhas, Bordados manuais em linho, Olaria, Artesanato em pele, artigos em Cortiça, Cerâmica, Tecelagem, Bijuteria, trabalhos em Madeira, em Casca de ovo, em Escamas de peixe, e muitos outros artigos únicos e originais, feitos ao vivo e fruto da criatividade dos artesãos; e não podemos esquecer a gastronomia, com os Queijos, Vinhos, Enchidos e Licores, Fumeiro, Doçaria Conventual, Compotas, Geleias, Mel, Chás, etc.

No domingo dia 30 de novembro, teremos a transmissão do programa “Somos Portugal” da TVI, que ajudará a divulgar o artesanato e a gastronomia, assim como a própria Região.

Mas, visitar a FAG é também uma forma de privilegiar a economia regional, privilegiar as pequenas empresas, as empresas familiares, que vendem exclusivamente produto nacional e que, apesar da mudança de paradigmas, na economia, na educação e no desenvolvimento, continuam a preservar no tempo o que outrora constituiu, na economia e na mesa, a sua identidade.

De 28 a 30 de Novembro em Vila Real e com entrada livre, não perca a 17ª edição da FAG - Feira de Artesanato e Gastronomia. Não falte!

O Artesanato e a Gastronomia em Vila Real


O Artesanato e a Gastronomia em Vila REal - FAG 2014
A 17ª edição da FAG – Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Real, vai decorrer de 28 a 30 de Novembro, no pavilhão de Exposições da Nervir. A FAG é uma referência, em termos de artesanato e gastronomia na região, contribuindo para a dinamização e valorização dos produtos artesanais, das artes e do comércio tradicional, em detrimento de outras formas de comércio de massas.

A NERVIR - Associação Empresarial e a Câmara Municipal de Vila Real organizam este evento como um momento em que se mostra e se tenta preservar para o futuro, um conjunto de atividades artesanais e culturais que todos temos obrigação de ajudar a perpetuar, pois fazem parte da  nossa memória cultural.

A Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Real constitui também uma homenagem ao povo de Trás-os-Montes que, apesar da inexorável mudança de paradigmas, na economia, na educação e no desenvolvimento, continua a preservar no tempo, o que outrora constituiu, na economia e na mesa, a sua identidade.

A gastronomia, assim como o artesanato produzido e exposto na FAG não têm concorrência; são obras de arte únicas, transmitidas de geração em geração, e constituem um património inestimável e um importante legado para as gerações vindouras.

Complementa esta edição da FAG, a transmissão, no dia 30 de novembro, do programa Somos Portugal da TVI, que contribuirá para a divulgação do artesanato e da gastronomia presentes, assim como para a divulgação do que de melhor Vila Real e a região, têm para oferecer.

A FAG 2014 tem entrada livre e abre ao público no dia 28 de novembro às 16H00, nos dias 29 e 30 de novembro, abre às 10H00.

Feira das Tradições e Sabores 2014 - Vila Nova de Paiva


O Município de Vila Nova de Paiva vai realizar, no próximo dia 14 de setembro (domingo), na freguesia de Vila Cova à Coelheira, a Feira das Tradições e Sabores, que consiste numa feira de artesanato e de produtos gastronómicos da região, no qual está integrado o  XXXI Festival de Folclore de Vila Cova à Coelheira.

A organização desta iniciativa pretende  que o artesanato seja nas áreas mais tradicionais possíveis como: cestaria, madeiras, ferro, tapeçaria, trabalhos em pedra, tecelagem, burel, lãs, linhos, entre outros.
Haverá ainda a degustação de alguns produtos, confeção de bôlas em forno de lenha e a exposição o Ciclo do Pão. 

Pelas 18h30 será a atuação de Mónica Sintra.
As inscrições estão abertas para os expositores que pretendam participar na feira, até as 17h de dia 06 de setembro (sábado). 

Para mais informações, deve contatar o Posto de Turismo pelo 232 609 900, de 3.ª a sábado das 10h às 12h30 e das 14h às 17h, ou via e-mail para turismo@cm-vnpaiva.pt .
REGULAMENTO

Feira das Tradições e Sabores
1.- A  Feira das Tradições e Sabores é uma organização da Câmara Municipal.
2.- Podem inscrever-se nesta feira a título individual ou em representação de Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Entidades Regionais de Turismo ou outras Instituições desde que apresentem produto regionais.
3.- A Feira decorrerá no dia 14 de setembro (domingo) de 2014, no Largo da Feira em Vila Cova á Coelheira.
4.- A abertura da feira será às 10h30 e o encerramento será pelas 19h30.
5.- As bancas deverão estar prontas até às 10h do dia 14 de setembro de 2014.
6.- A ocupação da banca será facultada mediante inscrição formalizada através de boletim próprio e entregues pessoalmente no Posto de Turismo / Loja TERRAS ou através de endereço postal (Praça D. Afonso Henriques, n.º 1 – 3650 – 207 Vila Nova de Paiva) até ao dia 6 de setembro de 2014.
7.- As inscrições são limitadas.
8.-  O produtor não poderá ceder a ocupação do espaço sem prévia autorização da Organização.
9.- Os produtores e todos os outros utilizadores da feira deverão retirar as suas viaturas do interior do recinto, impreterivelmente, até às 9h30 e após o encerramento volta a ser permitida a entrada das viaturas.

Festival Itinerante da Cultura Tradicional - L BURRO I L GUEITEIRO


L BURRO I L GUEITEIRO - Festival Itinerante da Cultura Tradicional
L BURRO I L GUEITEIRO - Festival Itinerante da Cultura Tradicional
De 23 a 27 de Julho
Aldeia da Granja, Fonte Ladrão, Palaçoulo e Prado Gatão
Concelho de Miranda do Douro


O Festival Itinerante de Cultura Tradicional L Burro i L Gueiteiro caracteriza-se por ter uma dupla missão: mostrar o melhor do Planalto Mirandês e quebrar, ao mesmo tempo, o estereótipo de uma cultura parada no tempo. Bem pelo contrário, acreditamos que está em constante transformação e que temos, por isso mesmo, a responsabilidade de contribuir com actividades criativas e de qualidade que a estimulem. Isso significa trazer pedaços de outras culturas, mas também repensar o contacto com o que é de cá, e que continuamos a privilegiar.

O L Burro i L Gueiteiro é então um festival que pretende, acima de tudo, dar a conhecer a riqueza e diversidade do Planalto: das paisagens aos saberes, dos campos às aldeias, dos burros aos gaiteiros, tendo presente que tradição e inovação não se opõem – constroem-se mutuamente; e que, por essa razão, não é só o festival que é itinerante, mas também a cultura que viaja com ele.

É um evento a pensar em todos - miúdos e graúdos – os que gostam de caminhadas por percursos bonitos, de refeições apetitosas, de sestas burriqueiras, de oficinas instrutivas, de boa música e de muita festa. Por tudo isto, é ainda um festival familiar e relaxado, como se de um longo e preguiçoso Domingo em família, entre burros e ao som da gaita-de-fole se tratasse.

Relaxe, Passeie, Descanse, Divirta-se – sempre com calma, sem pressas. Entre no espírito do festival e venha BURRICAR COM VAGAR!

PROGRAMA

Quarta-feira, 23 de Julho de 2014
Aldeia da Granja

Das 18h00 às 23h00   - Abertura da 12ª Edição “L Burro I L Gueiteiro”
Inscrições/recepção dos participantes
Actuação do grupo de Pauliteiros da aldeia da Granja – a confirmar

Quinta-feira, 24 de Julho de 2014
Aldeia da Granja 

10h00 - Caminhada na companhia do Burro de Miranda na envolvência da aldeia da Granja
13h00 - Piquenique no lameiro
15h00 - Sesta burriqueira
16h00 - Regresso à aldeia da Granja: Caminhada na companhia do Burro de Miranda
18h00 - Oficina de cantos da terra - Sofia Portugal - Escola de Música Tradicional do CCRAM
1
20h00 - Jantar na aldeia da Granja
21h30 - Peça de Teatro "L Tamborileiro de la Pruoba" - Grupo de Teatro da Lérias (Lérias Associação Cultural)

Concertos
Luís António Pedraza
Saracotelho – Professores da Escola de Música Tradicional do CCRAM1


Sexta-feira, 25 de Julho de 2014
Da aldeia da Granja à aldeia de Palaçoulo

10h00  - Caminhada na companhia do Burro de Miranda, da aldeia da Granja até à aldeia de Fonte Ladrão
13h00 - Piquenique no lameiro

15h00
- Sesta Burriqueira
16h00 - Continuação da caminhada na companhia do Burro de Miranda até à aldeia de Palaçoulo
20h00 - Jantar na aldeia de Palaçoulo
21h30 - Sessão de contos com o "Pior Contador de Histórias do Mundo", Rodolfo Castro
Concertos - João Gentil | Las Çarandas


Sábado, 26 de Julho de 2014
Aldeia de Palaçoulo
10h30 - Visita às indústrias e artesãos de Palaçoulo: tanoaria e cutelaria
Artesãos:
1. - Navalhas Irmãos Pires, Lda. - Facas Artesanais, machadas, canivetes, punhais, cutelos
2. - Francisco Cangueiro& Elsa Cangueiro - Talha em Madeira e Chifre, cutelaria tradicional
3. - José da Cruz Pêra Macias - Cutelaria tradicional
Indústria: 
1. - José Maria Martins, Cutelaria Tradicional de Palaçoulo Lda.- Facas, talheres, navalhas para brindes, artigos de churrasco
2. - Fábrica de Cutelarias Filmam Lda - Navalhas, facas, talheres, conjuntos de trinchar, de cozinha e de facas, cutelos, afiador de facas, tenaz, saca rolhas, …
3. - J.M.Gonçalves - Tanoaria, Lda
4. - Tacopal - Tanoaria e construção civil de Palaçoulo, Lda

13h00 - Almoço na aldeia de Palaçoulo
15h00 - Sesta Burriqueira
15h30 - Actividades na aldeia
- Oficina de percussão tradicional (Associação P. E. D. Gaita-de-Foles e Escola de Música Tradicional do CCRAM1)
- Introdução à Flauta Pastoril de 3 buracos (Luís António Pedraza - inscrição 5€)
- Oficina de Gaita-de-Fole (Víctor Felix e Mario Estanislau - Sons da Música, construtores de instrumentos musicais)
- Dança dos Pauliteiros – Pauliteiros Mirandeses de Palaçoulo (Caramonico – Associação para o Desenvolvimento integrado de Palaçoulo)
- Danças tradicionais Mirandesas (Suzana Ruano – Las Çarandas)
Oficina de Cusco(s) Transmontano (Associação Tarabelo)
- Oficina de construção de burros de cartão (Livraria Gatafunho)
- Percurso pedestre de interpretação da natureza (Paulo Pereira, biológo)
- Elaboração de uma farmácia caseira com base em plantas selvagens (Divulga Caminho - Associação Cultural)
- Identificação de aves do Planalto Mirandês (ATN - Associação da Transumância e Natureza)
- Curso de identificação de libélulas e libelinhas (Associação Tarabelo)
- Laboratório de natureza com observação de espécimes à lupa (Miguel Peixoto, biólogo)
- Cultivo de cogumelos – Repolga Pleurotus ostreatus - produção e inoculação de substratos à base de palha e composto de estrume de burro e pomba (Palombar – Associação para a conservação da natureza e património rural - inscrição 10€ - no final da oficina poderá levar o seu saco inoculado para casa (para posteriormente produzir cogumelos))
- Visita ao Centro de Valorização do Burro de Miranda (AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino)

Distrito de Vila Real: Artesanato


Alguns dos últimos conteúdos disponibilizados no Portal do Folclore Português foram sobre o Artesanato do distrito de Vila Real:

Tecelagem
“O Bragal” – tecido de puro linho, nasce de um ciclo trabalhoso, a que ainda é possível assistir em alguns pontos do distrito de Vila Real.

Entre Abril e Maio, a semente – a linhaça – é lançada à terra, cuja preparação para a receber exige inúmeros cuidados – vessada. São necessárias as regas certas e muito saber, não vá o tempo pregar alguma. (...)

Olaria
Olaria diz-se da arte de oleiro que é relativa a “panelas”, de barro.

Para o povo transmontano, a Olaria passa, não só, pela componente decorativa, como também se afirma como utilitária, exprimindo-se em formas simples e funcionais.

Faça-se especial destaque para a “louça preta de Bisalhães”, pertencente ao concelho de Vila Real, datando as primeiras peças de 1722. (...)

Cestaria
O cesteiro e o cesto são figuras habituais em qualquer contexto rural. Em tempos em que os materiais naturais predominavam face aos materiais sintéticos, a arrecadação e o transporte de géneros e artigos realizavam-se utilizando a cestaria. (...)

Rendas e Bordados
A realização da prática artesanal dos bordados e das rendas ascende a tempos bastante recuados. Ela nasce do jeito e da paciência da figura feminina, e, crê-se, nas classes nobres, onde o tempo urgia ser preenchido, o tempo em que a mulher esperava pelo seu senhor. “O Homem, senhor da guerra; a Mulher, senhora do Lar”.(...)

Latoaria
Em tempos idos, os recipientes, utilizados para uso doméstico, decorativo e mesmo para os trabalhos do campo, tinham como base materiais como a lata, a chapa, o estanho, o cobre, entre outros. Saber mais>>>

Tanoaria
Arte e Utilidade – reunidas numa só palavra, Tanoaria.

País vinhateiro, Portugal tem como característico o processo da concepção do vinho. Passando por tarefas múltiplas, desde a colheita à vindima, a saga culmina no armazenamento que exige técnica e engenho, contribuindo para a reconhecida qualidade da famosa seiva.(...)

Tamancaria
Os socos e os tamancos eram habitualmente usados como calçado, pelos mais desfavorecidos, ou por aqueles que trabalhavam directamente com a terra.

Com a base de madeira e o revestimento em pele, o pé delicado ou grosseiro acomodava-se e movia-se, ou com graça, ou com segurança e robustez.(...)

Pintura em Cerâmica
De significado bastante abrangente, a cerâmica diz respeito ao fabrico de objectos, desde tijolos, telhas e outros objectos de barro cozido, bem como porcelanas, faianças e louça de grés. Mas num sentido mais restrito, aliamos a actividade à “arte de fazer vasos de barro”, passando também pela própria pintura, especialmente aquela respeitante à louça mais fina.(...)

Croças
Croças, capas feitas de colmo ou junco, usadas por camponeses e pastores, para resguardo da chuva e do frio.

A parte nordeste do distrito de Vila Real assume uma tipicidade de clima bastante acentuada, as temperaturas atingem valores, ora muito altos, ora muito baixos. Diz a boca do povo – “três meses de Inferno, nove meses de Inverno”. Muito especialmente os meses de Inverno, exigem aos autóctones uma forte capacidade de resistência e adaptação ao meio.(...)


O distrito de Vila Real integra, conjuntamente com o Distrito de Bragança, quatro concelhos do distrito de Viseu e um concelho do distrito da Guarda, a antiga Província de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Reino Maravilhoso de Miguel Torga:

«Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso.

Embora haja muita gente que diz que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.

O que agora vou descrever, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que um ser humano pode imaginar. Senão, reparem:

Fica ele no alto de Portugal, como os ninhos ficam no alto das árvores para que a distância dos torne mais impossíveis e apetecidos. Quem o namora cá de baixo, se realmente é rapaz e gosta de ninhos, depois de trepar e atingir a crista do sonho contempla a própria bem-aventurança.(…)»


Para além do Artesanato, há ainda a Gastronomia, da qual vamos falar no próximo post, os Trajos, as Danças e os Cantares, os Usos e Costumes, etc.

Museu de Arte Popular – Lisboa: Memórias resgatadas em direcção ao futuro!

Está a decorrer neste fim-de-semana (15 a 17 de Abril), no Museu de Arte Popular – Lisboa, uma reedição do antigo Mercado da Primavera.

“(…) Resgatámos memórias e buscámos novos caminhos para construir a História deste Museu, pois queremos alicerçar, solidamente, o seu futuro, consolidando um destino, uma vocação.

Procurámos conhecer melhor os actores desta construção; recuámos no Tempo. Hoje, contamos, incondicionalmente, com a participação de todos vós, os novos actores.

Chamámos construtores do MAP aos discípulos de uma identidade nacional de raiz romântica que, cedo ou tarde, foram os actores da afirmação de uma outra identidade já nos primórdios de 1930, dentro de uma modernidade igualmente nacionalista, que, desta feita, metamorfoseada pela batuta da Política do espírito e da assumpção da arte popular, projectou uma imagem desse Portugal.

Nos fundadores da genealogia dos construtores do MAP, os românticos que forjavam uma identidade nacional, encontrámos a génese para a compreensão deste Museu. Nos ideólogos da Política do Espírito reencontrámos a metamorfose dos ideais nacionalistas e da sua produção.(…)”

A Directora do Museu de Arte Popular
Arqª Andreia Galvão
in folheto da exposição “Os Construtores do MAP. Museu em Construção”

À entrada do Museu de Arte Popular



A "Capa de Honra" Mirandesa
e exemplares de olaria (Barros de Bisalhães?)

A Arqª Andreia Galvão é a actual Directora do Museu de Arte Popular
Fotos disponibilizadas pelo Dr. Carlos Gomes

Distrito de Vila Real: fumeiro tradicional e artesanato

Fumeiro tradicional

O porco tem sido, desde tempos remotos, um dos pilares da economia doméstica nas comunidades rurais. Ele fornece, bem regrada, carne para todo o ano, proteínas e gorduras que fazem falta, por igual, na dieta de uma região fria como esta. E carne tão saborosa e variegada, que se diz que cada parte tem o seu gosto próprio, desde a ponta do focinho à ponta do rabo – e todas deliciosas.

Os presuntos foram a curar, de pois de convenientemente preparados. Da mesma forma, a gordura, ou unto, vai servir para adubar as sopas e outros cozinhados ao longo do ano. Os lombos, esses têm um destino mais nobre: são utilizados na confecção de enchidos – salpicões e linguiças, na verdade (juntamente com o presunto) o mimo maior de todos os produtos porcinos.

O fumeiro encerra em si antiquíssima arte de temperar. A sua variedade é também surpreendente, desde as alheiras às mouras, e muitas outras variedades, muita delas locais, que só a passagem por lá nos pode revelar.

Poucos cenários serão tão sugestivos como um fumeiro bem guarnecido, na sua enorme variedade, a secar ao fumo da lareira, formando como que um sobrecéu de fartura e sabor na cozinha transmontana. Mas, obviamente, esta produção doméstica, sendo importantíssima para a dieta da família e para a sua economia, não responde às necessidades do mercado. Existem hoje unidades de transformação neste campo, em que o aproveitamento da carne de porco se processa a nível industrial, colocando no mercado produtos de boa qualidade.



Artesanato (Barro Preto e Linhos)

O artesanato é uma das facetas mais interessantes da ruralidade transmontano-duriense. Eele respondeu às necessidades imediatas, comuns, dos dia-a-dia, das populações, em tempos em que a indústria ainda não se tinha desenvolvido o suficiente para colocar os seus produtos na aldeia a preços acessíveis.

Como, porém, o homem cedo se preocupou em deixar uma estética no que lhe sai das mãos, depressa os produtos artesanais começaram a ganhar uma dimensão que transcende o simples utilitarismo e a ser testemunho simultaneamente de valores etnográficos ancestrais e da capacidade criativa do homem rural.

Hoje, apesar do declínio evidente da maioria das actividades artesanais, valorizam-se muito os seus produtos, alguns dos quais alcançaram um verdadeiro estatuto de must, como é o caso dos linhos que as mãos pacientes e artistas das tecedeiras de Agarez (Vila Real), Limões (Ribeira de Pena) e muitas outras povoações serranas criam nos seus teares rústicos, também eles artesanais. É o caso também das louças pretas de Bisalhães (Vila Real) e de Vilar de Nantes (Chaves).

Tantos os linhos (toalhas de mão e de mesa, colchas e outros artefactos) como os barros pretos (bilhas, moringas, alguidares, tachos e esses prodígios de miniatura que dão pelo nome de pucarinhos) têm em Vila Real um momento alto: a Feira de São Pedro, a 28 e 29 de Junho, em que se transaccionam grandes quantidades deste artesanato.




Texto: Folheto - Promoção dos Produtos Regionais do Distrito de Vila Real (NERVIR)

Artesanato Tradicional

«Num mundo em acelerada mutação, os valores e raízes tradicionais estão cada vez mais esbatidos na memória colectiva e longínquos do quotidiano. O artesanato assume-se, assim e muitas vezes, como a presença viva da herança cultural que é matriz da nossa personalidade e identidade, diferentes das de outros povos e culturas. Testemunho incómodo por provir da espontânea expressão do povo que, embora com reduzida formação académica, é riquíssimo no acumular de experiências e na arte de saber fazer. Resistindo a um pseudo-intelectualismo, que o marginaliza, ou a um forçado e propagandeado exotismo, que o escravizou, o trabalho de criação manual tem sabido sublimar-se, chegando aos nossos dias pleno de uma pureza, conquistadora de uma crescente aceitação dos que se reencontram na beleza dos nossos produtos artesanais.»
Rui de Abreu de Lima, in Artesanato Tradicional Português - V - Trás-os-Montes e Alto Douro

Visitem a página do Portal do Folclore Português sobre Artesanato Tradicional
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