Comemoração do Dia Nacional do Folclore Português

Comemoração oficial do
DIA NACIONAL DO FOLCLORE PORTUGUÊS
29 de Maio de 2016
Parque Maria Adelaide - Arcozelo – Vila Nova de Gaia
No dia 29 de Maio de 2016, vamos comemorar o Dia Nacional do Folclore Português, pela primeira vez oficialmente, conforme deliberação da Assembleia da República de 22 de Julho de 2015, por petição da Federação do Folclore Português.
Com esta comemoração pretende-se percorrer mais uma etapa, propondo a todos os folcloristas, um olhar atento, consciente e apaixonado sobre a IDENTIDADE do POVO PORTUGUÊS, conhecer, compreender e respeitar a diversidade das expressões culturais que constituem a herança Patrimonial Cultural Imaterial e Material do nosso Portugal, que desejamos preservar e salvaguardar, permitindo às novas gerações encontrar no presente, orgulho no passado e o desejo de lançar sementes novas, que produzam frutos para o futuro, de valorização e credibilização do Folclore Português.
Alicerçar o Futuro depende de todos que se deixaram apaixonar pelas suas terras, gentes e tradições.

A Federação do Folclore Português
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Festas, Feiras e Romarias de antigamente

«A romaria da serra do Pilar é das mais concorridas. Fazem-se ali mercados e as raparigas do Porto e arrabaldes improvisam bailes em que também volteiam os soldados da fortaleza. A tradição conserva-se para as feiras e para o foliar naquele canto pitoresco da paisagem, onde há tantos anos se faz a romaria. Este ano, como de costume, foi enorme a concorrência, tendo-se feito excelentes negócios e magníficas transações
Inquestionavelmente, é a terra de Entre-Douro e Minho a que oferece aos olhos estáticos do turista as mais lindas e variadas paisagens portuguesas, e que procria a gente mais divertida, mais foliona, mais alegre de todos o país. Foi talvez observando os usos e costumes das povoações do Norte que os franceses engendraram esse velho e tão verdadeiro provérbio: «Les portugais sont toujour gais».
A feira de Santo António em Vinhais é das mais concorridas, pois de muitas léguas em redondo vem gente para as transações no excelente mercado. Com bailes e descantes decorrem as festas tradicionais em que se desafogam os espíritos e se fazem bons negócios.
As Festas de Nossa Senhora da Piedade, cujo dia principal é 8 de Setembro, são uma tradição antiga da vila de Odemira, mobilizando os odemirenses que assim prestam homenagem à padroeira da terra, cuja actual capela foi construída em princípios do século XX.
É no 3º Domingo de Setembro que se realiza, em Espinho, a Romaria de Nossa Senhora d’Ajuda. O culto e a devoção a Maria, Mãe de Deus, sob a invocação de Nossa Senhora d’Ajuda, segundo a tradição, terá nascido com a própria localidade.
«Não acaba a tradição. Por toda a província continuam as romarias com o mesmo cenário de sempre com as suas transações e os seus devotos. A do Senhor da Pedra fez-se como em todos os anos tendo uma enorme concorrência.»
«De 4 a 6 do corrente, com o máximo esplendor, realizou-se em Mirandela a festa à Senhora do Amparo; a procissão foi deveras imponente, não se faz nenhuma com mais brilho e grandeza na província de Trás-os-Montes. Houve arraial e lindas iluminações sobre o Tua
Nos finais do século XIX e começos do século XX, a romaria ao Senhor da Serra que se realizava na localidade de Belas, no concelho de Sintra, foi uma das mais afamadas e concorridas que então ocorriam nos arredores de Lisboa.

«A feira de Agualva foi pitoresca e chamou gente. Fazia-se negócio, ouvia-se ruído de vozes em disputa, os mendigos lamuriavam pelos caminhos onde os maiorais passavam conduzindo o gado. Ao fim a paisagem verdejante, a vida campestre em toda a sua plenitude, ranchadas que vinham de longe, canções que se perdiam nas quebradas
Perde-se nos tempos a origem das feiras enquanto local onde os povos efectuavam as suas transacções e adquiriam bens que necessitavam e não produziam em troca dos seus próprios produtos, dando origem a uma classe de mercadores que passaram a viver exclusivamente dessa actividade.

«As festas da Senhora dos Remédios em Lamego chamam muita concorrência das freguesias vizinhas que à sombra das árvores seculares faz os seus bailaricos e entoa os seus descantes em louvor da imagem e num culto tradicional. (...)»
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