XXII Encontro de Cantares do Ciclo Natalício


A exemplo de anos anteriores, o Rancho Típico de S. Mamede de Infesta vai realizar mais uma edição do Encontro de Cantares do Ciclo Natalício, no próximo dia 20 de Dezembro, pelas 21h30 no Salão Paroquial de São Mamede de Infesta.
Será um reunir de tradições de vários pontos do país, que nos trazem até nós e até aos dias de hoje, costumes que se perdem nas memórias dos tempos e que muito dignificam a identidade cultural de um povo com memória (o Português) que se destaca e se impõe, através destas manifestações culturais onde urge preservar e dar a conhecer aos mais novos mas também fazendo lembrar aos mais velhos, quotidianos da vida do nosso povo.
O Encontro de Cantares do Ciclo Natalício em S. Mamede de Infesta, engloba dois tipos de manifestações, o cantar religioso e o cantar profano.
No cantar religioso temos que ter em atenção os cantares do advento (Preparação do nascimento de Jesus) na figura de Maria, a Progenitora do Filho Salvador do Mundo, a adoração dos pastores, o beijar o menino na missa do galo e a narrativa da caminhada e chegada dos Reis Magos ao encontro do Menino Jesus. Temas normalmente executados aquando a visita aos presépios e dentro das Igrejas.
No cantar profano, são interpretadas canções a saudar os donos da casa (vivas) mensagens de boas festas  (Natal, Ano Novo e Reis)  Cantares de Janeiras e Reis, onde o intuito era de angariar alguns géneros  para reconfortar os estômagos parcos do povo e dos moços de lavoura, mas também de agradecer as benfeitorias e ajudas que os lavradores com melhores posses lhes tivessem feito. Decorriam estes Cantares ao serão de porta a porta e no período do Natal aos Reis.

Cantar ao Menino - Cantar as Janeiras - Cantar dos Reis


Cantar as Janeiras é uma tradição que consiste no cantar de músicas pelas ruas, por grupos de pessoas, anunciando o nascimento de Jesus e desejando um feliz Ano Novo. Esses grupos vão, de porta em porta, pedindo aos residentes as sobras das Festas Natalícias.

Tipicamente, ocorrem em Janeiro, começando no dia 1 e estendendo-se até ao dia 6, Dia de Reis ou Epifania. Hoje em dia, muitos grupos prolongam o Cantar de Janeiras durante todo o mês.

A tradição geral e mais acentuada é nos grupos folclóricos, que vão cantar de porta em porta pela vizinhança.

Terminada a canção numa casa, espera-se que os donos tragam as ofertas (chouriço, morcela, etc.).

No fim da caminhada, o grupo reúne-se e divide o resultado, ou então, comem todos juntos aquilo que receberam.

As músicas são, por norma, já conhecidas, embora a letra seja diferente em cada terra. São músicas simples, habitualmente à volta de quadras simples que louvam o Menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os moradores que contribuíram.

Tipicamente, havia também algumas quadras insultuosas, reservadas para os moradores que não davam as ofertas que fazem parte da tradição.

O Cantar dos Reis é uma antiga tradição celebrada no dia de Reis. Grupos chamados de "reiseiros", agrupavam-se conforme a categoria profissional para as celebrações: viam-se troupes dos caixeiros, de limpadores de chaminés, de feirantes, de instrumentistas, de doutores, de moradores, e até de estrangeiros que invocavam os reis Magos. Durante a noite do dia 5 de Janeiro, estes grupos percorriam as ruas da cidade, dançando e tocando em procissões e cantavam às portas das casas.

Alargado o prazo de candidaturas ao EFFE Festival Label até 15 de Dezembro de 2014!


A plataforma EFFE - Europa para os Festivais, Festivais para a Europa, gostaria de agradecer a todos os festivais que se candidataram ao selo EFFE. Tivemos mais de 2.500 registos na plataforma e muitas candidaturas por toda a Europa. Estamos ansiosos por perceber a visão destes festivais, como se comprometem artisticamente, como envolvem as suas comunidades e qual a sua perspetiva europeia e mundial.

Foram imensas as candidaturas que recebemos até agora, no entanto, uma vez que o interesse nestes últimos dias para candidaturas tem sido imenso, e dado que se juntaram ao projeto novos pontos de contacto nacionais (Estónia, Polónia, Sérvia), decidimos alargar o prazo para as inscrições até ao dia 15 de Dezembro de 2014.

Foram muitos os festivais, desde pequenos a grandes, da música às artes digitais, de norte a sul da Europa que já se candidataram. No entanto, queremos que todos os festivais tenham oportunidade para se candidatar. Para os festivais que não tiveram conhecimento do projeto a tempo, terão agora mais algumas semanas para o fazer.

A candidatura é fácil e simples. Na primeira secção, deverá fornecer informações básicas sobre o seu festival. Após esta secção, encontrará o espaço onde se pretende que justifique o compromisso do seu festival com os valores fundamentais da plataforma EFFE: descrevendo como é que o seu festival contribui para o avanço da excelência artística, como é que ele envolve/integra a comunidade, e como se liga à dimensão Europeia e Mundial.

Esperamos que este tempo extra faça com que ainda mais festivais por toda a Europa  se juntem à rede, e tenham assim a oportunidade de obter o selo EFFE. Não se esqueçam que os destinatários do selo EFFE serão incluídos num guia interativo de alta visibilidade, proporcionando o acesso a todo um novo conjunto de público/espetadores europeus e internacionais.

FAG 2014 - Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Real


FAG - Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Real
Com a transmissão do programa Somos Portugal da TVI

De 28  a 30 de Novembro, as portas da NERVIR – Associação Empresarial, vão estar abertas para celebrar a décima sétima edição consecutiva, de uma das mais antigas, senão a mais antiga Feira de Artesanato e Gastronomia da região, organizada pela NERVIR e pela Câmara Municipal de Vila Real, e onde se pode apreciar o artesanato, do mais tradicional ao contemporâneo, assim como descobrir as mais diversas iguarias gastronómicas.

A FAG – Feira de Artesanato e Gastronomia do distrito de Vila Real, tem entrada gratuita para os visitantes e o Pavilhão de Exposições da NERVIR está já completo, apenas havendo lugares no exterior, pois foi grande a adesão de artesãos e de expositores com produtos gastronómicos.

Vão estar presentes artesãos com Joalharia, Pintura em Tecido, Artesanato em Burel, Tapeçarias e Malhas, Bordados manuais em linho, Olaria, Artesanato em pele, artigos em Cortiça, Cerâmica, Tecelagem, Bijuteria, trabalhos em Madeira, em Casca de ovo, em Escamas de peixe, e muitos outros artigos únicos e originais, feitos ao vivo e fruto da criatividade dos artesãos; e não podemos esquecer a gastronomia, com os Queijos, Vinhos, Enchidos e Licores, Fumeiro, Doçaria Conventual, Compotas, Geleias, Mel, Chás, etc.

No domingo dia 30 de novembro, teremos a transmissão do programa “Somos Portugal” da TVI, que ajudará a divulgar o artesanato e a gastronomia, assim como a própria Região.

Mas, visitar a FAG é também uma forma de privilegiar a economia regional, privilegiar as pequenas empresas, as empresas familiares, que vendem exclusivamente produto nacional e que, apesar da mudança de paradigmas, na economia, na educação e no desenvolvimento, continuam a preservar no tempo o que outrora constituiu, na economia e na mesa, a sua identidade.

De 28 a 30 de Novembro em Vila Real e com entrada livre, não perca a 17ª edição da FAG - Feira de Artesanato e Gastronomia. Não falte!

Pessoas relacionadas com o Folclore e a Etnografia da nossa terra - II

Nasceu em Castedo do Douro (Sabrosa), em 30-04-1931 e faleceu a 23 de Outubro de 2007.
Nasceu em Leça da Palmeira, 9.8.1893 - Faleceu em Vila Nova de Gaia, 20.1.1977. 
Nasceu em  Arcozelo, 23.07.1924 – faleceu em Arcozelo, 9.07.2011.
(1923-2005) - Natural do Funchal, engenheiro silvicultor de profissão.
(1910-1990). Etnólogo,  responsável pela renovação desta ciência em Portugal, era natural do Porto. 
 
Porto, 1908-1973 - Etnógrafo português, natural do Porto. 
Nasceu em Tomar a 17/12/1906. Compositor e musicólogo.
São Gens de Calvos, Póvoa de Lanhoso n. 1865 - Porto f. 28/07/1937. 
Nasceu em Vale de Lobos, em 1890. Faleceu em Lisboa no ano de 1977. 

Pessoas relacionadas com a Etnografia e o Folclore da nossa terra - I


Ao longo dos últimos quase 150 anos, muitas pessoas têm dedicado as suas vidas à investigação, à recolha, à preservação e à divulgação da Cultura Popular Portuguesa, nas suas diversas vertentes. A partir deste espaço pode ter acesso a informações biográficas e outras sobre aqueles(as) que, ao longo dos anos, assumiram, com espírito de missão, a defesa da Cultura Popular Portuguesa como uma tarefa inadiável e que urge continuar. Basta clicar no respectivo nome…

http://www.folclore-online.com/pessoas/abade_bacal.html
Francisco Manuel Alves
Nasceu em Bragança, a 9 de Abril de 1865 e faleceu a 13 de Novembro de 1947, em Bragança.
Altino Moreira Cardoso
Nasceu em 8.12.1941, na freguesia de Loureiro, concelho de Peso da Régua
 
António Aragão
Nasceu na ilha da Madeira, em S. Vicente, a 22 de Setembro de 1921. Faleceu no Funchal a 11 de Agosto de 2008.
 
António Gomes Pereira
Nasceu na Casa de Chapre, em Midões (Barcelos), em 30 de setembro de 1859 e faleceu na mesma Casa, no dia 6 de abril de 1913.
António da Rocha Peixoto
Nasceu a 18 de Maio de 1868, na Póvoa de Varzim. Faleceu a 2 de Maio de1909, no Porto.
António Joaquim Tavares Ferro
Nasceu em Lisboa, 17.08.1895 - ib., 11.11.1956
 
António Jorge Dias Nasceu no Porto, em 1907, e faleceu na mesma cidade, em 1973.
 
 
António Lourenço Fontes
Nasceu em Cambezes do Rio (Montalegre) em 22 de Fevereiro de 1940. Mentor e dinamizador dos Congressos de Medicina Popular em Vilar de Perdizes.
António Maria Mourinho
Nasceu em Sendim, Miranda do Douro, em 1917 e faleceu em 13 de Julho de 1996

1ª Mostra de Folclore Terras d’Além Tejo


Folclore do Alentejo mostra-se em Borba

Integrado na Festa da Vinha e do Vinho em Borba, terá lugar dia 9 de Novembro (Domingo), a 1ª Mostra de Folclore “ Terras d’Além Tejo”, resultado de uma parceria do Conselho Técnico Regional do Alentejo da Federação do Folclore Português e da Câmara Municipal de Borba.

As gentes de Borba e do Alentejo e todos os visitantes da Festa da Vinha e do Vinho poderão assistir a um espectáculo único onde todo o Alentejo estará representado de forma imponente e brilhante através dos grupos folclóricos participantes, que são fiéis embaixadores da cultura tradicional desta tão vasta região e, por tantos ainda, culturalmente desconhecida.

Folclore, Etnografia, Tradições, hábitos, usos e costumes das gentes alentejanas sobem, assim, ao palco em Borba, através da actuação de diversos grupos folclóricos do Alentejo, que irão mostrar ao país e ao mundo a diversidade e a autenticidade do folclore desta região.

Estão assim reunidas condições para uma Grande Mostra de Folclore, única na nossa região e para a qual estão todos convidados para esta tarde mágica de tradição e reviver de memórias e história do nosso povo alentejano.

O Litoral Alentejano estará representado nesta Mostra pelo Rancho Folclórico de Alcácer do Sal; a representação do “Cante Alentejano” vem do distrito de Beja, pelas vozes incomparáveis do Grupo Coral e Etnográfico Camponeses de Pias. Do distrito de Portalegre virá o Grupo Folclórico e Cultural da Boavista, e o distrito de Évora será representando pelo Rancho Folclórico Cravos e Rosas de Orada. Também do concelho de Portalegre vai estar presente o Rancho Folclórico de Fortios. A todos os grupos do Alentejo, juntar-se-á um grupo convidado de outra região do país, o Rancho das Lavradeiras da Trofa.

O Artesanato e a Gastronomia em Vila Real


O Artesanato e a Gastronomia em Vila REal - FAG 2014
A 17ª edição da FAG – Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Real, vai decorrer de 28 a 30 de Novembro, no pavilhão de Exposições da Nervir. A FAG é uma referência, em termos de artesanato e gastronomia na região, contribuindo para a dinamização e valorização dos produtos artesanais, das artes e do comércio tradicional, em detrimento de outras formas de comércio de massas.

A NERVIR - Associação Empresarial e a Câmara Municipal de Vila Real organizam este evento como um momento em que se mostra e se tenta preservar para o futuro, um conjunto de atividades artesanais e culturais que todos temos obrigação de ajudar a perpetuar, pois fazem parte da  nossa memória cultural.

A Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Real constitui também uma homenagem ao povo de Trás-os-Montes que, apesar da inexorável mudança de paradigmas, na economia, na educação e no desenvolvimento, continua a preservar no tempo, o que outrora constituiu, na economia e na mesa, a sua identidade.

A gastronomia, assim como o artesanato produzido e exposto na FAG não têm concorrência; são obras de arte únicas, transmitidas de geração em geração, e constituem um património inestimável e um importante legado para as gerações vindouras.

Complementa esta edição da FAG, a transmissão, no dia 30 de novembro, do programa Somos Portugal da TVI, que contribuirá para a divulgação do artesanato e da gastronomia presentes, assim como para a divulgação do que de melhor Vila Real e a região, têm para oferecer.

A FAG 2014 tem entrada livre e abre ao público no dia 28 de novembro às 16H00, nos dias 29 e 30 de novembro, abre às 10H00.

Feira-Mostra de S. Martinho nas Terras do Gerês


Vai realizar-se nos próximos dias 7, 8 e 9 de Novembro, a 14ª edição da Feira-Mostra de S. Martinho nas Terras do Gerês, uma iniciativa do Município de Terras de Bouro e d a ATAHCA (Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave).

A vila de Terras de Bouro, durante esses três dias, vai acolher inúmeras atividades alusivas ao evento, onde destacamos o Festival Folclórico, a Caminhada de S. Martinho (organizada pela Associação Gerês Viver Turismo),  a atuação do cantor Hélder Baptista e a já afamada corrida de cavalos.

Este ano, a XIV Feira-Mostra de S. Martinho conta com uma participação extra de enorme importância para a divulgação de Terras de Bouro e do Gerês, já que terá a presença da TVI - Televisão Independente que, durante toda a tarde de domingo, transmitirá em direto do certame  o programa “Somos Portugal”.


Feira dos Santos de Cerdal - Grande Feira do Noroeste Peninsular


No próximo fim-de-semana, 1 e 2 de Novembro, vai realizar-se na freguesia valenciana de Cerdal a Feira Anual dos Santos, considerada a a grande feira/romaria do calendário anual galaico-minhoto e a maior do Noroeste Peninsular.

Os milhares de visitantes podem desfrutar de um amplo espaço e de uma vasta oferta de produtos proporcionada por mais de 400 expositores distribuídos pelos diversos setores. Como é já tradição, a feira decorre no Terreiro de São Bento da Lagoa, num espaço devidamente infraestruturado para o efeito, junto à estrada nacional São Pedro da Torre/Paredes de Coura, a 5 minutos do acesso à A3 e das pontes internacionais.

O Dr. Francisco Sampaio, antigo Presidente da Região de Turismo do Alto Minho, escreveu a propósito desta feira: “É Feira à moda antiga e sendo a última grande Feira do ano no Alto Minho, arrasta no seu imaginário aquele ar de Festa e Arraial onde se diz missa, se cumprem ex-votos e promessas, e se acotovela o povo-léu das redondezas. De Viana e de Ponte, de Monção e de Melgaço, de Coura e dos Arcos, dos Ayuntamientos da Raia Galega, tudo se achega numa alegria difusa e constante entre barracas e esparabéus, do plástico e dos factos à medida, das marcas e cassetes piratas, quinquilharias e ferragens, chitas e fazendas, loiças de Barcelos, móveis de Paredes, ourives de Gondomar, garranos dos montados do Corno do Bico e piscas das lavradas de Ganfei.”.

A Feira dos Perícos dos Santos

Os espaços mais próximos à Capela de São Bento acolhem as lavradeiras da região que nesta época vendem, sobretudo, os perícos dos santos (peras pequenas típicas desta região), as castanhas cruas ou cozidas, as nozes, os dióspiros e muitos outros produtos do campo.

Feira das Trocas

A 2 de novembro, este certame ganha o nome de Feira das Trocas. Uma tradição antiga de trocar os produtos adquiridos na véspera que por alguma razão não serviam.

Feira Secular

A Feira dos Santos é uma feira / romaria secular e um verdadeiro ponto de encontro galaico-minhoto que cativa, ano após ano, milhares de visitantes. A feira já aparece documentada em 1758 e é um ponto de confluência de povos e onde, por excelência, se sente a alma galaico-minhota.

Feira de Gado e Corridas de Cavalos

Os cavalos garranos, típicos da região, são um dos principais atrativos desta feira com as castiças e singulares licitações e mostra dos animais, por parte dos muitos criadores da região norte de Portugal e do sul da Galiza, a animarem as manhas do dia 1 de novembro. Para além do gado cavalar este setor contará, ainda, com gado bovino e caprino.

As emblemáticas corridas de cavalos decorrerão no dia 1, a partir das 14h00, na Pista das Corridas.

As Tasquinhas e as Desgarradas

Nas tasquinhas da feira fazem-se, por tradição, as provas dos vinhos novos da região e, também, se apreciam os mais diversos petiscos, com destaque para os rojões, o caldo verde e as castanhas assadas. Nas noites de 31 de outubro e 1 de novembro decorrem os cantares ao desafio e as desgarradas a cargo dos tocadores de concertina da região nas muitas tasquinhas típicas montadas na feira.

Superstições e crendices dos nossos avós


Tradicionalmente, existe todo um universo de crenças, que permanentemente ameaçam as pessoas. Uma das mais temidas é a do "mau-olhado" que leva a toda uma série de sintomas e malefícios. A "doença" típica provocada pelo mesmo é o "quebranto", onde o atingido tem perda da vivacidade, olhos lacrimejantes, sonolência entre outros. A cura só se dá através de muita benzedura.

Segundo a crença popular, não se deve brincar com a própria sombra, pois pode "trazer doença", nem contar estrelas, pois faz nascer verrugas também conhecidas por “cravos”. Deve-se evitar ter em casa búzios e caramujos ou barcos em miniatura, pois os mesmos "chamam" males. Borboletas pretas, mariposas, morcegos e cobras são animais peçonhentos que representam mau agouro, pois foram criados pelo diabo.

Se matar gatos traz sete anos de atraso na vida, já uma rapariga que pisa em cima do seu rabo não casa.

Estes são apenas alguns exemplos das infindáveis superstições e crenças que faziam e ainda fazem parte do quotidiano de muitas comunidades, particularmente as rurais, por vezes ditando normas e condutas sociais.

Superstições diversas

Várias superstições concernentes às crianças
Se a criança nasce ao sábado ou a o domingo, não entrará com ela causa ruim; se à sexta-feira, as bruxas não querem nada com ela; se em dia de Ano Bom ou Natal, será feliz; se em ano bissexto, não será atacada de bexigas. Dá azar nascer em 3 ou 13. Saber mais>>>

Superstições relacionadas com a comida e o comer
Quem come um fruto pela primeira vez num ano benze-se com ele, dizendo: «deixa-me fazer novo. Em nome de Padre, Filho e Espírito Santo» (Alportel, Algarve). Nas mesmas circunstâncias, na Beira, diz-se: «Ano melhorano, Deus me deixe chegar ao ano.» Ouvi que, em Coimbra, quando se come uma coisa pela primeira vez, se formulam três desejos. Saber mais>>>

Superstições com o vestuário
Em Carviçais, Moncorvo (Abade José Tavares, 1904), crê-se que quem morre mascarado vai para o Inferno. Também ali se crê que é de muito mau agouro dormir com os sapatos no sobrado, voltados com as palmilhas para cima, ou com os sapatos à cabeceira, ou com o chapéu aos pés (ou com a candeia no chão). Também é aziago, algures, colocar os sapatos em disposição inversa. Sabermais>>>

Superstições com os animais
Ligadas aos animais, correm muitas superstições, das quais bastantes se incluíram noutros lugares. Agora ficam aqui reunidas umas, mais características, tanto de carácter geral como de aplicação a um ou outro animal. Crê-se (por exemplo, em Mangualde e Lisboa) que é bom ter animais em casa, pois certas doenças, e até a morte, vão para eles, em vez de atacarem as pessoas. Sabermais>>>

Superstições relacionadas com a água
Não é bom beber água de noite, porque ela está a dormir, e se não puder deixar de beber-se bata-se para a acordar e não fazer mal (Óbidos e Mangualde). Também em Carviçais, Moncorvo, se diz que a água dorme de noite, e em Baião, quando alguém tem sede de noite e quer beber água, é necessário deitar uma pinga fora e diz-se: «Acorda, água, que eu também já acordei!» «Vamos pelo que diziam os antigos»! Saber mais>>>


As «crendices» das ervas
"Como sempre todas as plantas se mostraram importantes para a humanidade, outrora consideradas filhas divinas da Mãe-Terra. Daí a sua também popularização através de envolvimentos mais ocultos pelos seus «atributos mágicos» em crendices populares, ensalmos, esconjuros, fórmulas de atalhar ou mézinhas criadas pelas chamadas «mulheres de virtude», «talhadeiras» ou «benzedeiras», pelos feiticeiros ou por tantos de nós em rituais que ainda hoje perduram nas nossas aldeias." Saber mais>>>
 

O Grupo de Folclore Casa de Portugal em Andorra inaugurou a Sede Social e apresentou o seu novo trabalho discográfico


O Grupo de Folclore Casa de Portugal no Principado de Andorra apresentou, no Domingo passado, dia 5.10.2014, o seu terceiro trabalho discográfico, tendo, na mesma ocasião, inaugurado a Sede Social da coletividade.

Situada na Carretera de la Comella, 10 B, no centro da capital do Principado, em Andorra la Vella, a inauguração do novo espaço cultural do Grupo contou com a presença do Padre Albano Fraga, que benzeu as instalações, assim como muitos elementos do Grupo, colaboradores, amigos e o músico e compositor Jordi Botey, encarregado da gravação do cd realizado no Auditório Nacional de Andorra.

O Presidente do Grupo, Tomás Pires deu as boas-vindas a todos os assistentes, tendo, de seguida, Padre Fraga procedido à bênção das instalações, proferindo palavras de apreço para com todos os presentes.

Seguiu-se a apresentação do trabalho discográfico, composto por 12 temas do reportório do Grupo, tendo José Luís Carvalho, Diretor Artístico, informado acerca dos detalhes técnicos que levaram à produção do terceiro álbum musical que contou com o patrocínio do empresário português José Costa, gerente da empresa Grup Nova Constructora.

De seguida, o Presidente e a Vice-Presidente, Vânia Novais, procederam à colocação do quadro do novo Cd junto aos dois trabalhos discográficos anteriores, editados em 2001 e 2006.

Perante os meios de comunicação social andorranos, televisão e imprensa escrita, assim como da rádio Ondas de Portugal, Tomás Pires convidou todos os assistentes para um Porto de Honra, que decorreu num ambiente de cordialidade e de satisfação pelo novo espaço de cultura e amizade e pela consolidação discográfica do Grupo, já com três discos editados.

Danças populares portuguesas tradicionais


“(...) por «danças populares portuguesas» queremos designar as «danças populares portuguesas tradicionais», as quais englobam três categorias: as «danças folclóricas», as «danças populares propriamente ditas» e as «danças popularizadas».) Procurar determinar e designar as mais arcaicas danças populares portuguesas é, obviamente, estultícia, até porque é impossível fazê-lo. Dado que a dança é uma actividade e uma função tão velhas como a própria Humanidade, poderemos dizer que na Península Ibérica se baila desde que nela surgem seres humanos, autóctones ou vindos de qualquer outra região da Terra.”
Tomaz Ribas in "Danças Populares Portuguesas"

Danças Tradicionais de Trás-os-Montes
Vinte e cinco. Um dos «llaços» ou figuras da *Dança dos Paulitos. Começa por uma espécie de apelo do bombo, destinado a congregar os bailadores, os pauliteiros (em número de dezasseis), seguido da dança, executada instrumentalmente por gaita de foles, tamboril, bombo e castanholas, a que vem juntar-se o som seco da percussão dos próprios paulitos, atributo dos bailadores, numa curiosa e excitante polirritmia. Muito espalhada nos concelhos de Miranda, Vimioso, Mogadouro. Saber mais>>>
In Guia de Portugal, organizado por Sant'Anna Dionísio, V volume (Trás-os-Montes e Alto Douro), editado pela Fundação Calouste Gulbenkian

Breves notas sobre as Danças Populares Portuguesas de hoje
Bailarico | Ciranda | Chula | Corridinho | Fandango | Farrapeira | Gota | Malhão | Regadinho | Saias | Tirana | Verde-Gaio | Vira | Saber mais>>>
 In "Danças Populares Portuguesas", Tomás Ribas

Danças Regionais
Nem todas as danças predilectas da nossa gente são tradicionais. Já o Minueto cortesão, a Gavota e o Fandango espanhol se cantaram e bailaram ente nós no século XVIII, assim como as seguintes danças de salão do século passado: a Valsa alemã, a Mazurca polaca e a Polca boémia, que influenciaram o melodismo popular, especialmente pelos ritmos. Ajuntem-se-lhes a Contradança inglesa, a Quadrilha francesa, o Schottish e o Pas de Quatre. Saber mais>>>
In Danças Regionais. Secretariado Nacional da Informação, Mocidade Portuguesa Feminina

Vira da Nazaré
"Não vás ao mar toino". Este é um dos versos mais populares do vira da Nazaré. Como não poderia deixar de ser, em terra de pescadores, o mar é quem mais ordena. Põe e dispõe da vida das gentes. É dele que depende o seu dia-a-dia. É ele que lhes dá o pão, as alegrias e as angustias. E para expressar tudo isso, os pescadores e as suas mulheres sempre deram primazia à música e à dança. Prova disso são os ranchos folclóricos que foram surgindo naquela localidade piscatória. Saber mais>>>

Vira do Minho
É a dança rainha do Alto Minho. As arrecadas e os fatos minhotos ajudam a completar o cenário. Dispostos em roda os pares de braços erguidos, vão girando vagarosamente no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Os homens vão avançando e as mulheres recuando. A situação arrasta-se até que a voz de um dançador se impõe, gritando 'fora' ou “virou”. Dão meia-volta pelo lado de dentro e colocam-se frente-a-frente com a moça que os precedia. Este movimento vai-se sucedendo até todos trocarem de par, ao mesmo tempo que a roda vai giran­do, no mesmo sentido. Mas este é apenas o mais simples dos viras de roda, pois outros há com marcações mais complexas.  Saber mais>>>

São Macaio
"São Macaio" é uma canção dançada nos Açores. Foi sobretudo na ilha Terceira que a sua tradição se generalizou. Tudo leva a crer que o seu nome original, seja São Macário e que o nome com que ficou conhecido seja já uma degeneração do primei­ro. Acredita-se que São Macário, seria um navio que andava entre as ilhas e o Brasil e que teria naufragado numa das suas viagens. Pois como diz a canção; 'São Macaio, deu à costa...toda a gente se salvou... (...) só o São Macaio é que não”. Saber mais>>>

Pauliteiros de Miranda
No planalto mirandês existem grupos de oito homens que vestem saias e tem paus. Dispensam apresentações. Já todos os conhecem: são os Pauliteiros de Miranda. Com os saiotes brancos, lenços, os chapéus e os pauliteiros transportam uma tradição que procuram defender com unhas e dentes. E apesar de já não existirem tantos grupos como antigamente. As letras, os passos e os trajes ainda se mantêm fiéis à origem. Saber mais>>>

Fandango
Cabeça erguida, corpo firme e pernas leves, estes são os requisitos necessários para ser um bom fandangueiro. De polegares nas covas dos braços “fogoso e impaciente como um puro­ lusitano. O autêntico fandango aparece-nos na pessoa do campino, que só se digna dançar de verdade, quando baila sozinho". Como refere Pedro Homem de Mello, no seu livro “Danças Portuguesas”, quer seja na lezíria quer seja na charneca, o fandango é o rei da dança no Ribatejo. É uma dança de despique e de desafio que o homem leva a cena, ostentando toda a sua virilidade e capacidades individuais.  Saber mais>>>

Chulas e Malhões
Chula Amarantina; Chula de Santa Cruz; Barqueiros e "Paus”. Estas são apenas algumas das versões da ‘chula' que percorre as margens do Douro e se estende até ao Minho. Atrai para os átrios das igrejas, os que gostam de bailar e sempre que chega o Natal, aproveita-se para comemorar com umas "chulas". Saber mais>>>

Bailinho da Madeira
De certo que já todos viram dançar o “Bailinho da Madeira” ou pelo menos, tal como ele é conhecido no continente: um grupo, vestido com o traje típico da ilha das flores, que dança em torno do instrumento regional típico da Madeira: o brinquinho. É um instrumento composto por um grupo de sete bonecos de pano e traje regional com castanholas e fitilhos, dispostos na extremidade de una cana de roca e animados por movimentos verticais na mão do portador, isto é, o bailinho tal como a maioria das pessoas o conhece. Saber mais>>>

Baile Mandado
Esta dança apareceu por influência dos franceses. Os pares fazem uma roda executando movimentos seguindo quem comanda que vai contando uma história que rima ou uma quadra satírica mas sem malícia. Saber mais>>>

Corridinho
Nos primeiros anos do século XX nasce o célebre corridinho. Facto curioso e que muitos desconhecem é que este tipo de música teve origem numa dança de salão nascida nos meados do século passado, algures na Europa oriental, e trazida para o Algarve por um espanhol chamado Lorenzo Alvarez Garcia, que decidiu cortejar a jovem louletana Maria da Conceição, dedicando-lhe La Azucena - uma polca. O corridinho nasce então como dança de cortejo. Saber mais>>>

Danças Populares do concelho de Águeda
Cana Verde Dobrada - Dança de terreiro, simples, mas alegre. O seu maior encanto encontra-se no estilo e nas cantigas que, tantas vezes, os cantadores improvisavam, consoante o ambiente e a competição. Saber mais>>>

Danças Tradicionais de Baião
A Chula é uma dança muito difundida em Portugal.  Esta caracteriza-se pela agilidade do sapateio do sapateio do peão/peões, em disputas, sapateando sobre uma lança estendida no salão. A chula era dançada somente por homens, ao desafio. Diz-se que esta é originária do Minho e do Douro, do folclore português, embora alguns estudiosos a relacionem com o Lundú ou o Baião, com relação à música, daí esta ser tão tradicional no concelho. Saber mais>>>

Os principais tipos de dança
Porque o Homem, desde o seu estado primitivo até hoje, sempre praticou a Dança, concluir-se-á que as danças actuais - quer as das actuais sociedades primitivas, quer as das sociedades evoluídas - tendo a sua origem nas danças primitivas delas ainda guardam alguns aspectos. Saber mais>>>
In "A dança e o ballet" (I) - Cadernos FAOJ - Série A, Tomás Ribas

Danças Tradicionais Populares
As danças tradicionais populares entraram nos hábitos do povo devido aos mais variados contactos e influências, enraizando-se pela via das aculturações, recebendo dele o cunho do meio ambiente da sua personalidade em conformidade com o local onde estava inserido. Saber mais>>>
Augusto Fernandes Santos Federação do Folclore Português - 1as Jornadas de Folclore a Norte do Rio Douro - Vila Verde - 10/11 de Junho de 1988
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