Organização de Encontros, Mostras ou Festivais de Folclore

Organização de Encontros, Mostras ou Festivais de Folclore

I.- Introdução

Dada alguma experiência adquirida, ao longo dos anos, na organização e na participação em Festivais ou Encontros de Folclore, quer apenas com grupos portugueses ou também com grupos estrangeiros (não só em Portugal mas também em países da União Europeia, no âmbito da realização de diversos intercâmbios), e na sequência da solicitação de alguns dirigentes de Grupos de Folclore, atrevi-me a elaborar um texto sobre os aspectos que reputo de maior importância no que diz respeito à planificação, organização, realização e avaliação de Festivais de Folclore.

Não há – quanto a mim, felizmente - directivas, instruções ou meras sugestões ideais e que possam ser usadas ou replicadas, tal e qual, em todos os Festivais. Cada “Encontro”, “Mostra” ou “Festival de Folclore”, independentemente da designação que assumir, deve ter em conta o contexto geral em que é realizado: os meios financeiros e logísticos disponíveis (incluindo os recursos humanos), os destinatários, os participantes, as condições do meio sócio-cultural e económico, a época do ano (condições climatéricas), etc.

O que, muitas vezes, dá resultado neste ou naquele Festival de Folclore - contribuindo para o merecido sucesso do mesmo -, pode não ser o mais adequado para um outro qualquer, pelo que nada deve ser ‘copiado a papel químico’. O que importa é que os responsáveis pela organização saibam adaptar à realidade do respectivo Grupo e da comunidade local onde o mesmo está inserido o que, eventualmente, já viram resultar noutros Festivais.

Também é importante que as actividades sejam devida e atempadamente planificadas, pois, embora sejamos todos (ou a quase totalidade) verdadeiramente ‘amadores’ (na justa medida em que, por um lado, ‘amamos’ o que fazemos, e, por outro, não somos ‘profissionais’ – isto é, não recebemos qualquer remuneração fixa, mensal ou outra -, temos sempre que mostrar a quem vê o produto final do nosso trabalho, um nível de profissionalismo cada vez maior.

Se ainda há indivíduos (alguns com grandes responsabilidades políticas, empresariais, etc,) que utilizam (na forma escrita ou oral) os termos ‘folclore’ e/ou ‘folclórico’ para atacar, diminuir, achincalhar, denegrir, até mesmo ofender despudoradamente, outras pessoas ou situações, é chegado o tempo de, todos aqueles que nos dedicamos à recolha, preservação, estudo e divulgação do Folclore, da Etnografia, enfim, da Cultura Popular Portuguesa, tudo fazermos para provar, até ao limite das nossas possibilidades, que tal utilização é abusiva, descabida, e que merece todo o nosso repúdio.

Por isso mesmo, temos de ser capazes de fazer sempre mais e melhor, para que não nos atirem à cara a ‘pobreza’ ou a ‘fraca capacidade organizativa’ dos Grupos de Folclore naquilo em que devem ser os melhores: a realização dos Encontros/Mostras ou Festivais de Folclore, assim como de todas as iniciativas ou actividades relacionadas com o Folclore, a Etnografia e a Cultura Popular Portuguesa.

Brevemente, serão colocadas outras mensagens sobre este assunto, nomeadamente sobre a Planificação, a Organização, a Realização e a Avaliação dos Encontros/Mostras ou Festivais de Folclore.

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