Mês de Dezembro de 2010

Neste mês de Dezembro não podemos deixar de recordar algumas datas, como o Dia da Restauração da Independência, o dia da Imaculada Conceição, o Dia Mundial de Luta Contra a Sida, entre outras, assim como as festas em honra de Sta Luzia (13 de Dezembro - Ermida e Vila Nova: aldeias do concelho de Vila Real) e a sua estreita ligação com os “Pitos”, vagamente relacionado com a doçaria característica do Convento de Sta Clara, situado em Vila Real, da cidade fundada por D. Dinis (forais em 1289 e 1293, embora D. Afonso III já lhe tenha dado foram em 1272) e também conhecida como “Princesa do Corgo”.

As Festas Natalícias, com seus usos e costumes, são uma realidade que também não podemos esquecer.

O nome deste mês deriva do facto de ter sido no primitivo calendário de Rómulo o décimo mês do ano. Saber mais>>>

As actividades agrícolas não deixam de se realizar, apesar de já terem aparecido os primeiros nevões no Norte e Centro do interior do país.

Conheça alguns provérbios sobre o mês de Dezembro, algumas superstições e crendices, assim como datas comemorativas e efemérides relacionadas com este último mês do ano.

Este mês sugerimos a obra “Tradições Musicais da Estremadura”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.

Continuamos a sugerir que, como “prenda de anos” (o nosso 10º aniversário celebrou-se no dia 1 do passado mês de Novembro) divulguem o Portal do Folclore Português junto dos vossos amigos e conhecidos. Será, também, uma forma de colaborarem com a promoção e divulgação da Cultura Tradicional Portuguesa.

Bom mês de Dezembro para todos!

Trajos tradicionais: peças, calçado e adereços - O chapéu

Entre Douro e Minho

Chapéu – De palha centeia para o sol (Baião); bordado, de palha, feito em Fafe: tem as abas com dobras alternadas (dobradas à maneira de ziguezague), o que lhe dá um aspecto de recorte; a copa é revestida de cordões entrançados e com uma espécie de botões também de trança, coloridos; às vezes têm umas estrelas de palha de cor; o chapéu de palha, tão querido da gente da Beira e de Entre Douro e Minho, creio que é desconhecido no Alentejo e no Algarve: um meridional julgar-se-ia descido da sua dignidade se pusesse na cabeça esse emblema do ratinho e do galego (galego, como os do sul chamam aos do norte); em Melgaço e na Cerveira vi os homens nas feiras com chapéus de pano; antigamente, talvez no início do século passado, o trajo domingueiro dos homens do Alto Minho incluía o chapéu de copa alta (cilíndrico como o chapéu alto, mas mais baixo), achatado em cima e de aba redonda; em 1928, um informador de mais de 80 anos, de Arcos de Valdevez, disse-me que noutros tempos os homens usavam carapuça a par de chapéu grosso; e também outrora as moças de Ermesinde usavam chapéus enfeitados à moda das senhoras (H. Beça, Ermesinde, p.90, Porto, 1921)

Trás-os-Montes

Chapéu – De aba larga é luxo dos pimpões da Lombada; de palha, com fita colorida ou coberto com pingentes de palha na orla das abas (Vila Pouca de Aguiar).

Beira

Chapéu – Em Santa Comba Dão, os homens só usam chapéu de pano, não de palha. As mulheres, do campo, usam chapéu de homem, quando já estão velhos, e às vezes chapéus novos de palha. Os homens, na Guarda, usam chapéus de pano, à gandaresa. Os chapéus à gandaresa são feitos em S. João da Madeira, concelho de Oliveira de Azeméis; também lá se fabricam os chapéus à Vieira ou vieireiros, sendo os nomes provenientes da Gândara e da Vieira, onde são usados. Têm marca de papel, por dentro, onde está escrito «S. João da Madeira» ou «chapéu de 1ª», e também os há de «2ª», mais ordinários e mais baratos. Também em S. João da Madeira fabricam chapéus à camponesa, de aba larga, de pano grosso e com peninha de cor. As mulheres de Aveiro usavam antigamente chapéus desabados, maiores do que os de hoje, que são pequenos, como bonés; havia três espécies de abas: a grande, já desaparecida (Requeixo), a média, ainda usada pelas impilhadeiras, e a pequena, usada pela mulheres do campo, que também trazem chapéus como os dos homens. Em Soure, os homens só usam chapéus de pano. Os da Guarda usam chapéus de palha nas malhas, mas quando vão à cidade levam-nos de pano, desabado. Em Castendo (1896) usam chapéus de pano; em Castelo Branco (1916), chapéu de papöla, de aba larga; em Celorico da Beira, «àbeiro» por causa da aba larga; na Rapa, os homens, no serviço do campo, usam-nos de palha, no Verão, mas quando vão à caça, levam-nos de pano, feitos lá na terra. No concelho do Sabugal, usam chapéus modernos, ou de abas largas. No concelho de Arganil, não se usa chapéu de palha: se alguém aparecesse com ele, corriam-no logo; só às vezes, muito raramente, no Verão; usam sempre chapéu de feltro. Na Anadia, as mulheres usam chapéu pequeno, preto, redondo, com pena preta; as Ovarinas usam chapéu redondo, de aba larga e horizontal (em 1920), e as da Feira chapelinho preto, no alto da cabeça. O chapéu das mulheres de Cantanhede é como o das Ovarinas, tanto as de idade, como as novas, mas os destas são mais apurados e menores, e também redondos (1916).

Estremadura e Ribatejo

Chapelinho – Preto e redondo das mulheres do campo, de Leiria; algumas metem lenços entre as abas e a copa; uma ou outra velha traz um chapéu de pena, de homem; são curiosas as filas de vendedeiras, cada uma com o seu chapelinho preto, de pé ou sentadas, com as coisas para venda diante delas; do lenço, que usam sob o chapéu, as pontas caem sobre as costas (1918). Os camponeses do Ribatejo, no Inverno, usam chapéu em lugar de barrete. Os homens de Óbidos usam chapéu «d’aba-tela» ou à «toireira» (domingueiro) e no Verão chapéu de palha. Em Lisboa, quando, por brincadeira ou acaso, uma menina solteira põe na cabeça o chapéu de um rapaz solteiro ou de um homem casado, e se quiser casar, tem de dar um beijo no dono do chapéu.

Alentejo

Chapéu – Usado sobre o lenço, pelas mulheres de luto (Moura, etc.); de cortiça, feito por pastores (serra de Grândola); Alcácer do Sal; grosseiro, largo, com borla (concelhos de Portalegre, Portel, Nisa, Crato, Vidigueira); de Braga ou de S. João da Madeira, preto com uma borla (Alandroal); desabado (aguadeiro) de pano, em 1896; em Tolosa, as mulheres usam-no sobre o lenço, quando trabalham no campo, por vezes enfeitado com flores e fitas. Nesta povoação ouvi a seguinte quadra:

Todo o homem que é casado
E usa chapéu à cartola…
Precisava ser capado
C’uma navalha espanhola.

Raramente usam chapéu de palha nas eiras e nunca nas povoações.

Algarve

Chapéu – De pano grosseiro, pelos homens (Portimão) e Monchique (1917), e, antigamente, desabado, com borla; de pano, pelas mulheres, sobre o lenço da cabeça, não só de jornada, mas a trabalharem à porta, e as crianças também põem; «O costume faz tudo», disse-me uma mulher do campo, ao notar-lhe eu o uso do chapéu de homem, na cabeça; compram-no elas e trazem-no sempre, tirando-o apenas para cumprimentarem, como os homens, creio eu (Portimão). Põem-no no campo as mulheres, quer casadas quer solteiras, mas estas, quando vão à vila, tiram-no para não parecerem casadas e poderem mais facilmente arranjar noivo.

Açores

Chapéu – De copa pequeníssima e aba larga, com fita de cor, posto sobre um lenço (Pico); de palha (Faial); na ilha de S. Jorge «não há mulheres do campo. São tudo senhoras: tudo usa chapéu--- As criadas usam chapéu.» (De uma carta particular, escrita de Velas.)

Fonte: "ETNOGRAFIA PORTUGUESA" - Livro III - José Leite de Vasconcelos
Informações mais completas sobre Trajos Tradicionais>>>

Trajos tradicionais: peças, calçado e adereços - O lenço da cabeça

Minho

À lavradeira, atado no alto da cabeça (Viana do Castelo); as mulheres do Baixo Minho usam geralmente na cabeça lenço de cor: amarelo ou vermelho; os tamancos, a capa escura e o lenço amarelo constituem um trajo característico. Num adjunto é curioso observar a abundância de colorido, que ressalta de toda a parte (1). Em Paredes do Monte (Melgaço) chamam a este lenço amarelo ou vermelho lenço de quespoço (2), geralmente traçado no peito.

Há várias maneiras de pôr o lenço na cabeça>>>

Notas:
(1) Também quem vem do Sul é impressionado no Minho pelo barulho dos tamancos, na rua, pois quase toda a gente anda assim calçada. (Apontamento de 1894).
(2) Há também o lenço da mão ou lenço de assoar, que às vezes serve também de enfeite:

Estes rapazes de agora
Todos quer andar na moda:
Traz um lencinho no bolso
Com as pontinhas de fora.

Trás-os-Montes

Escuro, usado pelas mulheres de Vila Pouca de Aguiar; na cabeça e que envolve depois o pescoço (Mourilhe, Barroso); bordado a cores no bolso da jaleca e com diferentes palavras: «amor», «não me esqueças», «soidades», etc. (usado pelos pimpões da Lombada).

Beira

De cor (amarelo, vermelho), em Tocha, perto da Figueira; de cor, pelas tricanas de Coimbra; com a ponta escondida pelo xaile (Albergaria-a-Velha); de seda, usado por uma noiva, à volta de 1880, na Rapa; por baixo do chapéu usam-no as peixeiras da Figueira; as mulheres de Aveiro, que usam xaile e lenço, trazem a ponta do lenço invariavelmente por dentro do xaile: é típico. No Fratel, Beira Baixa, usam o lenço como as mulheres de Quadrazais, quando vão lavar a roupa; atado para trás, as mulheres de idade, quando saem à missa ou a enterros; com um nó atrás e outro à frente, as raparigas novas, na monda; à maneira arraiana, quando trabalham no campo ou amassam. Ver desenhos de Falcão Machado>>>

Estremadura

As mulheres de Torres Novas (1918) usam-no com a ponta caída sobre o xaile; as mulheres do campo, de Leiria, usam-no de cor ou preto, sob o chapelinho com as pontas para as costas, e, quando transportam carretos, levam-no sobre uma rodilha, prendendo as pontas, que caem sobre as costas, passando o lenço em volta do pescoço.

Alentejo

De seda, para senhoras que vão à missa (e só para isso, não para visitas), à volta de 1860, em Mértola; por debaixo do chapéu de lã, pelas mulheres do campo, em 1916, no Alandroal; atado à amassadeira, isto é, em volta da cabeça atado adiante, com a ponta caída sobre o ombro, e usam-no sempre assim quando amassam o pão (e daí o nome), embora o ponham normalmente deste modo (as mulheres de Campo Maior e do Alandroal); atado na cabeça, caídas as pontas para trás, quando trabalham no campo, sob o chapéu (Nisa e Tolosa, 1920); de seda ou de chita, traçado sobre a roupinha e sobre o peito.

Algarve

Da cabeça, usado sob o chapéu (Tavira, 1894); Portimão, Monchique); apertado sob o queixo (Faro, Algoz, etc.); com ele se faz o minhoco ou bioco (Portimão).

Madeira

Usado por baixo da carapuça.

Açores

Usado pelas mulheres sob o chapéu (Pico); atado sob o queixo e ponta caída nas costas (Horta, Furnas).

Fonte: "ETNOGRAFIA PORTUGUESA" - Livro III - José Leite de Vasconcelos

Informações mais completas sobre Trajos Tradicionais>>>

Mês de Novembro de 2010

Estamos no mês de Novembro, conhecido popularmente como o mês das Almas.

Em algumas localidades realizam-se Feiras e Festas conhecidas como Feira dos Santos, já que neste mês se celebra o Dia de Todos os Santos (1 de Novembro). Também se celebra o Dia de Fiéis Defuntos ou Dia de Finados.

Este mês ainda conserva o nome que lhe foi dado no primitivo calendário de Rómulo, onde era o nono (Novembro) do ano. Saber mais>>>

Apesar do aumento do frio e da pluviosidade, as actividades agrícolas continuam a realizar-se.

Conheça alguns provérbios sobre o mês de Novembro>>>, assim como algumas superstições>>> e datas comemorativas e efemérides>>>

Há 10 anos, o Portal do Folclore Português iniciou a sua actividade online. Sugerimos a leitura de um texto do Dr. Carlos Gomes sobre o 10º aniversário deste Portal: "Portal do Folclore - 10 anos ao serviço da Cultura Tradicional Portuguesa".

A Equipa do Portal do Folclore Português continua a divulgar no Blog “Etnografia em Imagens”, fotos e imagens diversas que reputamos de interesse. Se quiser colaborar, é só enviar-nos via email a(s) imagem(ns) e um texto alusivo à(s) mesma(s).

Este mês sugerimos a obra “As Tunas do Marão”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.

Aproveitamos para também sugerir que, como “prenda de anos” divulguem o Portal do Folclore Português junto dos vossos amigos e conhecidos. Será, também, uma forma de colaborarem com a promoção e divulgação da Cultura Tradicional Portuguesa.

Bom mês de Novembro para todos!

Portal do Folclore - 10 anos ao serviço da Cultura Tradicional Portuguesa


"Passam precisamente dez anos desde que o “Folclore de Portugal – O Portal do Folclore Português” iniciou a sua actividade. Este Portal encontra-se on-line desde 1 de Novembro de 2000, constituindo já um caso de longevidade inclusive no domínio virtual. Este constitui um projecto único e inovador, sem paralelo nomeadamente a nível internacional, atendendo ao seu carácter multifacetado.

Não se trata de um mero site onde são adicionados links para diferentes grupos folclóricos nem tão pouco restringe a estes a sua intervenção. O Portal do Folclore constitui um projecto cultural abrangente de todos os domínios da nossa cultura tradicional e popular, desde os campos da museologia à representação etnográfica, da recolha de imagens à inventariação do nosso património imaterial, incluindo as lendas e tradições, a gastronomia, o cancioneiro, a medicina popular e numerosos outros aspectos de que trata a etnografia portuguesa.

Desde logo, o Portal do Folclore começou por ser um elo de ligação entre todos os folcloristas e grupos de folclore espalhados pelo país e pelo mundo, ligando as comunidades portuguesas e contribuindo para o estabelecimento de permutas e de entreajuda, esbatendo eventuais diferenças resultantes de estatutos de ordem associativa e contribuindo, desse modo, para criar condições com vista à sua própria melhoria. Mais ainda, tornou-se um meio de comunicação facilitada com agrupamentos e organizações de outros países através das ligações que para esse efeito disponibiliza. A sua utilidade apenas depende da utilização que os próprios grupos dele fizerem, contribuindo nomeadamente para a sua dinamização.

O aparecimento do Portal do Folclore, inicialmente complementado com a publicação no jornal “Folclore”, durante quatro anos consecutivos, da secção “O Folclore na Internet”, representou também um estímulo para a utilização das novas tecnologias por parte dos grupos folclóricos, tirando delas o melhor partido com vista à sua própria divulgação. Decorridos dez anos desde o seu aparecimento, consideramos no essencial positivo o balanço que fazemos da adesão do folclore português à Internet. Porém, ela revela-se ainda insuficiente, sobretudo se atendermos ao elevado número de agrupamentos que ainda não dispõe sequer de um site ou um blog, à deficiente actualização dos que já existem e, sobretudo, à dificuldade que revelam em superar novas etapas na sua divulgação. Recordo, a título de exemplo, a possibilidade levantada há dez anos no sentido da realização de um festival de folclore on-line no qual participassem agrupamentos portugueses espalhados por todo o mundo.

Por outro lado, pese embora os meios existentes, não existe por vezes da parte de alguns grupos folclóricos o cuidado que é devido com a preservação da sua própria imagem, submetendo-se a toda a espécie de divulgação sem atender os efeitos perversos que resultam de uma deficiente transmissão do som e da imagem, nomeadamente a sua repetição até à exaustão, fenómeno que pode inclusive resultar na própria destruição daquilo que se procura promover.

Ao longo de dez anos de actividade, o Portal do Folclore tem constituído uma ferramenta credível e o único meio de ligação entre todos os folcloristas e grupos de folclore portugueses espalhados por todo o mundo, sem qualquer espécie de distinção, procurando sempre contribuir para a sua melhoria e jamais para a sua exclusão. A própria opinião que tem no Portal do Folclore um espaço aberto traduz-se frequentemente numa crítica que se pretende positiva, na certeza de que o elogio gratuito em nada contribui para a melhoria da representação do folclore nem tão pouco reflecte a consideração que os grupos nos merecem.

Ao cabo de dez anos, todos quantos ao folclore e à etnografia do povo português dedicam a sua actividade devem congratular-se pela existência do Portal do Folclore e pelo serviço que presta à cultura tradicional portuguesa. É tempo de festejar mas também de reflectir acerca do futuro e da forma como este projecto merece ser acarinhado e ajudado para que melhor possa cumprir a sua missão.

À Equipa do Portal do Folclore Português endereço as minhas felicitações!"

Carlos Gomes(*)

Novembro, "mês das Almas"

"Novembro era o mês especialmente dedicado às almas. Nas sedes e em diversos lugares das freguesias, celebrava-se o mês das Almas. este consistia na leitura de textos apropriados e, por fim, na reza de um terço do rosário. Em Vila Real, nos anos trinta, o mês das almas fazia-se na igreja de São Pedro. A devoção começava, ás sete horas, com o exercício rezado. Seguia-se a missa, que era aplicada pelas obrigações das pessoas que tivessem auxiliado com as suas esmolas essa devoção. A manhã encerrava com a benção do Santíssimo. À noite, pelas 20h30, havia uma palestra por um orador de renome. A igreja chegava «a não comportar os numerosos fiéis que ali afluem com a amior devoção»"In Alto Douro - Terra de vinho e de gente, A.L. Pinto da Costa

Todos os Santos (1 de Novembro)>>>

Dia de Finados ou Fiéis Defuntos (2 de Novembro)>>>

Mês de Outubro de 2010

Já entrámos no mês de Outubro. Aos poucos, o Outono, com o frio, o vento e as chuvas, vai-se instalando no nosso país. Nas regiões vitivinícolas do nosso país, terminam as vindimas e começa a ser feito o vinho.

A propósito, no Portal do Folclore Português foram divulgados os Mandamentos do Vinho, como eram conhecidos há décadas atrás nas freguesias de Baçal (concelho de Bragança) e de Lousa (concelho de Torre de Moncorvo).

O mês de Outubro, era, no calendário de Rómulo, o 8º, e daí provém o nome que ainda hoje conserva. (saber mais>>>)

As actividades agrícolas continuam a realizar-se, agora com outro ritmo, num respeito pelas exigências próprias da natureza.

Apesar de já serem muito menos do que as realizadas nos meses de Verão, neste mês ainda se realizam algumas Feiras, assim como Festas e Romarias.

Durante este mês, decorrem as inscrições para os Cursos de Instrumentos Musicais (2ª fase), promovidos pela Fundação INATEL, e que se vão realizar em Lisboa, entre os meses de Novembro de 2010 e Fevereiro de 2011.

Quando se muito se fala em regionalização, sugerimos a leitura de um artigo de opinião do Dr. Carlos Gomes sobre “Os desafios do Regionalismo no século XXI”.

É tempo de os Grupos de Folclore começarem a preparar os Encontros e Festivais de Folclore do próximo ano e outras actividades a desenvolver a partir de agora.

A Equipa do Portal do Folclore Português continua a divulgar no Blog “Etnografia em Imagens”, fotos e imagens diversas que reputamos de interesse. Se quiser colaborar, é só enviar-nos via email a(s) imagem(ns) e um texto alusivo à(s) mesma(s).

Este mês sugerimos a obra “A origem do Fado”, da autoria do Dr. José Alberto Sardinha, e editada pela Tradisom - Produções Culturais, Lda.

Bom mês de Outubro para todos!

Mês de Setembro de 2010

Vem aí o mês de Setembro e com ele o fim do Verão ... mas, também, o início das vindimas, que se realizam de Norte a Sul, em muitas das “regiões” de Portugal.

As vindimas são uma actividade agrícola de enorme importância, e constituem, particularmente na Região Demarcada do Douro, momentos festivos de grande valor etnográfico e turístico.

Em Setembro realizam-se as últimas grandes Festas e Romarias do ano (por ex: Senhora dos Remédios em Lamego, Senhora da Lapa – Sernancelhe, Sta Luzia – Fundão, etc.), que atraem milhares de romeiros - locais e forasteiros – a igrejas, capelas, santuários e ermidas, com enorme valor histórico, arquitectónico ou, meramente, simbólico.

Continuam a realizar-se, um pouco por todo o país, Feiras de Gastronomia, Artesanato, etc., para além das Feiras Históricas e Medievais.

Apesar de os Ranchos Folclóricos começarem a reduzir a respectiva actividade, ainda se realizam alguns Festivais ou Encontros de Folclore.

Portal do Folclore Português - actualizações

O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa actualizou a página com as ligações para os sítios das Casas Regionais em Portugal Continental, assim como o Dossier sobre Olivença (território Português sobre administração de Espanha).

Também foram incluídos mais conteúdos nas páginas sobre os Museus ou Núcleos Museológicos Etnográficos.

Mês de Agosto

Estamos em pleno mês de Agosto. As temperaturas continuam elevadas em todas as regiões de Portugal.

No calendário de Rómulo, em que não havia os meses de Janeiro nem Fevereiro e o ano começava em Março, era Agosto o 6º mês do ano. (Saber mais>>>)

De Norte a Sul de Portugal, este é o mês em que se realiza o maior número de Festivais ou Encontros de Folclore, onde os Grupos de Folclore mostram as danças e os cantares das respectivas regiões.

Também as Festas e Romarias, que se realizam, um pouco por todo o lado, expressam bem a religiosidade popular, enquanto que nas Feiras se continua a mostrar o que de melhor há na Gastronomia, no Artesanato, nos Produtos Regionais, etc., de cada localidade ou região.

As actividades agrícolas mantêm o ritmo próprio desta estação do ano, e sucedem-se a celebração de datas comemorativas e de efemérides.

Actualizações de TEXTOS E OPINIÕES

Foram adicionados ao Portal do Folclore Português diversos textos que consideramos muito interessantes, enviados por Carlos Gomes e Lino Mendes:

»» A água e as fontes no imaginário popular
A cultura tradicional portuguesa está repleta de lendas de mouras encantadas que aparecem junto de fontes e poços, alusões a nascentes no cancioneiro popular, cantigas e adivinhas. Não raras as vezes, os locais de onde a água brota límpida são transformados em locais de culto invariavelmente associados a milagres e aparições de Nossa Senhora, como sucede no Calvário, em Vila Praia de Âncora.


»» Verdades que devem ser ditas
Estamos na época dos festejos locais e parece-me importante falar no assunto, e se deixamos bem claro que não nos referimos a ninguém em especial, é porque muitas são as situações que se enquadram no nosso lamento, que tem a ver com os “grupos de folclore” nas festas populares.


»» Ao sabor do pensamento…
Uma das facetas negativas que caracteriza o português (muitos pelo menos) é a facilidade com que calunia o próximo, de uma maneira geral atingindo os que singram na vida, quer no campo económico ou do prestígio social.


»» A Etnografia e as formas de reconstituição das tradições
Desde os começos do século XIX, a formação de ranchos folclóricos foi nas sociedades europeias e norte-americanas a forma preferida de representar as tradições de uma vivência social que desaparecia com o avanço da moderna sociedade industrial e o aumento da mobilidade das populações.


»» Cultura do Chícharo renasce em Alvaiázere
O chícharo é um legume seco muito apreciado pelas gentes das aldeias serranas das beiras onde os solos são áridos e pobres e a abundância de rochas calcárias torna-os menos férteis. Sem necessidade de grandes cuidados nem terra com muito amanho, esta leguminosa enfrenta a seca como o beirão resiste à vida árdua de uma lavoura cuja abundância pouco vai além de um punhado de chícharos.


»» Folclore de Olivença: entre o Alentejo e a Extremadura Espanhola
O concelho de Olivença é originariamente uma terra alentejana, com os seus usos e costumes característicos do Alto Alentejo, o seu modo de falar a Língua portuguesa com a pronúncia característica das gentes daquela região e o seu património histórico e artístico a atestar a sua secular portugalidade firmada desde o Tratado de Alcanizes.


»» A construção do Folclore na evolução do Homem
O homem, considerado na sua individualidade, representa uma espécie de microcosmos da Humanidade, portanto entendida esta como o seu próprio macrocosmo. Partindo deste princípio, concluiremos que entre as realidades inerentes às duas condições apenas se coloca uma questão de escala, a tornar os objectos apenas diferentes quanto à sua grandeza e dimensão.


»» Como era usado o lenço tabaqueiro?
Desde que o Homem sentiu a necessidade de se cobrir e agasalhar, começou a partir de folhagem e peles de animais por criar as peças de vestuário de que necessitava. Caso pretendêssemos recuar a esse tempo na reconstituição dos usos e costumes dos nossos ancestrais, esse seria certamente o primeiro traje que nos caberia reproduzir.


»» Faróis são sentinelas do mar
Desde tempos imemoriais, a luta pela sobrevivência levou o Homem a trocar a terra firme pelo ambiente hostil do mar, aventurando-se na imensidão desconhecida – o mar é tão rico em alimento como é em perigos!


»» Em Fátima: Casa-Museu de Aljustrel é um espaço etnográfico
Milhares de peregrinos de todo o mundo afluem todos os anos ao Santuário da Cova da Iria, em Fátima. Não raras as vezes, as estradas assemelham-se a carreiros de formigas laboriosas que rumam àquele local de culto e meditação.

»» A chaminé na arquitectura tradicional portuguesa
A chaminé constitui um dos elementos da arquitectura tradicional que, para além da sua funcionalidade, adquire consoante a região em que se insere características que respeitam às condições ambientais e ainda elementos decorativos de interesse etnográfico.

Trás-os-Montes - Vinhos e comidas

«A culinária trasmontana é suculenta e vigorosa. É o tradicional cabrito assado com o arroz no forno; é o complexo cozido-à-portuguesa, em que entra tudo: o naco de presunto, o salpicão, a galinha, o toucinho, a farinheira, a par dos mais tenros mimos da horta, desde a couve-flor ao alvo repolho. Noutras ocasiões, nas quadras do frio, aparece a formidanda travessa das alheiras, rodeadas de batatas alouradas e dos complementares montículos de grelos. A luta contra o frio, aí, faz-se por esses antigos processos de aquecimento central. Para cortar as gorduras, recorre-se a outro complemento: são os bones vinhos, límpidos e fortes (de 12 a 13 graus), que se colhem nos socalcos do Corgo, do Pinhão ou do Tua. São vinhos inimitáveis, que, em silêncio, se riem filosoficamente de todos os chamados vinhos da Califórnia.

Em regra, no final do bom repasto trasmontano, aparece uma pequena tigela de marmelada, de fórmula conventual ou caseira. É um mimo que fica ao lado do cálice do velho vinho do Pinhão. O dono da casa manda servir – e o convidado, muitas vezes, só por vergolnha, não pede a fórmula ou uma amostra.

Um dos mais típicos e gostosos manjares que em Trás-os-Montes, aqui e além, se descobrem, nas merendas das romarias, são as chamadas “bôlas de carne”. É uma espécie de antítese do pão-de-ló. O que este tem de leve e simples, tem a bôla trasmontana de complexo e substancioso.»

Fonte: Guia de Portugal, coord. de Sant'Anna Dionísio - 5º volume - Fundação Calouste Goulbenkian

A propósito, o Portal do Folclore Português publicou um artigo sobre a Gastronomia, Doçaria e Vinhos dos concelhos do distrito de Vila Real.

O Folclore e a implantação da República em Portugal

No próximo dia 5 de Outubro, Portugal vai celebrar o 100º aniversário da implantação da República.

Terá este facto alguma coisa a ver com o Folclore?

O Dr. Carlos Gomes, no seu artigo de opinião intitulado “Folclore e Política - As Políticas do Folclore”, a determinado passo, afirma “ Com o advento da I República, passaram as exibições do folclore a ser aproveitadas no contexto das “paradas agrícolas” de onde se derivaram os chamados “cortejos etnográficos”, exposições industriais e ainda nos congressos regionalistas que à época se realizaram já então com o propósito de debaterem a criação de regiões administrativas – províncias – em substituição da circunscrição distrital herdada da monarquia constitucional e que ainda vigora.”

Vale a pena ler o texto na íntegra.>>>

No final, pode enviar-nos a sua opinião sobre o assunto, para publicação no Portal do Folclore Português.

Mês de Julho

Estamos, já, no mês de Julho. As temperaturas rondam os 40º em algumas zonas do país. Faz lembrar o velho adágio: "Em Trás-os-Montes e Alto Douro são nove meses de Inverno e três de inferno!"

Este mês chamou-se primeiramente Quirinalis e era o 5º do ano de Rómulo. Depois foi esta denominação substituída pela de Julius em virtude dum decreto publicado por Marco António em honra de Júlio César. (Saber mais>>>)

De Norte a Sul de Portugal, realizam-se inúmeros Festivais ou Encontros de Folclore, onde os Grupos de Folclore mostram as danças e os cantares das respectivas regiões.

As Festas e Romarias que se realizam, um pouco por todo o lado, expressam bem a religiosidade popular, enquanto que nas Feiras se continua a mostrar o que de melhor há na Gastronomia, no Artesanato, nos Produtos Regionais, etc., de cada localidade ou região.

As actividades agrícolas mantêm o ritmo próprio do Verão, e sucedem-se a celebração de datas comemorativas e de efemérides.

Qual é a origem da palavra folclore?

O termo folclore é aceite internacionalmente desde 1878, e apareceu escrito, pela primeira vez, na revista The Athenaeum, há cerca de 150 anos.

O arqueólogo inglês William John Thoms, no dia 22 de Agosto de 1846, publicou uma carta no jornal O Ateneu, de Londres, mostrando a necessidade da existência de um vocábulo destinado a denominar o estudo das tradições populares inglesas.

O autor sugeria a junção das palavras folk (povo) e lore (sabedoria) para designar tal ocupação.

Quer saber como se escreve a palavra "folclore" em Grego ou em Russo? >>>>>

Autenticidade na representação etnográfica: é urgente e precisa-se!

O Pe. Luís Morais Coutinho escreveu, no seu livro intitulado “Subsídios Históricos e Etnográficos do Alto Douro” (1995), a propósito das “Danças Etnográficas Durienses”, o seguinte:

«A dança etnográfica é vida. E vida sem gesto é maneta e perneta.

A Etnografia, em termos de dança, é traje, música, ritmo e gesto. (...)

A dança quando etnograficamente verdadeira é um palco de vida.

Gostaria de referir as belíssimas danças durienses com o bater dos pés a lembrar a “pousa” e a subida aos socalcos e com o gesto largo e balanceado do homem das redes e do rio. (...)

Ao falar da dança etnográfica alto-duriense devo dizer que ela não escapa à destruição que por aí campeia como praga ou epidemia.

Grupos que se atribuem de Ranchos Folclóricos e nós não vemos de onde é o folclore. O traje, a música, o ritmo e o gesto não dizem de onde são ou até dizem que não são.

Certos responsáveis chegam ao cúmulo de arranjarem letras e músicas de sua lavra. (...)

Dentro de alguns anos, os etnólogos vão ter tremendas dificuldades em separar o que é bom do que cheira mal...

Haja muito folclore, mas do verdadeiro! Que possamos ver no traje, na música, no ritmo e gesto a história do nosso povo! Que possamos ver as nossas raízes, afinal!»

Lembrei-me deste texto quando li o artigo de opinião escrito pelo Dr. Carlos Gomes «Existem Grupos de Folclore que "representam" o século XX quando afirmam representar o Folclore do final do século XIX».

Em determinado momento, ele escreve: « O traje adquiriu novas formas por vezes mais estilizadas e perderam o aspecto sóbrio que originalmente o caracterizava. Passou a incluir botões e outros acessórios de plástico de invenção recente e as saias tornaram-se mais curtas e rodadas de modo a permitir observar a intimidade das moças, algo que seria impensável nos finais do século XIX. Introduziram toda a sorte de fantasias no vestuário e, quase sempre, o calçado é de fabrico actual. O chapéu braguês cedeu o lugar ao chapéu à toureiro e as mulheres da Nazaré passaram a vestir mais saias do que as que antes usavam. Tempos houve que as mulheres usavam franjinha e cabelos curtos e os homens sapatos de verniz. As músicas nem sempre são as originais mas arranjos feitos ao gosto popular ao tempo do Estado Novo. E as coreografias frequentemente são inventadas quase ao jeito do teatro de revista. A tal ponto que a mulher algarvia outrora recatada passou da dançar o corridinho de forma assaz atrevida, engalfinhada no seu par

Ontem como hoje, felizmente, continua a haver pessoas preocupadas com a autenticidade da representação folclórica, para bem das raízes culturais do nosso povo, no respeito pelos nossos antepassados e pelas gerações vindouras.

Infelizmente somos poucos – embora cada vez mais - os que ainda pugnamos ser necessária essa autenticidade, mesmo que em prejuízo de um certo “espectáculo” para turista ver em alguma sala de um qualquer hotel, de Norte a Sul de Portugal.


Mas, como diz o provérbio: “Grão a grão, enche a galinha o papo.”

José Pinto

Mês de Junho - Mês dos Santos Populares

Eis-nos chegados ao mês de Junho.

Neste mês, a Primavera dá lugar ao Verão: tempo de festejar os Santos Populares (Sto António, S. João Baptista - não confundir com S. João Evangelista- e S. Pedro), com Marchas, fogueiras e muitos outros folguedos e tradições populares.

«É Santo António
Ou S. João?
Será S. Pedro
O de maior reinação?»

Em Ponte de Lima, a não perder a tradição da “Vaca das Cordas” (dia 2 - 18h).
Muitos municípios celebram os respectivos feriados.

Em todas as regiões de Portugal, inúmeros Festivais ou Encontros de Folclore mantêm vivas as danças e os cantares tradicionais e regionais. Festas e Romarias expressam bem a religiosidade popular, enquanto que nas Feiras se mostram o que de melhor há em cada região ou localidade.

As actividades agrícolas entram noutro ritmo, e sucedem-se a celebração de datas comemorativas e de efemérides.

Grandes Compositores e a Música Folclórica ou Tradicional

Diariamente, ouvimos e lemos as expressões “folclore” ou “folclórico/a” utilizada de forma depreciativa, para diminuir, apoucar  ou mesmo tentar denegrir pessoas ou factos.

Quantas vezes, também, não ouvimos e lemos que a música folclórica ou tradicional “não presta”, não tem qualquer valor musical, é simples...

Pura ignorância intelectual - que devemos desculpar - de quem assim fala ou escreve, pois muitos são os Grandes Compositores, por todos reconhecidos, que utilizaram a música folclórica, tradicional, popular, dos respectivos países e países vizinhos para compôr muitas das suas obras.

Para quem quiser tirar teimas, deixamos aqui alguns exemplos de Compositores para cuja Obra a Música Folclorórica ou Tradicional teve um papel importantíssimo ou, mesmo, fundamental.

A cultura do tabaco no concelho de Vila Real - Achegas para a sua história

« Quando em 1907 a Imprensa Moderna, numa das suas edições de postais ilustrados, publica duas imagens relativas à cultura do tabaco no concelho de Vila Real, mas não está do que a divulgar a importância que a mesma representa no contexto da produção nos 12 concelhos da Região Vinhateira do Douro devastados pela filoxera e autorizados por disposições legislativas de 1884 a receber esta cultura.»

Ler o texto na íntegra>>>

A Profissão mais antiga - Anedotas

Três amigos discutiam quem tinha a profissão mais antiga.

— Para mim não pode haver qualquer dúvida... — disse o marceneiro. — Não se esqueçam de que foram os meus antepassados que construíram a Arca de Noé!

— O meu caro amigo está muito enganado! — contra-atacou o jardineiro. — Muito antes disso, foram os meus antepassados que plantaram o Jardim do Éden!

— As vossas profissões são mesmo muito antigas! — disse o electricista, tranqüilo. — Mas, vamos lá a ver: quando Deus disse "Haja luz", quem é vocês acham que tinha preparado a ligação de todas as luzes?

Aqui podem ver mais anedotas sobre a Profissão mais antiga>>>

Etnografia em imagens - actualizações

No blog Etnografia em Imagens foram colocadas imagens relacionadas com profissões antigas e que já cairam em desuso:

+ As Aguadeiras de Vila Real - ver post >>>


+ O Soqueiro ou Tamanqueiro - ver post >>>

+ O Cesteiro - ver post >>>

Os Maios e as Maias

«Com a entrada do mês de Maio, enfeitam-se de giestas floridas as janelas das casas nas vilas e aldeias do Minho anunciando a chegada da Primavera em todo o seu esplendor e, com ela as flores que contribuem para alegrar a nossa existência, perfumar e dar colorido ao ambiente que nos rodeia

Artigo de opinião do Dr. Carlos Gomes

Aqui poderá ler o artigo na íntegra

Mês de Maio de 2010

MAIO

Era o 3º mês do calendário de Rómulo e o 5º do de Numa.

Rómulo deu-lhe 31 dias, mas o seu sucessor reduziu-o a 30, tendo sido Júlio César quem lhe restituiu o dia retirado.

Os Romanos, no primeiro de Maio, ofereciam sacrifícios a Maia, Mãe de Mercúrio e crê-se que daí veio a denominação do mês....

Saiba mais informações relacionadas com o mês de Maio>>>

Aniversário da Casa Cerveirense em Lisboa - 16 de Maio - Tarde de Fado

Estão abertas as inscrições para Grande Encontro de Cerveirenses em Lisboa. Uma tarde de Fado no aniversário da Casa Cerveirense organizada pela Casa de Fados "Os Ferreiras", gerência de um Courense .

A realizar no dia 16 de Maio, na Quinta Valenciana em Fernão Ferro, as reservas terminam no dia 10 de Maio em Lisboa e 5 de Maio no Concelho de Cerveira.

EMENTA: Entradas Diversas, Sopa de Feijão e Hortaliça, Vitela Assada no Forno (c/ batata e arroz), Leite Creme, Fruta da época, Café e Digestivos

Lanche

BEBIDAS: Vinho Verde Branco e Tinto (CASAL VIDEIRA), Vinhos Maduros da casa, Refrigerantes, Agua Mineral

RESERVAS em Lisboa até 10 de Maio
962489503 (José Manuel)
917726515 (Paulo Duque)
213884926 (Valenciana)

A Câmara Municipal de Cerveira oferece o transporte a todos os participantes residentes no concelho.

Reservas até 5 de Maio nas: JUNTAS DE FREGUESIA do Concelho de Cerveira

Workshop sobre “Trajes no Folclore Madeirense”

O Workshop sobre “Trajes no Folclore Madeirense”, vem dar continuidade ao trabalho que a Associação de Folclore tem vindo a desenvolver junto dos seus associados e de todos os interessados com o objectivo geral de formar e sensibilizar os Grupos de Folclore para um trabalho estruturado e fundamentado.

Assim, os principais Objectivos Específicos são:

• Reflectir sobre o trabalho desenvolvido nesta área pelos diferentes grupos de folclore;
• Consciencializar para a investigação com base nos documentos históricos existentes;
• Sensibilizar para o conhecimento, fundamentação e registo dos trajes já existentes;
• Orientar para a pesquisa e introdução de novos trajes nos grupos;
• Uniformizar procedimentos nas representações públicas;

PROGRAMA

09h30 - Sessão de Abertura
10h00 - O Traje no Folclore - Teresinha dos Santos
10h20 - Conceitos e processos na reconstrução de um Traje - Alexandre Rodrigues
10h40 - Pausa
11h10 - O Trajo é muito mais que uma indumentária - Danilo José Fernandes
11h30 - Do animar ao representar… Questões sobre o traje nos grupos de Folclore da Madeira - Ricardo Caldeira
11h50 - Registo de trajes no “Programa Digital de Registo Etnofolclórico da RAM” - Filomena Alves
12h10 - Debate
12h30 - Almoço

Destinatários

= Elementos e Dirigentes de Grupos de Folclore
= Professores e Estudantes
= Todas as pessoas interessadas na Cultura Tradicional Madeirense

Inscrições

(Nome / Associação ou Escola / Contacto)

Aferam: Email: aferam.madeira@gmail.com

Telf.:969033453

Apoio

Casa do Povo da Ponta do Sol
Grupo de Folclore da Ponta do Sol

20º aniversário da Casa Courense em Lisboa - 9 de Maio de 2010

20º aniversário da Casa Courense em Lisboa - 9 de Maio de 2010 - 13h

na Sede: Rua General Taborda, nº 18 – Porta 7 - Campolide - Lisboa

Com o GRANDE ELENCO do Restaurante “Os Ferreiras”  e  OUTROS ARTISTAS CONVIDADOS

EMENTA


Entradas Variadas
Bacalhau Assado
Caldo Verde
Bebidas Variadas
Bolo de Aniversário
Champanhe

Reservas


Sede: Telefone 213880094
Vitorino Cunha 964271891
Patrícia Rodrigues 962375485
Manuel Mendes 965041323
Manuel Pereira 916219739
José Manuel 967466569

PREÇOS: 15€ / 25€ / 27,50€

A SALA TEM NÚMERO DE LUGARES LIMITADO
Faz a tua Reserva até ao dia 7 de Maio

Actividades do CMIA (Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental) - Viana do Castelo

OFICINA DE APRENDIZAGEM “TÉCNICA DE CESTARIA EM PAPEL”

10 de ABRIL de 2010 (Sábado), das 9H30m às 12H30 no CMIA de Viana do Castelo

No dia 10 de Abril pelas 9H30, realiza-se no CMIA de Viana do Castelo uma oficina de aprendizagem sobre a "Técnica de cestaria com reutilização de papel". Esta acção decorrerá da parte da manhã sob orientação do Prof. Manuel Cândido Sá. O custo desta acção é de 10,00 € por pessoa e reverterá integralmente para a iniciativa "Um dia pela vida" promovida pela Liga Portuguesa da Luta Contra o Cancro.

Participe!


ROTEIRO PELOS MOINHOS

11 de ABRIL de 2010 (Domingo), às 14H00, no CMIA de Viana do Castelo

O Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental e o Museu do Traje da Câmara Municipal de Viana do Castelo, irão promover um roteiro por alguns moinhos recuperados e em funcionamento do Concelho de Viana do Castelo no próximo dia 11 de Abril pelas 14H00 para o público em geral. Esta iniciativa, que pretende celebrar o Dia Nacional dos Moinhos (7 de Abril), terá como finalidade divulgar ao público em geral algum do património deste concelho, assim como apoiar a iniciativa “Um dia pela Vida” da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

O transporte é assegurado pela autarquia de Viana do Castelo. Inscrição Obrigatória (via e-mail ou telefone para o CMIA)



EXPOSIÇÃO TEMÁTICA NO CMIA “A CAMPANHA DA RESINA”

16 de JANEIRO a 1 DE MAIO, no CMIA de Viana do Castelo

O objectivo desta exposição é demonstrar de que forma a extracção da resina foi uma actividade económica importante em Portugal. A partida para a resinagem; a medição, a picagem com os utensílios apropriados, a abertura da primeira “ferida”, a renova, a colha da resina, a raspa da resina (cristalizada) e o fabrico de estacas e bicas são os processos e fases de extracção da resina, que estão exemplificadas ao longo da exposição. Patentes estarão também diversos utensílios usados na resinagem, alguns dos quais foram cedidos pela população de Corgas, do concelho de Proença-a-Nova.

Entrada livre.



EXPOSIÇÃO DE CARTAZES SOBRE A FLORESTA AUTÓCTONE

13 de MARÇO a 24 de ABRIL, no CMIA de Viana do Castelo

A 23 de Novembro de cada ano comemora-se o Dia da Floresta Autóctone. O FAPAS promove anualmente uma exposição nacional com os trabalhos realizados sobre esse tema por diversas escolas do país. Este ano, estará patente no CMIA de Viana do Castelo a mostra dos 195 trabalhos realizados a nível nacional, incluindo escolas do concelho de Viana do Castelo.

Entrada livre.


EXPOSIÇÕES ITINERANTES DO CMIA

“Compostagem, oportunidade de cidadania” de 13 a 23 de ABRIL no Agrupamento de Escolas de Vila Cova (Barcelos)

“Rede Natura, conservar a biodiversidade”, de 13 a 16 de ABRIL na Escola Pintor José de Brito (Viana do Castelo)

“Rede Natura, conservar a biodiversidade”, de 19 a 30 de ABRIL na EB 2,3 de Monte da Ola (Viana do Castelo)

“Litoral - novos comportamentos, melhor futuro”, de 6 de FEVEREIRO a 30 de ABRIL no Museu da Água da EPAL (Lisboa)

“Mobilidade Sustentável, cidade saudável”, de 29 de MARÇO a 30 de ABRIL na Ecoteca de Olhão (Olhão)

“Resíduo, só é lixo se quiseres”, de 1 a 30 de ABRIL de 2010, na Câmara Municipal de Loulé (Loulé)

A Equipa do CMIA

Câmara Municipal de Viana do Castelo
Divisão de Recursos Naturais

Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental
Rua da Argaçosa
4900-394 Viana do Castelo

Tel: 258 809 362
Fax: 258 809 397
cmia@cm-vian-castelo.pt
http://www.cmia-viana-castelo.pt/

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Mês de Abril de 2010

O nome deste mês deriva do latim aperire, que significa abrir.

É o único dos meses cuja denominação faz lembrar a estação em que o colocaram, referindo-se ao abrir das flores na Primavera.

Rómulo o instituiu com 30 dias, e o seu sucessor Numa Pompílio lhe tirou um; porém, Júlio César, quando por conselho de Sosigenes reformulou o calendário, lhe restituiu esse dia, ficando outra vez com 30. Este mês era consagrado pelos romanos à deusa Venus chamando-se também por isso mensis veneris, o mês de Vénus.

O mês era figurado por um Cupido com uma coroa de rosas na cabeça.

Saiba mais informações relacionadas com o mês de Abril>>>

ROTEIRO PELOS MOINHOS - Viana do Castelo

ROTEIRO PELOS MOINHOS

11 de Abril de 2010, às 14h00

O Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental e o Museu do Traje da Câmara Municipal de Viana do Castelo, irão promover um roteiro por alguns moinhos recuperados e em funcionamento do Concelho de Viana do Castelo no próximo dia 11 de Abril pelas 14H00 para o público em geral.

Esta iniciativa, que pretende celebrar o Dia Nacional dos Moinhos (7 de Abril), terá como finalidade divulgar ao público em geral algum do património deste concelho, assim como apoiar a iniciativa “Um dia pela Vida” da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Programa

14H00 - Concentração no Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viana do Castelo com visita ao Moinho de Maré (azenha D. Prior)

15H00 - Visita aos Moinhos de Carreço

16H00 - Visita à azenha de Outeiro e ao Núcleo Museológico de Outeiro

17H00 - Lanche no Núcleo Museológico de Outeiro (Museu do pão)

18H30 - Chegada ao CMIA

Custo: 10,00€ (2,50 € revertem para a Liga Portuguesa da Luta contra o Cancro)

O transporte é assegurado pela autarquia de Viana do Castelo.

Inscrição Obrigatória (via e-mail ou telefone para o CMIA).

Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental

Rua da Argaçosa
4900-394 Viana do Castelo

Tel: 258 809 362
Fax: 258 809 397

cmia@cm-viana-castelo.pt  
www.cmia-viana-castelo.pt

Peculiaridades das Gastronomias Regionais

Embora seja um país relativamente pequeno em dimensão física, Portugal é enorme quando se fala nas respectivas características sócio-culturais, nos seus diversos aspectos. A Gastronomia é uma delas.

De Norte a Sul de Portugal Continental e nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores há peculiaridades nas gastronomias das diversas regiões, e mesmo em algumas localidades, que as diferenciam das outras de um modo muito marcante.

Alguns exemplos:

Trás-os-Montes e Alto Douro
»» «Pitos» de Sta Luzia e «ganchas» de S.Brás
»» Alheira de Mirandela
»» Covilhetes - Vila Real
»» Pastéis de Toucinho - Vila Real

Beira Alta

»» Bucho Raiano
»» Cavacas de Resende

Madeira
»» Bolo do Caco

Estremadura
»» O Catrepe da Freixianda

Se conhece alguma receita "muito peculiar" de uma região ou localidade, agradecemos que no-la envie por email. Desde já, os nosso agradecimentos.

Novo blogue - "Etnografia em imagens"

A Equipa do Portal do Folclore Português criou um espaço na internet - A Etnografia em Imagens -, através do qual pretende preservar e divulgar imagens: fotos, postais, desenhos, pinturas, aguarelas, etc. sobre aspectos diversificados do Folclore, da Etnografia e da Cultura Popular Portuguesa, sem esquecer as Terras e as Gentes de Portugal, este pequeno mas belo “jardim à beira mar plantado”.

As primeiras imagens que vão ser colocadas foram gentilmente disponibilizadas pelo Dr. Carlos Gomes, principal mentor da criação de um espaço na internet onde todos os interessados possam encontrar elementos visuais relacionados, directa ou indirectamente, com o Folclore, a Etnografia e a Cultura Popular Portuguesa.Mais uma vez, os nosso agradecimentos ao Dr. Carlos Gomes.

Todos(as) os(as) interessados em colaborar com esta iniciativa, podem enviar, por email, fotos, postais, etc. para serem disponibilizados neste Blog, desde que se enquadram nos objectivos definidos, devendo indicar o autor, localização e todas as informações textuais que achem por bem.

Para todos, também os nossos agradecimentos!

Artigos de opinião de Carlos Gomes

»» O Traje Masculino do Alto Minho
Desde os primórdios da humanidade, a função primordial do vestuário consistiu em agasalhar. Porém, para além do conforto que proporcionava, o Homem sentiu ainda a necessidade de se cobrir e criar a sua intimidade, à semelhança de Adão e Eva ao tomarem a consciência da sua própria nudez.

»» A Indústria Chapeleira e o Traje Tradicional

A fotografia constitui uma das fontes documentais não apenas para quem estuda os acontecimentos da História contemporânea como também para quem procura com algum rigor conhecer os usos e costumes desde meados do século XIX, nomeadamente aspectos relacionados com o traje utilizado à época.

A Páscoa: das origens pagãs à actualidade

Na Páscoa, o Cristianismo celebra a morte e ressurreição de Jesus Cristo, o que faz desta festividade porventura a mais importante e de maior significado para os cristãos. Com efeito, é a crença na ressurreição de Jesus Cristo que distingue a fé cristã em relação a outras confissões religiosas. Foi apenas no século II que a Igreja Católica fixou a Páscoa no domingo, sem a menor referência à celebração judaica. Sucede que Jesus Cristo, segundo o calendário hebraico, terá morrido em 14 de Nissan, precisamente o início do Pessach ou seja, o mês religioso judaico que marca o início da Primavera. (Carlos Gomes)

Ler todo o artigo de opinião>>>

Évora celebra "Segunda-feira de Páscoa" - 5 de Abril


Évora celebra "Segunda-feira de Páscoa"
Porque as tradições de cada povo constituem um património único, a Câmara Municipal de Évora irá recriar, no Alto de São Bento, a "Segunda-Feira de Páscoa".

Esta iniciativa cultural e gastronómica, que decorrerá no próximo dia 5 de Abril, insere-se na Rota de Sabores Tradicionais e pretende que os eborenses recriem a tradição ancestral de, na segunda-feira de Páscoa, se deslocarem ao campo para desfrutar da beleza primaveril que, por alturas de Abril, inunda a região transtagana.

Saber mais>>>

CARTAZES - Divulgar iniciativas

O Portal do Folclore Português pretende divulgar os Cartazes de iniciativas relacionadas com a Cultura Popular Portuguesa, o Folclore e a Etnografia. Devem ser enviados via email, atempadamente!

Desde já podem ver os Cartazes disponíveis>>>
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